sábado, 12 de dezembro de 2015

Palcos de guerra supérfluos. Por Elisio Macamo, 12 de Dezembro de 2013

Um pouco perturbado quando leio coisas como as que li hoje:
Palcos de guerra supérfluos
Leio no boletim da AIM que a Procuradoria da República notificou os editores dos jornais “Canal de Moçambique”, “MediaFax” bem como o académico Carlos Nuno Castel-Branco para se apresentarem lá. Pesa sobre eles a acusação de “abuso de liberdade de imprensa”. Abano a cabeça incrédulo e pergunto-me a mim próprio para que isto serve e que tipo de País algumas pessoas querem construir. Por ser fã de Guebuza recuso-me a acreditar que isto seja da sua autoria. Parece-me excesso de zelo desnecessário e contraproducente tendo em conta a actual impopularidade do Governo. Parece-me uma maneira de descredibilizar o Governo ainda mais. É difícil perceber certas coisas.
A carta de Castelo-Branco foi infeliz na forma, creio que disso ele próprio também tem consciência. O conteúdo é discutível. E é aí onde reside a questão. Se o conteúdo é discutível, então devia ser discutido. Há muita gente com capacidade para fazer isso. O Gabriel Muthisse reagiu no seu mural e houve uma discussão interessante com a participação do próprio Castel-Branco. O Gustavo Mavie reagiu no Notícias e essa reacção foi comentada por alguns pelo Facebook fora. Eu também escrevi alguns textos em que, sem me referir directamente a Castel-Branco tentava reflectir aspectos da sua intervenção. A essência dum País é isso mesmo: o debate de ideias, mesmo que os ânimos estejam muito levantados. A tendência de se sentir ofendido ao ponto de mobilizar institutições como a Procuradoria não ajuda em nada a construir o nosso País. Um País não se constrói na ausência de debate. Que esse debate fique por vezes pouco civilizado é natural dada a natureza das questões em discussão. Se as pessoas entretanto se retractam tanto melhor.
Não sinto nenhuma simpatia pelo jornal “Canal de Moçambique” que, quanto a mim, tem investido num tipo de jornalismo bastante ideológico que não ajuda em nada a construir um País melhor. Mas penso que é do interesse de todos nós que mesmo um jornalismo de má qualidade tenha a possibilidade de se articular, por mais não seja para que pela interpelação da sua má qualidade os leitores se constituam como os maiores censores. Os meios de comunicação de massas no País deviam dispôr dum organismo colegial com a explícita tarefa ética de zelar pela qualidade jornalística e deontológica do seu produto. A Procuradoria nunca se devia meter nisto por uma questão de princípio, a não ser, claro, que um lesado – no caso, o Presidente da República – manifeste esse desejo, desejo esse, apresso-me a dizer, politicamente mal aconselhado.
O Governo não tem, neste momento, necessidade de mais palcos de guerra.
Comments
Manuel J. P. Sumbana Elîsio. Subscrevo na íntegra, Vou partilhar isto. Thanks por saîres da toca. 
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Mbongane Jasse Molwene nem sempre estou de acordo com os teus textos mas desta ves o sr. Docente foi bem claro, imparcial e muito educativo
Marílio Wane pois eh, justamente pela dimensao da atitude do governo - ao ponto de mobilizar a PGR - fica dificil acreditar que seja apenas "excesso de zelo". se pensarmos na sequencia de comportamentos da presidencia nos ultimos tempos, temos elementos suficientes pra pensar que eh algo mais elaborado...
Socrates Mayer Excesso de zelo, porque numa sociedade sem debate de ideias sobre a saúde política, económica, social e cultural, não se constrói um Estado solido, pluralidade de ideias sobre as doenças que enfermam a sociedade moçambicana. Espero que não estejamos a caminhar para o sistema autocrático, onde se limita ou meça-se o que falar e a abordagem a seguir.
António Francisco Elísio, no fundamental, concordo inteiramente com o comentário sensato e oportuno. Agora, se o Governo não tem, neste momento, necessidade de mais palcos de guerra, não sei, não sei. Como executivo de uma organização de meios políticos crescentementecontraditória que é hoje o Estado Moçambicano, sem dúvida que o Governo já tem suficientes palcos de guerra para gerir. Porém, parece a abertura de novos palcos de guerra sugere que entrou num ponto de não retorno. Só assim se percebe que os interesses instalados no Estado, consciente ou inconscientemente, investam menos na pacificação do que na multiplicação e diversificação de novos palcos de guerra.
Andy Silva Concordo plenamente quando diz que um país não se constroi na ausência de debate, mas olhando para o nosso País penso que é difícil os dirigentes aceitarem debate de ideias de forma livre, porque penso que existe protecção dos seus interesses face ao povo. Logo, quem consegue atingir lhes na ferida aberta, será punido, castigado. Enfim Prof. Elisio Macamo.
Nito Ivo Ate que enfim escreveu algo sem rodeio, sem confusão, tudo claro.
Rudolfo Cossa Excesso de zelo e avidez pelo monopólio do poder.
Marílio Wane alias, a propria escolha dos pre-candidatos as eleicoes do proximo ano (Vaquina, Pacheco e Nhussi) e', na minha visao, mais um claro sinal dessa "avidez pelo monopolio do poder" a que o amigo acima se referiu. enfim, sao muitos os indicios de que nada disto e' "acidental", como talvez possa parecer.
Helio Thyago Krpan Senhor Professor. Se afirma que na Patria Amada temos um jornalismo de ma qualidade (de caris mais ideologico do que outra coisa), qual seria ou qual deveria ser a postura do nosso jornalismo para poder se chamar ou considerar de boa qualidade?
Uma vez que as liberadades de imprensa e de expressao sao combatidas quando trazem certas verdades.
Domus Oikos Elisio Macamo grande intelectual e obrigado por estas achegas.
Eliha Bukeni Faz mais de um mês que o Dr Castelo-Branco publicou no seu mural a carta que o torna hoje arguido de "qualquer coisa". Não parece estranho Professor, que o Dr Paulino, que é bastante atento e meticuloso, tenha levado tanto tempo para descobrir que naquela carta, havia alguma passagem que pretensamente insulta o PR. Para mim, este processo é uma encomenda cuja fonte não preciza lupa para identificar e tem simplesmente em vista ceassear o direito a livre opinião, incluíndo nos nossos murais no FB!
Euclides Flavio Artigo interressante quando visto verticalmente. Torna se ainda apetitoso quando observado de forma superficial. Nao percebi nenhuma clareza por parte de Elisio Macamo quando diz que: A CARTA DO Prof Castelo Branco foi infeliz* nao estou a julgar mas tambem seria bom que avanssace os criterios da avaliaxao do conteudo do Prof Castelo para chegar a esta conclusao? Por outro lado qualifica o jornal Canal Moz como de Ma qualidade e de cariz ideologico, mais uma vez nasce a mha inquietacao: ELISIO MACAMO, Qual e' o modelo de jornalismo que propoe a este jornal. Percebo uma confusao no seu texto. SE O TEXTO DE CASTELO BRANCO CORRE MUITA TINTA ATE AOS DIAS DE HOJE FOI PELA LINGUAGEM APRESENTADA QUE SASSEIA A TODOS MOCAMBICANOS. Alguns que se dizem intelectuais mocambicanos tem serias dificuldades de ESCREVER PARA O SEU POVO. Objectividade, rigor r precisao na escrita sao fundamentais para a fortificaxao do debate. Avante a liberdade de imprensa, Avante Castelo Branco.
Alberto Mazanga Grande Macamo, concordo plenamente consigo.... acho a minha não vai ser exclarecida est seculo...
Joao Carvalho Sempre que houver uma carta aberta naqueles moldes, vai logo a Procuradoria intervir!? (se não foi pela vontade do PR, cheira-me a ditadura; e acredito que não seja esta a vontade que movimenta quem se sentiu ferido), aliais só se sentiria ferido, se o conteúdo da carta irradiasse a realidade, (sem querer descurar a pertinência e o direito de acusação de quem se sente lesado por aquela carta). Espero que não seja verdade que haja uma notificação neste sentido para os entes supra mencionados; se for verdade, e haver uma notificação, reflete exatamente que os adjetivos escritos pelo autor, a duvidar dos objetivos do PR no tocante as duvidas sobre os anseios de liberdade e justiça, de que o autor da carta não tem certeza que sejam objetivos do nosso PR, seja verdade; com uma notificação destas são postos em causa e confirmados na prática o que o autor da carta disse... Sendo uma carta aberta, pessoalmente penso que o autor deve ter provas do que diz, aliais a carta devia ser enviada também ao PR da Renamo, um belicista. Pessoalmente não comungo com decisões belicistas, (decisões tomadas sem muita cautela, perigam a vida das pessoas, e isso deixa as pessoas eufóricas; ainda assim, penso que o autor tomou para si a dor de quem sofre estas decisões, e não foi feliz porque o Estado actual da democracia, da liberdade, está muito fragmentada, ainda em construção lenta; e cartas daquela natureza, nem em anonimato podem ser dirigidas a um PR, como li algures, o tom da carta é que chateia, mais do que o conteúdo 
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Helder Chilengue Sou obrigado a concordar consigo Elisio. Um cargo como o de Presidente da República não pode em momento nenhum significar uma espécie de bolha protectora, cujo objectivo é governar com uma visão angelical em que a critica seja um sacrilégio. Devíamos estar a caminhar para uma Democracia verdadeiramente entendida como tal, em que o debate de ideias e o governo daí resultante fosse produto do debate, e tal uma constante. Normalmente, tal posto devia ser atingido depois de um escrutínio intenso, em que ideias, e propostas tivessem sido um factor determinante, ultrapassados todos os aspectos legais. Peca a procuradoria, por querer fazer deste caso aquilo que ele não é, quando assuntos verdadeiramente importantes e determinantes, são ignorados, pelo menos publicamente, quando esses sustentam o significado de um MINISTÉRIO PÚBLICO. 
POLITICAMENTE, é uma erro estratégico dos mais grosseiros de que se pode imaginar. Jamais se devia permitir que este caso ganhasse essa relevância que se esta a querer dar, admitindo que, se esta a tentar incriminar o Castel-Branco por aquilo que ele disse e escreveu. 
Se admitirmos por hipótese que a ausência de debate é o caminho final, este acto, transforma o assunto num TEMA, que obriga a que a sociedade, essa que não se permite ou com quem se evita debater, debata o assunto por uma período maior ao que se pretende evitar. Mais, o timing para se incriminar Castel-Branco é outro e não este. Prefiro acreditar que isto, não passa de uma iniciativa de um grupo cujo fim último é silenciar o debate nos órgãos de informação público, desde que tais ideias, sejam contrarias e que todos entremos num círculo em que todos concordam com todos, ou fingem concordar.
Hamilton Dilson tendo em conta o nível "psicoideologico" (se é que existe) de alguns elementos que fazem (desfazem) as nossas instituições é claramente fácil de entender tais acontecimentos. Já agora o injustificavél é numa era como a nossa,em que se pauta pela "liberdade de expressão" (desculpem se disse algum palavrão) ainda existam atitudes do gênero...
Sérgio Gui Bila Doutíssimo caro Elisio Macamo, são estas as "pistas": PGR Nomeado pelo PR, e daí por diante nem me atrevo a especular desnecessáriamente... Marílio, mais uma vez (como habitualmente) estás com a visão/mente BEM AGUÇADA.. Parabéns!
Alberto Mazanga Alias queria eu dizer que a minha dúvida sobre o cenario actual dos acontecimento não ser exclarecida tão já, porque cada dia que passa fico com surpresa...
Zenaida Machado Pronto! Ate que enfim concordamos em algo... "penso que é do interesse de todos nós que mesmo um jornalismo de má qualidade tenha a possibilidade de se articular, por mais não seja para que pela interpelação da sua má qualidade os leitores se constituam como os maiores censores." Nao sou fa de Guebuza, mas tambem nao acho que ele deseje sair de um mandato de 10 anos com essa "nota negativa". Ele ja tem muitos problemas pra resolver...
Elisio Macamo cada um de nós que se pronuncia na esfera pública tem que o fazer sabendo que pode incorrer certos riscos. creio que uma participação responsável no debate público tem que ter isso em conta. neste sentido, e como escrevi no texto, aquele que é lesado por certo tipo de intervenção pública tem o direito de se defender. o presidente da república também. o facto de o ser não implica que seja alvo de ataques não qualificados. penso que é importante tornar isso claro para que não fique aqui a ideia de que eu defendo este tipo de intervenção. não defendo. politicamente, contudo, creio haver outras formas de reagir a este tipo de crítica, formas mais soberanas. não vejo a mão do presidente nisto, nem mesmo a julgar pela imagem popular que se tem dele, mas neste assunto a minha especulação é tão boa quanto uma outra qualquer. vejo excesso de zelo que me parece não só prejudicial ao governo como também mau para a construcção de moçambique como espaço de debate. quem apoia este texto por pensar que defendo castel-branco ou os jornais mencionados e critico o governo não percebe o que está em causa e pode ser parte do problema da nossa esfera pública.
Andre Uandela Penso que a atitude da PGR protege mais o debate. Ao processar o Prof. Castel-Branco a PGR abre mais espaço para que discutamos não apenas a carta do Professor, mas também a actuação da própria PGR, a qualidade do debate na nossa esfera pública (algo e...Ver mais
Sérgio Gui Bila Caro Uandela, não cabe à PGR proteger/promover/nem cercear o debate... Não é assunto para acusação pelo Estado (que na verdade somos Nós, dirigidos por um Alto Magistrado escolhido dentre Nós) a um cidadão que emitiu a sua opinião. Cabe ao outro cidadão (ainda que Ilustre) Armando Guebuza - Nosso presidente - remeter algum processo contra algum acto injurioso/insultuoso que o Castel-Branco possa ter cometido! Não misturemos alhos e bugalhos!
Joao Jone Chicote A accao do PGR faz me entender que estamos a descer no edificio dos direitos fundamentais, nomedamente, no capitulo dos direitos e liberdades individuais. Dizia Professor Cistac pela forma como o PRG instaura os processos e os criterios que usa, muitas vezes tem a ver com a influencia politica nesta magistratura, espero que este caso seja excepcao. Sobre o jornal Canal de Mocambique penso que deve haver equilibrio na "agenda setting" sob o risco de ser conotado como uma imprensa encomendada. Quanto ao conteudo nao parece que esteja fora dos carris. Quero concordar contigo que o Chefe de Estado esta sendo mal aconselhado.
António Muchanga Caro Professor Elísio. Obrigado pela observação. De facto, há necessidade de mudança de postura de alguns ''círculos jornalísticos''. Um jornalismo responsável é crucial no nosso país.
Joao Jone Chicote Antonio Muchanga o que 'e jornalismo responsavel? da TVM, Noticias? pra mim quanto ao conteudo 'e ate um dos jornais que utiliza da melhor maneira a teoria das balas magicas, ou seja, publicar os factos com tamanha velocidade. Ora, a sugestao 'e melhorar no agendamento (Agenda seting) para permitir maior confroto de ideias, esta 'e a funcao dos jornais semanarios, mais do que informar visa promover debate.
Viriato Tamele Carlos Nuno Castel-Branco Caros, desde ontem recebi algumas centenas de mensagens perguntando sobre o processo que alguma imprensa anuncia que me foi movido pela PGR, e manifestando enorme solidariedade comigo.
Gostaria de esclarecer que até ao momento em que escrevo esta nota, 14:30 horas de Maputo no dia 12 de de Dezembro de 2013, não recebi nem da PGR nem de qualquer outra autoridade uma notificação ou intimação referente a este caso. Portanto, não sei se de facto existe um processo contra mim, e, se existe, ou vai existir, qual é a sua natureza ou acusações. Além disso, encontro-me fora do País em serviço (hoje tenho uma conferência em Genebra). Portanto, por não ter sido convocado pelas vias legalmente pevistas e por me encontrar fora do País, não me farei presente na PGR na sexta feira, como alguma impresnsa sugere que vai acontecer.
Gostaria de agradecer a enorme solidariedade de que estou sendo alvo, tanto por familiares, como por amigos, colegas, ex-estudantes e companheiros, muitos dos quais nem conheço pessoalmente. Estou certo que esta enorme solidariedade é sobretudo dirigida ao desejo de defender as liberdades básicas, melhorar o desempenho da justiça no combate ao crime real e, no fim, contribuir para o desenvolvimento mais amplo, inclusivo, diversficado e articulado do nosso País. Por conseguinte, esta solidariedade é necessária que continue, quer para todos os casos semlhantes (por exempo, o dos dois orgãos de infomação já convocados), quer para casos futuros (tanto eu como outros podemos ainda a vir a ser notificados), como para todos os casos que correspondam aos objectivos fundamentais deste movimento solidário e cívico, nomedamente: a busca de caminhos democraticos, pacíficos, solidários e inclusivos para os problemas nacionais.
Viriato Tamele A PGR deveria convocar o Facebook, gmail, hotmail, yahoo, gmail+, etc. e se a PGR tiver dificuldades pode entrar em contacto com a NSA que eles irão dar todas as informações de quem circulou a carta de Carlos ....
Ludomilo Fumo Meus caros, vejo q escrevem bem acerca do canal moz como o sitio onde se mostra o jornalismo d má qualidade... Porque n arranja um dia debaterem o jornal publico! Esse sim, todas edições te alguem q é acusado de algo...
Maria Candido So espero que nao cheguemos ao nivel de Angola. a Imprensa em algum momento tem falhado com pronunciamentos nao confirmados e isso nao leva a analises coerentes por parte da sociedade civil preocupada com as questoes do pais.
Carlos Nuno Castel-Branco E o "domingo" e até o "notícias"?
Lazaro Mang Parece que há mais indivíduos e instituições fora do controle neste país...
João Barros Não sei não até vai a liberdade de expressão, a falta de respeito e o insulto, quando se trata de figuras públicas, neste caso, o representante de um Estado eleito democraticamente! Em Portugal, o Escritor e Jornalista Miguel Sousa Tavares chamou de palhaço ao Presidente Cavaco Silva, numa entrevista, por não contrariar o programa do PSD e a PGR portuguesa, dois dias depois moveu-lhe e move um processo crime por ofensa a um dos símbolos do Estado! Isto sem nenhuma apresentação de queixa (que se conheça) por parte de Anibal Cavaco Silva!
Poeta Levianno E assim as instituiçoes vao sendo usadas quando convem,
Alberto Ngomane ha orgaos d comunicacao social que nao informam nem formam a sociedad mocambicana, mas sim funcionam a luz d teoria d accao politica. a imprensa tem a sublime missao d criar uma ARENA D DEBATE DEMOCRATICO (so ha debate Demoratico quando existem pontos d vista difrentes). portanto, abaixo a imprensa q so faz propaganda ideologica.
Adolfo Lourenco Tembe Bom dia Dr Elisio! Na verdade nao li na integra o texto dr Nuno Castelo branco mas apanhei estratos do texto que iam sendo citados por outros orgaos de comunicacao social. No entanto eu penso k nao estamos habituados a diferencas de pensamentos. Eu imagino k se fosse MANDELA a que a carta de Nuno castelo Branco se dirigia ha muitos k os dois teriam ja tomado o cha juntos. Assumo k o conteudo da carta seja discutivel, mas ate ao ponto de ser chamado a PGR, ai e o cumulo da mostrusidade. Neste pais ha muitaa intolerancia politica. Mas eu sugiro k avancem com o processo contra o Dr Nuno Castelo Branco para ver quem vai sair chamuscado. Isso servira para dar razao aqueles k dizem k ha muita intolerancia. E uma outra forma de promover os k combatem este governo. Mas da parte k me toca julgo k nos precisamos de aceitar diferencas e respeitar o pensamento de outros. nao deve ser proibido o pensamento dos outros. Ninguem e perfeito. Nunca julguei k este governo esteja errado em mutos aspectos da governacao. Julgo k o governo tem cumprido muitos aspectos de uma forma aceitavel mas peca pela intolerancia. Agora ha no seio da governacao pessoas k nao conseguem dissociar se dos metodos do monopartidarismos. Falam da democracia mas com a lingua do monopartdarismo. Mas unica maneira de convivencia e respeitar as diferencas
Poeta Levianno E essa intolerancia é notavel no parlamento, 

onde nao se nota quem responde as perguntas do governo, e quem fiscaliza o governo,
onde todos nao parecem do mesmo moçambique, onde um tenta pintar o outro o mais feio q pode,
Sic Spirou excesso de zelo e com manifesto interesse em desviar do essencial que o pais neste momento passa. mais um caso pra gastar papel e tinta e ''mostrar servico''. coitado dos PGR's
Alexandre Zerinho Espero que o Caro Elisio Macamo não seja notificado pela Procuradoria Geral da República por ter publicado este texto que em última análise opoe-se a ideia do Presidente Armando Emílio Guebuza.
Samuel Chacate Acho k seja tarde! mas deixa só dizer k todos aqueles que os chamamos dirigente deviam ser fortes às ondas das reações psicológicas emocionais...

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