Com o ataque de 25 de Setembro de 2015, em Zimpinga, Posto Administrativo de Amatongas, distrito de Gondola, na provincia de Manica, contra a caravana do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na Estrada Nacional N6 pelas forças governamentais, a situação poltico-militar pode ter chegado a um ponto sem retorno. As provocações a que o líder da Renamo tem sido vítima, tanto por alguns governadores, designadamente, o de Manica, quanto por soldados da Frelimo, podem levar o país à confrontação militar sem precedentes. É inaceitável que a Frelimo utilize as forças governamentais para perseguir seus adversários.
Se o que Filipe Nyusi diz, nas mesquitas e igrejas, for verdade, que deseja paz, esteja a sair do fundo do seu curacao, então, deve parar com os atentados contra Dhlakama. O líder da Renamo não é inimigo, mas, adversário e contra adversários não se faz emboscadas. As emboscadas contra Dhlakama são da autoria das forças do governo, ainda que os órgãos de justiça fiquem em silêncio sepulcral. O cerceamento da liberdade de movimento é um grave crime. O sangue de homens, mulheres, crianças e politicos volta a regar as nossas estradas. Desta vez, derramado pelas armas que, ao povo moçambicano, deviam defender.
Se Nyusi não for um mentiroso e o que diz não é para o povo bater palmas, deve mandar investigar com seriedade, e não indigitar o atacante para se auto investigar, sendo juiz em causa própria. Se esta encenação for afastada, Nyusi ficará conhecido como um presidente palhaço, desobedecido pelas forças armadas que dizem ele ser o seu comandante-em-chefe. A sua comissão política é um desastre, aparenta contrariar o seu chefe, se não for um mero de entretenimento. O que Nyusi diz não passa de uma peça teatral para enganar e ele próprio é um dos artistas.
Dhlakama tem que repensar a sua forma de fazer política. Está a desiludir a gente que acredita nele. Os comunistas o querem matar. Não o emboscam para lhe darem um abraço. As promessas que se repetem em comícios fartam as almas mais santas que desejam viver num estado de direito. As pessoas querem ver o sentido do seu voto respeitado e não ser governado por chicos-espertos. Dhlakama tem de ser mais sério, acutilante e arrojado na luta política, se que deseja ser poder.
Os dirigentes da Frelimo querem matar o líder da Renamo, tal como aconteceu com Jonas Savimbi da UNITA, em Angola de José Eduardo dos Santos. Os esforços que as FADM/FIR/SISE empreendem querem matá-lo. Matar Dhlakama representam um grande retrocesso histórico, civilizacional e cultural. O líder da Renamo desempenhou uma importância incontornável na implantação de um Estado de Direito em Moçambique e na restauração das liberdades, no país.
O Apartheid não matou Nelson Mandela nem o regime de Suharto, da Indonésia matou Xanana Gusmão, de Timor-Leste. O regime da Frelimo matou os seus opositores e ainda não perdeu prática antidemocrática.
A História vai julgar e recriminar o partido Frelimo pela sua excessive obsessão em querer liquidar a Dhlakama, a fim de silenciar uma voz que fala por milhões de almas moçambicanas oprimidas, vítimas da exclusão por um regime fraudulento, intolerante e corrupto!

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