segunda-feira, 20 de junho de 2016

Caso 15+2: Um ano de Prisão - Alexandra Simeão




Luanda  - Passaram 60 anos desde a Prisão do mais famoso Preso Político em Angola, Dr. António Agostinho Neto. O tratamento dado pelas autoridades coloniais aos angolanos que foram submetidos a este tipo intolerância foi acompanhado pela diabolização dos mesmos, obrigando família e amigos a temer contactos, a recear pelas implicações se descoberta qualquer tipo de proximidade ou de ajuda.
Fonte: Facebook
Neste tipo de modelo político o que imperava era a manutenção do medo, o fortalecimento da dependência popular e o castigo para quem não concordava, ficando, desde logo, inibido de todas as formas de liberdade e passando a ser vigiado, seguido e catalogado permanentemente. Nisto a PIDE era exímia pelas piores razões.

Naquele tempo os presos políticos queriam apenas justiça e liberdade. Eram Jovens estudantes cansados pelo peso da desigualdade e homens chefes de família desiludidos por viverem permanentemente curvados. Mas todos eles éticos e invioláveis, mantiveram a certeza de que perante uma ideia que acabasse com toda a arrogância das autoridades salazaristas nada os faria recuar, por mais dolorosas que fossem as “chicotadas”. Tempo de todos os angolanos, com e sem convicções políticas, credos e cores, justos, democratas, sonhadores, imparciais, isentos, coerentes, velhos guardiães da nossa identidade colectiva cerraram fileiras e não desistiram.
40 anos depois da Independência, hoje é um dia triste para Angola.

1 ano depois de terem sido detidos e condenados num julgamento onde a ironia da assustadora semelhança dos métodos, depois de termos ganho um país, permite perceber que muita coisa terá que mudar. A única diferença é que depois da Independência os "Presos Políticos" foram vitimas dos seus irmãos e os de hoje não são sequer considerados Presos Políticos porque a existência da Democracia “não permite” a utilização desta designação.

17 jovens estão presos por terem sido considerados malfeitores e capazes de derrotar todas as nossas forças de defesa e segurança comprometendo a segurança nacional e as instituições democráticas em Angola. E afinal o que fizeram?

Tal como muitos de nós apenas disseram o que pensavam sobre esta governação sem amor ao próximo..


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