21 de Maio 2019 14h28 - 75 Visitas
Pelo menos 251 agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram expulsos, de 2017 a este ano, no país, acusados de vários crimes, dos quais infiltração na corporação e aluguer de armas de fogo a malfeitores.
Dos implicados, 32 foram afastados das suas funções no primeiro trimestre deste ano. Sobre eles pesava igualmente o crime de abandono de posto e envolvimento com grupos de meliantes, disse o comandante-geral da PRM, Bernardino Rafael, na cidade de Chimoio, província de Manica.
Por conta do mesmo tipo de crime, em 2018, outros 82 agentes foram expulsos da corporação e 137, em 2017.
Falando segunda-feira, na cerimónia de patenteamento de 115 agentes da corporação em Manica, entre oficiais subalternos e superiores, Bernardino Rafael justificou as expulsões dizendo: “estamos a purificar as fileiras” e alertou que a Polícia está atenta a “comportamentos desviantes de agentes nocivos à corporação”.
Ao invés de se dedicarem ao crime, os agentes da Polícia devem “tornar uma realidade a ordem e segurança públicas, livre circulação de bens e combate a acidentes de viação” no país.
A PRM patenteou 311 oficiais superiores, subalternos e sargentos nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, segundo o comandante-geral, que apelou aos agentes da lei e ordem a trabalharem com vista a tornar as eleições gerais de 15 de Outubro próximo “num momento de festa”.
Bernardino orientou ainda aos seus colegas a não abrirem “espaço para os criminosos”, devendo apertar o cerco. “Não fiquem sentados, os oficias da Polícia não ficam nos gabinetes, é para estarem a patrulhar”.
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