sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Guerrilheiros da Renamo recusam terem extorquido 8 mil Meticais a um automobilista

Uma fonte militar em Kanda, 7km da vila da Gorongosa, comentou sobre a entrevista exibida pela STV em que um par (pai e filho) disse ter sido vítima de extorsão por parte das Forças da Renamo, ao longo da Estrada Nacional Nº 1. Segundo a fonte, tendo em conta o local descrito, é provável que tenha sido uma acção protagonizada por seus homens que estavam ali estacionados. O MTQ quis saber se a área estava desguarnecida ao que nos disse: «Temos homens, incluindo naquela área em que o carro da FAO foi atacado. Não acredito que eles (os nossos homens) tenham saído todos da área para reaparecerem após os incidentes». A fonte sugere uma investigação interna de modo a apurarem-se as responsabilidades pois «havia um grupo que estava no local e tinha responsabilidade de vigiar a via». Por outro lado, os militares da Renamo posicionados nas florestas de Gorongosa, no espaço que vai do Piro à Kanda, englobando a zona do antigo curandeiro Samatenge, recusam a acusação feita pela STV, a mando da Frelimo, segundo a qual seus homens teriam arrancado 8 mil Meticais a dois automobilistas, no dia 17 do Corrente. Segundo eles, isso não passa da invenção da Frelimo para diabolizar a Renamo e chamar a causa perdida para si. «A Renamo nunca precisou de algum dinheiro porque como sabe, a nossa vida é do mato e fazemos tudo cá. Não lutamos para ter dinheiro, não destruímos bens civis. Se calhar foram desertores das FADM para poderem usar o dinheiro para fugir. Disse a fonte que argumentou que nas suas movimentações nunca é seu hábito andarem em grupos maiores pelo que, conforme dizia o entrevistado «só pode ter sido o grupo dos jovens das FADM que, devido ao medo, andam em grupos numerosos». O entrevistado acusa as forças armadas de estarem a transferir o terrorismo no percurso que vai de Gorongosa para Caia com objectivo de justificarem a presença de militares para caçar o «Presidente Afonso Dhlakama» e advertem que «não permitiremos que tal aconteça». 
MTQ

Sem comentários: