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domingo, 21 de dezembro de 2014

Dhlakama expulsa televisão estatal da cobertura de reunião do partido

O líder da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, expulsou hoje a equipa da Televisão de Moçambique (TVM), estação estatal, que cobria o Conselho Político da organização, por inviabilizar a visibilidade do movimento.

Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), ordenou, em plena sessão, que o jornalista e “cameraman” da TVM, da delegação de Sofala, destacados para cobrir o evento, deixassem a sala, por suspeita de “espionagem” e por alegadamente terem ordens para não publicarem as matérias.

“Fiz [a expulsão] por satisfação pessoal e dos membros do partido. Chega de brincadeiras. Eles filmam muito tempo e não tiram nada. Inclusive, já abordei o PCA [presidente do conselho de administração] sobre a situação”, disse Afonso Dhlakama, quando questionado pela imprensa sobre a sua posição.


Dhlakama retoma ameaça de impor formação de Governo em Moçambique

O líder da Renamo, o maior partido da oposição, reiterou hoje, na Gorongosa, a ameaça de formar Governo, em Fevereiro, estabelecendo “alternância governativa”, depois de 20 anos do multipartidarismo no país, reafirmando a recusa dos resultados eleitorais.
“Vai haver mudanças”, afirmou hoje Afonso Dhlakama. “A partir de Fevereiro, o povo vai experimentar uma nova governação, da Renamo”, declarou, na abertura da reunião de dois dias do Conselho Nacional da Resistência Nacional Moçambique (Renamo), que decorre na Gorongosa, província de Sofala (centro do país), considerado tradicional bastião político e militar do partido.

A Renamo rejeita os resultados das eleições de 15 de Outubro, anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), que dão vitória à Frelimo e a Filipe Nyusi e colocam a Renamo e Afonso Dhlakama em segundo lugar, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, e o seu candidato, Daviz Simango, em terceiro lugar.

Os resultados finais ainda terão de ser validados pelo Conselho Constitucional, que marcou o anúncio para terça-feira, 23 de Dezembro, após dilatação de nove dias do prazo.

Afonso Dhlakama assegurou que o partido vai “impor” a formação de um Governo, se a Frelimo insistir em não acolher o Governo de Gestão – para fazer reformas e preparar novas eleições em cinco anos – , e se o Conselho Constitucional prosseguir em validar eleições feridas de irregularidades.

“Seja qual for a decisão do Conselho Constitucional, o processo [da formação do Governo] está em marcha e vai haver alternância governativa”, insistiu Afonso Dhlakama, lembrando que o órgão chumbou as queixas de irregularidades do partido, assim como as do Movimento Democrático de Moçambique (MDM, terceira força política). Agora o Conselho Constitucional encara “cenas horríveis de enchimento de urnas”, afirmou Dhlakama apelando a que sejam honestos e responsáveis no seu juízo.

O líder da Renamo lembrou porém ao Conselho Político Nacional da Renamo que já fez a sua parte, em alusão à condução dos 17 meses da crise político-militar em que Moçambique ficou mergulhado, com confrontações que fizeram dezenas de mortos e deslocados, e sugeriu que os debates fossem abertos e frontais, como “lutadores de democracia”.

O Conselho Político Nacional alargado da Renamo vai avaliar a “saúde política” do partido, que deverá decidir o futuro do cenário político nacional, além de analisar a actual situação económica e política, neste último, prevendo um debate profundo sobre fraude eleitoral, que leva o partido a não reconhecer os resultados das eleições de outubro, e assim desenhar o modelo da sua governação.

Afonso Dhlakama foi bem recebido na antiga Vila Paiva – actual Gorongosa -, onde se manteve escondido por vários meses após assalto, pelo exército, do seu acampamento em Sadjundjira, e de onde saiu para assinar, a 05 de setembro, o acordo de cessação das hostilidades militares com o Presidente, Armando Guebuza, e participar das eleições gerais de 15 de Outubro.

Lusa

Comissão Política da Renamo reúne-se hoje para discutir últimas eleições gerais

A Comissão Política da Renamo inicia hoje uma reunião de dois dias na Gorongosa, centro de Moçambique, PARA discutir as últimas eleições gerais.

Afonso Dhlakama, presidente da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), vai estar presente na reunião, disse à Lusa o seu porta-voz, António Muchanga, confirmando o regresso do klíder do partido ao local onde se manteve refugiado durante 17 meses das confrontações militares recentes entre o braço armado do partido e as forças armadasgovernamentais.

A reunião na Gorongosa, considerada um bastião político e militar da Renamo, acontece pouco mais de dois meses após as eleições gerais de 15 de Outubro, cujos resultados oficiais declarados pela Comissão Nacional de Eleições dão a vitória à Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), com maioria absoluta, e ao seu candidato, Filipe Nyusi, à primeira volta nas presidenciais.

Tanto a Renamo como o MDM (Movimento Democrático de Moçambique, segundo maior partido da oposição) apresentaram queixas ao Conselho Constitucional, alegando numerosas irregulares, que foram já rejeitadas pelo órgão, que, no entanto, ainda não validou os resultados finais.


PARA ultrapassar o que considera ter sido "uma fraude planificada", a Renamo exige a criação de um governo de gestão de cinco anos, com os principais partidos, uma ideia recusada pelo Presidente da República e da Frelimo, Armando Guebuza, considerando que seria um desrespeito pelo processo eleitoral e uma via para a "anarquia".

Dhlakama passou as últimas semanas a divulgar a sua ideia de governo de gestão e, em entrevista à Lusa na semana passada, disse que abdicava da via armada, mas que, se a Frelimo persistir na sua recusa, vai haver "confusão".

"Chamaria a atenção da Frelimo PARA não tentar formar governo à força. Porque o que é que vai acontecer? Posso explicar. Vai haver violência e desobediência. E a Frelimo vai querer mandar disparar, usar polícia e tudo aquilo e a Renamo não vai deixar as populações serem massacradas. Nessa batalha iremos voluntariamente entrar", afirmou. "E ao entrarmos nisto, pronto, estragou-se".

Guebuza e Dhlakama assinaram a 05 de Setembro um acordo de paz, que encerrou 17 meses de confrontações no centro do país, com um número desconhecido de mortos e milhares de deslocados.

Lusa – 21.12.2014

Amã executa condenados por crimes graves pela primeira vez em 8 anos

Jordânia, pena de morte, criminosos

As autoridades da Jordânia mandaram executar, pela primeira vez em oito anos, condenados por crimes graves.

“Onze criminosos condenados por crimes foram executados ao nascer do sol”, comunica a agência de notícias local Petra. .
Executados por enforcamento, os condenados eram todos cidadãos da Jordânia reconhecidos culpados na sequência de processos penais relativos aos anos 2005 e 2006, informa a agência France-Presse.
Suspensa na Jordânia desde 2006, a pena de morte vem sendo ultimamente objeto de um intenso debate público, assinalou Hussein Al-Majali, ministro jordano do Interior. “A opinião pública entende que o crescimento da criminalidade é consequência da ausência desta penalidade”, adianta a AFP ao citar o ministro.

Idiotas Úteis e/ou Spin Doctors Angolanos – Guilherme Manuel


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Luanda - Em política o Idiota Útil é um termo pejorativo usado para descrever simpatizantes soviéticos em países ocidentais. A implicação é que, embora a pessoa em questão ingenuamente pensa ser um aliado dos soviéticos ou de outras ideologias, eles são realmente desprezados pelos soviéticos e estavam sendo cinicamente usados.

Fonte: Club-k.net
Num sentido mais amplo, refere-se a jornalistas ocidentais, viajantes e intelectuais que deram a sua bênção - muitas vezes com fervor evangelístico - a tiranias e tiranos políticos, para assim convencer e público das possíveis utopias.

É alguém que se acha muito inteligente, mas é tão facilmente persuadido por bajulação de pessoas no poder, que está preparados à servir os seus fins e permitir-se de ser enganado.

termo se aplica a todos que se engajam politicamente sem usar critérios analíticos, assim seguindo cegamente uma crença ou ideologia que o conduza para uma satisfação, a realização de uma utopia de mundo melhor. O termo não se restringe a uma posição política, pois pode ser aplicado a qualquer ideologia e crença.

O Spin doctor (termo em inglês cuja tradução é doutor em engano, manipulador de opinião) é um especialista em relações públicas e comunicação política, que pode escrever discursos, ser manager de eleições, porta-voz de um partido político, perito em sondagens, ou estar ao serviço de um governo.

No cenário político Angolano temos jovens Doctors inteligentes que infelizmente preferiram colocar os seus interesses pessoais acima dos interesses da nação. São esses jovens que deveriam usar o seu poder de argumentação para pelo menos aconselharem o partido do governo que os mesmos defendem a observar a má governação e a violência policial contra os direitos humanos. Esses idiotas úteis e spin doctors Angolanos nunca fizeram uma criticazinha ao MPLA/JES porque para eles tudo está bom nessa terra martirizada. É muito triste ver esses quadros competentes Angolanos jogarem ao lixo tudo aquilo que aprenderam na Universidade e vê-los criarem argumentos contrários às suas brilhantes mentes para a defesa de um regime violento “balizado” num estado policial implacável.

Esses são os idiotas úteis e spin doctors da linha frontal Angolana com muita pena minha. Pelo menos retirem os apelidos de analistas e assumam de uma vez por todas que estão ao serviço do MPLA/JES porque até meu filho que está no Ensino Médio já consegue fazer a leitura das vossas análises parciais e todo este povo lamenta a vossa perdição. Que a história vos perdoe!

sábado, 20 de dezembro de 2014

JES consolida cada vez mais a sua estratégia de humilhação nacional – Fernando Vumby

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Alemanha - E a culpa talvez seja mais do povo angolano e da oposição politica no geral , do que própriamente do regime se considerando que cada regime só faz aquilo que o povo lhe permite independentemente deste utilizar a força das armas ou não.
Fonte: Club-k.net
Se olharmos bem á nossa volta concluiremos , que houve países onde se dizia terem um exercito ainda mais poderoso do que estes tantos batalhões e comandos especiais estrangeiros dos dias de hoje ao serviço de JES , mas não hora em que o povo tomou a decisão eles acabaram derrotados...
As humilhações vão continuar em Angola se insistirmos em não aprendermos as lições históricas dadas por povos que se libertaram das ditaduras que viviam e escreveram eles próprios a sua história.
E julgo não há motivos para nos espantarmos desta triste realidade , pois outra coisa não se pode esperar de um regime que nunca se sentiu na obrigação de prestar contas á ninguém mesmo albergando no seu seio os maiores corruptos e pior do que isto uma grande quantidade de verdadeiros criminosos...
Depois de desafiarem clara e abertamente o povo angolano e os partidos políticos da oposição com a negação das autárquicas pelos vistos outros desafios musculados se juntarão á este , e curioso por nossa própria culpa .
Pois enquanto o medo for tomando conta de todo o país e de uma oposição politica condenada á não se unir , dando cada vez mais sinais de total resignação e impotência para travar abusos , lá vai o regime satisfazendo os seus caprichos e afogando o povo no lamaçal da desgraça.
Se falta vontade politica por parte do regime para respeitar as leis , pior do que isto falta em Angola um partido da oposição que obrigue o regime á não tratar o povo angolano como bois obrigados á comerem do capim que lhes é servido por um criminoso chamado José Eduardo dos Santos o que é triste.
Não quero deixar de fazer referencia neste texto a humilhação de que tem passado Rafael Marques sem me esquecer de outros tantos jornalistas como William Tonet ,etc .
No caso do Rafael Marques como disse , até fico " parvo " com tanta gente que respeita o seu trabalho não apenas em Angola como pelo mundo fora , haver quase como um silencio diabólico nacional nos nossos medias privados em relação ao famigerado julgamento encomendado.
Estarmos apenas com o dedo enfiado no nariz , julgo ser um acto de covardia e falta de consideração pelo trabalho invistigativo de Rafael Marques em prol de Angola e dos angolanos.
Por aquilo que Rafael Marques faz sozinho , este deveria merecer a solidaridade de todos os homens de bem da nossa terra , e um posicionamento claro de todos os partidos políticos da oposição contra este famigerado julgamento encomendado por claros criminosos.
Não vejo bem essa atitude , num momento em que se justifica uma megá manifestação nacional , todos andarmos com o dedo enfiado no nariz , sem coragem se quer em atirarmos uma pedra para o ar.
O regime quer apenas tentar humilhar Rafael Marques , pois os tais generais mencionados se ainda são donos das suas faculdades mentais devem ter consciência de que realmente são criminosos .
E num país qualquer que não fosse Angola desde á muito que seriam eles próprios julgados e condenados pelos crimes cometidos que se conhecem mesmo sem se incluir ainda os tantos ocultos ..
Que não são poucos se bem somados e levados em consideração qualquer dia quando este regime for deposto...
Fórum Livre Opinião & Justiça
Fernando Vumby

VODACOM TURMA TUDO BOM, É VERDADE! MAS... INFELIZMENTE...

"...Qual a mosca morta faz o unguento do perfumador exalarmau cheiro...) Eclesiastes 10:1
Boa festa do Natal ou Dia da Família, (conforme os casos), que está às portas! "Pleonasmamente falando", na minha opinião pessoal, penso que não há maior desgraça, (vergonha até), do que aquela que um(a) cidadã(o) nacional, encarna, ao viver e sentir-se estrangeira(o) na sua própria terra. Estrangeiro(a) até com os seus próprios familiares  directos. Explico-me: Por exemplo um(a) neta(o) que passe pela extrema vergonha de necessitar de um intérprete para comunicar-se saudavelmente com o seu/sua próprio(a) avô(ó). Simplesmente triste e ridículo! Com efeito, não são pouca(o)s Moçambicana(o)s que falam, (muito mal por vezes), apenas aquela que foi eleita como Língua Oficial: o Português, muitas vezes PRETUGUÊS ou simplesmenteMOCAMBIGUÊS. Recordo-me que em 1988 e 1998, o então Núcleo de Estudos de Línguas Moçambicanas (NELIMO, convocou e realizou seminários de padronização das línguas moçambicanas em termos de ortografia, divisão de palavras e representação de tonalidade. Muitos de nós que, directa ou indirectamente estamos envolvidos com a formação, e/ou comunicação social, tivemos o privilégio de participar nesses eventos que eu "pessoalmente" classifico de históricos. Donde, não se justifica que aquele(a)s Cidadã(o)s que abraçaram a Comunicação Social como seu ganha-pão não se esforcem por pelo menos saber pronunciar os nomes próprios nacionais, sob o risco de caírem no ridículo, ou na pior das hipóteses desinformarem em vez de informarem. É salutar e até reconfortante quando alguém realiza um trabalho do qual se sente à vontade. De contrário, atrapalha-se e atrapalha e até baralha os demais. "Ku hela ntse!"(*) Veio-me este desabafo a propósito de um programa Sociocultural a todos os títulos lindo, benéfico,  salutar e digno de encómios, por ser recreativo e simultaneamente educativo, levado a cabo por uma das Operadoras Nacionais de telefonia Móvel, através daSTV,  que tem como título "VODACOM TURMA TUDO BOM!". Infelizmente, aqui, tal como quase sempre, não há bela sem senão,pois,ao contrário do Júri, dos Professores e dos Estudantes que estiveram à altura, a Apresentadora/Moderadora das "Olimpíadas Académicas", por insuficiência de cultura, gingação ou outra pior razão, não esteve Cem por cento (100%) no domínio da matéria que moderava. Foi, voluntária (ou involuntariamente!?), cometendo erros crassos, (grossíssimos e vergonhosos, diria eu) na leitura de nomes das Escolas de proveniência dos Concorrentes. Um verdadeiro desastre! Por exemplo, confundir o "Da", do "Dla", "Ba" do"Bya", é uma verdadeira aberração, para quem está apostado na Comunicação Social MOÇAMBICANA! Mondlane nunca éMondelane; Ndlavela, não é DavelaMahlazine, não é Malazine; Mahlampwsene nunca éMalanzeni, Nwa Matibyane, não é Mama Tibane, Khosa não éCoça, Nkuna não é Cuna, por ai adiante. Augurando que o BOM seja amigo do ÓPTIMO, na próxima edição, que se faça primeiro o "casting" do(a)s apresentadora(es). Congratulações a VODACOM, e a STV. Estamos juntos. Assim seja!
(*) Basta!
Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com

Sem Equívocos

Para quem é crente e professa uma religião, sabe que o diabo existe, e se existe propaga a sua demonice, usando certas pessoas, incluindo políticos, para espalharem o mal.
sociedade está cheia de criminosos, de predadores sexuais, cheia de Nholwenes, gente que não quer trabalhar, mas pronta a cometer um acto ilícito, incluindo matar para ganhar dinheiro.Portanto é fácil, volto a dizer fácil a um criminoso, um regionalista, um fora da lei, um proscrito ganhar notoriedade pelos seus feitos maléficos, do que um cidadão, sério, honesto, trabalhador.O quadro tem de mudar através da racionalização dos paradigmas individuais, de forma a se obterem resultados em função da potencialidade humanaexistente.O cidadão deve ser activo e pensante, e tem de participar na economia.Moçambique é um pais de gente séria, a maioria de boas famílias, e que executa o seu trabalho com dignidade.
Políticamente desde a guerra fria aos dias de hoje um século se passou, e certas pessoas continuam agarradas a convicções milenárias.A mudança do século teve condão de modificar o pensamento político, hoje  a moderação política  se sobrepõe ao radicalismo ideológico, e  o diálogo ao afrontamento e crispação político e ideológica.A humanidade deu um passo em frente, porque houve aqueles que souberam ajustar-se à mudança no tempo, o ser humano actual é universal e não regional.O tempo é de moderação política, e não de posicionamentos extremos,criando bloqueios indesejáveis, e ao mesmo tempo a querer andar à boleia do comboio.
Ninguém nasce político, embora se diga que certos berços podem produzir políticos sérios, e aqueles cuja génese é a hipocrisia e a cultura da malvadez.Vivemos em paz durante 21 anos, e o país cresceu economicamente, não por causa do gaz, mas porque está na génese das pessoas de bem trabalhar.Todos viviam felizes, até que alguém lidando com vozes esquizofrénicas de comando decidiu atear o fogo, criar um ambiente de terror, insegurança,e medo.O Natal fica mais pobre porque na mesa da ceia da familia enlutada as cadeiras ficarão  vazias.Nada inusitado, cumpre-nos orar,..Um quadro tipológico na idiosincrasia local, onde a má fé e a astúcia abundam, e um lider político oposicionista, só por colocar óculos de sol, confunde o culto de personalidade à cultura da imagem.Hoje em dia em países desenvolvidos matar um cão, ou gato, ou mesmo castigá-los é crime, mas em países como o nosso pressupõe ser políticamente correcto matar pessoas , por haver ainda uma  plateia regional políticamente subdesenvolvida.E por mais que se tenha assinado um acordo para cessação de hostilidades, o discurso hóstil de desinformação e incitamento à violência continuam, como se a democracia fosse uma peça descartável.
As eleições presidenciais e para assembleias provinciais foram ganhas por quem mereceu a confiança dos moçambicanos, Filipe Jacinto Nyussi e o partido Frelimo.Rebelar-se contra o veredicto do pleito eleitoral é ir contra a Lei eleitoral, é atentar contra a Constituição da República.
Dado ao desafio inerente ao estado de direito, o governo deve manter uma linha de diálogo dura e inflexível.Dissuasão política e militar para desarmar as mentes.Não falta de governantes simpáticos, o estado deve sem asfixia saber impôr-se, e ter capacidade de resposta adequada às circunstâncias.Haver uma milícia à revelia do governo a cometer atropelos contra membros da população, para obter benefícios políticos, foi de uma premeditação calculada. E  usar  a mesma milícia para reevindicar postos de chefia na FDS, é chantagem.Este tipo de prática é fértil em Africa, onde testas de ferro ao serviço do neocolonialismo estão activos.Um verdadeiro soldado  sabe reconhecer a derrota.Temos as FDS,e se o adversário quiser fazer parte da família, deve desarmar-se o mais depressa possível,o tempo está a esgotar-se.Quadrantes ligados à oposição incluindo uma mídia devidamente identificada, aceitam que se deve testar a capacidade do estado até ao limite da paciência.Para eles os fins justificam os meios, agarrados à esperança de uma derrapagem que nos divida,  a ponto de cegar e não enxergar, até perdermos  a nossa identidade, em favôr dos que querem roubar as nossas riquezas.Estamos vigilantes.Somos uma Nação unida, e nem vivemos na época da tribo.Os moçambicanos  desejam a paz,democracia e o desenvolvimento.Não se pode oferecer flores áqueles que pregam a desunião nacional. A Nação  confia plenamente no presidente Armando Guebuza, na sua qualidade de comandante em chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) e na prontidão combativa das FADM.
Boas Festas a todos moçambicanos
 PS. Como autor do texto reservo-me no direito de não permitir que o texto seja reproduzido na rede social, na ferramenta de busca google por qualquer blog que nao seja o jornal domingo
Inácio Natividade

A grata missão de nutrir o próximo

Texto de Carol Banze
Marromeu, província de Sofala, viu nascer uma mulher, que anos depois abraçaria uma profissão crucial para a saúde do ser humano. Nutricionismo. Foi há precisamente cinquenta e seis anos que Avone Pedro viu a luz.
Por inerência de funções, seu pai, um funcionário público, mudava periodicamente de local de trabalho, o que fez com que o ensino primário de Avone Pedro tenha sido iniciado em Zavala e concluído na Escola Primária de Infulene, na então Lourenço Marques, actual Maputo.
O ensino secundário foi feito na Escola Preparatória da Matola, Escola Secundária da Matola, nos dias de hoje. “Aqui fiz o primeiro ciclo, depois fui à Manhanga para seguir o segundo, o 7º, 8º e 9º ano”. Entretanto, a sua vida seguiu um compasso surpreendente. É o que domingo conta nesta entrevista com uma das primeiras nutricionista do nosso país.
A sua infância teve diferente experiências… Passou-a em vários lugares.
Sim. O meu pai era funcionário público na era da administração colonial. Nessa altura, os funcionários andavam de província em província. Tive a possibilidade de conhecer vários lugares e diferentes pessoas, bem como os seus hábitos culturais. A minha infância foi uma fase agregadora. Foi uma experiência rica. Fiz grande parte do ensino primário em Zavala, depois passamos a morar em Maputo, onde terminei este grau, portanto a 4ª classe. O ensino secundário foi feito na actual Escola Secundária da Matola e, posteriormente, passei para outra instituição de ensino que me possibilitava concluir o 2º ciclo. Falo da actual Escola Secundária Francisco Manhanga. Aqui fiz a 7ª e frequentei a 8ª classe.
E…
E nesta fase ocorreu algo que viraria o rumo da minha vida: Engravidei, interrompi os estudos e casei-me.
Casamento?!
Sim. Casei-me. Lembro-me que foi necessário que os nossos pais emitissem uma autorização para a oficialização dessa união. Ele (o marido) tinha vinte anos, e eu 16.
E como foi a sua vida a partir de então?
Tive que enfrentar momentos difíceis, pois era meu desejo prosseguir com os meus estudos. E veja que o meu marido não queria que eu estudasse. Contudo, passado algum tempo, em 1977, eis que me surge uma possibilidade de me formar como técnica de Avicultura em Cuba. Seria através da Avícola, E.E. (Empresa Estatal), que pertencia ao Ministério da Agricultura. Agarrei-me a essa chance, até porque gostava da área. Fui me inscrever e em Cuba formei-me como técnica média em avicultura, um curso com a duração de três anos. Aqui torna-se importante realçar que em 1975 já se tinha denotado um grande deficit de veterinários, pois os que labutavam por cá eram portugueses. Assim sendo, no contexto da independência urgia formar pessoas para a área.
Uma vez formada, que rumo deu a sua vida profissional?
Regressada da formação trabalhei durante dezasseis anos nessa área, até que a Avícola, E.E. foi extinta.
REALIZAÇÃO DE UM SONHO
Afirma ter abraçado uma área que gostava. Uma vez encerrada a instituição que a empregava, o que foi feito de si?
Trabalhei durante três anos na Sunrich, uma empresa vocacionada a insumos agrícolas, até que me surge uma bolsa que contemplava a família do meu novo companheiro. Fomos ao Brasil. Lá fiz a 11ª e a 12ª classes. Depois ingressei na Universidade de São Paulo (USP), onde me inscrevi para fazer Zootecnia (área ligada à veterinária e administração de animais). Contudo, não avancei neste curso, por razões de força maior. A faculdade estava a 200 quilómetros do local onde eu residia.
E então…
Então pedi transferência para fazer Nutrição, na Faculdade de Saúde Pública da USP. Terminei o meu curso e voltei a Moçambique. Era sonho realizado. Sempre quis fazer algo ligado ao tratamento de pessoas e/ou animais. Em 2005, aceitei o desafio de trabalhar, numa primeira fase, como voluntária no Ministério da Saúde (MISAU). Paralelamente a isso, desempenhava a função de assessora na área da nutrição no UNICEF. Desenhávamos pacotes para o combate à nutrição. Eu estava entre o MISAU e o UNICEF, até que, em 2006, a convite da direcção máxima do MISAU, passo a fazer parte do quadro deste sector. Nessa altura, havia uma repartição de nutrição. Eu era a única nutricionista. Os outros eram biólogos com mestrado em nutrição. Havia, também, alguns técnicos médios.
 Foi nesta fase que de repartição se passou para departamento…
Sim. Aliás, um processo que já havia sido iniciado antes da minha colocação. Ora, houve a minha indicação para chefe em 2009, um ano antes da realização da primeira reunião nacional de nutrição.
Este evento foi extremamente importante. Maioritariamente, contou com a participação de técnicos médios de nutrição; praticamente, eles compuseram a história da actividade da Nutrição em Moçambique. 
GRAU NUTRICIONAL DO PAÍS
Qual é a situação nutricional do nosso país?
Repare, entre 2006 e 2007, estudos feitos indicavam que a maior parte das crianças do Norte e Centro sofriam de desnutrição. Nessa altura, foi feito o primeiro inquérito nutricional. Fizemos pesagem das crianças para ver o grau nutricional delas. Foi com base nisso que determinamos o grau nutricional do país.
De que se alimentavam essas pessoas?
Comiam talos da bananeira. Tiravam-nos, descascavam e pilam para fazer papa. Chegavam a comer certos tubérculos nocivos à saúde e a disputar água com animais. Paradoxalmente, existiam locais com muita comida, faltando, portanto, a acção de canalizar esses alimentos para quem precisava.
E hoje em dia?
Persiste o problema. Destaco também a falta de água potável, pois sem ela não há como conseguir uma alimentação segura. Ajunto a isto o desconhecimento dos valores nutricionais dos alimentos no que se refere aos micro nutrientes, que são nutrientes fornecidos ao nosso organismo em pequenas quantidades, mas importantes para a vida do ser humano, e dos macro-nutrientes que reparam as células e dão estrutura ao corpo.
ACÇÕES INTEGRADAS
Entende-se, em algum momento, a necessidade de haver um trabalho conjunto de forma a fazer chegar o alimento a quem precisa…
Sem dúvida! A experiência de 2006/7 fez com que se pensasse em formas de trabalhar de maneira sectorial: o MISAU (em especial os nutricionistas), com a agricultura (extensionistas), o sector de comércio, das águas e o sector da educação. Fizemos um trabalho integrado, desenvolvendo estudos para identificação de zonas onde havia comida; ensinando a população a prepará-la de forma saudável, bem como a fazer a canalização para os locais onde haja falta. Trabalhamos, inclusive, no sentido de desmistificar algumas ideias segundo as quais certos alguns alimentos não devem ser consumidos por certas pessoas, sendo que elementos como faixa etária e sexo muitas vezes são usados para dar corpo a esses mitos. Por exemplos, nalgumas comunidades interioriza-se que se a mulher consome ovo a criança sai sem cabelo, se for lula o bebé sai enrolado.
LUZ VERDE NO FUNDO DO TÚNEL
Será que os moçambicanos comem bem?
Ainda não! (risos). Nem todos…, mas há uma luzinha verde no fundo do túnel: vários nutricionistas estão já formados na área de saúde pública e trabalham nas comunidades para a prevenção. Outros trabalham na parte curativa, dentro do Ministério e nos hospitais onde cuidam da alimentação dos pacientes de acordo com as patologias.
De que forma fazem ressoar as formas de nutrição?
O MISAU já faz demonstrações culinárias que consistem em ensinar a população a preparar os alimentos de forma correcta, tendo em conta o que as pessoas têm. Isso é feito em palestras, contando com o apoio dos líderes comunitários, entre outros elementos. Agimos dessa e de outras formas procurando travar a existência de muitas doenças crónicas não transmissíveis. São problemas evitáveis, quando as pessoas seguem um processo correcto no tratamento dos elementos, como comprar em boas condições, higienizar, preparar e por fim consumir.
… e assim a saúde fica em boas mãos…
Atenção! Há também que processar, se for o caso, os alimentos sem pôr em risco a manutenção de nutrientes. Por exemplo, quando se retira o farelo, tornando a farinha fina, fica-se apenas com o carbohidrato. A parte que garante um bom funcionamento do organismo, o farelo que pode ser adicionado ao óleo e ao fermento, fica perdida.
FORMAÇÃO NO CAMINHO CERTO
A quantas andamos em quadros formados em nutrição no país?
Deixa-me dizer-lhe que de 2012 para cá houve graduações nesta área pela Unilúrio e ISCISA. Existem muito mais de uma centena de nutricionistas formados. Entretanto, mais do que dotar de conhecimentos técnicos para melhor desempenho, deve-se rever a estrutura arquitectónica das cozinhas e lavandarias, de forma a responder aos fluxogramas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Existe também a preocupação em apetrechar em equipamentos, utensílios e material para consultas.
O trabalho do nutricionista é valorizado em Moçambique?
Há pessoas que valorizam e/ou se interessam pelo nosso trabalho: diabéticos e hipertensos, acima de tudo. Mas ainda considero poucas
CASA DE FERREIRO…
Ter um/a nutricionista em casa é sinónimo de uma alimentação regrada…
Quem me dera! (risos)
Doutora, há desmandos na sua cozinha?
Olha, na família há sempre rebeldes, pessoas que não seguem as minhas prescrições. Contudo, tenho me esmerado no sentido de regular a alimentação da minha família.
Os seus (dois) filhos, certamente, não escapam da sua mira?
Sim, mas nem por isso sempre me saio bem na missão de regular a sua alimentação. (risos)
ESPAÇO VERDE: REGALO E SAÚDE
Hoje em dia, está na moda ter um canteiro de hortas nos quintais. E a nossa nutricionista, entrou nessa onda?
Sim! Até porque tenho uma quinta no Vale do Infulene, onde cultivo couve, alface, espinafre, cebola, tomate, entre outras culturas. Este espaço proporciona-me prazer e ao mesmo tempo saúde. E é daqui onde tiro alimentos frescos e saudáveis para a alimentação da minha família. Quando há grandes reuniões familiares eu é que meto a mão no cardárpio. Tudo fica por minha conta.
Há, por aqui, fruta à fartura…
Felizmente sim. Pena que, de uma forma geral, o moçambicano só come fruta quando lhe dá vontade. Isso é feito sem ter em conta o valor que ela tem. Afinal, a fruta é rica em vitaminas importantíssimas para o nosso organismo.
Carol Banze

carolbanze@yahoo.com.br

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