domingo, 10 de abril de 2016

Dom Jaime repousa no Cemitério de Santa Isabel

Os preços de produtos frescos estão a subir na África do Sul em consequência da demanda interna e da pressão exercida pelos mercados de países como Moçambique, Tanzânia e Zimbabwe.
A conjuntura abre espaço para inflação em Moçambique. Os preços de produtos frescos estão a disparar.
Preocupado, o Governo apela ao aumento da produção interna. Grande parte dos campos agrícolas só tem capim seco. Não temos tomate, cebola e até batata. 
O Ministro da Indústria e Comércio deslocou-se à Moamba, um dos “celeiros” do país, com intenção de in loco verificar como funciona a cadeia de produção de produtos frescos, onde particular destaque vai para a batata, tomate e cebola.
Produtos frescos comercializados no Mercado Grossista do Zimpeto, em Maputo, são na sua maioria importados da vizinha África do Sul. Batata, cebola, tomate, tudo importado. O rand está a valorizar-se. O que estava a 30 randes está agora a 75. Próxima semana o cenário pode mudar de cor.
Agricultores dizem que a produção nacional caiu em declínio porque os seus produtos são vendidos a baixo preço no Mercado Grossista do Zimpeto, muito aquém do investimento aplicado na compra da semente, fertilizantes e rega.
Sublinham que vão parar com a produção até o Governo acabar com os “gay gay”, homens que obrigam produtores a praticarem preços baixos.
Nas páginas que se seguem, domingo aborda o assunto com mais detalhes.
Os parasitas do Zimpeto
Moçambique gasta anualmente 340 milhões de dólares por ano na importação de produtos como arroz, trigo, milho, não obstante o vasto potencial agrícola que detém. Produtores da Moamba, um dos “celeiros” do país, dizem que tal facto se deve à existência de barreiras na comercialização de produtos frescos no Mercado do Zimpeto, por sinal o único mercado grossista da zona sul. Aqui entram em acção os “gay gay” descritos como parasitas que operam numa rede ilegal que obriga a praticar preços baixos para revenda de produtos pelo dobro.
Os ingleses chamam isto de “dumping”, palavra que em termos comerciais designa a prática de colocar no mercado produtos abaixo do custo com intuito de eliminar a concorrência e aumentar as quotas de mercado.
Por outras palavras, os “gay gay” do Zimpeto compram os produtos a um preço extremamente baixo, muitas vezes inferior ao custo de produção para revenda a preços proibitivos.
Estão claramente a enriquecer enquanto os donos da produção acumulam dívidas e empobrecem continuamente.
O “dumping” é uma prática desleal e devia ser proibida em termos comerciais. Os produtores ameaçam continuar a não produzir nada, porque dizem que a venda de produtos frescos no Zimpeto não traz retorno. Só dá prejuízos.
Apelam ao Governo para adoptar regras “anti-dumping”, medidas que devem ser esboçadas com o objectivo de evitar que os produtores nacionais continuem a ser prejudicados pela acção dos “gay gay”.
Membros da Associação de Produtores do Bloco I, na Moamba, mostraram a sua insatisfação semana passada ao Ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela.
Composta por 250 membros, a associação trabalha numa área de 480 hectares. “Estamos estagnados devido às dívidas”, disse Angélica Chissano, secretária da agremiação.
Acrescentou que alguma coisa está a falhar na cadeia de produção. “A água está aqui. Os produtores estão aqui. As sementes tambémO pouco que produzimos esbarra na rede de comercialização. Obrigam-nos, às vezes, a vender caixa de tomate produzido por dez meticais. Esse dinheiro é gasto na colheita do próprio tomate e na compra da semente”, sublinhou.
“O preço que me aceitam no Zimpeto não paga a semente, nem a água. Meio hectare da produção de tomate não paga a água”,disse ainda Angélica Chissano, salientando que :“por este andar, prefiro vender um fardo de roupa na estrada”.
Ressalvou que 480 hectares de terra “não é brincadeira”. “Podíamos resolver os problemas de falta de produtos nacionais. No Zimpeto obrigam-nos a vender certo produto por 200 meticais. Os “gay gay” aumentam 100 meticais e vão enriquecendo perante a nossa desgraça”, rematou.
Joshua Sitói, presidente da Associação dos Agricultores da Moamba e membro da Associação dos Produtores do Bloco II, disse por sua vez que dispõe de 485 hectares de regadio. Na presente época, a associação apenas trabalhou numa área de 200 hectares  devido à estiagem e descapitalização dos membros.
Disse que no ano passado produziram muita batata, mas o preço imposto no Zimpeto pelos “gay gay” deitou por terra todo o investimento na produção. Resultado: “este ano não temos dinheiro e não temos absolutamente nada nas machambas. Só capim seco”, apontou.
Explicou que devido às condições impostas no Mercado do Zimpeto, apenas ganha 150 mil meticais por cada hectare de batata, contudo as despesas de produção ascendem os 400 mil meticais.
A acção dos “gay gay” está manifestamente a quebrar a produção de todo um país. Vários ministros de Comércio tentaram no passado desmantelar a rede no Zimpeto.
A resposta tarda a chegar não obstante a pressão exercida pelos produtores e pela Confederação das Associações Económicas (CTA) que por várias vezes bateram a porta no Centro de Promoção da Agricultura (CEPAGRI).
Hortelão Matusse, produtor, disse também que o retorno à produção está dependente da reorganização do Mercado Grossista do Zimpeto, a soldo de “bandidos”. “Por que eles não vem comprar o  nosso produto nas nossas machambas” ?, questionou, acrescentando: “nós facilitamos. Levamos o produto até Maputo. Compram-no a preço baixíssimo. Somos obrigados a entregar porque trata-se de produtos frescos, que apodrecem”
Hortelão explicou que os “gay gay” compram uma caixa de tomate por 150 meticais e vão vender a 300, o que não é aceitável para um intermediário. “O nosso produto fica a valer menos que o custo de produção”, afirmou.
Resultado: “este ano ninguém produziu nada e o mercado está a gemer”, rematou o nosso entrevistado.
Referiu que as reservas existentes na Moamba não chegam nem para um mês.
Para ele, Zimpeto tem uma organização criminosa e urge investigar o que está a acontecer. “Os “gay gay” acham que a nossa capitalização obsta o seu crescimento. O nosso tomate deve ser sempre barato. Estão a retirar a nossa capacidade de produção para importar produtos em nome da falta de produção interna”, sentenciou.
Manuel Baptista, outro produtor, disse que a produção pode ser relançada se o Governo encontrar soluções de armazenamento de produtos frescos e resolver o problema da comercialização.
Francisco Machiana disse por seu turno que não pode ser aceitável que alguém produza algo por dez meticais e venda a 2 meticais. “Os “gay gay” estão a sufocar-nos. Ninguém tem nada nas machambas. É raro ver maçaroca”, anotou.
Referiu que quando os produtores negam o preço praticado no Zimpeto, os “gay gay” chegam a dizer o seguinte: “O teu tomate não entra aqui”.
Para Margarida Lemos, o Centro de Promoção da Agricultura (CEPAGRI) e o Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) devem estudar mecanismos de gestão visando soluções no agroprocessamento e conservação de produtos frescos, sem descurar o problema que é apontado por todos: furos na cadeia de comercialização.
Margarida Lemos foi mais longe ao afirmar que os produtores só deviam ser produtores. Isto é: alguém (Por exemplo o Instituto Nacional de Cereais) devia comprar e comercializar. “Neste caso não haveria “gay gays””, sublinhou.
Acrescentou que os “gay gay” levam acima de 100 meticais por cada caixa de tomate.  “Nós é que damos trabalho a eles. Chegam a ganhar trinta mil meticais e nós voltamos com dez mil meticais, explicou.
Os produtores destacam, por outro lado, a necessidade de criação de condições de conservação de produtos frescos. Paradoxalmente, existem na Moamba contentores de frio. Estão a 6, 7 anos sem funcionar.
Tais contentores seriam espécie de distribuidor de produtos frescos munidos de estufa com temperatura média favorável à conservação durante seis meses. Dizem que só assim se pode ter produtos disponíveis ao longo de todo ano e a preço justo.
De referir que semana passada uma caixa de tomate (25 quilogramas) era vendida entre 850 a 1000 meticais.
Os grossistas dizem que são forçados a deslocar-se ao mercado sul-africano porque o país não produziu nada este ano.
Camiões com produtos
frescos tendem a reduzir
A frota de camiões que escala o Mercado Grossista do Zimpeto tende a reduzir em consequência da estiagem que grassa Moçambique e África do Sul e consequência do fenómeno El Nino.
O país não produz comida suficiente para satisfazer as necessidades da sua população. No sul e no centro do país a crise já é evidente.
A seca fustiga também a África do Sul, cujo mercado tem abastecido o sul e o centro de Moçambique.
Ou seja: a escassez de produtos frescos afecta o próprio mercado sul-africano, sob evidente pressão de países como Tanzânia e Zimbabwe.
Os preços na África do Sul estão a subir, o que, obviamente, coloca Moçambique sob alerta de grande inflação.
Moçambique com água e bastante terra arável depende de terceiros para ter segurança alimentar.
Mandatado pelo Governo, o Ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, deslocou-se à Moamba para perceber os desafios que Moçambique tem na produção agrícola e na comercialização.
“Temos que aumentar a produção para não dependermos das importações. Não produzimos o suficiente para o país. Queremos que Moamba aumente a produção de cebola, tomate, batata”, apelou o Ministro da Indústria e Comércio.
Governo e produtores deverão encontrar soluções para que a comercialização de produtos frescos seja praticada a preço justo.
O baixo preço praticado na comercialização de produtos frescos desincentiva a produção.
Neste momento, o Mercado Grossista do Zimpeto não tem produtos frescos nacionais. Grande parte dos produtos vem da África do Sul. Moçambique perde divisas nas importações.
O Ministro da Indústria e Comércio admitiu que o país está perante o desafio de preencher toda a cadeia de produção e garantiu que o Ministério da Indústria e Comércio, bem como o da Agricultura e Segurança Alimentar estão a trabalhar em conjunto para encontrar soluções sustentáveis.
O Governo busca soluções sustentáveis, a médio prazo, para estimular a produção agrícola no país com o objectivo de limitar as importações.
Esse papel era despenhado pelo Instituto de Cereais de Moçambique. O Ministro convidou o sector privado para se interessar pelo ramo de comercialização agrícola.
A falta de condições de conservação limita também capacidade de negociar preço justo.
Vamos agir
- garante Ministro da Indústria e Comércio, Max Tonel
O Ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, garantiu que o Governo vai acabar com a actividade dos “gay gay” no Mercado Grossista do Zimpeto.
Sublinhou que a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) vai trabalhar no Zimpeto, devendo, entretanto, articular com o município de Maputo a respeito de procedimentos e fiscalização.
“Vamos agir”,prometeu Max Tonela, assegurando que no processo de fiscalização, os produtores terão uma palavra a dizer.
“O intermediário não pode ter uma margem de 50 por cento”,ressalvou.
Bento Venâncio
Fotos de Inácio Pereira
A sua actividade passa por fazer a higiene e acomodar os corpos. A força, coragem e o profissionalismo de Isabel Munembe, de 44 anos, desfaz todos os estereótipos à volta do sexo feminino. Longe de ser o sexo frágil, é um exemplo de valentia da mulher na sociedade.
domingo entrevistou-a por ocasião do 7 de Abril e convida o leitor a conhecer a sua estória.
Funcionária da saúde há cerca de 14 anos, Isabel Munembe, natural do Niassa, trabalha na morgue do Hospital Geral José Macamo (HGJM) há três meses. No seu dia-a-dia no trabalho, intermedia a confirmação dos corpos: “abro a câmara, chamo a família para que faça o reconhecimento” e, acto subsequente, quando chega a altura do cumprimento do programa do enterro por parte das famílias, “tiro o corpo, coloco na maca, retiro o lençol e faço a higiene e o conforto. Terminada esta fase, visto-o e, somente nesta circunstância, peço ajuda para a colocação no caixão”, explica-nos.
Apesar de trabalhar num clima deprimente, Isabel Munembe afirma que estar ligada à saúde foi sempre seu sonho. Antes de ser integrada para lidar com finados, desempenhava a função de auxiliar de enfermagem na maternidade do HGJM. “Não me imagino noutra área que não seja esta”,confessa.
Trata-se de uma paixão sem condicionalismos: “Sinto-me feliz em qualquer sector, inclusive tratando de cadáveres. É isto que escolhi para mim”.
Diluindo medos e confusões, esta mulher solta o verbo ao afirmar que “a morgue não é coisa do outro mundo”. E mais: “pretendo, neste momento, fazer entender a todas as pessoas que o traço que marca as mulheres como seres fracos, não faz mais sentido. Hoje em dia temos mulheres em vários sectores. Veja-se o trabalho que faço e entenda-se que não peço ajuda de nenhum homem para executa-lo”, assegura.
INÍCIO ARREPIANTE
Os longos anos de Saúde não foram suficientes para poupar Isabel de alguns calafriosnos primeiros dias de trabalho na morgue. “Foi um pouco difícil, senti um pouco de arrepio, mas depois pensei ‘Saúde é isto mesmo! E é o que escolhi para a minha vida’. Passado pouco tempo habituei-me”.
De qualquer forma, questionámo-la sobre as suas noites de descanso. Haveria alguma visita indesejada ou seria um sono acobertado pelos anjos. Júlia respondeu disparada: “Nem uma, nem outra coisa! Durmo tranquilamente. Nunca tive pesadelo decorrente do meu trabalho”.
É muita paz de espírito e força no braço para transportar corpos de um local para o outro, de tal sorte que afasta qualquer mimo vindo de algum colega do sexo masculino. “Não aceito ajuda, não pingo uma lágrima sequer, pelo contrário, procuro ser firme principalmente para dar força aos infortunados”, garante-nos.
Mas, com tanto peso nas costas a casa de Deus adquiriu uma função importante na vida de Isabel: “A igreja para mim é o escape. É onde descarrego todos os ares pesados, através da reza. Poderia ser, também, através de actividades físicas, mas não o faço por preguiça”, confessa esta valente mulher moçambicana aos risos.  
Fotos de Jerónimo Muianga
Carol Banze
carol.banze@snotícias.co.mz
O preço de pão não será agravado. A garantia foi dada pelo Ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela. O governante explicou que técnicos do seu ministério reunir-se-ão em breve com as moageiras para discutir o assunto. De notar que a Associação Moçambicana do Pão (AMOPÃO) reclamava pela alta de preço de farinha de trigo.
Um saco de 50 quilos era importado 1 290 meticais.
Contudo, foram identificados fornecedores que pelo mesmo saco pedem 1000 meticais. O último preço de importação favorece os panificadores que poderão estabilizar o preço de pão, dado que haverá ligeiro alívio no agenciamento da matéria-prima. Por outro lado, o Ministro da Indústria e Comércio disse que haverá fiscalização de balanças nas padarias para se aferir se o peso declarado do pão corresponde ao real.
O projecto-piloto de requalificação de uma área vulnerável a inundações no Bairro George Dimitrov, na cidade de Maputo, junto à Estrada Nacional Numero Um, encontra-se numa fase avançada em termos de execução.
Tal como podemos verificar no local das obras, os arruamentos contemplados pelo projecto estão concluídos no que se refere à pavimentação, encontrando-se a ser desenvolvidos trabalhos complementares, principalmente de colocação de lombas e alguma sinalização.
Os trabalhos desenvolvidos nas vias rodoviárias contemplaram a colocação de pavês, pequenas valetas de escoamentos no eixo das artérias, passeios para peões e sinalização de trânsito.
Soubemos que não está descartada, futuramente, a hipótese de reabilitação da via principal, que parte junto do Mercado George Dimitrov até a Praça dos Engraxadores.
Face a esta intervenção, que irá garantir um sistema eficaz de drenagem de águas pluviais numa zona bastante crítica daquela área residencial , soubemos que alguns moradores viram os seus quintais beneficiarem de colocação de muros de vedação convencionais financiados pelo projecto.
Junto da Escola Primária Completa Unidade 29, foram construídos passeios e espaços onde foram semeadas árvores do tipo acácia, planta que simboliza e caracteriza a cidade de Maputo.
No recinto do referido estabelecimento de ensino, foi elevada a cota do piso com betão, visto que no período chuvoso ficava alagado, o que comprometia o calendário curricular.
Naquele estabelecimento escolar, estão ainda a decorrer obras de vulto, com particular destaque para a substituição de toda a cobertura das infra-estruturas ali existentes.
Soubemos junto da direção da escola que, após aquelas obras de intervenção em curso, as instalações deverão beneficiar de pintura, o que poderá oferecer melhores condições de trabalho para alunos e professores.
PRAÇA DOS ENGRAXADORES
TERÁ NOVO VISUAL
O nosso semanário soube no local que a Praça dos Engraxadores irá sofrer obras de vulto, as quais deverão contribuir para a valorização de uma das zonas históricas daquele bairro dos arredores da nossa urbe.        
No quadro do Projecto de Intervenção Urbana na Área Piloto do Bairro George Dimitrov, co-financiado pelo Banco Mundial e o Conselho Municipal de Maputo, está prevista a construção, de raiz, de novos edifícios junto da Praça dos Engraxadores, como são os casos de um Centro Comunitário local, uma biblioteca e uma sala de formação em informática, uma infra-estrutura de serviços que poderá ser adjudicada à uma empresa, uma cafetaria e um pequeno mercado coberto com alpendres para acomodar vendedores.
Através da Fundação AVIS, parceira do Conselho Municipal, bem como de um dos estabelecimentos de ensino superior nacional, foram produzidos protótipos de bancas para os vendedores que comercializam roupas e produtos alimentícios ao longo da via pública.
Segundo a representante daquela fundação, Ângela Mabuiangue, cada vendedor poderá adquirir uma banca, sendo 60 por cento do custo financiado pela sua instituição e os restantes pelos próprios vendedores.
A Fundação AVIS está a realizar um projecto paralelo ao do Município de Maputo, destinado a fazer o acompanhamento social das obras, com vista a levar a cabo um plano de desenvolvimento local, incidindo nas áreas de saúde, educação, geração de renda e de higiene.
Na área de saúde, conforme disse Ângela Mabuiangue, estão a ser desenvolvidas campanhas de sensibilização sobre a desnutrição, doenças sexualmente transmissíveis, entre outras.
No que toca ao sector da educação, o projecto daquela instituição humanitária incide sobre a capacitação de professores afectos ao Distrito Municipal Ka Mubukwana.
No que tange à geração de renda, a instituição está a promover alguns cursos para o desenvolvimento de negócios, além de financiar os melhores projectos que foram aprovados após os trabalhos de capacitação.
Na área da salubridade, aquela fundação tem vindo a trabalhar com a associação que se dedica a recolha primária de resíduos sólidos ao nível do bairro, com vista a capacitação em termos de recursos humanos e técnicos para melhorar a remoção do lixo.
Ainda no quadro relativo à melhoria de práticas ambientalmente aceitáveis, aquela Fundação está a trabalhar no sentido de desenvolver um eco-ponto na escola primária local, o qual se destina a reciclagem de lixo.
DAVID SIMANGO SATISFEITO
Durante a visita que efectuou ao local das obras, na passada quarta-feira, o presidente do Conselho Municipal, David Simango, mostrou-se satisfeito com o decorrer dos trabalhos.
De acordo com edil da capital, aquela intervenção que está a ser levada a cabo no bairro George Dimitrov, representa o início de um vasto plano com vista a requalificação de toda aquela zona residencial de Maputo.
Simango deu a conhecer que foi já elaborado um plano parcial de urbanização do bairro George Dimitrov, instrumento que proximamente deverá ser apresentado na Assembleia Municipal.
Espera-se que, as obras de intervenção que estão a ser levadas a cabo naquela zona do “George Dimitrov” possam estar concluídas no mês de Junho próximo.
Avenidas e passeios
serão reabilitados
As principais avenidas e passeios do centro da cidade de Maputo beneficiarão de obras de reabilitação, ao longo do corrente ano, esperando-se que se desenvolva um intenso trabalho no domínio das infra-estruturas municipais.
Aquele conjunto de intervenções faz parte do Plano de Actividades para 2016 do Conselho Municipal, devendo a edilidade assegurar paralelamente trabalhos de manutenções de rotina e periódica das estradas pavimentadas e terraplanadas da cidade.
Segundo Victor Fonseca, vereador para a área de Infra-Estruturas, no que diz respeito às intervenções previstas ao nível dos passeios da cidade, estão em curso as adjudicações aos empreiteiros.
Foram desenhados dois lotes de intervenção, sendo o primeiro referente as avenidas “24 de Julho”, “Mao Tse Tung” e “Kenneth Kaunda”. O segundo lote compreende as avenidas “Albert Lithuli”, “Filipe Samuel Magaia” e “Salvador Allende”.
As obras nos passeios compreenderão a reconstrução do passeio lateral e central, rampas de acesso para deficientes físicos nos cruzamentos e colocação de 50 sarjetas.
Em termos de vias rodoviárias, sabe-se que o projecto está em fase de concurso público para a selecção do empreiteiro que vai fazer a pavimentação da fase-2 da Rua da Linha, entre a Rua Cândido Mondlane e o terminal da Praça dos Combatentes, vulgo “xiqueleni”.
Deverão ser submetidas proximamente a concurso público as obras de pavimentação da Rua 1 de Maio, no prolongamento da Rua da Malhangalene, no Bairro da Maxaquene, bem com as ruas do Bairro do Bagamoio e da Paz, esta última que liga as avenidas “Lurdes Mutola”, no “Mahlazine”, e de “Moçambique”, percorrendo ao longo da vedação do Aeroporto Internacional de Maputo até o Bairro de Nsalene. 
Presentemente, estão a ser finalizados os processos para se submeter a concurso as intervenções de reabilitação das avenidas “24 de Julho” e “Karl Marx”, ambas no centro da cidade.
Conforme soubemos, a intervenção para a reabilitação prevista para a Avenida do Trabalho está enquadrada no mega-projecto de construção da ponte que vai ligar a cidade de Maputo e o Distrito Municipal KaTembe.
No que se refere as intervenções previstas para as avenidas “Eduardo Mondlane”, “Guerra Popular”, “FPLM”, bem como a fase-2 da “Jullius Nyerere” (que irá compreender uma ampliação entre “xiqueleni” e a Praça da Juventude, no “Magoanine”) terão lugar no período de implantação do projeto “Bas Rapid Transport”, vulgo “BRT”, previsto para arrancar ainda este ano.
Na fase de ampliação do troço da Avenida Jullius Nyerere, entre a Praça dos Combatentes e a rotunda de “Magoanine”, estão previstos muitos reassentamentos devido a ocupação desordenada da reserva de estrada. 
No lote 10 do plano de 2016, destaque vai para a manutenção periódica de todas as ruas do Bairro do Jardim, no Distrito Municipal de KaMubukwana, enquanto no lote 11, as intervenções incidirão sobre as vias dos bairros da “Polana” e “Malhangalene”.
A edilidade planeou para este ano executar ainda obras de manutenção de estradas não pavimentadas dos distritos de “KaMavota”, “Nhlamankulu”, “KaMubukwana” e “KaTembe”.
Benjamim Wilson



Responde pelo nome de Ornila Machel e dirige o desporto e a juventude na Cidade de Maputo desde 2014. Filha do primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, sonhou ser médica, mas formou-se em pecuária e terminou no desporto, outra paixão de infância.
Na semana da Mulher moçambicana, domingo conversou com Ornila Machel para medir o pulsar do desporto da capital do país e buscar algumas das suas vivências.
Desde quando dirige o desporto e a juventude na Cidade de Maputo e como encara estes dois sectores?
Dirijo o desporto e a juventude desde Janeiro de 2014. São duas áreas de muita paixão. A juventude é um sector de muita paixão para mim, primeiro porque já fui jovem, não digo que seja velha, sou menos jovem, ainda sou jovem. Sei quais sãos os desafios, os anseios da juventude. O desporto é uma área de muita paixão para mim, porque para além de eu ter sido desportista, também sou profissional do desporto. É no desporto que nós desenvolvemos a mente e o físico, não é por acaso que existe a máxima de que mente sã em corpo são. Fui desportista, gosto de praticar desporto. Mais ainda porque o desporto é o maior e melhor meio de socialização. Quando colocamos uma bola a frente, mesmo que haja divergências entre as várias pessoas relacionadas com o status social, grupo religioso, agregação politica, esquecemos tudo isso e jogamos em conjunto.
Actualmente quais são os programas principais em execução?
Nossos grandes desafios na área da juventude são a promoção e fortalecimento do movimento associativo juvenil, o financiamento de projectos de geração de rendimento e auto sustento como uma forma de contribuir para a redução da pobreza, e temos ainda o desafio de renovação ou recuperação da implementação do programa geração BIZ. Sabemos perfeitamente que a nossa cidade é cosmopolita, e como tal tanto recebe muita coisa boa e distribui, como recebe tanta coisa má e distribui. Estamos a dizer que o índice de seroprevalência na Cidade de Maputo é elevado, principalmente na camada juvenil, por isso é um dos nossos anseios reactivar o programa geração BIZ. O quarto programa é de investimento que é de construção de centros juvenis comunitários.
E no sector desportivo, o que estão a fazer?
O nosso principal desafio é a maior massificação possível do desporto como forma de ocupar as crianças e os jovens durante os seus tempos livres através da implementação do programa Férias Desportivas. Temos também a formação nas várias vertentes e na alta competição prestamos o maior apoio possível para que maior número de equipas da Cidade de Maputo participe nas grandes competições.
Como avalia a saúde desportiva escolar na Cidade de Maputo?
É um processo que podemos considerar crescente. Já começamos a sentir um maior envolvimento de crianças e adolescentes praticantes de desporto nas escolas, através dos programas dos Jogos Escolares e com um maior incentivo e entrega do Governo temos sentido crescimento no que diz respeito ao envolvimento deste grupo alvo, mas também na entrega dos profissionais de deporto, professores de educação física, que tem transmitido aos jovens os conhecimento da necessidade da prática desportiva.
Está satisfeita com os resultados desportivos a esse nível?
Sim, nós testemunhamos o crescimento no último festival nacional realizado ano passado em Pemba. Sentimos que houve maior número de participantes e uma melhor organização, porque um dos calcanhares de aquiles nos Jogos Escolares é a falsificação de idades. No último festival isso não aconteceu, sinal de que há maior responsabilidade de que a falsificação de idades não é boa, não é salutar para quem quer que seja. Primeiro porque somos educadores, os professores são educadores, se começa deles estão a transmitir más coisas, irresponsabilidade e falta de respeito às novas gerações e não é isso que queremos. Queremos uma geração honesta, pura e trabalhadora.
TRABALHO EM EQUIPA
Qual é a essência e alcance do programa Férias Desportivas? Não é apenas outro nome do torneio BEBEC?
É mais do que o torneio BEBEC. É uma resposta ao programa Moçambique em Movimento do Ministério da Juventude e Desporto, em que o objectivo é massificar o desporto com o objectivo essencial de ocupar as crianças adolescentes e jovens duma forma saudável. As actividades acontecem principalmente durante o defeso lectivo. Sabemos perfeitamente que a nossa cidade não oferece muitos espaços em condições para a ocupação destes meninos, então o desporto ocupa-os de forma saudável.
Quantas crianças e de que idade estão envolvidas?
O nosso grupo alvo são crianças dos oito aos 14 anos, dependendo da modalidade que estão a praticar. Chamamos de programa Férias Desportivas porque acabamos aglomerando um conjunto de modalidades. O programa engloba o torneio de futebol BEBEC que vai na sua 28ª edição. O programa começou com o BEBEC mas concluímos que nem todas crianças estão interessadas em praticar o futebol, então alargamos o leque para fornecer outras opções, por isso não chamamos apenas por BEBEC e demos o nome de programa Férias Desportivas. Em cada ano conseguimos agrupar cada vez mais crianças. De há quatro anos para cá conseguimos atingir cerca de 50 mil crianças por ano. São crianças que colocamos fora dos males que existem na nossa cidade. É um programa multifacetado porque não só é de prática do desporto, mas há outras actividades transversais que acontecem durante esse período.
Quais são essas actividades?
Temos actividades de educação cívica, moral e patriótica, outras sobre saúde sexual reprodutiva porque estamos a trabalhar com uma faixa etária considerada janela aberta, que é nesta idade onde moldamos as crianças. Se assumimos que a Cidade de Maputo tem uma taxa de seroprevalência elevada, temos que começar com esta idade para ensinar as crianças a precaverem-se do uso e consumo de drogas, incluindo as bebidas alcoólicas.
Fora das férias escolares não acontece nada?
Há actividades similares, mas o ponto mais alto é durante as férias escolares, enquanto estiveram nas escolas, as crianças ocupam-se lá. Durantes as férias curtas e datas comemorativas o movimento é maior.
Quando se fala da Cidade de Maputo fala-se também de elevado consumo de álcool. Como a direcção de Maputo encara esse fenómeno?
É uma preocupação muito grande e o programa Férias Desportivas também responde a esse problema ocupando os jovens de forma salutar. Mas também temos o comité intersectorial de apoio ao desenvolvimento do adolescente e jovem que é um programa multissectorial que envolve várias instituições públicas, o qual prevê várias acções de protecção da juventude.
Como olha a disponibilidade de infra-estruturas desportivas na Cidade de Maputo? Está orgulhosa do que tem?
Estou orgulhosa porque tenho algumas, mas não estou satisfeita, tenho ambição para que haja mais. Gostaria que houvesse mais espaços desportivos comunitários porque a maior parte dos recintos desportivos é para o desporto de alta competição. Aquelas crianças que não fazem parte do desporto de alta competição estão de certa forma renegadas. Em resposta aos programas do Governo, através do Conselho Municipal, há uma preocupação de recuperação, registo e alargamento daqueles espaços comunitários existentes nos bairros.
Como tem sido a sua experiência de dirigir o desporto em Maputo como mulher?
É uma aposta muito grande. Um desafio muito grande porque a Cidade de Maputo tem as suas complexidades, não é muito fácil, é um processo de aprendizagem e não me sinto mal pelo facto de ser mulher, porque afinal se estou a dirigir esta instituição é porque tenho uma equipa de suporte bastante forte, não é a Ornila apenas, mas é a direcção da juventude e desporto. O sucesso ou insucesso do meu trabalho é também sucesso ou insucesso deste grupo que me acompanha. Sinto-me confortada com a equipa que tenho, é uma equipa participativa, bastante dinâmica e coesa.Apostamos, entregamo-nos com amor, são áreas que tenho uma grande paixão, não digo que tenho domínio porque cada minuto que passa tem sido duma grande aprendizagem e diariamente vou aprendendo.
Sonhou ser médica
e formou-se em pecuária
O percurso de Ornila Machel teve influência directa do seu pai, Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique. O líder histórico foi um pai presente que influenciou, inclusive, as áreas de formação de seus filhos, colocando em causa alguns sonhos individuais.
Os argumentos colocados foram sempre convincentes, conforme nos relata Ornila Machel.
- Na minha infância e adolescência, a minha grande paixão era ser médica, mas fui desincentivada pelo meu pai que achou que naquele período pós-independência não havia quadros noutras áreas mais importantes. Ele achou que naquele momento a medicina não fosse prioritária para o país.
Segundo a nossa interlocutora, o seu pai justificava que havendo um sistema organizacional de prevenção de doenças, o país podia criar capacidade de gestão de proliferação de doenças como a malária e cólera.
- “Na minha adolescência, nas escolas éramos administrados regularmente a cloroquina, nos bairros havia fumigação para o controlo do mosquito, havia campanhas sanitárias fortes para prevenção da cólera e uma das formas preventivas de doenças é que cada cidadão moçambicano tinha que matar 30 moscas por dia, então por tudo isso meu pai convencia-me a escolher outra área que o país estava a precisar. Ele dizia que não havia produção. É nessa lógica que uma das minhas irmãs que sonhava formar-se em arquitectura foi desmotivada e fez agronomia. Eu acabei seguindo a pecuária. Outra minha grande paixão era ser dançarina, mas não fiz dança, segui o desporto. Minhas grandes paixões são medicina, dança e desporto”.
Todavia, a pecuária não foi totalmente deitada para o lixo. Aliás, Ornila trabalhou nesse ramo no Ministério da Agricultura, primeiro no Niassa, no projecto de exploração de 400 mil hectares nos distritos de Mandimba e Lichinga, e depois na Zambézia, no Gabinete das Zonas Verdes, onde permaneceu até 1986, ano da morte do seu pai.
O acidente de aviação de Mbuzini ditou a mudança de Ornila para Maputo, onde foi trabalhar na Casa Agrária da Matola. Mas foi passageiro. Ela explica-nos a seguir as razões:
- Quando regressei fui trabalhar no projecto das zonas verdades, na casa agraria da Matola. Em algum momento não me senti a crescer muito, havia muita desestabilização, havia guerra e a partir dum certo momento me senti bloqueada e tive necessidade de satisfazer meu ego, foi quando segui para o extinto Instituto Nacional de Educação Física e Desporto. Formei-me em desporto e quando foi criada a faculdade do ramo na Universidade Pedagógica fui frequentar o curso superior, numa altura que já estava a trabalhar no sector do desporto.
Na infância e adolescência praticou desporto. Foi ginasta e nadadora (não de competição). Jogou também andebol e basquetebol, tendo conquistado alguns títulos com a camisola do Desportivo de Maputo e da Rádio Moçambique.



O Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, vai participar da terceira “Noites de Poesia” de 2016. A decorrer sob o tema “Ópio do Poeta”, o evento terá lugar no próximo dia 15 do mês em curso, no Café Kultur, localizado no Instituto Cultural Moçambique-Alemanha (ICMA), em Maputo.
Dunduro  vai inaugurar  a exposição intitulada “Desenha-me a tua liberdade”, da autoria artista alemã Birgit Weyhe e que terá a duração de 15 dias.
A iniciativa vai reunir também embaixadores da Alemanha e França e o músico Roberto Chitsondzo. Na mesma noite haverá o lançamento do livro, que versa sobre arquitetura de Moçambique.
Segundo Féling Capela, coordenador da iniciativa, noevento, que acontece na terceira sexta-feira do mês desde os últimos doze  anos, terá ainda declaração de poesia e conversa com diversos escritores e poetas.
Refira-se que o programa “Noites de Poesia” foi criado com a finalidade de incutir nos jovens o gosto pelas artes e cultura através da literatura, música e outras manifestações artísticas.



Quando se pergunta aos miúdos na “primária” se o peixe voa, a obrigacao é que digam nao, a bicicleta voa, tambem nao, a pessoa nada...sim,nada!
A vaca nada, nao! O pássaro voa, sim voa, e a galinha voa, dizem normalmente que nao, a galinha nao voa. Acontece antes de desenvolverem os seus processos cognitivos a ponto de responder que sim, voa, porque nao é normal que o faca.
Mas na verdade,  a galinha pode ser comparada com uma procuradora, que só voa ou age quando tem pintos a defender contra a aves de rapina, particularmente a fogosa águia ou um zeloso policia afecto a um posto de fronteira, mormente aeroportuário.
Uma galinha com pintos, para além de voar até pode atacar pessoas, porque para defender os seus pintos, tudo vale, tal como uma procuradora para denfender os seus, tudo faz, até deixar-se vexar  em público, o que nunca tinha sido habitual.
Na verdade, era bom que a instituicao que representa uma procuradora fosse sempre assim, eficaz, interventiva(mas) quando necessário, nao tivesse sido aquela a primeira vez  em que uma representante do Ministério Público transpirou ate às estopinhas, para defender uma estrangeira que acabava de ofender uma nacao inteira e nao se redimiu como o fez a nicaraguense e a brasileira.
Tendo em conta que se trata de cidada do mundo, por isso merece a proteccao que necessita, fica o facto de em Mocambique  haver muitos cidadaos do mundo que ficaram estupefactos por conhecerem a identidade de uma procuradora do seu país, por maus motivos- viram-na a ser empurrada e justamente contrariada por um competente agente da policia.
Os cidadaos do mundo que vivem em Mocambique, nao conheciam a procuradora com toda aquela competencia, com aquele zelo e, coitados, todos os dias clamam por defensores dos seus direitos, que de forma recorrente tem sido postos à prova.
Ao contrário disso assistem a uma descriminacao a favor de uma estrangeira que esteve à frente duma manifestacao insultuosa( as palavras exibidas em dísticos nao lembram nem ao diabo) contra a sua ordem social e cultural.   
A seguir foram as imagens de mau gosto em que uma procuradora deixa-se rebaixar ante um agente, simplesmente porque voluntariamente nao terá seguido o caminho da humildade e mostrou um défice  de boas maneiras que, mesmo sem termos ido à escola, ensinam-nos que todos somos importantes, mas cada um no lugar onde faz valer a sua importancia.
O policia nao quis saber se estava diante duma procuradora e na sua condicao paramiltar interessava-lhe cumprir a ordem que recebera, conforme os degraus que normalmente seguem as ordens que ao longo dos tempos executa.
Na verdade, o que se tem que opinar para esse caso é que a procuradora em vez de procurar a origem da orientacao, voou com todas as asas contra um cumpridor da mesma.  E acabou ficando pequena e  a aparente solidariedade que lhe veio tambem mostrou-se de meia tijela! 
Tudo porque na verdade, quem manda no agente da policia que está na rua é o seu comandante imediato e quem manda neste é também o outro comandante imediato. Por outras palavras: Comandante da Esquadra, depois Comandante da Cidade e por aí em diante. Não um Procurador!  O agente executa apenas as ordens que recebe, verbais/ilegais ou não, do seu superior. É o minimo que a  Procuradora/PGR devia saber.
A Procuradora devia, igualmente saber( e parece que  sabe) que para desfazer uma ordem ilegal devia dirigir-se à pessoa certa (o comandante) e não ao coitatado do agente que está a cumprir instruções. 
Nao me simpatizaria com a imagem duma  Procuradora  que se pusesse a interpelar os agentes e os  agentes... deixassem de executar as ordens recebidas, porque entendo que isso poderia resultar numa autentica bagunca.
Por ultimo, como os animos estao serenados, ha que opiniar que nao parece razoavel que  a procuradoria possa combater a ilegalidade com ilegalidade. Melhor seria que devesse promover a legalidade. De contrario estariamos a incentivar  a justiça com as proprias mãos, quem nem sempre implica forca fisica ou linchamento.
O povo falou que deseja a paz, mas por culpa do líder da Renamo as posições estão extremadas, e não me venham falar em militarização do estado.
Desconheço o termo aplicado à realidade moçambicana, mas o que pude constatar é o que está aos olhos de todos, que o estado de direito vem sendo atacado, pelo mesmo  líder político partidário, que mais uma vez está fazendo uso da sua  milícia armada ilegal, para chantagem política.
O banditismo armado em Moçambique é todo ele  resultante da amoralidade e  maquiavelismo ao serviço da política, interpretado por um assassino transvestido de político, contudo uma excessiva passividade da autoridade perante o fenónemo, pode confundir o cidadão menos atento, e desgastar a imagem governativa.
Quando se fala em dialogar com alguém que usa o terrorismo para atacar alvos nacionais, a posição do estado e do partido da governação perante o cidadão comum fica fragilizada.É o mesmo que consagrar o crime e o criminoso, porque efectivamente neste momento Afonso Dlhakama é um criminoso, um foragido da justiça.A situação cria enorme embaraço e fracturas sociais de opinião, porque mesmo escondido Dlhakama continua a  usar as mesma fontes para enviar recados de desafio ao poder constituido, e o governo como gestor do estado deve  por excelência ser o garante da estabilidade.As fracturas baseadas no pressuposto passam à desconfianca ao poder constituído, e podem contribuir para erosão do eleitorado do partido do governo, assim como para a abstenção.
E quando se fala em diálogo, a priori à questão que se coloca, é qual seriam os termos do diálogo,sabendo que o pomo da discórdia é inexequivel e imaterializável à luz da  Constituição da República?.Cedências... Nunca!Temos a lei natural e a  razão, as FDS para uma acção dissuasiva de carácter definitivo contra as forças residuais da Renamo, até a total  pacificação do pais.
Um governo deve saber estabelecer a ordem.A prossecução da politica de coerção para recolha de armas deve continuar,  bem como o reforço das instituições do estado democratico de direito.Que seria de um estado tolerante face à barbárie?Seria um convite aos adversários da República para reforço da desestabilização.A violência do estado é soberana, porque legitimada da Lei, e o Estado soberano moderno define-se pelo monopólio do uso da força.
Não posso por isso  deixar de manifestar a minha insatisfação àqueles que por terem conseguido um status sócio económico, hoje alheiam-se de barriga cheia aos acontecimentos, apontando o dedo para o lado errado,permitindo inclusive que o nosso presidente, seja ofendido por um jornalzeco de lixo, como já acontecera no passado a outro presidente.
Sempre que o executivo usa coerção,vozes dissonantes se levantam.Diz-se tanta coisa, muito ruido que de certa maneira omite a natureza inconsequente e desinteressada.
A Constituição não é estática, tendo havido várias revisões, para que esta se adequar ao presente, mas não vai haver uma revisão pelo facto de Dlhakama ter perdido as eleições, nem para acomodar as sua exigências.
O que importa aqui debater é que as forças residuais da Renamo há muito deveriam estar desarmadas conforme manda a Lei,sendo uma desculpa esfarrapada dizer que as remanescentes forças fazem parte da segurança do seu presidente.Éque segundo o AGP, estas deveriam ser substituidas pela Policia de Moçambique, logo após as primeiras  eleições democráticas.E para além de que havia sido estabelecido um subsídio para essas pessoas durante 18 meses, para a sua reinserção social.
Com que finalidade a Renamo foi recrutando jovens, mesmo depois  do AGP ter prescrito?
No momento em que a economia nacional por contágio da economia global não consegue crescer, e as dívidas soberanas dos estados com tendência a agravar,a realidade da seca em várias províncias de Moçambique,assim como baixa de produção,e aumento das importações, queda brusca do metical face ao dólar, o aumento do custo de vida, o extremismo, as idéias neotribalistas, e o separatismo, constituem um desafio a todos nós, que escolhemos a democracia.Temos de escolher o mal menor, e apoiar a decisão do presidente Filipe Nyussi, mesmo que este decida pela opção militar, que face às circunstâncias seria um mal menor à sucessiva ameaça à economia, e ao bem estar sócio político.
 Afonso Dlhakama foi guindado para a política com a arma apontada à Frelimo, e o seu compromisso com a democracia via AGP uma farsa, porque desde o inicio  apostou numa estratégia de alianças  com inimigos figadais do partido Frelimo, governo e da soberania nacional de Moçambique, que o vão suportando com o objectivo de dificultar a govenação até a um   hipotético  derrube do poder.Contudo alianças valem o que valem ,a minha aliança é  com o partido Frelimo  de que sou membro, e com o povo moçambicano de que sou parte integrante e o seu estado.Acho que fui suficientemente claro nas várias análises neste mesmo espaço, sobre a teia da conspiração movida contra o governo de Moçambique e o seu povo;de entre os conpiradores encontram-se alguns que dizem ajudar a reforçar a democracia e a boa governaçao, mas que na verdade são carrascos das democracias.Se a crise do capitalismo explica este sucessão de ataques à soberania devido aos recurso naturais descobertos, não duvido, o que sei é que desde o proclamar da independência que o partido Frelimo, e o seu governo são alvos a abater da parte dos inimigos da soberania nacional.
Os governantes moçambicanos e o povo estavam certos, quando diziam que existe uma mão externa nesta embrulhada, provocada por Dlhakama.Já em 1994,na primeira legislatura saída das eleições  de 1994, a Renamo apresentou um projecto de lei, sobre a necessidade de se anular à Lei das Nacionalizações, bem recordado recentemente pelo general na reserva,e deputado Hama Tai, no parlamento. Um timhaka  pedagógico indespensável, àqueles com a memória curta.```O que estaria  a acontecer se o parlamento tivesse anuído à proposta de Lei?
Será que seriam os moçambicanos a habitarem os prédios das nossas cidades ? 
Eu pergunto e que teria acontecido se o parlamento tivese anuído à proposta de autarquias provínciais, apressentada da Renamo, entretanto chumbada pelo parlamento ?Será que seriam os moçambicanos a governar essas províncias, ou o estado moçambicano perderia em definitivo o controlo das mesmas para mãos estrangeiras?
Dlhakama é apenas um testa de ferro, e ao manter a sua milícia armada ilegal em desafio à autoridade, para  prossecução da política de chantangem ao governo, merece a condenação da Nação moçambicana.Temos de enfrentá-lo unidos e munidos fortemente das nossas convições patrióticas e democráticas,que são a razão mais forte do que qualquer arma, que ele usa para matar os nossos concidadãos.
 Independente do quadrante político e do estatuo económico adquirido, somos parte neste desafio, sabendo que o  pomo da discórdia não nasce de um acaso,mas de um processo premeditado de contornos sombrios com início em 1994.O que nos orienta é a vontade do povo.Devemos estar atentos e vigilantes, porque nesta  já denominada crise política,sabemos  à partida que Dlhakama não está só, ele vem congeminando a idéia com os seus amigos estrangeiros, que com ele sonham desde a independência tirar o partido Frelimo do poder.A luta deve continuar contra os adversárioas  da soberania nacional.Certo que a soberania do país não está em perigo, mas a estabilidade do estado vive ameaçada, porque estado somos todos nós.E que não importa o quadrante político de cada um, somos moçambicanos, e sentimos que algo está errado, não apenas em política, mas no conceito que certas pessoas fazem da sucessão de problemas de enquadramento político, jurídico, e económico, que daí resulta, e a imagem do país que fica degradada.
Os moçambicanos são amantes da paz, e se tivemos de mergulhar o país na guerra contra o colonialismo, porque não podíamos continuar a viver como escravos no próprio país, também não podemos consentir que em plena democracia que escolhemos viver, que a segurança da família moçambicana e das comunidades no geral e o progresso económico, vivam hipotecados  pela ambição de um só homem, e o seu bando de rufias armados.
Unidade, paz e democracia
Inacio Natividade
PS.De lamentar a morte do arcebispo emérito da Beira, e mediador católico do AGP em Moçambique. (paz a sua alma)



“Levantai-vos, mulheres que estais em repouso…”Isaías 32:9,
No mês de Abril comemoram-se acontecimentos de vária índole. Em Latim, Abril deriva da palavra “aprilis” ou “aperire”, referência à abertura das flores, já que, nesse período, é primavera no hemisfério norte. Abrilseria também uma homenagem a Afrodite, deusa do amor, a quem o mês era consagrado. Actualmente o dia um (1) é tido como Dia da Mentira; o dia dois (2), Dia Internacional do Livro Infantil; o dia sete (7) além de para nós ser Dia da Mulher Moçambicana é igualmente Dia Mundial do Jornalismo e Dia Mundial de Saúde. Por isso e para nós, por ocasião da comemoração do quadragésimo quinto (45º.) aniversário da morte da activista e guerrilheira Moçambicana Josina Abiatar Muthemba (Josina Machel), infortúnio acontecido no fatídico dia7 de Abril de 1971, em Dar es Salaam, na Tanzania, ela que se estivesse viva hoje, seria uma linda e meiga anciã de 71 anos (nascera a 10 de Agosto de 1945), eu, como moçambicano patriota, sinto-me na obrigação de rabiscar algumas garatujas em sua memória e por extensão em saudação a toda a mulher moçambicana batalhadora em diversas frentes, particularmente àquela mulher que pelo seu valor, tenacidade, contumácia e perseverança, contribuí de diferentes formas para o combate ao maior problema da actualidade no mundo: a pobreza. É exemplo disso, a viúva do meu falecido pai que depois de contribuir colocando três gerações de moçambicanas e moçambicanos, hoje, aos noventa e quatro anos, continua teimosa, levantando-se diariamente cedo do seu pobre catre (às quatro da manhã), e, munida da sua inseparável companheira de longos anos, a enxada de cabo curto, com a qual de mãos enrugadas, insiste em esgravatar o chão da sua também cansada machamba, para, como costuma dizer, não estar sempre de mão estendida para ninguém, mesmo sabendo que dela pouca coisa ou nada para o seu sustento sairá. Mulheres de fibra como ela, Josina Machel, Marina Pachinuapa, Deolinda Guezimane, Verónica Macamo Ndlovu, e tantas outras anónimas, servem de espécies de farol,fontes luminosas na qual outras mulheres buscam inspiração para fazer frente aos vários desafios que o dia-a-dia os apresenta. O poeta e escritor brasileiro Carlos Drumond Andrade, dedicou a esse tipo de mulheres um dos seus lindos poemas com o título Para Sempre: “Por que Deus permite/que as mães vão-se embora?/Mãe não tem limite,/é tempo sem hora,/luz que não apaga/quando sopra o vento/ e chuva /Morrer acontece/com o que é breve e passa/sem deixar vestígio./Mãe, na sua graça,/é eternidade/Por que Deus se lembra/-mistério profundo-/de tirá-la um dia?/Fosse eu Rei do Mundo,/baixava uma.lei:/Mãe.não.morre.nunca,/mãe.ficará.sempre/junto.de.seu.filho/e.ele,velho.embora,/será.pequenino/feito grão de milho./”. Foi em homenagem às conquistas de Josina Machel que em 1977, o antigo hospital Maria Pia em LuandaAngola, foi rebaptizado com o seu nome. E, foi igualmente em reconhecimento às suas conquistas que no Bairro de Bangu na cidade Brasileira de Rio de Janeiro o seu nome foi atribuído a uma Rua, para não falar de várias infra-estruturas que a nível interno ostentam o seu nome. É mister pois, que nós os homens rendamos-lhe a devida homenagem. Porque como disse o meu poeta eleito hoje, Carlos Drumond Andrade: “Os homens distinguem-se pelo que fazem; as mulheres, pelo que levam os homens a fazer”.Bem haja a Mulher Batalhadora Moçambicana.
Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com



Vinte e sete países participaram há dias na República Democrática do Congo (RDC), no exercício marítimo “Obangame/Saharan Express”, que tinha como objectivo testar as forças marítimas multi-nacionais em operações navais e aumentar a capacidade e agilidade dos países do Golfo da Guiné no combate à pirataria marítima, ao tráfico de seres humanos e outras ameaças marítimas.
O exercício teve o patrocínio do Comando Militar norte-americano para a África (AFRICOM), com uma facilitação das forças navais dos Estados Unidos para a Europa e África e a Sexta Frota, que junta forças navais africanas, europeias, sul-americanas e norte-americanas.
Em conferência de imprensa via telefónica a partir de Washington, a directora do exercício, capitã-de-mar-e-guerra Heidi Agle, realçou a importância do Obangame, afirmando que a segurança regional é crucial para o combate à pirataria marítima e ao tráfico de seres humanos.
 Heidi Agle, que é comodoro do Comando Militar Marítimo dos Estados Unidos para a Europa e África, considerou que a pirataria marítima e o tráfico de seres humanos não devem ser combatidos de forma isolada. “A segurança marítima é algo que deve ser garantido por todos”, defendeu. Obangame, palavra de uma língua africana, significa “Todos em conjunto”. 
Participaram no exercício a África do Sul, Angola, Alemanha, Benin, Bélgica, Brasil, Camarões, Cabo Verde, Congo, Costa do Marfim, Dinamarca, Espanha, Guiné Equatorial, França e Gabão. Fazem ainda parte do “Obangame” Holanda, Marrocos, Nigéria, Portugal, RDC, São Tomé e Príncipe, Senegal, Togo, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido, além das comunidades económicas dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e Central (CEEAC).
"Se confias demasiado, poderão enganar-te.
Mas, se não confias o suficiente, a tua vida será um tormento" (Frank Crane)
Vou directo ao assunto: chegou-me a informação de que um certo entourage decidiu que o Estádio da Machava devia deixar de ser Estádio da Machava. Para o efeito, já haviam sido escolhidos 5 possíveis nomes para o mítico campo: Estádio dos Ferroviários. Estádio Nacional da Machava. Estádio da Independência. Estádio Samora Machel. Estádio 25 de Junho. Em princípio, do crivo, deverá deste lote sair o nome definitivo!
Muito bem… reacção primeira: porquê mudar o nome daquele Estádio?
Segundo: Quais são as dinâmicas emotivas que acontecem nas pessoas quando devem enfrentar mudanças? Só de ouvir a palavra mudança, o risco é que a primeira reacção seja de medo e, se esse sentimento inibir a curiosidade e o desejo de experimentar algo novo, pode contribuir decisivamente para a falência do projecto.
Como seres humanos, nós crescemos, aprendemos a andar, falar, brincar, e assim por diante, sempre enfrentando as mudanças da vida. Por meio de contínuos ajustes, tentamos encontrar o nosso lugar no mundo, realizar-nos pessoal e profissionalmente e construir uma identidade. Se as transformações da vida nos confirmam que tudo tem um tempo finito, frente às mudanças precisamos de ter uma atitude e uma postura adequada para estarmos abertos a acolhê-las, pois só assim podemos visualizar as novas possibilidades presentes na situação, estimulando a mobilidade mental.
Outrossim, quando ela – a mudança -  acontece por variáveis da vida não controláveis por nós, tendemos a querer perpetuar velhos esquemas de pensamento e comportamento. Não sabemos deixar lugar ao novo. E nos perguntamos por que os acontecimentos da vida desestabilizaram os nossos planos, colocando em dúvida as nossas certezas. Ao invés de enfrentar as mudanças como oportunidade de crescimento, passamos a resistir, criando conflitos, dor, sofrimento e uma sensação de perda de controlo da situação.
Se assim é, então porquê o meu estômago ficou de avesso diante da possibilidade de mudança de nome do Estádio da Machava?
E a resposta veio fria e sublime: porque não há, objectivamente, necessidade dessa mudança. Provavelmente o Estádio precise de obras de melhoramentos aqui e ali, incluindo a relva que, ao que se sabe é sintética, por uma natural… sei lá! Mas o nome? Não parece razoável.
Passam por ai 40 anos que o Estádio Salazar passou a Estádio da Machava. Ali foi assinalada a passagem de uma era para a outra com a Independência Nacional. Ali a Selecção Nacional fez história mas também fez-nos chorar de raiva. Para as pessoas da minha geração não é fácil engolir essa de mudança de nome. O estádio da Machava está incrustado na Machava. Nada mais natural que exaltar esse nome!
Eu sou o primeiro a reconhecer que nem sempre estamos preparados para as voltas que a vida dá. Em se tratando de mudança, muito menos. Mudar significa reconstruir, tirar daqui, colocar ali. Às vezes passamos por sofrimento, dor, angústia. Remexer no nosso interior é sinónimo de medo, e medo pode ser apenas falta de informação. É preciso coragem para abandonar velhos hábitos e começar um novo. Atino também que quando isso se apresenta, muitas pessoas travam uma luta interna gigantesca, pois a mudança mesmo que benéfica pode gerar medo. Nos acostumamos, permanecemos na zona de conforto por muito tempo e qualquer pequena modificação no rumo de nossa vida gera desconforto. Esse medo em algumas oportunidades pode nos impedir de evoluir espiritualmente, de vermos a vida sob um novo contexto.
Entretanto, enquanto não me chegar uma justificação plausível, refutarei essa ideia mirabolante saída de uma cartola de um qualquer mágico de rua. Sou apenas eu que vejo o absurdo disso? Pode ser mas não me calo. Acho que o Ferroviário deve ter outras tantas preocupações que não serão ultrapassadas com uma mudança de nome. E essa coisa de nomes tem muito que se diga: olhe-se para o Benfica. Alguém se lembra que o nome oficial é George Dimitrov? Ou que o Choupal é 25 de Junho?
Se o meu voto contar para alguma coisa, por favor deixem o Estádio da Machava em paz. Há ali uma profusão de histórias de vida que não cabem num gabinete onde alguns iluminados, ao sabor de descafeinados, parecem ignorar.
Não nos façam pensar como Andrew Carnegie que disse, depois de ver tantas asneiras que à medida que ia envelhecendo, importava-se cada vez menos com o que dizem os outros. Agora, apenas observava o que faziam!

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