domingo, 11 de outubro de 2015

PAZ E DESENVOLVIMENTO: Felizmente temos pessoas comprometidas com Moçambique

Já tem sido cíclico, já tem sido recorrente, um ataque aqui, uma escaramuça ali; uma "desautoridade" aqui, uma ameaça de abertura de quartel ali; os sinais são muitos, não interessa quem seja o seu autor. E já são antigos. O nosso Estado de Direito está cada vez mais fragilizado, está cada vez mais a precisar de um diálogo mais sério, mais inclusivo e mais abrangente. Sexta-feira foi mais um dia, foi mais um este a nossa solidez como país. Como foi possível chegarmos a este nível? Como foi possível deixarmos que a credibilidade de um país fosse posta em causa e, hoje, já não haja dúvidas sobre a classificação que se dá a Moçambique: um país com dois exércitos só pode ser um país à beira de uma guerra, por isso perigoso. Felizmente há quem, como eu, na ausência de uma direção certa, ainda acredita que com um pouco mais de bom senso, é possível resolver os nossos problemas da melhor maneira possível. A guerra não nos leva a lado nenhum. O respeito pelo primado da lei é a única forma de seremos um Estado sério, forte e respeitado. Com a crise do Metical - e com tudo que isso representa - só um país unido, comprometido é capaz de lutar e encontrar as melhores soluções. Este era o tempo em que os economistas deveriam nos ajudar a compreender para melhor enfrentar estes tempos (muito difíceis) que aí vem. E os sinais estão diante de nós todos os dias. Foi muito difícil o país chegar a este (bom) nível. Será muito difícil, em tempos de crise, recuperar até ao mesmo nível. Felizmente temos pessoas comprometidas com Moçambique e que, mesmo perante todas as adversidades, todas as dificuldades, nunca deixaram de acreditar num Moçambique melhor e em paz. Como gostava de ter muito mais pessoas como o Professor Lourenço do Rosário, Dom Dinis Sengulane. Acrediro que seríamos um país bem melhor.
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    • Gilberto Correia Aplausos.
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      22 hrs
    • Pedro Mufuukula Nao tenha duvidas, Sr Bastonário, que Moçambique possui muitos filhos de boa vontade, como Lourenço do Rosário e Dinis Sengulane para aquela missão, e são bastantes. Se as partes aceitarem alargar o grupo de pessoas com essa idoneidade, para uma verdadeira busca da PAZ, pessoas com semelhante perfil vão aparecer. Apesar do optimismo que a sociedade alimenta, infelizmente ainda não ha vontade genuína de se alcançar a PAZ efectiva em Moçambique. O que as partes dizem em publico, eh pura e simplesmente para nos entreter, enquanto se reorganizam, para derramamento de sangue, nada mais. A opção verdadeira que se procura eh causar DERROTA a parte contraria no campo de batalha e declarar VITORIA definitiva, a avaliar pelo ódio que esta aos níveis mais elevados e assustadores. Reveja os cenários e os dados que os sustentam. Muita pena para os moçambicanos, para a sua economia e para a sua tranquilidade. Ainda não ha sinais claros e inequívocos da busca da PAZ por vias pacificas!!!
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      20 hrs
    • Celso Timana Todas as economias passam por momentos de rápido crescimento, crescimento baixo e ou recessão. Medidas são tomadas pelas instituições dotadas de técnicas para estabilização, redistribuir riqueza, criar mais emprego, controlar a taxa de câmbio e a inflação, e.t.c, e.t.c

      Em situação de instabilidade político militar, o país fica de mãos atadas para discutir e arranjar soluções para as questões econômico financeiras que se colocam.

      Que a paz prevaleça para que o País siga em frente!
    • Válter Simbine Concordo plenamente com o post e o saudo pela franqueza. Ja ha muito se tem dito que o investimento no pais tem estdo a retrair devido a "instabilidade" que se vive e agora estamos com o USD a criar graves problemas a nossa moeda. De facto se nao nos pormos a pau, teremos situacoes futuras criticas.
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      18 hrs
    • Télio Chamuço Há uma passagem do post que eu considero decisiva, a que se refere à (sic): «pessoas comprometidas com Moçambique». Este é o desafio de todos os moçambicanos, para que se solidifique “a paz” e, consequentemente, se persiga “o desenvolvimento”. Isto requer que todos - actores políticos e sociedade em geral - sacrifiquem os seus interesses pessoais em prol de um bem incomparavelmente maior, que beneficie à todos sem excepção. A paz e o desenvolvimento são das poucas realidades no mundo que beneficiam a todos, em simultâneo, independentemente da situação económico-social das pessoas visadas. Muitos de nós não sabe o que é "servir um país" e já é hora de nos consciencializarmos sobre a imperiosa necessidade de aprendermos isso.
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      11 hrs
    • Ericino de Salema Pontos muito bem colocados, Bastonário Tomás Timbane!
    • Régulo Urbano Drd É urgente a moralização do Estado; dos seus actores políticos; da sociedade! É urgente porque não estamos no caminho, estamos definitivamente no abismo. Vivemos num Estado com ilhas da moralidade. Infelizmente a imoralidade nos governa, este é o ponto central. O que está a acontecer deixa traumas e lesões morais (talvez)irreversíveis. (In)felizmente sou da década 90 mas começo a perceber a perniciosidade dos amantes da guerra. Não vivi os terríveis anos 80 mas os homens que viveram esses anos sequelam-nos a todos (dos anos 90) que tudo deve e pode ser feito para defender interesses da res privada. É incrível que o Estado seja governado pelo iníquo. Para ser sincero não vejo repercussão pública (um feedback) das acções dos "Rosarios e Sengulanes". Até sob o ponto de vista simbólico creio que não passam boa imagem. Não medeiam definitivamente nada porque são abstractos nas suas intervenções. Dizem o mesmo que um inexperiente como eu diria. Como é possível que das gargalhadas dadas aquando do reaparecimento da parte incerta do líder da Renamo em menos de 48 h o mesmo sofre aquela humilhação hedionda. Um espectáculo pudico sem precedentes enquanto o que mais se precisa são actos que mostrem comprometimento com o calar da instabilidade. O que eles estão a mediar se não conseguem influenciar nenhuma das partes. Aliás, acredito que perante as partes não gozam de legitimidade. Só foram indicados (acredito eu) para fazer papel! Se até agora não há resultados conducentes a estabilidade política é porque os mediadores são impotentes e incapazes. Então a quota parte desta tramóia é resultado da sua incapacidade em influenciar. Mobilizam-se esquadrões de morte para "desarmar" alguém e pensa-se que o país fica em paz. Heheh...só dá para rir para não chorar! A questão do fundo é a mente do homem. Se queremos ser um país de paz precisamos trabalhar a mente do homem ensinando-o de que a guerra nunca é alternativa. Entretanto insistimos em dar estalos mostrando musculatura repressiva para manter o país em paz. Se guerreamo-nos entre nós então o problema está em nós. Temos de ir às causas primeiras de todas as coisas moçambicanas. Enfim, muito pode ser dito mas pouco pode ser feito pois os senhores da guerra nos governam (Governo da posição coligado com o da oposição para saquear na instabilidade). 
      frown emoticon

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