quarta-feira, 11 de maio de 2016

Mas é sou "Professor" por treino. Eu explico melhor.

Confissão de incómodo

Quero confessar que me incomoda um certo abuso de titulação que as pessoas muito gostam de usar em Moçambique. Há algum tempo atrás eu escrevi sobre o uso de títulos profissionais e académicos.
Em bom rigor académico, de acordo com as regras da minha escola, a Universidade Eduardo Mondlane, eu não sou "Prof. Doutor", tampouco "Professor Doutor". Mas é sou "Professor" por treino. Eu explico melhor.
1. "Professor" é um título profissional reservado aos profissionais de ensino, que por regra devem ter uma formação psicopedagógica e didáctica. Eu passei por isso! Logo, sou "Professor".
2. "Prof. Doutor" é um título da carreira docente universitária reservado aos docentes universitários com a categoria profissional de "Professor Auxiliar" ou "Professor Associado", que tenham completado estudos de doutoramento, por terem sido aprovados em exam de tese de douramento e conferidos o respectivo diploma. A ascensão a estes títulos faz-se por concurso documental ou mediante prestação de provas para o efeito, dependendo acordo com as normas em vigor em cada instituição de ensino superior. Este não é o meu caso, ainda!
3. "Professor Doutor" é um título da carreira docente universitária reservado aos docentes universitários com a categoria profissional de "Professor Catedrático" que tenham sido aprovados em exame de tese de douramento e conferidos o respectivo diploma. A ascensão a estes títulos faz-se mediante prestação de provas para habilitação a este título. Trata-se aqui do topo da carreira docente universitária. Eu ainda não cheguei lá!
Eu tenho uma tese de doutoramento completamente escrita e em avaliação, ainda não conclusiva, sobre um assunto científico considerado muito complicado e desafiante pelos meus pares. Trata-se, em concreto, de um tema sobre a «influência dos aerossóis e da geometria de observação por espectroradiométros em voo na distribuição da radiação solar difusa na atmosfera terrestre». Este assunto pertence ao domínio do desenvolvimento de algoritmos para a «extracção de informação sobre a distribuição espacial dos constituintes da atmosfera terrestre» a partir de medidas da radiação solar difusa obtidas por espectroradiometros montados em plataformas aéreas em movimento (e.g. aviões, balões, drones). No âmbito da implementação deste meu projecto de doutoramento, passei um tempo a trabalhar como "Visiting Scientist" no "Goddard Space Flight Center (GSFC)" da NASA (Agência Espacial Norte Americana), onde até me ofereceram um emprego precário—como é sempre o caso nos Estados Unidos da América—e eu recusei. (Há quem me chame burro por isso!)
Aqui em casa (na UEM) eu ensino e sou regente das disciplinas de "Física Ambiental", "Química Ambiental" e "Ciência e Tecnologia de Controlo da Poluição do Ar" (para os cursos de licenciatura em Física e Meteorologia). Também já leccionei disciplinas de Física para os cursos de licenciatura em Agronomia e Engenharia Florestal, Arquitectura e Planeamento Físico, Engenharias (todos os cursos da Faculdade de Engenharia da UEM), Medicina e Veterinária. Em bom rigor científico, sou Físico do Meio Ambiente (assim me consideram os meus pares e eu também), embora o meu treino académico formal tenha sido na área de Física Nuclear Aplicada. Trabalhei em aceleradores de partículas subatómicas na África do Sol, onde cheguei a ser responsável pela montagem de uma linha de PIXE ( = Proton-Induced X-ray Emission), uma técnica de determinação de composição elementar de amostras ambientais, biológicas e geológicas, para a determinação da composição de aerossóis, no então "National Accelerator Centre" (hoje "iThemba Labs"), em Cape Town (Cidade do Cabo).
É o estudo dos aerossóis, que me foi sugerido por Rogerio Uthui, que depois virou minha maior paixão como foco de interesse científico, que fez de mim o auditada que sou em Física do Meio Ambiente Terrestre e no domínio de desenvolvimento de técnicas de medição para fenómenos ambientais específicos, mormente os complicados, qual versa a minha tese de doutoramento em processo de exame e defesa, que só não terminou ainda porque eventos da minha vida privada me fizeram claudicar por algum tempo. (Isso faz parte das razões que me levaram a recusar a "oferta de emprego" nos Estados Unidos da América; não foi só por nacionalismo e por não gostar das condições que me ofereceram, avaliadas a médio- e longo-prazo; foram razões familiares que então pesaram mais nessa minha decisão. Tinha o rabo muito preso em casa, nessa altura!)
Mas devo dizer aqui não há como não me será outorgado formalmente o título de "Doutor", um destes dias! Não será "Honouris Causa"—que eu até considero o melhor reconhecimento do trabalho de um pessoa por uma instituição académica—mas sim por trabalho de rigor científico reconhecido. Não falo à toa, já provei as minhas qualidades académicas e científicas, mesmo sem haver o reconhecimento que muita gente questiona! Aliás, eu devo deixar ficar claro aqui que eu trabalho por paixão e não à busca de reconhecimento. É por isso que para mim os diplomas dizem pouco ou nada sobre quem os tem e ostenta; o trabalho sim!
Não é que eu desvalorize os diplomas. Quero-os justificados pelo trabalho. Idem com as categorias profissionais! E este respeito estou a ficar preocupado com algumas promoções a "Professor Catedrático" que ocorrem na "Pérola do Índico" sem trabalho que justifique. Que eu saiba, para se ser promovido a "Professo Catedrático" alguém tem necessariamente estar a gerir um Programa de Pós-Graduação ( = Cátedra) que já produziu vários mestres e doutores, alguns dos quais ficam ao serviço desse Programa sob o comando do já "Professor Catedrático", que o ajudam a formar mais mestres e doutores. Ocorre que há, na "Pérola do Índico", "Professores Catedráticos" sem cátedras. Se isto não parar imediatamente, a carreira docente universitária ficará banalizada.
Eu estou actualmente a trabalhar na criação da minha "cátedra", que tentativamente se vai chamar "Programa Integrado de Investigação em Física Ambiental, Habitação, Urbanização e Clima". Quero ajudar a formar especialistas que pensem e produzam soluções ambientalmente e economicamente sustentáveis para melhorar o conforto habitacional, a segurança e a liberdade de circulação de pessoas nas zonas urbanas, tendo o acelerado ritmo de urbanização da nossa sociedade. Do melhor que eu sei, até ao presente momento não há programa igual no mundo. O Programa interligar as Faculdades de Ciências, de Engenharia e de Arquitectura e Planeamento Físico da UEM. Nisto conto com o apoio do meu amigo Joao Tique, que é desenhador de cidades. Não haverá brincadeira em serviço! As cidades moçambicanas serão cidades do seu tempo, nas suas condições sociopolíticas, socioeconómicas, socioculturais e ambientais. Todos os aspectos do ambiente físico serão tidos em conta na futura arquitectura das cidades moçambicanas!
Portanto, num parágrafo, eu sou "Professor", sim, com todos os requisitos, mas não sou "Prof. Doutor", tampouco "Professor Doutor"; para isto ainda me faltam requisitos, que já vou preenchendo. Também sou cientista e consultor e do domínio da Física Ambiental, sem qualquer espaço para dúvida! Também não há dívida de que tenho interesse particular pela política (não pela ciência política!), sociedade (não pela sociologia!) e pela liberdade e justiça (não pelo Direito!). Neste capítulo, as questões ligadas à segurança do Estado e defesa da soberania do meu país (Moçambique) sempre mereceram e merecerão o meu particular interesse. Eu sonho com um Moçambique cada vez ais melhor organizado e melhor gerido. Isso só pode ser possível num contexto em que as pessoas são educadas para a vida em liberdade e com justiça. A segurança e a defesa são muito importantes para assegurar a liberdade e justiça efectivas. O povo não informado e formado é vulnerável e não tem viabilidade.
Enfim, já me esclareci para vós, amigos e compatriotas (moçambicanos). Estais correcto quando me tratais por "Professor"; mas errados, por enquanto, quando me tratais por "Doutor", "Prof. Doutor" ou "Professor Doutor". Eu nunca vos tinha dito isto, mas estas últimas três formas de tratamento me incomodam, porque me lisonjeiam ou bajulam, e eu detesto ser bajulado, mesmo sabendo que há algo de bom nisso. (Calma, não fica escandalizado! Há algo bom na bajulação sim: força-te a lutar para corresponder ou merecer os títulos com que tratam insistentemente—se fores sensato, claro!)

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PS: Enquanto cientista visitante no GSFC, na NASA, tive tempo aprender sobre política, organização, gestão e funções de uma agência de pesquisa espacial. Este conhecimento valeu-me o convite, pelo então Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique (hoje Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional), para organizar e presidir a "Comissão de Instalação da Agência Espacial de Moçambique". Ambição justifica-se, mas os trabalhos desta Comissão têm encontrado obstáculos por causa da ignorância que infelizmente é tanta entre nós, em Moçambique, sobre a importância e funções de uma agência espacial. Continuamos a lutar, com a certeza de que dum dia venceremos! Moçambique precisa de uma Agência Espacial para não permanecer na cauda de todos os rankings internacionais. A Agência Espacial é para ser o olho, o ouvido, o tacto, o olfacto, o cérebro e a boca do Estado moçambicano na discussão das questões atinentes à política (doméstica e internacional), ciência e tecnologia de exploração e utilização do espaço sideral pela humanidade. Neste momento, tudo nos passa por cima neste domínio, dada a ausência de um organismo especializado para tratar desses assuntos!
André Mahanzule, Belito Antonio Miguel, Edson Genuíno Cumbex e 83 outras pessoas gostam disto.
Comentários
Ariel Sonto
Ariel Sonto Ainda bem que nos ensinaram a lhe chamar de Profe pelo Homer Wolf
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Aurélio Simao
Aurélio Simao Prof tem uma carreira tão rica, porque não pode largar as coisas que andam sem rumo no nosso país e continuar a partilhar conhecimento científico que tem? Digo iss porque os nossos politico de gema as vezes mudam de direção de dia para noite, então os que defendemos a eles ficamos sem saber como mudar da nossa posição
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Chume Américo
Chume Américo Bem dito professor...
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Mussá Roots
Mussá Roots Cada vez mais lúcido e interessante, o prof...
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Nelson Timbe
Nelson Timbe Graças a deus, esta voltando ao consciente.
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Homer Wolf
Homer Wolf Boa e oportuna explicação... pena que - como sempre - é um "lençol"... eh eh eh
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Jabento Quetxoaio
Jabento Quetxoaio Homer wolf sempre a cutucar o professor . Sei que o lencol so serve para ser usado na cama . Oque queres dizer com este seu comentario ? Kikikikik lol
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Homer Wolf
Homer Wolf Lençol é o terno que se usa (nos meandros jornalisticos) para se referir a um texto looooonnngo...
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Julião João Cumbane
Julião João Cumbane Homer Wolf, fazer "lençóis" é o meu prato preferido. Se isso te incomoda, problema teu; a mim não incomoda! E se entendes as mensagens em lençóis, com estes bem "dobrados", ainda bem! Estilos são gostos, são crenças: não se discutem! Os assuntos sim, discutem-se!
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Homer Wolf
Homer Wolf prontxu... eish
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Mabangulane Jaime
Mabangulane Jaime Homer Wolf you so fun... lol
113 h
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Artur Jorge Cecilia Capitao
Artur Jorge Cecilia Capitao ".... Soluções ambientalmente e economicamente sustentáveis..." Eu sempre escrevi assim "... ambiental e economicamente..." em caso de uma contiguidade de advérbios. (Ignorância minha). Obrigado professor pela aula. E tenho a certeza que num futuro breve o chamarei de Professor Doutor.
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Julião João Cumbane
Julião João Cumbane Artur Jorge Cecilia Capitao, eu podia ter colocados as coisas como tu "sempre" colocas; não foi por falta de conhecimento da regra, foi por querer "fazer" diferente de ti! Ainda bem que mesmo assim entendeste a mensagem!
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Artur Jorge Cecilia Capitao
Artur Jorge Cecilia Capitao Poderia simplificar tudo isso em uma frase curta "Obrigado Artur Jorge Cecilia Capitao pela correção". Professor, a menos que esteja inovando o português. Humildade professor!!!
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Mabangulane Jaime
Mabangulane Jaime Eish!!!
13 h
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Jabento Quetxoaio
Jabento Quetxoaio Longo texto para dizer meia palavra...mas ficou o conselho
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Julião João Cumbane
Julião João Cumbane É minha maneira de dizer as coisas que quero dizer, Jabento Quetxoaio. O teu incómodo com as maneiras não me incomoda, nunca me irá incomodar!
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Manuel Luis Amosse
Manuel Luis Amosse 1 CV de tirar chapeu. Creio eu que nem e' tudo que compulsou acerca da sua formacao academica, oh ilustre JJC????
KATEKA SWOOO!...
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Ricardo Manuel
Ricardo Manuel Gostei da aula
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Enio Jorge Malema
Enio Jorge Malema Curriculo invejavel my respect
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Fidalgo Salomao Madeirao Mauai
Fidalgo Salomao Madeirao Mauai Uma aprendizagem.
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Mouzinho Zacarias
Mouzinho Zacarias Julião meu amigo é um grande sábio...Quando for grande gostaria de ser como tu...
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Carlos Paruque
Carlos Paruque Eu passei das mãos do prof. JJC, uma parte da história já era do meu domínio! Continue sendo grande referência prof.
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Gito Katawala
Gito Katawala Ora aqui está um texto que devia ser de vénia. Pois eu fui um dos poucos que tentou implorar-lhe para que se dedicasse à ciência, nas pareceu - me que até lhe ofendi. Eu nunca duvidei da sua competência académica e científica, mas eu tentava alertar-lhe que no campo da política, as emoções podem tomar conta do bom senso e perder-se o poder do pragmatismo e a percepção de realidade. É que nem paixões clubistas, há vezes que o nosso clube de predilecção pode estar a jogar mal, a ter uma má época ou atravessar um mau momento de forma, mas quando a paixão é desmedida, continuamos a acreditar que o "team" é o melhor (do mundo), que o jogador mor é quase Deus, enfim, paixões e emoções. Já o caro Professor dizia, que o que o leva considerar o CR7 como o melhor do mundo, é a sua autoconfiança, por mais que haja uma maioria por aí que não o considera, mas ele crê em si mesmo. E o professor se via revisto nessas qualidades.

Só para lhe dar um exemplo, o MD Doctor Ben Carson, foi um dos cientistas mais brilhantes no campo da neurocirurgia cá nos EUA. Não havia como negar o seu talento e conhecimento, mas tinha um lado emocional e de temperamento que o levavam acreditar em ideologia de direita conservadora. E muitos cientistas tentaram persuadi-lo para que ficasse na ciência, mas ele ignorou, chegou a pensar que havia um comando divino que lhe enviou para estar entre os mortais e dirigir uma mudança na humanidade. Juntou-se às vozes dos que até maldiziam a ciência, a teoria de evolução, mudanças climáticas, etc. No final gastou tanto o seu capital político e agora vai ter pouca gente que o respeite. Acabará sendo um vilão de novela, que nem um "mad scientist".

Já dizia, não de suprimir ou desprezar opinião política de outros, mas acredito que alguns deviam se abster só para manter ou proteger a reputação já conquistada.

Bom fim de semana!!
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Edio Matola
Edio Matola O Professor é uma "fera" académica, terá um respeito adicional, respeito indivíduos com mentes brilhantes, é uma das minhas paixões! Apreciei a publicação!
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Alfredo Macuácua
Alfredo Macuácua Acho que é convicção, acho nao haver necessidade de conversarmos a ideologia do ilustre, mas o pensamento dele...
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Augusto BáfuaBáfua
Augusto BáfuaBáfua Gostei
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Efraimo Neves
Efraimo Neves Tenho orgulho de ser ou ter conterrâneos como tu, isso me inspira para continuar a trilhar esse caminho seguindo os seus passos ainda que em áreas diferentes , mas nos próximos 6 anos também almejo já ter concluído o meu PhD
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Julião João Cumbane
Julião João Cumbane Gito Katawala, este teu comentário tem uma premissa que não é correcta, nomeadamente a de que eu padeço de uma fanatismo pela Frelimo, a tal ponto que não sou capaz de ver os erros cometidos por esta organização ou pelos seus militantes. Quero dizer-te que o único fanatismo de que padeço é de saber mais sobre este mundo em que vi e partilhar o conhecimento com os que rodeiam, longe ou de perto. Por isto sim, sou fanático. Pela Frelimo o que tenho é uma amor que não é cego. Eu estou casado com a Frelimo, porque a ela me complementa da melhor maneira que nem a minha Igreja de coração (a Igreja Católica Apostólica Romana), onde se aprende sobre moral e o valor da crença. Com a e na Frelimo eu aprendi e continuo a aprender a ter sentido de pertença à Pátria; a ser cidadão; a valorizar a minha nacionalidade; a lutar pela liberdade e pela justiça; enfim, a amar Moçambique. Sim, eu amo incondicionalmente Moçambique, igualmente ou que a Frelimo. Até agora sou e estou muito feliz pelo amor que a Frelimo tem por Moçambique. Mas isto não me cega; antes pelo contrário, coloca-me em permanente estado de alerta! Portanto, caro amigo Gito, fica sossegado que não estou perdido ainda, não espero e nem trabalho para ficar perdido como ocorreu Ben Carson. Enquanto vivo, o meu projecto é ser sempre útil como posso, onde posso, e lutando com todas as minhas energias para saber e poder, mas na estrita observância da lei natural em primeiro lugar. Sou contra tudo o que não respeita a lei natural! Isso me dá a vida e energia que tenho para servir este mundo da melhor maneira possível. Eu já deixei ficar neste mural a "Missão da minha vida adulta"; visita-a para ficares mais sossegado. Agradeço e retribuo os votos para um bom fim-de-semana para ti.
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Gito Katawala
Gito Katawala E fica mais explícito ainda com este comentário. E a ler entrelinhas, não há como rebater.
Abraço patriótico!
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Juma Aiuba
Juma Aiuba Good!
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Frederico Pereira
Frederico Pereira grande homem, boas ideias, confesso que nunca fui bom a fisica.mas admiro os bons fisicos......dr utui...
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Frederico Pereira
Frederico Pereira mas dr...com tantos projectos destes....nem eu imaginava que tinhamos agencia espacial...
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Frederico Pereira
Frederico Pereira nutre uma paixao pela pol....
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Frederico Pereira
Frederico Pereira sem criticas, abracos
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Carlos Edvandro Assis
Carlos Edvandro Assis Confesso de todos os seus postes meu caro amigo Julião João Cumbane esta me comoveu pela positiva pela maneira sabia e inteligente que fizeste a exposicao do seu cv (curriculum vitae) mas ainda de saber que temos cerebros neste pais que ajudariam bastante no desenvolvimento deste pais se a ignorancia cognitiva nao roçasse a sua alienacao cognitiva politica.
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André Mahanzule
André Mahanzule Bem haja Senhor Professor,Bayete.
1 h
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William Damasio Mbeve
William Damasio Mbeve Fiquei sem palavras quando o comentário de Carlos Evandro Assis...Este país precisa d seu Curriculum e não daquele Julião João Cumbane politico-membro do partido, se faz favor!!!

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