quarta-feira, 4 de maio de 2016

POPULAÇÃO DEVE AJUDAR A DESARMAR RENAMO: ALCINDA DE ABREU


04-05-2016 18:00:46

Macate (Moçambique) 04 Mai (AIM) - A membro da Comissão Política e chefe da brigada central do partido Frelimo de assistência à província de Manica, Alcinda De Abreu, desafiou, hoje a população do distrito de Macate, na província central de Manica, a continuar vigilante e denunciar a presença de cidadãos estranhos na comunidades, para permitir que o governo consiga prosseguir, com sucesso, o processo de desarmamento da Renamo.

Nos últimos tempos, a Renamo, maior partido da oposição no país, tem estado a levar a cabo uma série de ataques nas principais estradas moçambicanas reivindicando a governação das seis províncias onde considera ter arrecadado mais votos nas eleições gerais de Outubro de 2014.

Alcinda De Abreu disse, num comício popular, que o desarmamento da Renamo continua a ser uma medida adequada para travar a onda de violência que se vive no país, protagonizada por homens que portam ilegalmente armas de fogo.

“Foi com este propósito que o governo decidiu iniciar um processo de recolha de todas armas que estão na posse de pessoas desautorizadas e que criam terror ao povo moçambicano”, afirmou.

Aquela dirigente explicou que o sucesso deste trabalho passa pela colaboração da população, denunciando a presença de pessoas estranhas que circulam nos bairros a lançar, por vezes, mensagens de incitação a violência.

“Temos visto pessoas estranhas nas nossas comunidades. Quando isso acontece devemos denunciar para a nossa própria segurança. Não podemos deixar que pessoas mal-intencionadas criem instabilidade nos nossos bairros”, apelou De Abreu, defendendo que a calma e tranquilidade nas comunidades dependem da colaboração directa da população.

De Abreu referiu que Macate, em particular, e Moçambique, em geral, querem continuar a crescer e acabar com a pobreza e, para isso, é necessário que haja uma paz efectiva para o povo prosseguir com actividades de geração de riqueza.

“Esses, que ainda têm armas, querem ver o país estagnado. Não querem desenvolver. Nós, a Frelimo queremos continuar a crescer. Por isso que continuamos empenhados na busca de soluções para os problemas que assolam o povo. Queremos a paz porque abre espaço para trabalharmos. Com a paz podemos trazer mais riqueza”, disse Abreu.

Entretanto, o líder comunitário de Zembe, Jualinho Catize, que falou em nome da população da sua região disse que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, deve aceitar convite para negociar com o Presidente da República, Filipe Nyusi, e encontrar uma solução pacífica para pôr termo a onda de violência que se vive no país.

Construímos nossas casas, temos machambas e gado. Estamos a progredir, não queremos mais guerra. Melhor ir buscar Afonso Dlhakama para vir dizer o que pretende para acabar com o conflito político-militar. Queremos paz faz favor. Chega de guerra. Já sofremos muito, vincou aquele líder.
(AIM)
Nestor Magado (colaboração)/DT

(AIM)

1 comentário:

Chuphai disse...

Quando o poder chega ao fim todo vocabulo fica valido. Entenderam que deviam desramar a Renamo e agora pedem o povo para o fazer. Que burrice!

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