Um novo início
10.12.2015
PEDRO BACELAR DE VASCONCELOS
A Esquerda foi sempre a expressão do desejo de mudança. Pelo contrário, a Direita representa a resistência a que algo mude. É assim há mais de dois séculos, desde que Luís XVI convocou os "Estados Gerais" que, contra a vontade do rei, se transformaram na Assembleia Constituinte que desencadeou a Revolução Francesa para acabar com a servidão, o regime senhorial e o absolutismo monárquico de direito de divino. O Centro, porém, não tem definição nem substância própria salvo o que resulta das contraposições que pretenda conciliar. Sem a Esquerda, afunila-se o universo das opções possíveis, esbatem-se as diferenças que matizam o pluralismo, promovem a cidadania e dão sentido ao debate público. Degrada-se a política e corrompe-se a democracia. Não tratamos aqui de categorias morais: o "bem" e o "mal" apenas qualificam o mais feliz e o mais perverso do que mudou ou persistiu. A mudança política, porém, marca o destino da Esquerda.
Graças aos acordos alcançados entre os partidos da Esquerda, foi derrotada a moção de rejeição apresentada pelo PSD e o CDS na semana passada. O Governo socialista assumiu por fim a plenitude das suas funções e a maioria que o suporta demonstrou ser capaz de corresponder às expectativas dos eleitores que lhe confiaram o seu voto e o seu futuro. Ficou provado que a miséria e o desemprego não são uma fatalidade inelutável, que, afinal, ao contrário do que o Governo da Direita obsessivamente afirmou ao longo de quatro anos - ora como justificação para as suas opções ideológicas ora como disfarce para os seus fracassos - existe, de facto, uma alternativa política. O reencontro das esquerdas assinalou também a reconciliação dos socialistas com a tradição progressista da social-democracia europeia, de Helmut Schmidt e de Mário Soares, há muito abandonada por Blair e outros apóstolos da "terceira via".
A etapa que agora se cumpriu não descreve um caminho fácil e linear. O primeiro passo exigia a obtenção de uma vitória inequívoca nas "eleições primárias" abertas à participação dos simpatizantes, convocadas para responder ao desafio lançado por António Costa. É oportuno recordar que uma parte substancial dos "argumentos" usados pela Direita contra o atual secretário-geral, numa flagrante manobra de "destruição de caráter", foram ensaiados, originalmente, no âmbito do combate interno no Partido Socialista. Depois, a coincidência da prisão de José Sócrates com o congresso partidário que consagrou a nova liderança do partido, funcionou, perante a opinião pública, como uma espécie de "certificação" das acusações que responsabilizavam o PS por todas as desgraças do país. O prolongamento da prisão preventiva do antigo primeiro-ministro e os sucessivos incidentes processuais, acompanhados pela violação sistemática do segredo de justiça, engendraram um fantasma que assombrou toda a campanha eleitoral. Foi neste contexto profundamente adverso, e apesar dele, que o PS construiu o seu programa eleitoral, persuadiu os cidadãos da bondade das suas propostas e até se viu obrigado a demonstrar aos opositores que as suas contas estavam certas, que as medidas haviam sido calendarizadas com rigor e que os impactos económicos e financeiros das políticas que propunha tinham sido devidamente calculados.
A nova etapa que agora se inicia enfrenta problemas de elevada complexidade e terá de responder a sérios desafios que reclamam, como dizia aqui, há duas semanas, a articulação inteligente das duas frentes em que este combate vai ser travado: a prática governativa e o trabalho parlamentar. O Governo, pela sua estrutura e composição, mostra que soube resistir à voracidade habitual dos aparelhos e das clientelas partidárias. A sociedade portuguesa continua a revelar grandes dificuldades no confronto com os seus preconceitos e práticas discriminatórias larvares. Apenas por isso, justifica-se destacar a presença, por mérito próprio, da ministra Francisca Van Dunem na pasta da Justiça, e dos secretários de Estado Carlos Miguel, nas "autarquias locais", e Ana Sofia Antunes, na "Inclusão das Pessoas com Deficiência". Por sua vez, o Parlamento assumiu um papel decisivo que lhe confere uma centralidade inédita na ação política e que o vai expor, inapelavelmente, ao mais severo julgamento dos eleitores que representa. Que seja a bem da democracia!
Opinião
Costa e Jerónimo
10.12.2015
RAFAEL BARBOSA
As sondagens são apenas retratos de um momento. E a que hoje se publica no JN não escapa a essa (des)consideração. Mas isso não significa que se olhe para os resultados com desconfiança. Também pela metodologia seguida - inquérito presencial em freguesias-tipo -, são um instrumento credível. Mais do que pelos resultados de uma eventual eleição, pelas lições políticas para o futuro. Sobretudo para dois líderes e partidos:
1. António Costa não terá estado de graça. A maioria dos portugueses olha para as eleições legislativas como uma escolha para primeiro-ministro, ainda que não seja essa nem a letra, nem o espírito da lei. E é isso que justifica que 52% respondam que Passos Coelho deveria ter continuado na cadeira de primeiro-ministro. Caucionam, assim, parte do argumentário da Direita no período pós-eleitoral. Parte, não todo. Não colhe, como se confirma, o argumento ultramontano de que o líder do PS é um "golpista". Porque são muitos mais os que, confrontados já não apenas com os resultados das eleições, mas também com a composição do Parlamento (maioria de Esquerda), consideram boa a solução de indigitar Costa para primeiro-ministro. São mais, pelo menos, do que os que rejeitam essa solução. Fica ainda desfeito o mito, tão repetido, de que os eleitores socialistas não votaram no PS "para isto" (assumir um Governo apoiado pelo BE e pelo PCP). E fica desfeito por duas vias: porque uma maioria esmagadora dos eleitores socialistas quer mesmo esta solução (são mais entusiastas do que os eleitores do Bloco ou da CDU); e porque há mais gente disponível para votar no PS do que em outubro (como há mais gente disponível para votar no conjunto dos partidos da Esquerda agora, do que há dois meses).
2. Jerónimo de Sousa não lidera um partido unanimista. E, ao escancarar a porta a um Governo liderado pelo PS, correu até o risco de alienar uma parte do seu eleitorado, o mais fiel em Portugal. A prudência que sempre caracterizou a prestação do PCP ao longo das negociações e a sua recusa em passar cheques em branco ficam mais do que justificadas com esta sondagem. É verdade que uma grande maioria dos comunistas apoia a solução que o Comité Central votou por unanimidade. Mas a surpresa aqui é que o apoio não seja maior. São os eleitores do PCP os menos entusiasmados com a escolha de Costa para líder do Governo e deixam isso vincado em dois números: 33% não aceitam que seja a melhor solução; 28% chegam ao ponto de dizer que o PS deveria ter viabilizado, isso sim, um Governo PSD/CDS, "a bem do país". Resumindo, convém não sonhar acordado com um idílio da Esquerda. Há pedras no sapato que não vão desaparecer.
Um novo início
10.12.2015
PEDRO BACELAR DE VASCONCELOS
A Esquerda foi sempre a expressão do desejo de mudança. Pelo contrário, a Direita representa a resistência a que algo mude. É assim há mais de dois séculos, desde que Luís XVI convocou os "Estados Gerais" que, contra a vontade do rei, se transformaram na Assembleia Constituinte que desencadeou a Revolução Francesa para acabar com a servidão, o regime senhorial e o absolutismo monárquico de direito de divino. O Centro, porém, não tem definição nem substância própria salvo o que resulta das contraposições que pretenda conciliar. Sem a Esquerda, afunila-se o universo das opções possíveis, esbatem-se as diferenças que matizam o pluralismo, promovem a cidadania e dão sentido ao debate público. Degrada-se a política e corrompe-se a democracia. Não tratamos aqui de categorias morais: o "bem" e o "mal" apenas qualificam o mais feliz e o mais perverso do que mudou ou persistiu. A mudança política, porém, marca o destino da Esquerda.
Graças aos acordos alcançados entre os partidos da Esquerda, foi derrotada a moção de rejeição apresentada pelo PSD e o CDS na semana passada. O Governo socialista assumiu por fim a plenitude das suas funções e a maioria que o suporta demonstrou ser capaz de corresponder às expectativas dos eleitores que lhe confiaram o seu voto e o seu futuro. Ficou provado que a miséria e o desemprego não são uma fatalidade inelutável, que, afinal, ao contrário do que o Governo da Direita obsessivamente afirmou ao longo de quatro anos - ora como justificação para as suas opções ideológicas ora como disfarce para os seus fracassos - existe, de facto, uma alternativa política. O reencontro das esquerdas assinalou também a reconciliação dos socialistas com a tradição progressista da social-democracia europeia, de Helmut Schmidt e de Mário Soares, há muito abandonada por Blair e outros apóstolos da "terceira via".
A etapa que agora se cumpriu não descreve um caminho fácil e linear. O primeiro passo exigia a obtenção de uma vitória inequívoca nas "eleições primárias" abertas à participação dos simpatizantes, convocadas para responder ao desafio lançado por António Costa. É oportuno recordar que uma parte substancial dos "argumentos" usados pela Direita contra o atual secretário-geral, numa flagrante manobra de "destruição de caráter", foram ensaiados, originalmente, no âmbito do combate interno no Partido Socialista. Depois, a coincidência da prisão de José Sócrates com o congresso partidário que consagrou a nova liderança do partido, funcionou, perante a opinião pública, como uma espécie de "certificação" das acusações que responsabilizavam o PS por todas as desgraças do país. O prolongamento da prisão preventiva do antigo primeiro-ministro e os sucessivos incidentes processuais, acompanhados pela violação sistemática do segredo de justiça, engendraram um fantasma que assombrou toda a campanha eleitoral. Foi neste contexto profundamente adverso, e apesar dele, que o PS construiu o seu programa eleitoral, persuadiu os cidadãos da bondade das suas propostas e até se viu obrigado a demonstrar aos opositores que as suas contas estavam certas, que as medidas haviam sido calendarizadas com rigor e que os impactos económicos e financeiros das políticas que propunha tinham sido devidamente calculados.
A nova etapa que agora se inicia enfrenta problemas de elevada complexidade e terá de responder a sérios desafios que reclamam, como dizia aqui, há duas semanas, a articulação inteligente das duas frentes em que este combate vai ser travado: a prática governativa e o trabalho parlamentar. O Governo, pela sua estrutura e composição, mostra que soube resistir à voracidade habitual dos aparelhos e das clientelas partidárias. A sociedade portuguesa continua a revelar grandes dificuldades no confronto com os seus preconceitos e práticas discriminatórias larvares. Apenas por isso, justifica-se destacar a presença, por mérito próprio, da ministra Francisca Van Dunem na pasta da Justiça, e dos secretários de Estado Carlos Miguel, nas "autarquias locais", e Ana Sofia Antunes, na "Inclusão das Pessoas com Deficiência". Por sua vez, o Parlamento assumiu um papel decisivo que lhe confere uma centralidade inédita na ação política e que o vai expor, inapelavelmente, ao mais severo julgamento dos eleitores que representa. Que seja a bem da democracia!
Opinião
Costa e Jerónimo
10.12.2015
RAFAEL BARBOSA
As sondagens são apenas retratos de um momento. E a que hoje se publica no JN não escapa a essa (des)consideração. Mas isso não significa que se olhe para os resultados com desconfiança. Também pela metodologia seguida - inquérito presencial em freguesias-tipo -, são um instrumento credível. Mais do que pelos resultados de uma eventual eleição, pelas lições políticas para o futuro. Sobretudo para dois líderes e partidos:
1. António Costa não terá estado de graça. A maioria dos portugueses olha para as eleições legislativas como uma escolha para primeiro-ministro, ainda que não seja essa nem a letra, nem o espírito da lei. E é isso que justifica que 52% respondam que Passos Coelho deveria ter continuado na cadeira de primeiro-ministro. Caucionam, assim, parte do argumentário da Direita no período pós-eleitoral. Parte, não todo. Não colhe, como se confirma, o argumento ultramontano de que o líder do PS é um "golpista". Porque são muitos mais os que, confrontados já não apenas com os resultados das eleições, mas também com a composição do Parlamento (maioria de Esquerda), consideram boa a solução de indigitar Costa para primeiro-ministro. São mais, pelo menos, do que os que rejeitam essa solução. Fica ainda desfeito o mito, tão repetido, de que os eleitores socialistas não votaram no PS "para isto" (assumir um Governo apoiado pelo BE e pelo PCP). E fica desfeito por duas vias: porque uma maioria esmagadora dos eleitores socialistas quer mesmo esta solução (são mais entusiastas do que os eleitores do Bloco ou da CDU); e porque há mais gente disponível para votar no PS do que em outubro (como há mais gente disponível para votar no conjunto dos partidos da Esquerda agora, do que há dois meses).
2. Jerónimo de Sousa não lidera um partido unanimista. E, ao escancarar a porta a um Governo liderado pelo PS, correu até o risco de alienar uma parte do seu eleitorado, o mais fiel em Portugal. A prudência que sempre caracterizou a prestação do PCP ao longo das negociações e a sua recusa em passar cheques em branco ficam mais do que justificadas com esta sondagem. É verdade que uma grande maioria dos comunistas apoia a solução que o Comité Central votou por unanimidade. Mas a surpresa aqui é que o apoio não seja maior. São os eleitores do PCP os menos entusiasmados com a escolha de Costa para líder do Governo e deixam isso vincado em dois números: 33% não aceitam que seja a melhor solução; 28% chegam ao ponto de dizer que o PS deveria ter viabilizado, isso sim, um Governo PSD/CDS, "a bem do país". Resumindo, convém não sonhar acordado com um idílio da Esquerda. Há pedras no sapato que não vão desaparecer.
RAFAEL BARBOSA
| Hoje às 03:00
A maioria dos portugueses defende que o primeiro-ministro deveria ser Pedro Passos Coelho (52%) e não António Costa (37%).
Ainda assim, e tendo em conta a composição do Parlamento, são mais (49%) os que acham que Cavaco Silva fez bem em indicar o líder socialista para a chefia do Governo do que aqueles que não aceitam essa solução (35%). Conclusões de uma sondagem da Católica, que também revela algumas alterações nas intenções de voto: PSD/CDS subiriam para 41% e o PS para 34%, com o conjunto dos partidos de Esquerda a crescerem de 50,8% para 52%. A única força que desce, face às eleições, é a CDU, o que parece estar em consonância com o facto de serem também os eleitores comunistas aqueles que, à Esquerda, mostram maiores reservas relativamente à atual solução de Governo.
É sem surpresa que se percebe, no Barómetro do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica para o JN, o DN, a Antena 1 e a RTP, que sejam os eleitores da coligação Portugal à Frente os que mais defendem Passos Coelho para primeiro-ministro (94%), os que mais rejeitam a indicação por Cavaco Silva do líder socialista (64%), ou os que mais apoiariam a formação de um governo do PSD/CDS com apoio do PS (86%), quando a alternativa é um governo do PS com o apoio dos partidos de Esquerda (4%).
A surpresa que não se encontra entre os eleitores da Direita talvez chegue quando se analisa o que pensam os eleitores da Esquerda. São os portugueses que votaram na CDU os que se revelam menos entusiasmados com a solução a que se chegou, seja qual for o ângulo de análise que se escolha. São os comunistas que menos apoiam a solução de António Costa como primeiro-ministro: 53% que comparam com os 55% de eleitores do BE e os 75% de apoiantes do PS. É ainda entre os eleitores da CDU (PCP e Os Verdes) que há maior rejeição sobre a solução que o presidente da República acabou por aceitar, ao indicar Costa: 33% que comparam com 22% do BE e apenas 7% do PS. É também entre os comunistas que se encontra um maior número de respostas de apoio a uma solução de Governo PSD/CDS, com suporte do PS: 28% que comparam com 20% entre os eleitores do Bloco e 18% dos eleitores socialistas. E, finalmente, como que a culminar este desencanto, são também os eleitores da CDU os que revelam maior insatisfação com a opção de voto que fizeram nas últimas eleições legislativas: 25% (um em cada quatro votantes) que comparam com os 17% do PS, os 16% do BE e os 15% da coligação de Direita.
A sondagem não permite afirmações perentórias sobre se esse desencanto (que, sendo o mais significativo entre os partidos da Esquerda, é ainda assim claramente minoritário, oscilando entre um quarto e um terço dos votantes comunistas) terá ou não reflexo nas intenções de voto. Mas é factual que a CDU é o único partido parlamentar a descer nas intenções de voto, quando se compara o resultado de outubro e a estimativa da sondagem: de 8,3% para 7%.
Na liderança mantém-se ainda a coligação PSD/CDS (o inquérito da Católica não testou o valor de cada um dos dois partidos da Direita), que até reforça a sua percentagem relativamente a outubro: de 38,5% para 41%. Acontece que essa progressão se faz exclusivamente à custa da quebra dos partidos mais pequenos e não à custa dos partidos de Esquerda. Apesar da pequena quebra da CDU, o conjunto de partidos que apoia o Governo de António Costa conseguiria, se houvesse agora eleições, reforçar a sua posição: passaria dos 50,8% de outubro para uma estimativa de 52%. As incertezas de uma parcela minoritária de cada partido relativamente à solução de Governo não são suficientes para reduzir a sua base de apoio eleitoral.
Ficha técnica
Esta sondagem foi realizada pelo CESOP-Universidade Católica Portuguesa para o Jornal de Notícias, Diário de Notícias, Antena 1 e RTP, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2015. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezoito freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o próximo aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1183 inquéritos válidos, sendo 58% dos inquiridos do sexo feminino, 34% da Região Norte, 20% do Centro, 34% de Lisboa, 5% do Alentejo e 7% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e das estimativas do INE. A taxa de resposta foi de 69%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1183 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.
* A taxa de resposta é estimada dividindo o número de inquéritos realizados pela soma das seguintes situações: inquéritos realizados; inquéritos incompletos e recusas.
| ARTIGO PARCIAL |
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