sábado, 5 de março de 2016

Matou a esposa e escondeu o corpo no mato

Um cidadão de 34 anos de idade, conhecido por Armindo, matou a sua esposa, Lúcia, de seguida escondeu o corpo no meio da mata nas imediações do Hospital Provincial da Matola, província de Maputo e, por fim, pôs-se em fuga, sem deixar rastos.
Dados recolhidos pelo domingo dão conta que o acto macabro deu-se na madrugada do passado dia 27 de Fevereiro último, no bairro da Matola C, Município da Matola, numa dependência arrendado pelo casal.
Segundo informações colhidas junto da família do assassino, o casal têm dois filhos que, neste momento, vivem com os pais da malograda, em Morrumbene.
Armindo, cobrador de chapa, é natural do distrito de Vilankulo, enquanto a malograda era de Morrumbene, ambos os lugares localizados na província de Inhambane.
O corpo da malograda foi descoberto por uma senhora quando se encontrava a limpar a sua machamba. A mesma conta que, avistou o cadáver no meio da mata, coberto de caniço.
Chocada com a situação pediu socorro a vizinhança que prontamente se fez presente ao local. Nessa altura, o assassino encontrava-se na casa da irmã.
Aliás, foi a condição de vizinha que permitiu que a irmã do assassino rapidamente ouvisse comentários de pessoas sobre um corpo encontrado nas imediações. Ao se inteirar do assunto teve o cuidado de informar ao irmão que, pouco tempo depois, tratou de desaparecer do local. Armindo fugiu do bairro e ninguém sabe ao certo aonde foi parar.
Pessoas que viram o corpo de Lúcia referem que dava indicação de ter sido asfixiada e golpeada com um garfo.
Conforme contaram, na noite do dia 26 de Fevereiro, ouviram uma discussão acesa entre o casal, no entanto, ninguém sabe dizer quais foram as reais causas desse desentendimento.
Estamos preocupados
- Elsa Chavate
Elsa Chavate, proprietária da dependência onde o casal vivia, disse que foi colhida de surpresa ao receber a notícia da morte da sua inquilina, na manhã daquele sábado.
“Não sabemos o que lhe levou a tomar a decisão de tirar a vida da mãe dos seus filhos. É verdade que já vinham discutindo, mas ninguém esperava que terminasse desta forma”,disse Elsa.
Ainda de acordo com ela, por causa das discussões constantes o casal já esteve separado por alguns meses, mas pouco tempo depois, o marido arrependeu-se e foi pedir desculpas e reiniciou a relação.
Nessa altura, revelou Elsa, a malograda trabalhava como empregada doméstica, algures na cidade de Maputo. Entretanto, quando decidiram dar continuidade a vida a dois, o homem obrigou a sua mulher a deixar de trabalhar, alegadamente, porque passaria a suportar todas as despesas da casa, bem como as necessidades da sua mulher.
Mas as promessas de Armindo foram apenas para reconquistar a esposa, pois, conta-se que algumas semanas depois lhe tirou à força o dinheiro que ela vinha juntando para mandar para os seus pais, em Morrumbene, e tirou-lhe, também, o telemóvel. 
De momento, Elsa Chavate demonstra preocupação pelo facto de, segundo suas declarações, a família da finada estar toda a residir em locais distantes de Maputo, facto agravado por a família do Armindo não estar a colaborar, até mesmo para as despesas fúnebres. 
Não conhecemos
a família da malograda
- José Chiveva, cunhado
José Chiveva, cunhado do alegado assassino disse a Reportagem do domingo que sua família tem uma missão difícil pela frente porque, mesmo antes de cometer o crime, “Armindo foi sempre um indivíduo sem lugar fixo. Há informações segundo as quais ele terá uma mulher em Gaza
Mas os problemas não param por aqui: “não sabemos como localizar a família da malograda para dar informação sobre o ocorrido, quiçá discutir o processo do enterro”.
Entretanto, segundo avançou,“a família do Armindo reuniu-se para discutir como fazer com o corpo. No entanto, não sabemos quais são as orientações tradicionais da família da finada, estamos com medo”, disse.
Abibo Selemane
habsulei@gmail.com

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