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| Escrito por Adérito Caldeira em 03 Agosto 2017 |
Poucos moçambicanos terão acreditado nas promessas do Governo de Filipe Nyusi de que a crise económica e financeira não nos iria afectar. Depois do agravamento do custo de vida, da desvalorização do metical, do desemprego... passados cerca de 16 meses, desde que os doadores suspenderam a sua ajuda financeira, quando descobriram que além da Empresa Moçambicana de Atum outras duas estatais tinham contraído empréstimos secretamente, e ilegalmente, em todos sectores do Estado nota-se claramente os efeitos da falta de dinheiro.
Importa notar que 80% do orçamento de investimento estava previsto ser financiado com fundos externos que quase não foram desembolsados. Os documentos a que o @Verdade teve acesso revela ainda que mesmo os fundos internos têm registado atrasos de desembolsos sucessivos por parte do Ministério da Economia e Finanças.
O @Verdade apurou que devido a actual crise imensas obras públicas não estão a ser realizadas, em particular aquelas que deveriam prover os direitos básicos, e fundamentais, de acesso à água potável e ao saneamento.
Ficaram comprometidas as reabilitações/construção dos sistemas de abastecimento de água Mocuba e Marromeu enquanto as obras em Chiúre, Mabote, Guro e Milange estão paralisadas. Decorrem a ritmo bastante lento as obras de construção/ reabilitação dos sistemas de abastecimento do precioso líquido ao Sabie, a Nacala, a Alto Molócué, Massangena, Chibuto, Chigubo, Homoíne e Maputo.
Também atrasadas estão as obras de reabilitação/construção dos sistemas de abastecimento de água a Nairoto, Namanhumbir, Bilibiza, Namitória, Naminge, Larde, Meti, Nauela, Quewene, Combumune e Chinhequete.
Gestores de obras públicas sugerem rever em baixa as metas do Plano Quinquenal
A construção das barragens de Metuchira, Gorongosa, e Moamba Major estão atrasadas e quase paralisadas devido à falta de fundos. Paralelamente decorrem a ritmo abaixo do planificado as reabilitações das barragens de Massingir e Corumana.
As represas previstas para Mabalane, Matogomane, Chimualiro, Mucangadzi, Quitele e Nharichonga continuam por edificar.
Mais uma época seca está a terminar e continuam por ser construídos os diques de Nante, Nicoadala e da ilha Josina Machel também devido a falta de fundos.
No que ao saneamento diz respeito, das 84.279 latrinas melhoradas que estão planificadas serem construídas este ano, ao longo do primeiro semestre somente 16.014 foram construídas.
Durante o primeiro dia do conselho coordenador do MOPHRH os altos responsáveis da instituição não vislumbram nenhuma solução para que as obras aconteçam.
Alguns chegaram mesmo a propor, durante os debates, que as metas do Plano Quinquenal do Executivo de Filipe Nyusi deveriam ser revistas em baixa tendo em conta a crise, que está para durar enquanto o próprio Governo não der os passos que os parceiros de cooperação internacional julgam ser cruciais para o esclarecimento do uso dos mais de 2 biliões de dólares dos empréstimos inconstitucionais e ilegais assim como a responsabilização dos seus perpetradores.
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Friday, August 4, 2017
Dívidas da Proindicus e MAM condicionam obras públicas de água e saneamento
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