Carta do Povo
Meu Marechal, sim Marechal para mim e para todos moçambicanos que tem a sua figura como um símbolo de resistência, sacrifício e destemor em favor da real Democracia que sempre defendeste.
Esta carta soma-se as demais que penso já terem sido enviadas, mas mesmo sabendo que seria mais uma carta, decidí escrever com a mágoa no punho.
Juntamente com as milhares de vozes que gritam no vácuo da esperança, grita a voz dum simples cidadão que viu a Democracia por ti conquistada com tanto sacrifício, sendo ultrajada, pisoteada, diante de todos e de tudo.
Hoje o povo e o mundo viu que a Paz é apenas um artifício que vem sido alienada por um punhal de gente, para satisfazer seus próprios interesses. As vezes a própria Paz é inimiga dela mesma, prova disso são os sucessivos planos de assassinar a tua figura e da Democracia junto.
Os 16 anos de guerra civil, foram para libertar o povo das aldeias comunais, dos campos de reeducação, das guias de marcha, do tribalismo. O povo não pode ver esse esforço sendo deitado na sarjeta.
O que será desde povo pé descalço, que de baixo do sol e chuva acompanha-te nos comícios, um povo que espelha o povo Moçambicano, um povo que durante todos estes anos de miséria e sofrimento, sempre esteve do teu lado.
Mostras-te ser amigo da paz durante todos estes anos e não um "amante" como muitos o tem sido, porque como um "amante" que comete adultério e trai a sua esposa, alguns tem dito que amam a Paz e de noite amantizam-se com o Ódio e a Ganancia.
Estamos todos apreensivos e temerosos quanto a sua integridade física, mesmo porque as únicas pessoas que sempre ti foram leais, estão neste momento detidas, esses homens que sempre seguiram-te nessa longa odisseia.
Talvez a minha inocente mocidade não me permite enxergar para alem do que expus nesta carta, mas como todo Moçambicano que graças ao teu sacrifício, pode gozar de seus direitos individuais, consagrados na Carta Universal do Direitos Humanos da ONU, hoje, embora ainda não vivamos na plenitude num Estado de Direito, como talvez terás sonhado a quarenta anos atrás.
A voz do povo gritou hoje, gritará amanha quando já não estiveres aqui para lutar por seus direitos e pela Democracia.
S....

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