Pode ser o "pior desastre de sempre a atingir o Hemisfério Sul", diz a ONU. Número de mortos deve aumentar, estimam as autoridades e organizações locais. Secretário de Estado das Comunidades viaja para Moçambique.
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Terminamos por aqui a cobertura da catástrofe natural que assola Moçambique, Malawi e Zimbabwe. Retomamos amanhã este Ao Minuto com mais informações sobre os últimos desenvolvimentos. Obrigado por ter estado connosco.
Tragédia torna-se mais drástica a cada minuto
A ONU fala numa das piores tempestades de sempre no Hemisfério Sul. A chuva vai continuar a cair com força, pondo em riscos os sobreviventes que aguardam por socorro em cima das árvores, telhados e outeiros. As próximas 72 horas serão críticas para quem continua à espera de ser resgatado.
Depois da catástrofe, a tragédia poderá continuar
Carlos Serra, membro da equipa que coordena a ajuda humanitária moçambicana para Beira garante que nunca viu, nem ouviu falar de um caso semelhante no seu país.
A possibilidade de doenças como a malária, cólera e diarreias aparecerem é provável, tendo em conta a situação que se vive. "A seguir a um fenómeno destes, temos sempre a ameaça dessas doenças, por isso, há uma necessidade muito grande de medicamentos para fazer face a este cenário", sublinha Carlos Serra.
Leia a entrevista ao membro da equipa de ajuda humanitária em Maputo.
MOMENTO-CHAVE
Saiba como ajudar os países afectados
A Unicef prevê que serão necessários 17,9 milhões de euros para dar resposta à passagem do ciclone Idai nos três países. A Cruz Vermelha Portuguesa disponibilizou ajudas monetárias através do Fundo de Emergência para catástrofes e a UNICEF Portugal criou uma página oficial onde podem ser feitas doações. Saiba como ajudar.
MOMENTO-CHAVE
Mais de 200 mortos confirmados em Moçambique
Filipe Nyusi, Presidente moçambicano, confirmou mais de 200 mortos provocados pela passagem do ciclone em Moçambique. ONU alerta que as próximas 72 horas serão críticas, devido à queda de chuva intensa.
As operações de resgate no Zimbabwe
As operações de salvamento prosseguem no Zimbabwe, com os habitantes a serem resgatados por helicópteros e, posteriormente, transportados por membros da Cruz Vermelha e do Exército para ambulâncias na cidade de Chimanimani, a cerca de 500 quilómetros da capital Harare. Estima-se que mais de 100 pessoas continuam desaparecidas no país.
MOMENTO-CHAVE
"Várias dezenas" de portugueses perderam casas e bens" em Moçambique
O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que "até agora não há registo de cidadãos portugueses mortos, feridos ou em situação de perigo" devido à passagem do Idai em Moçambique, mas "várias dezenas" perderam casas e bens.
"Felizmente, até agora não temos registo de cidadãos portugueses mortos, feridos ou em situação de perigo, mas ainda não conseguimos contactar todos (...) Infelizmente, temos já notícia de várias dezenas de compatriotas nossos que perderam as suas casas e os seus bens e que se encontram alojados por exemplo em unidades hoteleiras ou noutras casas de amigos ou vizinhos e estamos a fazer os levantamentos desses danos nos bens pessoais", afirmou Augusto Santos Silva.
O chefe de diplomacia, que falava no final de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, indicou que a equipa avançada enviada a partir da embaixada em Maputo para prestar apoio ao cônsul-geral na Beira e à sua equipa "bateu toda a zona centro da cidade da Beira e as estradas que se encontram transitáveis", tendo feito um "reconhecimento nos hospitais e unidades de saúde locais para ver se havia portugueses entre as vitimas".
Congratulando-se por não haver para já registo de vítimas ou portugueses em situação de perigo -- "por exemplo isolados pelas águas ou em aldeias ou povoação em risco de catástrofe" -, o ministro ressalvou, todavia, que ainda "é prematuro dar por concluído esse levantamento", pois, até devido às grandes dificuldades de comunicações, ainda não foi possível contactar todos os milhares de portugueses registados na região.
"Há vários milhares de [portugueses] inscritos no consulado na Beira, que cobre todo o centro e norte de Moçambique, e a nossa estimativa é que haja mais de 2.000 portugueses a residir na zona da Beira", assinalou.
Chuvas intensas, trovoadas e ventos com rajadas fortes em Sofala
As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) apontam para chuvas intensas (acima dos 50 milímetros), trovoadas e ventos com rajadas fortes em todos os distritos das províncias de Sofala e Manica, pelo menos até esta quarta-feira, o que poderá dificultar as operações de resgate.
MOMENTO-CHAVE
Prioridade é “salvar vidas”
“O cenário é dramático, terrível”: é assim que Marcelo Mosse, director do jornal digital Carta, descreve ao PÚBLICO, a partir de Maputo, o ambiente que se vive actualmente em Moçambique. O jornalista relata ainda que “a Beira praticamente deixou de existir”, sendo que “a maior parte da área [quase 100 quilómetros quadrados] está inundada”.
Na província de Sofala, “há dez mil pessoas [incluindo crianças] empoleiradas em árvores e nos tectos de casas, sitiadas no meio da água”, acrescenta. A prioridade agora é “salvar vidas” e resgatar estas pessoas, com os helicópteros de salvamento a dirigirem-se na tarde desta terça-feira ao local, disse ao PÚBLICO Marcelo Mosse.
“A prioridade é salvar os que estão ainda sitiados e dar de comer e abrigo àquelas [pessoas] que já estão salvas”, explicou o jornalista. Os principais centros de abrigo estão instalados em escolas, locais abertos e campos de futebol com capacidade para abrigar os habitantes.
Além das habitações que “foram absolutamente destruídas”, a tragédia teve ainda impacto ao nível da agricultura, destruindo a “fonte de subsistência” dos habitantes, explica Marcelo Mosse, com “culturas inundadas e perdidas”, o que poderá levar à fome e proliferação de doenças.
O ciclone Idai provocou também estragos nos hospitais e centros de saúde. É o caso do Hospital Central da Beira que encerrou o bloco operatório e só irá dar resposta a “situações de emergência que incluam cesarianas”, disse um responsável da unidade hospital ao jornal digital Carta. As comunicações encontram-se parcialmente interrompidas.
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Vídeo: as imagens de uma crise de enormes proporções
MOMENTO-CHAVE
União Europeia vai ajudar com 3,5 milhões de euros
A União Europeia anunciou um apoio de emergência de 3,5 milhões de euros para ajudar a população africana afectada.
Em comunicado, a Comissão Europeia anuncia um “pacote inicial de ajuda de emergência de 3,5 milhões de euros”, após as “graves inundações e o ciclone tropical Idai terem causado um grande número de vítimas e danos em casas e infra-estruturas em Moçambique, no Malawi e no Zimbabwe”.
Objectos metálicos decapitam vítimas
Sobreviventes de Beira, em Moçambique, contaram à AFP que muitas vítimas foram atingidas por objectos metálicos, projectados pela tempestade.
"Havia chapas metálicas a voar, que acabaram por decapitar pessoas. As pessoas aqui estão muito mal. Algumas estão no hospital, mas não temos grande ajuda. Está a ficar feio, muito feio. Estamos a comer mal e não temos casa", conta à CNN um dos sobreviventes Rajino Paulino.
MOMENTO-CHAVE
Em Moçambique, há uma aldeia com 2500 crianças a 24 horas de ficar submersa
Em Moçambique, a aldeia de Buzi, perto de Sofala, está a 24 horas de ficar totalmente submersa, alerta a organização não-governamental Save The Children. A mesma organização estima que a aldeia seja morada de 2500 crianças.
Ao início da tarde desta terça-feira, as imagens aéreas mostravam que parte da aldeia, cerca de 50 quilómetros, já estava debaixo de água.
As inundações foram provocadas pela tempestade, que causou o deslizamento das margens do rio Buzi, cuja água transbordou para os terrenos em redor, onde está localizada a aldeia.
ONU alerta para zonas em risco de inundação
MOMENTO-CHAVE
A tragédia em números
O balanço de vítimas mortais continua a aumentar. Ao início desta tarde, o número de mortos era de 294 pessoas.
- Moçambique
Vítimas mortais: 84 pessoas
- Zimbabwe
Vítimas mortais: 98 pessoas
Desaparecidos: 217 pessoas
- Malawi
Vítimas mortais: 112 pessoas
Equipas de resgate em corrida contra o tempo
As equipas de resgaste no local esforçam-se por conseguir retirar sobreviventes das árvores, que fogem da subida das águas.
Portugal está a realizar um levantamento das capacidades de apoio a Moçambique
"Estamos a fazer este levantamento de capacidades nossas para que, logo que o Governo moçambicano peça apoio, ele poder ser imediatamente prestado por Portugal", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no final da reunião da Concertação Social, que abordou nomeadamente a questão da saída do Reino Unido da União Europeia ("Brexit").
O governante garantiu que o país estará "na linha da frente do apoio internacional" àquele país africano, cita a Lusa.
"As autoridades moçambicanas estão a fazer um primeiro levantamento e nós próprios aqui, já o fizemos ontem [segunda-feira] e continuaremos hoje, entre vários ministérios, a reunir uma primeira lista de apoios possíveis que Portugal pode fazer na situação de emergência que Moçambique vive, seja do lado dos instrumentos da nossa Protecção Civil, seja do lado da nossa emergência médica, seja do lado das Forças Armadas, dos meios de resposta que lhes são próprios para situação de catástrofe, seja do lado da nossa cooperação", disse.
Delegação da União Europeia está no terreno
Uma delegação europeia está já no terreno com os parceiros do Fundo de Desenvolvimento da Saúde.
Fotogaleria: O rasto de destruição do ciclone Idai em imagens
Cruz Vermelha admite aumento "significativo" de mortes em Moçambique
O número de mortes em Moçambique pode aumentar “significativamente”, disse a Cruz Vermelha à Reuters.
A equipa da Cruz Vermelha internacional, que sobrevoou a região afectada, avançou à Reuters que está trabalhar com a NASA e com a Agência Espacial Europeia para obter informação satélite acerca das áreas e das pessoas afectadas pelo ciclone Idai.
O último balanço oficial dava conta de 84 mortes em Moçambique. No entanto, o presidente Filipe Nyusi diz que o “desastre humanitário” poderá ter morto mais de mil pessoas.
Cruz Vermelha Portuguesa tem toneladas de alimentos prontos a ser enviados
A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) identificou centenas de alimentos de longa duração nos armazéns da instituição espalhados pelo país destinados à cidade da Beira, em Moçambique, atingida pelo ciclone Idai, aguardando um avião especial para esse fim.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Francisco George, adiantou que foi emitido um alerta a nível nacional para as reservas de alimentos de longa duração (conservas) para serem recolhidos no caso de ser organizado um voo humanitário para Moçambique.
Francisco George acrescentou ainda que a Cruz Vermelha Portuguesa abriu uma conta solidária com cinco mil euros (provenientes de um fundo de emergência da CVP), podendo os portugueses que assim o entenderem contribuir. No entendimento de Francisco George, "todos temos o dever de apoiar as populações da cidade da Beira porque há uma afinidade histórica, secular".
MOMENTO-CHAVE
“Há pessoas penduradas em árvores rodeadas por água”
A prioridade da Cruz Vermelha Internacional, que está no terreno em Moçambique, “é a de salvar vidas”, mas as condições de deslocação na zona são extremamente penosas, com pontes destruídas, deslizamentos de terras, inundações, rios transbordantes com fortes correntes, diz ao PÚBLICO Caroline Haga.
MOMENTO-CHAVE
"Possivelmente, o pior desastre de sempre" no Hemisfério Sul
O ciclone Idai é, "possivelmente, o pior desastre de sempre a atingir o Hemisfério Sul", afirma Clare Nullis, especialista climática das Nações Unidas.
A tempestade provocou inundações até aos seis metros e causou "uma devastação incrível", avalia Lola Castro, directora regional do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.
O programa da ONU está na Cidade da Beira, capital da província de Sofala, a distribuir alimentos numa das escolas da região.
O programa da ONU está na Cidade da Beira, capital da província de Sofala, a distribuir alimentos numa das escolas da região.
Portugal vai ajudar Moçambique através da União Europeia e Nações Unidas
O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, garante que Portugal irá contribuir para a reconstrução das zonas afectadas pela passagem do ciclone.
“Portugal procurará contribuir ao esforço de ajuda e reconstrução, quer directamente, quer através da União Europeia e das Nações Unidas, exprimindo ao Povo irmão moçambicano e a todos quantos, em particular portugueses, foram afectados por esta grande tragédia.
Leia mais sobre a ajuda de Portugal aqui.
MOMENTO-CHAVE
Imagens aéreas mostram destruição na Beira
Um vídeo do director da CARE International, que congrega várias organizações humanitárias, em Moçambique mostra a destruição na Beira
Zimbabwe declara "desastre nacional"
O Governo do Zimbabwe declarou a tempestade como desastre nacional e enviou militares e membros dos serviços nacionais de juventude para as zonas afectadas para ajudar no salvamento de aldeias isoladas pelas águas. Leia o artigo completo aqui.
MOMENTO-CHAVE
Mapa da passagem do ciclone
Em Moçambique há 84 mortos confirmados
Desde quinta-feira que o ciclone Idai está a provocar um rasto de vítimas e destruição à sua passagem por Moçambique, Zimbabwe e no Malawi. Os números mais recentes apontam para um balanço geral de 222 mortos. Milhares de pessoas ficaram sem casa devido ao forte vento e à subida dos rios, transformados em rápidos de lama levando tudo à sua frente.
Passagem do Idai afecta 1,5 milhões de pessoas
A passagem do ciclone Idai por Moçambique, Malawi e Zimbabwe afectou pelo menos 1,5 milhões de pessoas. O balanço é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que cita dados oficiais dos governos dos países afectados. A UNICEF alerta que os números poderão aumentar à medida que o ciclone Idai se desloca para oeste, revalando o seu impacto.
Ainda não existe um balanço dos estragos, mas as autoridades antecipam a total destruição de escolas e unidades de saúde, infraestruturas de água e saneamento.
Acompanhe a cobertura ao minuto.



Risco de inundações nas bacias dos rios Buzi e Pungoé nas próximas 72 horas, o que poderia levar a mais destruição e mortes
O número de mortos subiu para 84 e o Presidente disse que poderia estar acima de 1.000



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