domingo, 12 de junho de 2016

Líder do Estado Islâmico é ferido durante ataque aéreo na Síria

Em três anos, os terroristas conseguiram capturar grandes partes do Iraque e da Síria, alguns dos quais foram recuperados nos últimos meses
Por Redação, com agências internacionais – de Beirute/Istambul:
O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi, e outros líderes do grupo jihadista ficaram feridos em um ataque aéreo da coalizão internacional na fronteira entre a Síria e o Iraque, informaram meios de comunicação árabes.
Ao mesmo tempo, fontes dentro da coalizão, citadas pela agência inglesa de notícias Reuters, afirmaram que não podem confirmar a informação.
O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi, e outros líderes do grupo jihadista ficaram feridos em um ataque aéreo
O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi, e outros líderes do grupo jihadista ficaram feridos em um ataque aéreo
O EI (grupo proibido na Rússia) representa uma das principais ameaças à segurança global.
Em três anos, os terroristas conseguiram capturar grandes partes do Iraque e da Síria, alguns dos quais foram recuperados nos últimos meses.
Até agora não existe uma frente comum de luta contra o grupo jihadista, este é combatido pelas forças do Governo da Síria, apoiadas pela aviação russa, o Exército iraquiano, a coalizão internacional liderada pelos EUA, assim como pelos curdos e as milícias xiitas do Iraque e do Líbano.
Os EUA e os seus aliados realizam operações contra o Daesh no Iraque e na Síria desde 2014.

Ajuda

O Crescente Vermelho na Síria conseguiu entregar ajuda alimentícia e médica a Daraya, subúrbio de Damasco, pela primeira vez desde 2012. A entrega dos mantimentos, num esforço coordenado com a ONU, ocorreu na noite de quinta-feira.
Segundo a ONU, ainda é aguardada a aprovação do governo para conseguir levar ajuda a mais duas cidades. “A ONU está apta a realizar entregas em 17 das 19 áreas sitiadas”, afirmou Jens Laerke, porta-voz da Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).
As regiões onde não foi possível permitir o acesso da ajuda humanitária foram Deir Ezzor, sitiada pela organização extremista “Estado Islâmico” (EI), e Yarmuk, onde a agência da ONU para os refugiados palestinos (Acnur) possui acesso apenas parcial.
No mês passado, lideranças internacionais exigiram maior acesso para a entrega de mantimentos de ajuda humanitária na Síria, afirmando que iriam recorrer a lançamentos aéreos se não houvesse progressos no envio por terra.
Entretanto, o envio de ajuda através de aviões tem sido demasiadamente lento e não atinge muitas localidades. A ONU prefere os comboios por terra por serem menos complicados e de menor custo.
Segundo a ONU, vivem em Daraya entre 4 e 8 mil pessoas. O subúrbio está sitiado desde que tropas do governo foram expulsas no início das revoltas contra o presidente Bashar al-Assad, em 2011.
Nas 19 regiões sitiadas vivem 492 mil pessoas, segundo cálculos da ONU. Dessas áreas, 16 estão sob poder dos rebeldes e três são controladas pelo governo.

Ataque em Istambul

Um grupo dissidente do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) assumiu nesta sexta-feira a autoria do ataque a bomba realizado em Istambul nesta semana.
O grupo intitulado Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK) afirmou em seu portal de internet que realizou o atentado nesta terça-feira em retaliação às operações das forças turcas no sudeste do país, que concentra uma grande população curda. O ataque deixou sete policiais e quatro civis mortos.
– A ação foi realizada em reação aos ataques selvagens da República da Turquia em Nusaybin, Sirnak e outras localidades – diz o comunicado do TAK.
No texto publicado em quatro idiomas, incluindo inglês e alemão, o grupo também lançou um alerta aos turistas que escolhem a Turquia com destino. “Alertamos novamente todos os turistas estrangeiros que estão na Turquia ou que desejam viajar ao país”, disse o grupo. “Os estrangeiros não são nosso alvo, mas a Turquia não é mais um país seguro para eles.”
O grupo, que se refere ao governo turco utilizando termos como “colonial” e “fascista”, afirmou que o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), do presidente Recep Tayyip Erdogan, “insiste obstinadamente numa guerra contra o povo curdo e é responsável pelas mortes de civis”.
O ataque da última terça-feira ocorreu próximo à estação de metrô Vezneciler, a poucos metros de distância de locais frequentados por turistas, com o Grande Bazar e a Mesquita Azul. A fachada de uma antiga mansão otomana transformada num hotel popular foi danificada pela explosão.
O atentado foi mais um duro golpe à imagem do país como destino turístico. Em 2015, o número de visitantes caiu 30%.
O ataque desta terça-feira foi seguido de outro na província de Mardin, no sudeste turco, que deixou seis mortos, incluindo uma policial grávida. O atentado foi reivindicado pelo PKK.
O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou nesta quarta-feira que o PKK propôs a retomada do processo de paz, mas ressaltou que não haverá negociações. “Não há nada para se discutir”, disse Yildirim.
As autoridades do país afirmaram que aeronaves militares atacaram e mataram na quinta-feira entre oito e 10 suspeitos de serem membros do PKK, perto da fronteira com o Iraque.
Apesar do pouco que se sabe sobre o TAK, o grupo é considerado mais radical que o PKK, o qual promove ofensivas na zona de conflito no sudeste. Acredita-se que o grupo tenha se desvencilhado do PKK há muitos anos.

Sem comentários:

Windows Live Messenger + Facebook