sexta-feira, 4 de março de 2016

ACTIVISTA INTERNAUTA PERSEGUIDO PELO GOVERNO DE MOÇAMBIQUE FAZ APELO AO FACEBOOK

Depois de ter sido notícia de capa de um dos Jornais Moçambicanos, o mais famoso activista na divulgação da informação militar na plataforma Facebook, conhecido por Unay Cambuma queixa-se de estar a ser perseguido por agentes dos Serviços Secretos de Moçambique que, a mando do Governo, contrataram hackers indianos para piratearem-lhe a conta enquanto outros tantos estão a tentar seguir-lhe as pegadas para lhe eliminar. Na sua página do Facebook faz um pedido ao Facebook e aos seus fãs, cujo teor se segue:

" Caro Sr / Sra" 
Estou escrevendo para você em busca de protecção extra para a minha conta. Eu estou seguramente informado de que o governo de Moçambique está tentando cortar minha conta. Não só tentando cortar minha conta, mas seus oficiais dos serviços secretos estão no chão tentando me sequestrar. Eu sou um activista dos direitos humanos que não acredita no abuso, violação e sofrimento do povo de Moçambique. O governo do dia está suprimindo as pessoas e fazendo com que os meios de comunicação não relatem notícias livre e abertamente. Meus seguidores e pessoas de Moçambique tem encontrado plataforma adequada para expressar-se através do Facebook. Sem Facebook eu não sei como as pessoas iriam conhecer a realidade de Moçambique e do mundo em geral. Mais uma vez peço Facebook para guardar e proteger minha conta como uma das plataformas do nosso povo de se expressar e de partilhar a sua opinião. Para as duas últimas semanas o governo de Moçambique contratou hackers da Índia para cortar minha conta Facebook. Agora não é nenhum segredo que o presidente de Moçambique quer me ver. Não por boas razões, mas ele quer a minha cabeça em seu prato. Sua ajuda e garantia de segurança na minha conta será muito apreciado pelos cuidados.

Para sustentar as suas acusações, num outro desenvolvimento, o activista que conta com mais de 10 mil seguidores, fora dos 5000 amigos, afirma que «entre os dias 1-2 de Fevereiro deste ano houve uma reunião secreta em Maputo em que participou um grupo selecto de indivíduos entre os quais Egidio Vaz Raposo, na qual decidiu-se "acabar de vez" com o tal Unay Cambuma em 30 dias. Para o efeito, adianta que foram criadas 11 equipas uma das quais dirigida por Celso Cuna na zona Sul, enquanto o Egidio Vaz foi encarregue para as operações na Região Centro. Por sua vez, o deputado Edmundo Galiza Matos Jr. é o coordenador de toda equipa. Para buscas no exterior, nomeadamente Alemanha, Portugal, Espanha, África do Sul, foi escolhida Maria Mathe da Embaixada de Moçambique no Malawi. De acordo com a denúncia, Lourenço Sambo a quem chama do «homem do SISE» e Rogério Manuel do CTA também estavam presentes no encontro que serviu igualmente para desenhar o plano de contratação de criminosos cibernéticos. No rolo das alegações, «os dois homens da Frelimo (Rogério e Sambo) contactaram um grande empresário indiano baseado em Maputo de nome Bhaves Sutharia que mandou vir na segunda-feira directamente da India 5 hackers» cujos nomes são Hasmukh Diraj, Sorbh Dinda, Nikul Trivde, Resnus Reddy e Amit Rajendran.

O activista ainda apresentou uma lista de tantos outros utentes do Facebook cujas contas devem ser hackeadas, nomeadamente:
(1) Fernando Gil

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