sábado, 22 de outubro de 2016

Carta aberta a governadora de Cabinda sobre a situação actual do desemprego -

 Secretário da CASA-CE

Assunto: Crise do emprego no Campo Petrolífero do Malongo e a sua consequência para jovens e famílias Cabindenses.

Exma. Senhora Aldina Matilde da Lomba Catembo, Governadora Provincial de Cabinda,
O Secretário Provincial da J.P.A – (Juventude Patriótica de Angola) organismo Juvenil da CASA-CE em Cabinda, tem vindo a acompanhar, com grande preocupação, a onda de desemprego que assola a província afectando grandemente, não só os jovens que começam a vida, como também adultos com longos anos de serviço, dependentes do campo petrolífero do Malongo. O facto deve preocupar não só a nós, mas também à senhora Catembo e a sua elite.
Diante de emaranhado infortúnio dos Jovens, resultante de constante baixo preço do petróleo, a J.P.A obriga-se a ser aqui um “Observatório Político/Social” para os jovens cabindenses. Neste exercício de observação é possível identificar, sem recurso microscópico, o cinismo impávido, o silêncio e, a vista de mercador do Executivo de cabinda, que se diz da esquerda, faz a orepugnante problema do desemprego que vai matando aos poucos os jovens em Cabinda.
Desafiamo-la, Exma. Governadora, a sair dos vossos aposentos palacianos e que comunique, através das vossas ondas privatizadas de rádios, as estatísticas do desemprego arbitrário dos jovens no campo petrolífero do Malongo, desde do ano de 2015. Esperamos não defraudar os dados estatísticos, conforme é tecnocracia do seu governo.
Por falta de nesga de intectualidade em tudo que o seu governo faz, o petróleo tirou-vos o véu, e hoje vemos que a Governadora de Cabinda não sabe lidar com a crise, despojando deste modo o governo que representa, e circunscrevendo os discursos, que a juventude de cabinda já está cansado de ouvir, em mentiras e projectos sem nexo para os jovens.
Prezada governadora, os jovens em cabinda não comem política, não habitam em acampamentos partidários e tão pouco precisam de camisola do seu partido para embelezar os guarda-fatos. Precisam de estabilidade do emprego e dependência financeira. 
Tal como em apreço nos referimos, de fraudar os dados estatísticos que adiante apresentamos, seria amontoar a vossa petulância. Agora vejamos o nível do desemprego de jovens no Campo petrolífero do Malongo so no período de 2015 a Fevereiro de 2016 (fontes de MAPTESS):
Ano 2015 - 1.147 Homens e 66 Mulheres, total: 1.193 desempregados
Ano 2016 - 904 Homens e 9 Mulheres, total: 913 desempregados,
Como podeis ver a crise já depredou do Campo Petrolífero do Malongo 2.106 jovens, só no período em referência. Os jovens de cabinda são, grosso modo, os que mais sofrem com essa estimulada crise provocado pela péssima gestão do erário público do governo do MPLA, impondo aos angolanos a um regime económico rendeiro e de administração pública laxista, sem outras alternativas económicas para país e para a província de cabinda em particular. O seu governo parece não dar “ cavaco” aos milhares de atribulados jovens desempregados, nem tão-pouco apresenta alternativa de sobrevivência a estes concidadãos.
A arbitrariedade com que os despedimentos acontecem, sem direito a recurso nem indeminização condigna, o silêncio das entidades empregadoras, a capacidade do Executivo de encovar os dados estatísticos referentes ao grau do desemprego na província, é um indicador de absoluto laxismo governativo da Exma. Governadora e deveria preocupar não só a si como também ao seu Governo que, alias já perdeu confiança dos jovens desta província.
A Secretaria da J.P.A em cabinda tem estado a receber, diariamente, denúncias de centenas e milhares de jovens que desumanamente são despedidos no campo petrolífera de Malongo, por falência técnica/económica dos empregadores. Trabalhadores que partem em gozo de merecidas férias ou descanso (para aqueles em regime de turno) são hediondamente despedidos no seu regresso ao trabalho e, consequentemente, bloqueados os passes de acesso ao campo petrolífero do Malongo, sem nenhuma explicação do empregador. A Lei Geral de Trabalho reformada, que daria algum pastel aos jovens trabalhadores é violada sistematicamente, sob olhar do seu Executivo.
Os jovens em cabinda que sonhavam encontrar abem-aventurança no campo petrolífero do Malongo, saem daí, extremamente frustrados, sem saber onde e como começar a vida fora do belzebútica Campo petrolífero do Malongo. O nosso sonho acabou, desabafava um dos nossos concidadãos.
Para além desses jovens “Maloguistas” tal como são cognominado por cá, com o futuro desesperado, estão também os jovens recém – formados nas universidades sedeadas na província, que depois da sua formação, digamos em bono da verdade, transformam-se em reféns da falta de criatividade da Senhora Governadora, na esfera de criação e protecção do emprego.
Enquanto a Exma. Governadora da província de cabinda e o executivo continuar a dar mais importância ao militante do que ao cidadão, aos discursos receados de políticas do que ao pranto de um cidadão, ao laxismo governativo do que ao trabalho árduo para melhor criar emprego para os jovens, ao maternismo dos militantes do seu partido do que ao maternismo dos cidadãos e famílias cabindenses, ao uso de força militar do que a capacidade de dialogo e discussão em contraditório, assim também continuaremos com este fracassado governo que dirige, sem programa de desenvolvimento económico para a província.

É repugnante o vosso olhar impávido ao desemprego no Campo petrolífero do Malongo, aliado a falta de programas próprios para o desenvolvimento dos Jovens. Não é justo preocupar-se com os jovens somente quando se precisa do seu voto que, para variar, é ainda falsificado. Não é correcto que o Executivo de Cabinda se preocupe mais em promover maratonas em bar aberto, cucalizar os jovens menos esclarecidos para fazer campanhas partidárias e governar somente os militantes do MPLA que, como todos sabemos, quando vão para bajular são capazes de negar a sua própria existência para não contrapor a parlapatona da Governadora.
Exma. Governadora, não leve os jovens desta província para “ Terra de Nunca”, convida-la a fazer um retiro, um exame de consciência sobre “o nada” que já fez para empregabilidade e felicidades dos jovens de cabinda, desde que tomou as rédeas governativas da província. O seu consulado é, claramente, o pior que já passou nestas paragens, temos saudades doutros tempos.
Reconhecemos a vossa fobia em opiniões contraditórias, mas a J.P.A continuará a solidarizar-se com todos jovens que perderam e continuam a perder os seus empregos e estará sempre ao lado daqueles que são padecentes das consequências de falta de políticas claras e exequíveis do MPLA para com os jovens. Não daremos tréguas a planos disfarçados e simulados para os jovens, se é que teve a amabilidade de os gizar, não permitiremos que os jovens desta província sirvam de instrumentos eleitorais.
Caso tenha fisga de dignidade, educação e amor ao povo que governa, desafiamo-la a publicar o programa de desenvolvimento e apoio à iniciativa juvenil em uma semana. Não deixa de, nele, destacar, o plano de criação do emprego para os jovens, o Plano de financiamento de pequenas empresas para os jovens e a sua exequibilidade, e o plano de desenvolvimento económico da província a curto prazo gizado pelo GPC e o seu nível de execução. 
Enquanto a Senhora Governadora e a sua família, descansam nos aposentos palacianos, os jovens estão em prantos e não querem ser consolados, por que precisam dos seus empregos de volta.
A juventude já não come petróleo.
TODOS POR ANGOLA E UMA ANGOLA PARA TODOS
SECRETARIADO PROVINCIAL DA J.P.A CABINDA, BRAÇO JUVENIL DA CASA- CE.
MBOTE


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