quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Que tal se:

Alimento para o pensamento

Não sei quem é o autor do texto que a seguir partilho. Chegou-me de um grupo do WhatsApp. Partilho-o aqui, porque gosto das ideias que traz para a nossa reflexão...

------ INÍCIO DE TESTE PARTILHADO ------

[...]

Que tal se:

1. O deputado fosse pago apenas durante o seu mandato e não houvesse reforma proveniente exclusivamente dos mandatos na Assembleia da República?
As pessoas assumiriam o mandato com intenção de trabalhar, sem pensar em fixar o salário ou em reformas chorudas, afinal ser deputado não é uma profissão. Aliás, antes de ser deputados, as pessoas vêm de um emprego, para o qual deverão regressar findo o mandato.

2. O deputado contribuísse para o INSS de maneira igual aos restantes cidadãos?
Todos os deputados (passado, presente e futuro) passariam para o actual sistema de segurança social. Iriam descontar a reforma e consequentemente usufruir dos benefícios do INSS como qualquer outro cidadão, sem privilégios exclusivos. Assim seria do interesse dos deputados que o sistema de pensões do INSS funcionasse em pleno e sem desvios de fundos como até então acontece.

3. O deputado deixasse de votar para o seu próprio aumento salarial?
Aqui é onde sempre houve um grande conflito de interesses, e é incrível como independentemente de que partido venham, sempre há entendimento na discussão de salários, benefícios e do orçamento da Assembleia da República. Se o povo não pode aumentar o seu próprio salário porque poderiam os "representantes do povo"? Os aumentos salariais dos deputados deveriam ser discutidos na "concertação social" e o seu incremento deveria ser igual ao dos restantes funcionários públicos.

4. O deputado deixasse o seu seguro de saúde actual e usasse o mesmo sistema de saúde que todos nós?
Isso ajudaria bastante a torná-lo mais sensível aos problemas do povo e o colocaria mais em contacto com a realidade (o que por sua vez iria ajudá-lo nas suas decisões). Aliás este é um ponto muito importante de reflexão. Porque será que o estado gasta milhões pagando tratamento de governantes através da Junta Médica, em instituições privadas dentro e fora do país ao invés de usar esse dinheiro para melhorar as instituições do serviço nacional de saúde, de forma que todos os cidadãos se possam beneficiar de igual maneira?

5. O deputado também estivesse sujeito às mesmas leis que o resto dos cidadãos?
A imunidade não é algo mau quando se dá a quem é verdadeiramente responsável. Acontece que vezes sem conta essa imunidade se transforma em impunidade e as pessoas (os deputados no caso) vêem-se no direito de gastar o tempo para o qual são bem pagos (pelo suor do povo) para discutir questões pessoais e trocar insultos, deixando para terceiro plano as questões que apoquentam o povo.

6. Os deputados aprovassem ferramentas/leis que realmente conferissem mais poder ao povo (como a Lei do Referendum) e que ajudassem a fiscalizar (de forma transparente) a acção do executivo e quem sabe responsabilizá-lo (uma utopia em Moçambique) por algumas decisões mal tomadas?
Em Moçambique a Assembleia da República há muito que deixou de ser a CASA DO POVO, as pessoas que supostamente estão lá para nos servir, estão mas é a servir-se de nós. Como é que numa situação de recessão económica e conflito político militar os deputados não se manifestam a favor do Povo? É hora de esperar sessões ordinárias esta mesmo? Está na hora das pessoas perceberem que isto deve ser uma República Democrática e não uma Monarquia. Ser governante não deve ser sinónimo de ser mais Moçambicano (ou seja, ser mais dono desta terra, ter mais direitos) que os restantes Moçambicanos. Se igualarmos as condições dos deputados às do Povo (a quem juraram servir) com certeza teremos deputados por vocação e não por ambição. Aí sim, as coisas vão andar em Moçambique. Depois disso poderíamos começar pensar num perfil ideal para um deputado (sobretudo perfil académico e profissional) de forma que os nossos legisladores fossem de facto os mais capacitados para a função que lhes é confiada.

Pensa nestas ideias... E se concordares com elas, REPASSA!
De pessoa-à-pessoa, um dia este texto chegará a um número suficiente de Moçambicanos para que uma atitude seja tomada!

Viva Moçambique!

------ FIM DE TESTE PARTILHADO ------

Claramente, estas IDEIAS implementadas seriam transformadoras. O que achas, meu caro amigo e compatriota (moçambicano)?
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13 comentários
Comentários
Efraimo Neves Concordo plenamente, acrescento que o salário dos deputados deve ser de domínio público, assim como os ministros e o presidente devem publicar os seus salários
Gosto223 h
Benjamim F. Malate As propostas salariais dos deputados e todos benefícios que estes auferem, que são discutidos na AR e quase sempre aprovados por unanimidade, por quem são elaboradas?
Antolinho André É isso amigo para veres que na AR existem adultos infantis. Que aprovam o orçamento da casa do povo por unanimidade mas chumbam o orçamento do governo que vai alimentar este mesmo orçamento. Um autêntico paradoxo. Inviabilizam o funcionamento do governo mas querem os bolsos bem milionários.
Gosto123 h
Cremildo Macamo Também deve-se reduzir o número de sessões para manter foco na discussão das ideias, quanto maior for o tempo menor será o interesse de discutir em prol do povo, acabam acertando problemas pessoas que podiam bem o fazer fora daquela sala e sem nossos custos.
Pagamos para ver pessoas a se insultar de tudo quanto é jeito.
Cada sessão plenária é dinheiro nosso sendo gasto sem respeito pelas pessoas que o produzem.
Inconscientemente, formamos um grupo egoísta que faz de tudo para garantir mordomias sem produzir e pior, que não nos representam.
Gosto118 h
Milton Chembeze Ó Antolinho, andas muito deslocado esses dias.
A Renamo pode chumbar tudo que for proposta do governo mas, não é capaz de impedir nada pois o partido que suporta o governo na AR ( a Frelimo) tem maioria.
Logo, não devia atribuir a aprovação dessas mordomias à Renamo mas, a todo parlamento.
Já agora, pode agora me dizer quando é que o governo deixou de funcionar porque a Renamo não aprovou o orçamento do governo?
Gosto118 h
Noe Nhancale Concordo plenamente, ademais essas pensoes afiguram-se um perigo que ira sufocar o estado daqui a mais alguns anos!
Gosto223 h
Mouzinho Zacarias Julião tu tens coração grande...se fosse dirigente desse país já teríamos paz,bem estariamos reconcilia dos
Rogerio Antonio Concordo plenamente com o texto. E digo mais, aquando da aprovação das mordomias dos deputados, me opôs por uma simples razão:
Os deputados moçambicanos nunca defenderam interesses do povo o qual os elegeram, mas, sim, das organizações que representam.
Gosto422 hEditado
Ilidio Malunguisse Sem dúvida que se as ideias acima expostas fossem colocadas em prática estaríamos a caminho de ter um Moçambique melhor. Adicionalmente, a eleição dos deputados, aumentaria as possibilidades de boa representação do povo na Magna Casa.
Madudo Chaguala Gosto e irei partilhar de imediato.
Juma Aiuba Assino por baixo. Sabe, sempre que se fala do deputado moçambicano fico doente. Acredite. Há coisas que não consigo engolir.
Francisco Neves Caro, Julião João Cumbane, assim a nossa AR fica com as cadeiras vazias!... Mas verdade seja dida: vê-se com cada umas naquela Magna Casa!
Ricardo Manuel Isso quase que espelha o parlamento Sueco, a implementacao destas politicas iria disciplinar a casa do povo. Assim nao teriamos infiltrados que so querem mamar nas tetas do povo, estando este mesmo povo dia e noite a trabalhar, pagar seus impostos para enriquecer alguns.

Deviamos criar ou colher assinaturas a nivel nacional no sentido de submeter esse tipo de proposta a quem de direito para a sua implementacao. Povo nao è lixo.
Azarias Felisberto Este testo merece ser um objeto de estudo para um Moçambique melhor . Penso que ia acabar aquele problema de qualquer um todos lutarem para ser deputados so para usufruir das regalias . Tambem acho que lugar de continuarmos a votar uma lista de deputados onde alguns deixam a desejar,o candidato a deputado devía concorrer pessoalmente no seu círculo eleitoral .
Mussá Roots Well done, profe Julião João Cumbane, excelente partilha...aliás o profe ultimamente tem sído bastante acertívo...

E mais, a eleição dos deputados devería ser nominal/directa e não através de listas partidárias, assim eu sabería a quem exactamente estou escolhendo para me representar, e os deputados uma vez eleitos dessa forma estaríam mais sujeitos ao eleitor do que ao partido ou a disciplina partidária como é o caso...mas aí, claro que é problema do sistema que escolhe(mos)ram seguír...

Já agora, o ponto nr.5, faz lembrar o duelo vergonhoso,infantil e cómico entre o sr.António Muchanga e Galiza matos Jr. Com ameaças de um processar judicialmente o outro, "disgusting" tsc...

Pior é a situação dos deputados da Renamo, que recebem por cargos que segundo eles são fruto de eleições fraudulentas...não faz sentido isto...era mais coerente a ideia do seu "Rider" de não tomarem posse...mas depois houve aquele "arranjo" feito no quarto daquele hotel, que fazía sentído no âmbito do aliviar da tensão...uma vez não aliviada, questiono-me, como eles conseguem usufruír do nosso dinheiro se não reconhecem os resultados que os colocam lá? Coisas da nossa democrácia de faz de conta, que tem um "Pai" que a desconhece e um partido/governo que a desrespeita, e outro que é um "pula-pula" armado em neutro amante de um Moçambique para todos (bullshit)
Zainadine Jamaldine Ideias valiosas sem duvidas. Resta saber se os que legislam, neste caso sao os visados, terao interesse em implementa las!

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