sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Malawi está às escuras e a economia em estado de choque


Cortes de energia eléctrica vão piorar até Dezembro.
Para resolver a situação, o país precisa de chuva abundante nos próximos cinco anos.
O pais já assumiu a crise, e só com chuva abundante nos próximos cinco anos poderá resolver a crise de energia eléctrica, que paralisou literalmente o país.
 A ESCOM, empresa pública de electricidade diz que o Malawi vai continuar a sofrer restrições severas de energia a menos que o país receba chuva acima do normal durante cinco anos consecutivos.
A empresa diz que a crise de energia só vai acabar com uma eventual queda de chuva que vai permitir o aumento dos níveis da água no Lago Niassa e no Rio Chire, onde estão as pequenas e obsoletas centrais hidroeléctricas do país.
 A Escom apelou a compreensão do sector privado e dos consumidores domésticos que estão a acumular prejuízos na sequência de cortes sistemáticos de energia que vão continuar até Dezembro.
A Confederação das Câmaras de Comércio e Indústria no Malawi, já manifestou a sua profunda preocupação com os apagões que também afectam instituições como hospitais, escolas e o comércio.  
Já há anos que o país tem um deficit de energia eléctrica.
Devido ao baixo nível do caudal do Rio Chire e no Lago Niassa, o país  não gera energia suficiente para cobrir as suas necessidades.
Seis das sete pequenas centrais hidroeléctricas estão instaladas no Rio Chire e apenas uma em Karonga, no norte do país.
Em condições normais, as sete pequenas centrais hidroeléctricas produzem 351 megawatts de energia. Entretanto, nem sempre estão todas operacionais a mesma altura, devido ao baixo nível do caudal do Rio Chire e do Lago Niassa, sobretudo na época seca e também devido a sua obsolência.
Dos cerca de dezassete milhões de malawianos, apenas nove por cento tem acesso a energia eléctrica.
O governo malawiano reconhece que para garantir o desenvolvimento sustentável, o país precisa de um investimento massivo na geração de energia, incluindo a modernização da rede.
Entretanto, Moçambique poderá iniciar, dentro de cinco anos, a venda de energia eléctrica para o Malawi, dando seguimento à intenção de compra formalizada em 1998 junto das autoridades moçambicanas.
RM-Malawi – 04.08.2017

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