sábado, 5 de agosto de 2017

ESTUDANTES AINDA NÃO RETORNARAM AO ESTÁGIO


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O retorno ao traba­lho de estágio pré­-profissional nas unidades sanitárias a nível de Nampula está condicionado à assinatura dos contractos individuais entre os médicos estagiários do sexto ano do curso de medicina na facul­dade de ciências de saúde da Universidade Lúrio e a direc­ção provincial de saúde.
A celebração de contrac­tos é fundamental para que o grupo de 27 médicos esta­giários da Universidade Lúrio possa beneficiar dos subsídios que, segundo a lei, representa 80 por cento do salário básico que é pago no país aos médi­cos em exercício.
Os médicos estagiários re­conhecem as dificuldades or­çamentais que o país em geral e a província em particular enfrenta, neste momento, mas consideram que o contracto é importante por constituir a base para exigirem os seus direitos ao Estado quando as carências financeiras estive­rem ultrapassadas.
“Estamos disponíveis para fazer parte dos esforços do governo relativamente à pres­tação de cuidados de saúde à população em qualquer unidade sanitária deste país, mas as nossas exigências não devem ser entendidas como uma chantagem”, disse um dos componentes do grupo de 27 finalistas da Universi­dade Lúrio em Nampula, que pediu para não ser identifica­do.
Sublinharam que acredi­tam no governador de Nam­pula, Victor Borges, que, ale­gadamente, está empenhado na procura de uma solução para as suas exigências legais. A promessa nesse sentido foi feita semana passada quan­do o grupo foi recebido pelo governante,em audiência no seu gabinete de trabalho, para perceber o fulcro das exigên­cias.
Entretanto, a Universidade Lúrio distribuiu um comu­nicado de imprensa, dando conta que recebeu em 19 de Julho passado uma carta dos estudantes em que comunica­vam a paralisação das activi­dades do estágio devido à não assinatura dos contratos.
O mesmo documento re­fere, ainda, que a Unilúrio respondeu à aludida carta, frisando sobretudo, por um lado, que ela própria havia encetado contactos com a Direcção Provincial de Saú­de, entidade responsável pela assinatura dos contratos exi­gidos e, por outro, alertando que o estágio fazia parte da actividade curricular e, por conseguinte, era imprescin­dível a respectiva frequência dos estudantes.
“É importante esclarecer que nestes encontros e, inclu­sive, na resposta enviada ao grupo de estudantes nunca houve por parte da direcção da Faculdade, para além do esclarecimento da necessida­de de se garantir o cumpri­mento integral do plano cur­ricular, que obriga a presença de estudantes no campo do estágio, qualquer tentativa de ameaça, como foi propalado por alguns meios de comuni­cação social”, frisa-se no co­municado.Wf

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