domingo, 17 de abril de 2016

Sob vaias e gritos de “racista”, professor da UFG é obrigado a deixar prédio da universidade


Nas redes sociais, alunos de Psicologia afirmam que o mestre em Estatística fez comentários racistas e menosprezou estudantes cotistas
Vídeo foi publicado nas redes sociais | Reprodução/Facebook
Vídeo foi publicado nas redes sociais | Reprodução/Facebook
*Atualizada às 14h40 
Alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG) denunciam, via redes sociais, um professor da unidade por racismo. Sob vaias e gritos de “racista” e “fascista”, o mestre em Estatística teve que deixar o prédio da Faculdade de Educação (FE), no Setor Leste Universitário, na noite da última quinta-feira (14/4).
O protesto foi gravado por alunos e publicado no Facebook, onde tem repercutido, acumulado compartilhamentos e comentários de indignação sobre o caso. (Assista abaixo)
Segundo relato do Centro Acadêmico de Psicologia da UFG, o professor teria afirmado que o nível acadêmico dos alunos recém-ingressos na universidade estava ruim e, logo depois, disse que era contra a política de cotas raciais, relacionando os dois pontos. As afirmações emocionaram grande parte de estudantes da FE que se mobilizaram no ato espontâneo.
“O professor, ao proferir seu discurso racista contra as cotas e contestando a capacidade dos alunos cotistas, humilhou alunos que estudaram muito pra estar ali conquistando um espaço que é deles por direito […] Uma das experiências mais pesadas que já passei e que não esperava ter que vivenciar dentro do espaço universitário”, desabafou um aluno da unidade no Facebook.
Ao Jornal Opção, a assessoria de comunicação da UFG informou que, até o momento, nenhuma denúncia envolvendo o episódio chegou à administração da universidade, mas adiantou que a instituição não compactua com qualquer atitude discriminatória ou contrária à política de cotas.
 

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