segunda-feira, 3 de outubro de 2016

a situação do país não está boa


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" Boa tarde, Ilustre Unay
Desculpa pelo timing da informação que passo a descrever:
Quando eram precisamente 10h oras muito perto do rio Fuza, ou um nome parecido, uma hora após a coluna de Nhamapaza ter partido em direcção a Caia, fomos precisamente atacados pelas forças Revolucionárias da Renamo. O ataque durou mais de 40 minutos. O carro onde onde estava me permitia ver os acontecimentos In loco porque seguia imediatamente o carro da escolta mahindra da fir. Os homens verdes imobilizaram o carro e simultaneamente, pela sua precisão, tombou a um tiro um homem da fir, o mais destemido, alto e forte, que ostentava uma arma especial pesada, há quem diga que fosse o comandante do grupo.
Decorridos alguns minutos chegou reforço, o outro carro Mahindra da fir, que sob fogo cruzado resgatou - nos daquela frente abismatica e tendo deixado os colegas naquele fogo intenso enquanto uns tentavam trocar pneus sob protecção dos seus colegas. O fir tombado seguiu connosco até à Caia. Tendo em conta a velocidade k íamos seguindo, há fortes indícios que a ideia fosse ver se recuperavam o seu colega no hospital de Caia. Entretanto, é mais provável que tenha perdido a vida naquele lugar.
Deste modo, quero assegurar que a situação do país não está boa. É urgente que os políticos acelerem o concenso nas negociações. O povo está a viver os piores momentos da sua vida. Porque não se pode equiparar esta guerra com a da implantação da democracia (a dos 16 anos) na medida em que aquela sucedia a uma situação estrutural que era a humilhação colonial enquanto esta sucede à um período único que os moçambicanos jamais haviam experimentado nos seus últimos 500 anos, que é a paz vivida ao decurso dos últimos 21 anos. É uma guerra que não devia existir. A medir por aquilo que tens vindo a publicar e os outros jornalistas acreditados da geração Cambuma suportando pelo meu testemunho do ataque de hoje, 02 de Outubro, são muitos pais que vem seus filhos partir para uma missão pouco clara e nunca mais regressam dela, os jovens que deixam viúvas, filhos sem pais e um número sem conta de dependentes que perdem o seu guardião. O governo deve parar com esta brincadeira de incitar violência. Nós somos um povo, um único povo. Somos irmãos. E convém que deiam a Renamo as suas províncias para governar.
Um abraço mano Unay."

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