sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A vantagem do modelo de ministro-sombra

Estava a ler sobre o “reshuffle” do partido trabalhista britanico. O lider, Jeremy Corbyn, está a fazer mudanças na sua equipa. Fiquei com inveja. 
Como devem saber, no Reino Unido, o lider da oposição é um orgão oficial. O lider da oposição lidera um governo-sombra que é um um grupo que faz o acompanhamento crítico da acção dos ministérios de um governo. Na pratica, funciona assim (por exemplo):
O ministro da saúde anuncia que os serviços de maternidade passam a ser grátis como forma de reduzir a mortalidade materna.  O ministro sombra da saúde não concorda, e apresenta a sua contra-proposta; Ou concorda e disponibiliza-se a apoiar o colega. 
A vantagem deste modelo é que os eleitores conhecem muito bem a linha de pensamento da oposição, sobre os diversos assuntos do país. Eu confesso que me habituei tanto a esse modelo britanico, que a dada altura conhecia melhor os ministros-sombra do que os próprios ministros do governo britanico. Se calhar é porque me identificava melhor com os planos socialistas dos Trabalhistas.
Mas eu não fiz este post para falar da politica britanica. Fiz este post para dizer o quanto tenho inveja dos eleitores britanicos. Queria muito que este modelo se colocasse em pratica em Mocambique. Gostaria, por exemplo, de saber o que o ministro-sombra do Turismo e Cultura faria para dinamizar o nosso turismo, ou o que o ministro-sombra da saúde faria para reduzir a mortalidade infantil. 
A Renamo tentou aplicar esse modelo de forma informal, há uns anos. Lembro-me que os meus amigos Eduardo Namburete e Manuel Araujoeram ministros-sombra. Não sei muito bem porque desistiram da ideia. Penso que um dos desafios que se colocava na altura, era mesmo o facto de serem “informais”. Entretanto, tal impedimento foi minimizado com a aprovação no inicio de 2015, do estatuto do Líder do Segundo Partido com Assento Parlamentar. Esse estatuto oficializa a figura do Lider da oposição e dá-lhe poderes e orçamento para criar, se assim necessário, um gabinete com funcionários, entre eles, um governo-sombra. O lider da oposição moçambicana é que prefere não ocupar esse cargo... Ou estou errada?
83 pessoas gostam disto.
Comments
Vazio Inconformado "If you want a mask dancing you do not stand in just one place" Fez um estudo comparativo da politica britanica e mocambicana. Em Mocambique as leis criadas funcionam se beneficiarem o governo do dia, caso contrario criam se todas artemanhas para invalida Las se nao beneficiarem o governo do dia. Sera a Renamo sabe que o estatuto do Lider do segundo Partido mais votado preve essas causalas, se sim qual seria a reacao do partido no poder quanto a isso?
Gosto16/1 às 15:39
Tchendjerra Colaco Nao ha cabimento.
Zenaida Machado O único partido que não votou na lei, se bem me recordo, foi o MDM. As regalias, obrigações e deveres do ocupante desse estatuto não são segredo. Ele até tem direito de estabelecer o sei salário.
Egidio Vaz está certissima. o principal problema é a PAZ. sem ela, todos os esforços se concentram em fugir das balas do inimigo. sei que posso estar errado, mas o estilo de governação dos partidos políticos da oposição moçambicana não permite que tal acontença muito longe do chefe.
Gosto26/1 às 15:43
Zenaida Machado O que me faz confusão na nossa oposição é que nem se conhece as figuras cruciais. Set chegassem ao poder hoje, quem seriam os ministros e governadores? Estão preparados pra chegar ao poder? Conhecem os actuais planos dos ministérios? Quem, na oposição, é especialista em saúde ou relações exteriores ou economia ou defesa? Que solução têm para a crise do metical? Quem seria o governador do banco central?
Gosto66/1 às 15:50Editado
Egidio Vaz Kkkkkkk, quem seria o governador do banco central? kkkkkk
Zenaida Machado Voce pha...nao eh piada. eh serio...
Stélio Patel Santos esta é a mais pura verdade...muitos risos
Rafael Anita Langa A Renamo tem sim seus quadros que poderiamos conhece-los no seu tempo activo.E nao seria ma experiencia . Nunca vivemos as mudancas. Mesmo a Frelimo, nunca teve ministros activistas, foi sempre improvisacao com seu programa de desenvolvimento. Factual, estamos no mesmo sistema em que o presidente faz Tudo.
Os ministros que tiveram decisoes ministeriais antes, foram expulsos dos seus cargos.
Enquanto o governo for monopolista, os ministros Sao partidarios com interesse partidario, nao estadual. E as ideas partidarias Sao pequenas porque tendem puxar para lado aos seus grupos, e independentes nao tem espaco .
Gosto16/1 às 16:42Editado
Azarias Chihitane Massingue O nosso grande problema é termos preguiça de pensar. A ideia da Zainada não é acabada mas pode ser ponto de partida para uma reflexão mais profunda sobre o papel da nossa oposição. Também permitiria aos eleitores ter ideia de como a oposição estando no poder lidaria com certas situações de forma
diferente do governo do dia. O que faz muita gente temer mudanças é o futuro com os presumíveis novos governantes ser complementada escuro. As ideias que são difundidas nas campanhas eleitorais muitas delas são aparentemente desestruturadas e inexequíveis. Se pudessem mostrar como podiam ser executadas, certamente capitalizariam a sua imagem. Ora, dizer que o governo do dia não permitiria, é revelação de grande preguiça. Essa seria apenas estrategia de fazer oposição positivamente no lugar da actual (estrategia) obstrucionista (negativa). Não só criticar, é necessário às vezes propor modelos.
Gosto16/1 às 17:38Editado
Rogerio Antonio A Renamo a par do MDM, vezes sem contas tem apresentado propostas concretas, mas infelizmente em sede da Assembleia da República, sao violentamente chumbadas, até hoje não consigo perceber como Um partido que julga-se ser representante do Povo, chumbou a sindicância proposta pela oposição nas empresas EDM e Ematum. Julgo que, mesmo que tivéssemos os tais Ministros sombras, penso que seria irrelevante devido a forma como nós apegamos ao poder cá na pérola do indico. Aqui é assim: Tudo que Vem da Oposição não serve.
Gosto16/1 às 15:52
Zenaida Machado Mas no Reino Unido, nem tudo o que diz o governo-sombra eh levado em conta pelo goveno. Muitas das vezes, o governo mantem a sua agenda politica e mais nada. A vantagem do governo-sombra vai apra alem da ideia de ver passadas/aceites as sua scontra-propostas. A vantagem eh que o publico/eleitorado passa a saber o que a oposicao pensa e planeia. Ao menos sabem qual eh e como eh a alternativa. Eu penso que os mocambicanos gostariam de poder saber o que a Renamo ou o MDM tem para oferecer como alternativa a Frelimo.
Gosto26/1 às 15:59Editado
Germano Milagre Entendo-te bem Zenaida pois estou familiarizado com o sistema britânico ( na minha opinião a melhor administração pública do mundo que eu conheça ). O problema é que essas ideias pressupõem uma série de coisas que são tomadas como garantidas e certas no Reino Unido mas aqui não se verificam. A lista é longa ... Desde eleições e tudo o que as rodeia até uma polícia fortemente partidarizada.
Gosto26/1 às 16:00
Rogerio Antonio É uma boa forma de fazer política, mas continuo céptico se seria aplicável aqui em Moz, tendo em conta que, num passado recente a Renamo tentou fazer isso mas não surtiu os efeitos desejados, mas penso que é de salutar esta ideia, talvez voltarem a tentar novamente.
Buene Boaventura Paulo Zeinada estás coberta de razão quanto a sua inquietação. No dia que o governo sombra tiver uma cobertura legal no Moz, toda a retórica de que não podemos ser governado por estes.w porque não têm experiência, cai por terra e daí o país estará com portas abertas para a alternância governativa. A questão que se coloca é quem pode estar interessado por este modelo? o governo e a frelimo com certeza que não é não vão facilitar nunca, que isso aconteça. O diálogo político deve lavrar este (tipo de) assuntos de forma agressiva, no bom sentido para que o País cresça. Até lá um vai fazer e desfazer a seu belo prazer neste meu Moz.
Azarias Chihitane Massingue Eu penso que nem é necessário ser legislado. É só a oposição entender e assim proceder. Aliás isso é o nosso pão de cada dia. Criticamos todos o que o governo faz mas nunca dizemos como seria feito de diferente. Isso sugere que estamos a criticar apenas por capricho e não porque temos ideias diferentes. Aqui é apenas mudar a maneira de opor.
Zenaida Machado Nao estou a perceber. Estamos a sugerir um sistema politico em qque a Frelimo deixa a oposicao fazer? Eu pensei que politica fosse competicao. Quem tem o bolo na mao, nao larga e nao quer largar. Eh verdade que eh preciso que se encontre uma forma madura de fazer politica... mas tenho dificuldades em aceitar que a oposicao precise de licenca da Frelimo para mostrar que eh organizada e possui um plano alternativo ao da Frelimo. O estatuto de lider da oposicao existe e eh muito claro E FOI APROVADO EM PARLAMENTO. o LIDER DA OPOSICAO pode criar a sua equipa de trabalho. Nada lhe impede de transformar essa equipa em "governo-sombra". Esses membros do governo-sombra iriam aos mesmos canais que usam actualmente para fazer passar outras mensagens, e fariam passar as suas contra-propostas aos planos do governo do dia. Por exmplo, eu gostaria de ver o Muchanga, na TIM, a dizer qual eh o plano da Renamo para combater a desvalorizacao do metical.
Gosto36/1 às 16:16Editado
Buene Boaventura Paulo Ir a Tvs não é o suficiente. O tal estatuto do líder da oposição não foi algo doado, mas sim negociado na mesa de diálogo. A lei deve proteger os titulares de órgãos e no caso de governo sombra julgo que uma lei nesse sentido pode ser um grande avanço. Quem Deve Forçar Isso sem duvidas é a oposição. talvez assim nos entendemos.
Rufino Sitoe É de louvar o funcionamento do sistema britânico. É uma forma progressiva de fazer política. Cá para mim dentre os factores que não permitem isso em Moçambique estão: o facto de termos uma oposição que só sabe fazer o mais fácil, criticar e diabolizar os planos do partido no poder; uma oposição que como foi mencionado não reúne perfil suficiente de pessoas para assumir tais cargos, ou pior, o nível de cometimento dos seus quadros é tão baixo que querem os benefícios mas não querem trabalho. Pois trata-se mais de capacidade do que de vontade. A política em Moçambique não é feita ao nível de produção de ideias, alternativas, sugestões ou melhoramento da governação para o povo, mas num jogo de sabotagem à governação dos outros e isso obviamente cria uma cultura de negação às ideias da oposição.
Gosto16/1 às 16:27
Zenaida Machado Percebem como sairiamos todos a ganhar se cada ministro do governo mocambicano estivesse a ser "vigiado" por um ministro- sombra? Estao a imaginar se Mocambique tivesse um ministro-sombra do Turismo e Cultura?
Gosto36/1 às 16:31Editado
Lindo A. Mondlane Justo o q tenho reclamado da oposicao em mz.. Propostas de como melhorar a vida dos cidadaos, algo inexistente. So ameacas...gostaria de saber por exemplo os planos da oposicao para melhorar a saude q acho chave para a vida dos cidadaos, ou como se pretende reduzir a alta taxa de desemprego (0o gov diz q é 22 %, pura mentira) mas nada disso so tomar poder a forca, mas para fazer o que??? Ninguem sabe...
Gosto16/1 às 16:29
Lindo A. Mondlane Germano Milagre, é ai onde o ministro do interior na sombra ou quem seja planteiaria como despartidarizar a policia..
Germano Milagre Sem governo sombra já houve dezenas de denuncias de abusos tanto de partidos da oposição, como de cidadãos independentes e ongs ... A regra é que nunca nada acontece a não ser naqueles em q o policia matou a mulher ou a amante ou foi pego em flagrante como membro activo de quadrilha ... De resto nunca se faz nada ... Por isso q quem está na oposição está muito séptico que consigam mudar seja o que for ... Eu acredito q até nas autarquias ( municipios ) a oposição ganha só e quando a frelimo quiser e for conveniente para parecer uma democracia. E que um municipio a frelimo não perde controle de nada ...
Gosto16/1 às 23:08
Zenaida Machado As vezes acho que o nosso sistema politico esta tao apegado ao partido unico, que ainda esperamos ainda que a Frelimo faça tudo, inclusive entregar o poder. Ninguem esta preocupado em arranjar alternativas (democraticas) para arrancar esse poder da Frelimo. Quem decide a organizacao interna dos partidos politicos, sao eles proprios. Nao eh o governo da Frelimo, nem a Frelimo como partido. A nivel interno dos partidos da oposicao, eh possivel criarem-se equipas cruciais compostas por pessoas com capacidade para gerir o pais, se a frelimo perder eleicoes hoje? Se a resposta for sim, gostaria que me respondessem por que é que essas equipas nao existem. Se a resposta for nao, gostaria que me dissessem o que os impede.
Gosto26/1 às 16:45Editado
Germano Milagre Para mim os problemas são muito mas muito longe do ponto de governar ... E no proprio funcionamento ( disfuncional por sabotagens variadas ) da vida partidaria, a exclusao de lugares do estado a pessoas com posicão destacada no aparelho, são muitos osaspectos que me leve a não acreditar que vivamos numa democracia. Antes de 25 de Junho de 1975 ninguém se preocupava se a frelimo era ou não capaz de governar ( mostrou na prática que governou muito mal ). Ninguém naquela altura trocava a independência para esperar por um sistema democratico montado e funcional. À independência era a urgência, o resto depois se via. Para mim a urgência é a implementação de uma democracia de facto ( não de aparências mesmo que mude o partido ) ... O resto evolui-se e chegamos lá. E se a frelimo estivesse na oposição teríamos concerteza um
Input forte de criticas etc.
Lindo A. Mondlane No pais onde vivo, um partido criado ha 1 ano, conseguiu 69 diputados.. So e so propondo solucoes para os problemas dos cidadaos, se podia aprender
Gosto26/1 às 16:45
Germano Milagre Exato Lindo ... Aqui quando falavamos do MDM dizias que era preciso ver se eram capazes ou não ... Agora temos 3 municipios bem governados pelo MDM ... E agora ? E um partido que não advoga a violência como meio para atingir qualquer fim.
Gosto16/1 às 23:16
John Barnes Minha impressão é que o executivo em Moç não tem de prestar contas ao Parliamento na mesma maneira do que em Grã Bretanha. Seria possível ter um ministro sombra para (por exemplo) da saúde, mas se o próprio Ministro de Saúde não presta contas ao parliamento é menos efectivo
Gosto16/1 às 17:20
Zenaida Machado Eh menos efectivo, nao eh de todo "Nao efectivo". Eh verdade que um modelo igual ao da GB levaria algum tempo a ser implementado. Entretanto, eh preciso comecar de algum lugar. Esse lugar pode ser o de um ministro-sombra que faz monitoria, e propoe alternativas - mesmo que seja informalmente. O que acontece na actual politica mocambicana, eh que temos um partido que vence eleicoes e nomeia um governo de seus ministros membros do partido ou da confianca do presidente. E a competencia para dirigir o pais limita-se a essas pessoas. Tirando alguns organismos da sociedade civil, nao se encontram em nenhum lugar, alternativas aos planos de governacacao. Por exemplo, eu nunca vi um plano de Turismo e Cultura com pes e cabeca, para Mocambique. Esta mais do que claro que o governo do dia nao tem um plano eficiente para a area. A oposicao tem um plano alternativo? Mocambique esta numa crise financeira e economica. A oposicao tem uma solucao para a crise? Quem, dentro da oposicao, esta a monitorar as medidas do Banco Central?
Gosto16/1 às 17:33Editado
Manuel Araujo Querida Zenaida Machado! Quando Blair era Primeiro Ministro tambem conhecia mais e tenha melhores relacoes com os ministro-sombra dos Conservadores! Eram mais acessiveis, tinham mais tempo e de facto me identificava mais com eles! Desenvolvi relacoes excelentes com alguns dos ministros-sombra que mantive quando passaram a ministros-dia! Tanto assim foi que tentamos criar ca uma especie de governo-sombra! Foi uma ideia inovadora que trouxemos para Mocambique e lembro-me do susto que a Frelimo na altura apanhou ao ponto de o entao Chefe de Estado ter ficado mais de tres horas ao telefone com o entao Alto Comissario para perceber que animal era esse 'Governo Sombra". O que aconteceu foi que o Governo Sombra criou inimigos e invejas dentro do proprio partido e foi combatido internamente a ponto de desaparecer! Sera com certeza um dos capitulos mais tristes do processo de construcao da nossa democracia! E mais nao disse, MA
Gosto86/1 às 17:36
Gabriel DeBarros Eu penso que a comparação é uma aspiração legitima daZenaida Machado mas peca não só por sonhar para diferentes sistemas políticos, mas também a forma como se elege os governantes quer para os cargos publicos ou dentro dos partidos politicos. Um passo que melhoraria o "accountability" e aumentaria a responsabilização aos cidadaos (que sao os patroes) seria a criação de circulos uninominas para eleição de deputados. Isto faria com que os deputados prestassem + contas la nos distritos onde foram eleitos. Noutra vertente seria bom se considerassemos o Governo do dia como a selecção nacional (Mambas), cujo o seleccionador nacional (Chefe de Estado) chamasse os melhores jogadores a selecção de sem olhar muito nos clubes onde jogam (inclusao). Moçambique poderia seguir o Exemplo de JES que nomeou Goerge Chikoty, que tendo sido da UNITA, é não só é + antigo, mas o ministro + competente no actual governo Angolano. Manuel Araujo é alguem com capacidade tecnica, credenciais politicos e escolaridade que merecia ser Ministro hoje em Mo;ambique, se a nossa mentalidade quando o Presidente nos consulta para cargos, nao fosse se auto-indigitar falando mal dos outros! 
Emoji wink
Gosto26/1 às 17:48
Jerry Maquineiro Maquineiro Nao ha democraciaa política em moçambiq para tamanha comparaçao! Onde pára o lider da renamo agora?
Gosto16/1 às 18:28
Zé Joel Eu acho um dos grandes desafios que temos é a descontrução do nosso mindset, essa ideia prevaslente de que a casa pode ser construída do topo para a base deve ser iradicada. Todas coisas que visem aprimorar o exercício da democracia são boas mas temos que ter em conta que existem fundamentos imprescidíveis para tirarmos proveitos dessas mesmas coisas, a saber: 
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a) Torelância- Ninguém pode exercer a democracia de forma saudável sem ser tolerante. A tolerancia é um elemento estrutuaral, baselar do exercício democrático e este não se adquire na assembleia da Republica como deputado ou nos gabinetes dos ministérios, antes resulta de um processo de socialização consciente-as crianças desde tenra idade devem ser ensinadas a ser tolerantes umas com as outras para qu no dia em que forem deputados ministros etc saibam ouvir e aceitar o diferente ou ouvir e respeitar o diferente ainda que não concordem. É o básico. 

| b) Padrão Moral, o exercício democrático requer dos executantes ou praticantes um alto padrão moral, a moral desejável não se aprende nos gabinetes ném nas tvs, nem nas magnas salas é um processo de socialização. Portanto porque é que eu estou a levantar estas questões? É porque acho que em moçambique não há uma crise aguda de oposição construtiva, não é verdade. Em moçambique não há uma crise aguda de capacidade intelectual organizativa capaz de fazer face a ma ou boa governação do partido dia. O que nós temos são outras crises e já as identifiquei acima. 

| Estamos a falar de um goveno sombra o que é positivo e desejável, mas descuidamos, por exemplo, de que a Assembleia da República sendo por mérito e excelencia, um palco de debate, oposição, concordancia de ideias, espaço de apresentação de modelos de governação ect, não consegue produzir uma lei sequer desde há 30 (com algum exagero) que resulte da colocação da oposição(ai quem disser que a oposição não apresenta propostas) 

| No nosso País, as políticas tem um caracter tão central que o partido confude-se muitas vezea com o próprio governo, ou por outra, um ministro, grosso modo, tem pouco espaço de manobra pra ser proativo de tal maneira que ainda que este fosse tolerante, limitar-se-ia apenas em ouvir o que seu dirigente sombra apresentaria como crítica à sua acção governativa. Portanto, interessava-me saber, da experiencia que nos é apresentada aquí, por exemplo, o que efectivamente acontece nos casos quem um dirigente sombra apresenta proposta ao seu derigente dia, o que este faz efectivamente, Zenaida apresentou uma vantagem deste modelo, no meu ver periférica, "A vantagem deste modelo é que os eleitores conhecem muito bem a linha de pensamento da oposição, sobre os diversos assuntos do país." Se este for o principal objectivo desde modelo. Eu aconselharia a sua implementação imediata. | A questão que se coloca é que vale apenas termos um governo sombra neste tipo de situação. Que ganhos concretos podemos ter?aquele abraço.
Buene Boaventura Paulo Pronto dei o meu comentário às lamentações da Zenaida e daí boa parte de respostas ao meu (e dos outros) é d que vemos sempre o país na perspectiva monopartidaria, aonde a oposição fica a espera das iniciativas do governo. Mas será isso? O que a Zeinada nos deu a saber da Uk é fruto do crescimento, bem conseguido aliado a boa vontade política. Explico melhor: Um partido no poder na Uk sabe que um dia podem ser da oposição, por esta e outras razões há um grande compromisso para que as leis funcionem. Em Moçambique não esperamos uma lei que diga a oposição pode constituir um governo sombra (até seria rediculo se assim fosse), mas há um caminho na produção da legislação que nos leva até lá, por exemplo a lei de acesso à informação pública. No actual parlamento os deputados da oposição ainda se queixam da falta de informação de assuntos de domínio público (sempre restrito). imaginem quando se trata de assuntos de âmbito administrativo de um ministério qualquer, para se sentir a acção de ministro sombra
Gosto16/1 às 19:24
Zivanai Macocove A regra zero Zenaida Machado é haver eleições justas, livres e transparentes. Se o povo não pode premiar ou punir um mau gestor, não tem algum sentido se sincrano da oposição tem competência ou não. Vai enamorar um eleitorado que nada decide...?
Gosto26/1 às 19:26
JR Agogo Não digo nada em torno disso mas vou ler esse post muitas vezes.
Américo Matavele Acho que o nosso problema é querermos tudo da FRELIMO. O mano Manuel Araujo explicou o que aconteceu: problemas internos! Este modelo de Governo-sombra seria um grande teste à nossa oposição, porque mostraria o que ela pensa, e acho que até poderia cativar até alguns simpatizantes do partido no poder com ideias semelhantes. Com isso quero dizer que poderia haver uma heterogeneidade de ideias entre membros dos partidos, e quem sairia a ganhar seria Moçambique. O nosso problema é que parece que não temos ideias a não ser falar da FRELIMO. Mesmo nas conferências de imprensa dos partidos, sempre pronuncia-se FRELIMO, e tudo o que os partidos políticos fazem é em função da FRELIMO. Enquanto olharem para a política de uma forma emocional, egoísta e amadora, os partidos da oposição nunca trarão ideias governativas, e sempre verão o seu infortúnio derivado da FRELIMO e não deles próprios. E o mais estranho, é que essa ideia extravasa os próprios órgãos dos partidos e atinge os membros e simpatizantes. Todos pensam que a FRELIMO é que não quer organizá-los. Eh eh eh eh eh...
Zé Joel Como avalia o debate a nível do AR. Uma vez que pretendemos estender o devabate para outros patamares como é o caso da "SOMBRA", olhemos então aquilo que já existe primeiro.
Zé Joel A crença de que a Frelimo é que deve abrir caminhos para uma maior democratização desta nação é tão equivocada quanto o contrário desta ideia. A democratização é um processo que envolve todos atores, de facto, se não haver Frelimo aberta a democracia pode haver algo oposto à isso, em contrapartida se não houver uma oposição a lutar pela democracia o que prevalescerá será a NORMALIDADE.
Neto Chiris Talvez até que só a Zenaida Machado tenha tido luz suficiente para visualizar os verdadeiros contornos do que comporta-ria a instituicionalizacão da figura do líder do segundo partido mais votado em Moçambique. Penso que, o que diz, visto numa perspectiva de um governo sombra e, para responder à pergunta que coloca, nem o líder da RENAMO foge à liderança de um governo assim, nem a FRELIMO pensou que isso poderia ser um modelo de governação entre nós. presumo que tenha-se pensado simplesmente na posição do segundo mais votado e provavelmente num salário para o visado, não tendo-se com isso pensado em toda uma infraestrutura...
Geraldo Mandlate É isso mana. Ficamos todo tempo (4 anos) sem saber o que a oposicao pensa em termos alternativos de governaacao, a nao ser nas perguntas e respostas ao governo na AR. Mas este é um momento muito infimo. O tempo maior seria o exercicio da oposicao a tempo inteiro. Apresentando alternativas em tudo quanto o governo faz ou diz estar a fazer. Na verdade esse modelo Britanico seria muito bom. Mas quem é o politico da oposicao interessado em trabalhar TEMPO INTEIRO?
Geraldo Mandlate Na Africa do sul, a oposicao faz isso. Questiona tudo a todo tempo atee ao minimo detalhe. A oposicao leva assuntos ate ao tribunal. E de facto, eu tabem tenho muita inveja desse tipo de oposicao.

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