Thursday, October 15, 2015

DHLAKAMA CONTINUA DE REPOUSO NA BEIRA

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, depois do desarmamento da sua guarda pessoal, na semana passada, na sua residência nas Palmeiras 1, está de repouso “ para ganhar novas forças, como qualquer um homem faz”.

Estas declarações foram prestadas pelo delegado, Albano Bulaunde, assegurando que, contrariamente às informações que dão conta da ausência de Dhlakama, ele permanece na cidade da Beira.

“O nosso presidente, Afonso Dhlakama, está bem e na Beira, na sua residência”, sublinhou.

Questionado se ele tem uma agenda para encontros com a população tal como vinha fazendo antes do incidente de Gondola, a fonte respondeu que “por enquanto, não há nada. Logo que existir, vocês terão conhecimento. O que posso garantir é que ele está na Beira.

DM – 15.10.2015


O DIÁLOGO DEVE PARTIR DA BASE

Nos últimos dias a palavra PAZ se tornou numa canção a qual todos os moçambicanos entoam.
Não sei se se entoa por se perceber o alcance do verdadeiro significado ou simplesmente porque é o que está na moda! Mas, mais do que cantar esta canção, há uma necessidade de procurarmos a essência deste termo que muitos confundem-no com a sigla ZAP.
Existe uma amálgama de teorizadores que falam sobre PAZ, mas de tudo que os mesmos escreveram numa coisa convergem na de que ela (a Paz) é um bem-estar público, ou seja tranquilidade pública.
Olhando neste postulado, notamos que a Paz não uma coisa exclusiva dos políticos, governantes ou mesmo chefes. É sim, algo popular, ou seja do povo.
Preocupa-me ouvir esse povo a suplicar todos os dias um encontro ao mais alto nível. Dito isto de outra maneira, vozes há que todos dias e noites clamam sobre uma mesa redonda entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, Presidente da República de Moçambique e Líder da Resistência Nacional Moçambicana.
Mais do que exigir um encontro a este calíbre convém pensar primeiro que Filipe Nyusi e Dhlakama não são os únicos cidadãos deste país. Aliás, esses cidadãos já se haviam encontrado no passado por mais que uma vez, em encontros que até data hoje não se conhecem quais os frutos dalí resultantes.
Não estou contra um encontro a esse nível, mas acho ser tão prematuro e inoportuno isso acontecer numa altura em que as emoções tomaram conta a ambos os lados. Encontro do alto nível neste momento poderá não trazer resultados que ajudem o alcance de uma paz efectiva no país.
Decisões tomadas em momentos de correria não ajudarão em nada os objectivos pelos quais lutamos.
É necessário descentralizar o debate sobre a paz.
Tendo em conta que Paz é algo que se traduz, entre várias coisas, no bem-estar público, é necessário que o diálogo sobre a questão de paz comece ao nível da base, onde os líderes comunitários ou secretários dos bairro mantêm encontros com os representantes da oposição ao nível daquele escalão, o mesmo exemplo ser seguido pelo chefe da localidade que também irá abordar as lideranças da Renamo também naquele nível para discutir acerca deste dossier. Esse processo que partiu da base deverá seguir para o nível distrital, provincial até culminar num encontro entre as lideranças máximas do governo e do partido Renamo, sem deixar de fora outras esferas da sociedade. Esta via para além de envolver várias figuras, fará com que entre os moçambicanos de diversas correntes de opiniões haja uma verdadeira reconciliação o que até hoje não alcançamos.
Um encontro ao mais alto nível servirá apenas para ratificar os consensos alcançado desde a base.
Outra questão que pretendo partilhar tem a ver com a forma como o discurso de paz é mediatizado.
Em relação a este ponto gostaria de alertar que Paz, não é uma encenação cinematográfica. É algo real, pelo que, devemos deixar procurar visibilidade nos média e partirmos para acções mais realistas. Não basta apenas que o discurso de paz seja única e exclusivamente reservado para os media. Há acções práticas que podem ser feitas com vista a trazer a paz em Moçambique.
Delfim Anacleto Uatanle
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2015/10/o-di%C3%A1logo-deve-partir-da-base.html#more

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