sábado, 12 de março de 2016

Carta de Dhlakama ao Presidente Americano, em 27 de Novembro de 1986.


Carta de Dhlakama ao Presidente Americano, em 27 de Novembro de 1986.


Presidente Ronald Reagan
Casa Branca
Washington DC.

Querido Senhor Presidente,
Saudações de Moçambique Livre
Eu sei que compartilha a minha preocupação com a propagação do comunismo e tentativas soviéticas de desestabilização da África Austral. No entanto, tenho o prazer de informar que em Moçambique estamos agora em posição de infligir uma grande derrota para os comunistas.
Após 10 anos de luta controlamos 85% de Moçambique e estamos perto de derrubar o regime da Frelimo marxista em Maputo. Isso temos feito sozinhos. Desde a assinatura do Acordo de Nkomati e retirada do apoio sul-africano em 1984, não recebemos qualquer ajuda externa. As armas, suprimentos e medicamentos que usamos têm sido capturados do inimigo. A Frelimo está agora confinada a algumas cidades e bases militares e a Renamo tem liberdade de movimento em todo o país. Sob a nossa gestão, as pessoas estão voltando para suas terras para produzir alimentos de reconstruir a vida sem serem molestadas pelo regime cruel.
A única coisa que impede vitória final é a presença de pessoal militar estrangeiro em Moçambique: Soviéticos, Cubanos, do Zimbábueanos, Tanzânianos, Norte-Correanos, Alemães do Oriente, e as tropas etíopes apoiadas pela ajuda económica externa, incluindo a assistência norte-americana. Eu acho que o vosso Governo foi enganado pela propaganda da Frelimo quanto à verdadeira natureza da nossa causa. Procuramos apenas para libertar o nosso país da dominação comunista e dar ao nosso povo a liberdade para conduzir suas vidas em paz.
Eu gostaria de convidá-lo a enviar um representante para ver o nosso esforço bem sucedidos e quão perto os nossos objectivos coincidem com a Doutrina Reagan.
Seu para a vitória final
Afonso Dhlakama
Presidente da Renamo.

Fonte: Mozambique and United States policy : hearing before the Subcommittee on African Affairs of the Committee on Foreign Relations, United States Senate, One Hundredth Congress, first session, June 24, 1987.
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Nota: anda ai um video de um Jornalista com Dhlakama. Foi enviado para as bases da Renamo em resposta a esta e outras cartas.


FOGO DA SALVAÇÃO
Num sentada, os mais jovens ficaram a conhecer como, no auge da guerra dos 16 anos, Dhlaka "prestava contas" aos seus patroes imperialistas. Um video, cirurgicamente amputado e editado, foi postado e partilhado nesta pataforma para gáudio da "inteligencia" situacionista... 
Graças à astúcia e prontidâo reactiva da ala adversária, a verdade foi aparentemente reposta, quando o mesmo video voltou a ser postado aqui, na íntegra, já sem cortes, dando assim para perceber todas as nuances daquele lance.

Paralelamente, no mesmo dia, foi escarrapachado aqui, um texto (descontextualizado) do Fernando Lima, publicado há "escassos"... 35 anos. A ideia era,aparentemente, confirmar a tese dos patroes yankees do ríder e desacreditar o Lima contemporâneo.
Ora, neste vale-tudo, em que nos avivam a memoria com filmes e escritos de uma fase que julgávamos resolvida e ultrapassada, recordo-me dos fuzilamentos, das chicotadas, etc. 
Devia haver milhares de imagens mas o INC "(in)convenientemente" ARDEU... 
frown emoticon
Comments
Homer Wolf * Numa sentada...
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Julio Da Wilka Edwin O vídeo que vi. Foi amputado quando o Dhlaka estava para dizer quantos moçambicanos a Frelimo Moz executou. Está atitude já nos revela quem teria sido o provável autor deste post. O que está Malta toda ainda não percebeu é que o povo sabe que tanto a Frelimo como a Renamo cometeram atrocidades durante os 16 anos de guerra e nos anos subsequentes. Mas o povo ignora isto tudo e pede a Paz.
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Eduardo Matine De(sin)formaçao,ja nao se medem esforços nem se olham a meios para alcançar o inconfessavel...
Acham que o Pais esta distraido!
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Rafael Ricardo Dias Machalela Vibrem em frequências mais altas, não arrisquem a vibrar na frequência em que eles estão porque já estão calejados. Quem assim o diz é Cal Barroso
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Egidio Vaz Escapou-me isso tudo. Peço ver mano Homer Wolf.
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Rafael Ricardo Dias Machalela Escapou-lhe? Sofremos bombardeamentos uma semana inteira... Já pego os links
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Egidio Vaz Este video é bulshit. Já por várias vezes desmenti o video e referfenciei-o que se tratatava de jornalista americano; o primeiro a entrar no mato e ao encontro de Dhlakama.
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Rafael Ricardo Dias Machalela Aliás, ontem o Eusébio André Pedro Gwembe chegou a dizer porquê deste vídeo, ou melhor da entrevista. Segundo ele a entrevista foi em resposta a várias cartas de Afonso Dlhakama ao Ronald Reagan o presidente norte-americano de então ... Vivendo e aprendendo
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Homer Wolf Thanks Rafa... Vou salvar no disco duro antes que os arquivos do "Instituto Nacional de Cinema do Feicebuque" ardam também...
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Sandu Clifton Sabe.... Parecem crianças a brincar esses fanáticos. A mim não apanham nem distraída. Vi e vivi a guerra e sei bem o que a frelimo fez na minha localidade. Ate pilar gente pilou. Isso devia ter sido esquecido ja. Gente estranha que insiste em cultivar magoas
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Homer Wolf E neste clima de suspeição, dá para franzir o sobrolho cada vez que me lembro que o grande repositorio de imagens - os esfusiantes kuxa-kanemas - simplesmente... ARDEU. E muita gente saiu de cara limpinha..
LIteralmente, àquilo dá-se o nome de QUEIMA DE ARQUIVOS...
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Zulficar Mahomed O Gilberto Mendes, o pioneiro do empreendedorismo, se "despir-se" poderia avivar ou iluminar alguns distraidos.
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Homer Wolf Como assim Zulficar?
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Zulficar Mahomed Homer Wolf quando INC já tinha infiltrações de água, o mesmo "conseguiu" cerca de uma centena de bobines do KK, "alguns recuperados". 
Agora, ele tem a sua cor ....
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José de Matos O video amputado e o texto de Lima, ambos com mais de 30 anos, nao foram postagens inocentes, pertecem a um padrao bem definidoo de desinforma ao, propaganda e manipula çao! Essa gente ainda nao percebeu que ja nao estamos nos anos 80 , hoje todos sabemos questionar!
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Egidio Vaz Peço o texto do Lima também. Quero ler, sou alfabetizado. Por favor ilustre
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Antonio A. S. Kawaria Acusar a Renamo sozinha como autora das mortes e ainda aqui nas redes sociais é a grande falta de inteligência. O Edmundo Galiza Matos Sénior quis discutir comigo como se estivesse a falar com um "estranja" mas não me parece que aguentou porque eu lhe contrariei com provas.
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José de Matos Egidio Vaz, esta aqui o texto do Lima, de 1981;

RAS: O «MNR» ou mais uma face da agressão (Por Fernando Lima)

De que forma se articula a actuação dos bandos armados contra-revolucionários como o auto-intitulado «Movimento Nacional de Resistência» no interior de Moçambique, com a estratégia geral de desestabilização traçada pela África do Sul nesta zona do continente?
As ligações entre o «MNR» e Pretória, não são de agora. Conheceram no entanto uma certa intensificação após a vitória eleitoral da ZANU no Zimbabwe, santuário inicial do «MNR». Antigos oficiais da segurança rodesiana, clamam para si a responsabilidade da criação da resistência - tornada corpórea com o concurso de «desesperados setembristas» recrutados na África do Sul, Rodésia e Portugal, elementos das tropas especiais de intervenção do exército colonial, dos grupos paramilitares repressivos, da polícia política fascista, de desertores da Frelimo e das FPLM.
A «inteligência» rodesiana assessorada por Pretória, constituiu este grupo de agressão operacional, na perspectiva de persuadir o governo moçambicano, a moderar o apoio à luta nacionalista do Zimbabwe, que em 1976 ganhava um novo ímpeto. Da mesma forma procedem as novas entidades de tutela, banalizadas pelo vigor das cada vez mais audaciosas operações do ANC. Em 1979, as actividades destes grupos fazia-se sentir nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia. Aqui, o apoio era proveniente do Malawi, onde é conhecido o espaço de influência de uma das personalidades chaves do «dossier Resistência» - o industrial português Jorge Jardim, estabelecido actualmente no Gabão. 
Com a assinatura dos acordos de Lancaster House, o «MNR» corria o risco de ficar sem patrono. As próprias autoridades inglesas encarregadas do processo de transição, exerceram pressões sobre o aparelho rodesiano para o desmantelamento da «operação MNR», incluindo a programação da «Voz da África Livre», posta no ar a partir de emissores instalados em Gwero, Fort Victoria e Untali.
Os ingleses insistem que não se trata de qualquer movimento de carácter autonomista, como pretendiam os rodesianos maquilhar a operação. A este respeito, são hoje conhecidos pormenores relacionados com o ataque aos depósitos de combustível nos arredores da Beira. Esta acção que na altura havia sido reivindicada pelo MNR, foi executada por comando mercenário sob direcção rodesiana. Como represália ao ataque nacionalista contra os reservatórios de Salisbúria. O guia da operação, um moçambicano, foi friamente abatido junto ao local da operação, envergando uniforme militar profusamente decorado com insígnias do «MNR».
No início de 1980 são rapidamente encetados contactos com sectores sul-africanos, tendo em vista a adequação às novas circunstâncias criadas. A África do Sul recebia àquela altura, um contingente migratório de referências pouco saudáveis - selous acouts. Os auxiliare de Muzorewa e uma autêntica aguarela de nacionalidades, englobando «mão-de-obra» mercenária momentaneamente sem emprego. É a partir destas unidades que fermentaram e fermentam planos bélicos. Elas constituem o lastro indispensável a alternativas de poder no Zimbabwe, que não tenham o nome de Mugabe. Deste meio saem também instrutores e novos elementos para as fileiras do «MNR», conforme comprovam inúmeras declarações de bandoleiros capturados pelas FPLM.
No plano operacional, os grupos mercenarizados do MNR desempenham o papel atribuído pela estratégia militar racista contra a RPM (não é estranho que atentados contra fontes energéticas na RAS, correspondam a sabotagem de postes eléctricos e linhas de alta tensão no centro de Moçambique). A esta actividade está adstrita a procura de sensibilidades no exterior do continente, envolvendo movimentações nos meios conservadores e saudosistas de Lisboa, Madrid, Paris e Londres, onde assumem maior realce figuras como Orlando Cristina, Evo Fernandes ou mesmo Domingos Arouca.
A «Voz da Quizumba» voltou de novo a fazer-se ouvir através do éter, desta feita a partir do Transvaal, província fronteiriça com Moçambique e o Zimbabwe, onde estão estabelecidas as principais bases de insurrectos. Um cordão sanitário de tropas sul-africanas servidas por novos aeródromos de apoio, separa os campos das linhas de fronteira.
Aviões de transporte e helicópteros, fornecem o apoio logístico necessário às acções no interior do território moçambicano. É mencionado o sul do Zimbabwe, incluindo a área de Chipinga e Melselter como corredor de passagem para as actividades sul-africanas contra Moçambique. Este facto constitui certamente ponto de discussão entre as autoridades de segurança de Moçambique e do Zimbabwe nas consultas regulares que mantêm. A brigada de formação no Zimbabwe, com o auxílio de instrutores militares coreanos, poderá constituirum forte dispositivo de dissuação contra aventuras sul-africanas e forças por si instrumentalizadas.
Segundo fontes do Ministério da Defesa, as operações de limpeza que decorrem agora em Mossurize têm como objectivo eliminar os focos acantonados na zona mais montanhosa da região. Em tempo de crise, o principal alvo dos elementos armados do «MNR» é a população que sofre represálias decorrentes da recusa em colaborar. A população retirada compulsivamente dos seus locais de habitação é conduzida para zonas mais remotas, onde deve fornecer a alimentação. Populares que ocupam cargos de responsabilidade política e administrativa e familiares, são por vezes mortos como «agentes comunistas», ou mutilados nos órgãos sexuais, orelhas e lábios.
Anteriormente à «Operação Leopardo», que culminou o ano passado com a destruição da base principal nas montanhas de Sitatonga, o grupos com maior espaço de movimentação, faziam operações contra Lojas do Povo, Cooperativas agrícolas, Machambas Estatais e Colectivas, postos administrativos e sedes políticas, comboios e viaturas de carga, nas estradas principais ligando as províncias do sul ao centro e norte do país. Um tipo de actividade que caracterizou a primeira fase dos ataques foram as acções contra centros de reeducação na zona central de Manica e Sofala, de onde eram retirados potenciais recrutas para o «MNR».
A maior partedos elementos captrados o ano passado durante as grandes operações militares em Manica, eram jovens raptados junto da população, objectivamente utilizados como «carne de canhão». O armamento utilizado, semelhante a modelos do exército moçambicano, vem confirmar informações reveladas por um prestigioso semanário português, denunciando uma rede internacional de traficantes de armas com destino à África do Sul. Aliás, John Stockwel, ex-funcionário da espionagem americana e autor do livro «A CIA contra Angola», explica os mecanismos de aquisição de «armamento comunista» a Israel, para municiar a FNLA e a UNITA, sem comprometimentos escusados. 

AIM, 02-10-1981
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Egidio Vaz Obrigado. Hehehehhe. Veja também esta do Mia Couto.
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José de Matos Egidio Vaz, a diferença entre Lima e Mia é qie aparentementer lima hoje nao pensa assim, mudou, Mia nao mudou o pensamento!
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Egidio Vaz José de Matos Nao estou para comparar. Apens quis partilhar mais uma nota. Nao devo nunca condenar Fernando Limamuito menos Mia Couto. As pessoas mudam e mudar é bom, principalmente se for para melhor.
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Unay Cambuma O video original pode ser encontrado no YouTube. E maus a partir do MACUABLOG videos. Foi a partir do video que soube que afinal as forcas da frelimo foram sempre umas Mariazinhas.
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Tomo Valeriano Tipo Vale tudo para se estar na Mo de Cima! O RIDER, jovem e buchechudo.Gosto
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Lindo A. Mondlane em fim... etiopes???
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Lindo A. Mondlane nao... eram tropas de combate ou asessores?
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Egidio Vaz Bonita carta. Demonstra um lider inteligente e com uma linguagem excelente
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Eusébio A. P. Gwembe Uma acusação e sopro ao mesmo tempo.
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Lindo A. Mondlane kakaka Egidio Vaz, é o mesmo 30 anos depois...
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Egidio Vaz Eusébio A. P. Gwembe eu não sei. Disse exactamente aquilo que quis dizer. Kkkkk
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Eusébio A. P. Gwembe Refiro-me a carta em que por um lado diz que o regime contava com apoio americano e por outro diz acreditar partilhar mesmos valores.
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Egidio Vaz Exactamente Eusébio A. P. Gwembe . Mostrou alguma desilusão. Mas a partir de 87, a chegada quase que frequente de jornalistas americanos lhe deu algum alento. O advento do constructive engagemente a a visita de Chester Crocker, abriu muitas oportunidades. Hehehe. A guerra pa
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Estevao Pangueia Concordo que o Botha não cumpriu com o acordo, seria completa desilusão do seu "total strategy" assegurado pelo "consas" dai que o presidente Regan declarou a necessidade de introduzir sanções internacionais para que, desse modo forçar as reformas no apartheid! Dhlakama visava mesmo se defender.
Lindo A. Mondlane claro.. por certo aquela operaçao de 1986 mais ou menos desde o malawi com batalhoes treinado por israelitas e outros, nao conta na ajuda externa?..este senhor ou queria mentir ao reagan..porque senao nao me explico..menos mal que nao tragou.
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Fernando Jorge Francisco Cumbana que nao recebia apoio externo é mentira,è o mesmo que dizer que o hitler era chinês
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Jossias Ramos Eu também tenho MUItas reservas.
Lindo A. Mondlane timha ciumes de J. malheiro Savimbe...depois do relatorio gersony ja era dificil receber ajuda pelo menos directa..
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Candido Junior Evocando mentiras para receber ajuda, pelos vistos não conseguiu enganar Reagan... continua o mesmo até a alma da mãe lhe serve de suporte para propagar inverdades.
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Eusébio A. P. Gwembe O relatório Gersony foi um duro golpe para a Renamo. Mesmo quando Dhlakama viajou para os EUA, em 29 de Maio de 1994, os governantes locais não o receberam como devia ser, Lindo A. Mondlane.
Não gostoResponder322 h
Lindo A. Mondlane Os americanos sao assim, ajudam uncluso a criminais, mas nao querem sair na foto
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Antonio A. S. Kawaria Mas a questão é se a guerra prosseguiu em Mocambique mesmo se esse apoio americano ou não. A verdade é que a guerra prosseguiu em Mocambique. E não só, intensificou.
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Lindo A. Mondlane claro com apoio sul africano, mas com apoio de uma potencia de terceira, imagina se a renamo tivessi tido apoio dos americanos como a UNITA?..tambme é que a UNITA era como um exercito regular, ocupava territorios e implantava a sua admnistraçao..nao sei se a renamo nos territorios em que se movia tinha algum tipo de admnistraçao Eusébio A. P. Gwembe..me pode esclarecer
Melo David Mogoa quero acreditar que foi assessoria que fez a carta.
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Estevao Pangueia Acho que a dúvida de Lindo Mondlane, pode ser esclarecida nos actuais acordos que o Governo assinou com a Etiópia na área de defesa e segurança, temos pilotos da força aérea em formação na Etiópia, essa assistência a Frelimo não é de hoje!
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Leean Jùnior esta rubrica é autêntica do Dhlakama?
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Eusébio A. P. Gwembe O documento em poder do Departamento do Estado contêm esta assinatura.
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Abel Philip Pois e'. A rubrica identica do documente assinado a 4/10/1992 entre JOAQUIM ALBERTO CHISSANO entao PR e AFONSO M.M. DLHAKAMA o lider da Renamo...
Azarias Chihitane Massingue Rolf 《Pick》Botha, chorou em Maputo quando convocado por governo de Moçambique para explicar as evidências inequívocas da continuação do apoio quase oficial sul africano encontradas na Casa Banana muito depois do acordo de Inkomati. Apenas estou a dizer que o apoio da África do Sul do Aparthead nunca parou com o Acordo de Inkomati. Nunca houve etíopes como especialistas no exército moçambicano, se alguém tem certeza que diga em que Brigada ou comando provincial estavam.
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Egas Nhantumbo Interessante...
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Estevao Pangueia Eusébio A. P. Gwembe, tenho outra percepção sobre o real conteúdo da carta do presidente da renamo, como é que Dhlakama fez a carta ao presidente Regan invocando a não apoio pelo apartheid e ao mesmo tempo, o Governo americano fazia pressão para que Botha implementasse reformas que evitassem a desestabilização da região?
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Eusébio A. P. Gwembe Estevao Pangueia, a resposta de Massingue ajuda a esclarecer. Dhlakama não deixou de receber apoio de fora com o acordo de Nkomati. A carta era forma de defender-se. Na altura em que escreveu a carta a Renamo estava na posse de 5 dezenas de pessoas raptadas e estava sob pressão porque a maioria dos raptados eram estrangeiros (portugueses, paquistaneses, cabo-verdianos, mauricianos)
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Mané O Mimoso O vuku vuku do vídeo agora ta explicado.
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Lindo A. Mondlane Mas defendendo se mentindo? Nao sabe q os americanos tinham informacao dele e das sias andancas???
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Estevao Pangueia Olha Lindo A. Mondlane, Essa era tentativa de sobrevivência, infelizmente..
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Titos Cau Quem esteve na guerra sabe que as tropas da renamo eram comandadas por boers ate ao fim do conflito.
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Gildo Mauelele A RENAMO foi criada pelo regime do APATHEID com a finalidade de desistabilizar o governo moçambicano visto que este apoiava o ANC na luta contra aquele regime. A guerra civil em Moçabique que durou 16 anos nunca foi dos moçambicanos mas alguns moçambicanos eram USADOS.
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Rafique Nhagumbo Boco Os nossos acadêmicos chegam ao ponto de se despirem dessa capa e mostrarem a sua cor. Aqui devia se discutir ideias não as pessoas! Talvez por falta de assunto, chega se até essa discussão: se a carta foi escrito por qem! de quem é a rubrica! etc. Tenho pena e só olho...mas a quem seguir o exemplo.?
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Adrian Magoo Gostei da lucidez da carta
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Afonso Nassone Macaiele Oh Eusebio, quando vejo esta carta dita do Afonso Dhlakama para Ronald Reagan ele fala de possuir 85% do territorionacional,uma pergunta me cai da cabeca, podemos ter exemplo de alguem que estudou nessas extensas areas propaladas pela RENAMO? Algum Centro de saude? Olha que a FRELIMO so com menos de 30% na luta contra o colonialismo Portugues em Niassa e Cabo delgado, nas zonas libertadas tinha escolas, centros de saude, lojas do povo, exemplo o actual chefe do Estado fala-se que estudou nessas zonas libertadas, e a RENAMO tera algum exemplo? Acho que nao , para ele o povo nunca interessou aliais nunca dar escola ao povo se nao abre a visao i deixa de ser instrumentalizado que pena. A sorte da Renamo e a queda do muro de berlim, com Mikhaill Gorbatchov a acabar com o comunismo na entao Uniao Sovietica isso fez com que todos os outros deixassem aquela via, ate Mocambique i nao porque a Renamo fez guerra
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Titos Cau Melhor comentario, parabens Afonso Macaiele. Alias a realidade actual demonstra que um modelo economico baseado numa partilha mais justa e equitativa dos recursos da terra e a unica alternativa para o mundo. O capitalismo esta morto e so sobrevive gracas ao bombardeamento, saque e pilhagem dos paises pobres, tal como o Dhlakas e a Renamo foram mandatados para fazer em Moz. O socialismo caiu porque os capitalistas jogam sujo e sao criminosos, para alem de outros factore historicos e geoestrategicos. Na europa, por exemplo, houve a "Operacao Gaudio" que consistia a CIA perpetrar ataques terroristas e atribui-los aos comunistas e deste modo desacreditar a estes diante da populacao visto que as pessoas preferiam o comunismo ao capitalismo pelo menos no sul da europa.
Fernando Jorge Francisco Cumbana Afonso Macaiele,acho que fizeste a melhor reflexao sobre o assunto...subscrevo
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Sergio Marcelino Caro Macalele, em alguns aspectos mencionados fazem sentido mas noutros nao. Nao duvida que a Renamo controlava o pais na totalidade, nao sei onde estiveste durante o conflito mas na Zambezia os unicos distritos nao assolados pela Guerra eram apenas, Mocuba e Quelimane. Dentro destes locais nao se dormia nas casas nos bairros circunvizinhos, num raio aproximado de 500 m. As pessoas nas noites eram obrigadas a se deslocar a dormir nas varandas das lojas se nao tivesse algum familiar na zona urbana. Para viajar de um distrito para o outro era impensavel devido as inumeras emboscadas protagonizadas pela renamo. Porem a Renamo tinha control do Pais, peque embora a falta de instabilidade nas zonas onde moravam. Contrariamente a luta pela independencia tinha objectivos diferentes da da renamo. Apesar de nao ter me apercebido de alguem que tenha adquirido um nivel de escolaridade nas zonas libertadas. Que eu saiba o ensino era mais considerado alfabetizado, o que a renamo em algumas regioes fazia, apenas para aprender a ler e escrever prova disso temos dirigentes e Generais da Frelimo que se benefiaram disto. Como disse os ideais eram diferentes e a renamo nao tinha intencoes de derrubar o regime frelimista tal como a mesma fez com o colono. É o meu ponto de vista.
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Salvador Caetano Em resumo, o dito controlar significava ocupação militar e não governação
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Antonio A. S. Kawaria Mais uma vez, traga-nos os arquivos Eusébio A. P. Gwembe.
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Rafael Ricardo Dias Machalela Lendo e aprendendo...
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Françisco Mhula A Renamo não foi fundada por moçambicanos para defender is entesses,does mesmos mas foi fundada por regime minortàio do ex Rhodesia para destapelizar moçambique pra que não ajudace o zanu pf,o actual sr president da renamo e o seu amigo Andre ja falecido foram usados por antrevulsonàrios para que não haja endependencia no Zimbabwe,Namibia e Africa do Sul mas graças o esforços dos povos das linha de frente que o Mozambique foi um deles hoje temos Africa endependent e prospro,e onde que estão os patrões do Sr president da renamo?
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Estevao Pangueia Esta carta que o ilustre professor Eusébio A. P. Gwembe, trouxe ao debate, pode parecer que não, mas o seu conteúdo para mim é muito importante e pode ainda ser mais aprofundado pelas seguintes razões:



-Massingue, a Renamo foi fundada no Zimbábue, passou para África do Sul, sustentada pelo apartheid, mas este regime desmoronou, a Renamo continua militarmente estruturado. Aliás, a dias debatemos uma postagem de uma citação, que dizia que a Renamo parecia invencível militariamente! 


1- Qual é actual fonte de abastecimento da Renamo? 

2- Será que o Estado terá deixado a Renamo, fortalecer se militariamente, de forma despercebida?

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