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quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Dhlakama quer comissão da verdade para investigar morte de civis em Moçambique

Dhlakama quer comissão da verdade para investigar morte de civis em Moçambique

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O Presidente da Renamo pediu a criação de uma comissão da verdade para investigar mortes de civis na recente crise militar em Moçambique, afirmando que os confrontos provocaram milhares de baixas no exército e apenas 25 no seu partido.
Em entrevista por telefone à Lusa, Afonso Dhlakama anunciou o desejo de criar "uma comissão da verdade, à semelhança do que fizeram na África do Sul, com [Nelson] Mandela, depois do fim do 'apartheid'".
"Podemos criar uma comissão da Renamo, da Frelimo, do MDM [os três partidos representados no parlamento], mesmo alguns oficiais, para investigar nas zonas afetadas por esses confrontos militares", afirmou Dhlakama, que declina responsabilidades nas baixas de civis.
"Por amor de Deus! O que eu vi com os meus olhos foi uma campanha por parte das forças armadas de andar a queimar residências da população. Aqui na mesma Gorongosa, posto administrativo de Caia, nas zonas de Tasaronda, Vanduzi, Satungira, Casa Banana, Piro, mesmo nos distritos de Maringuè queimaram muitas casas", descreveu.
Segundo Dhlakama, que admite baixas de civis "por engano" no fogo cruzado nos confrontos com as escoltas militares das colunas de viaturas, no troço da única estrada que liga o sul ao centro do país, a Liga dos Direitos Humanos de Moçambique "sabe qual o lado que maltratou as populações".
"A Renamo nem o podia fazer por uma questão de coerência", observou. "Se estou no mato, a sofrer, com frio e a escapar de tiros, à procura da melhor vida da população e da democracia que é negada pela Frelimo [partido no poder], seria descabido, não significaria nada: estamos a lutar para quê?"
O líder da oposição afirmou que nunca se encontrou em parte incerta, comunicou sempre com a estrutura do partido, nunca lhe faltou nada nos últimos meses, e que se mantém na zona de Satungira, Gorongosa, na província de Sofala, a cerca de cinco quilómetros do local que abandonou, a 21 de Outubro de 2013, depois de um ataque do exército.
"Era o dia destinado para me matarem, só Deus é que não quis", recordou. "Parecia gingar, os obuses a cair à frente, atrás, mas ia a falar, a comunicar com a minha família, com meus filhos que estão na cidade, para que não chorassem porque se tratava de uma brincadeira", lembrou. "Nem sei como escapei".
Dhlakama disse que "nunca pensou que [Presidente, Armando] Guebuza em pleno dia poderia mandar pessoas com morteiros, bazucas, antiaéreas a disparar mesmo para matar", quando ao mesmo tempo enviava emissários com mensagens para ele e os militares das duas partes bebiam cerveja juntos e a água do mesmo poço na Gorongosa. "Foi então que comecei a pensar que os homens políticos podem fazer discursos bonitos mas por dentro são maus". Depois desse dia, passou a acreditar que devia sofrer por "uma luta para salvar milhões de moçambicanos".
"Reagi com muita força, enquanto as 'fademo' [Forças Armadas de Moçambique] começaram a regredir muito, a morrer como ratos", relatou. "Quantos milhares! O próprio ministro da Defesa, Graça Chongo [chefe das Forças Armadas] e todos os outros perderam milhares de tropas aqui", afirmou
"Mas não estou orgulhoso por isso, falo até com meu corpo arrepiado, porque são filhos de pessoas que morreram, morreram uns milhares aqui em Satungira. Eram por dia carregados 20, 30, 40 mortos, escondidos e lançados nas valas comuns", descreveu o líder da Renamo, referindo que, do seu lado, houve apenas 25 baixas, incluindo um oficial superior.
Segundo Dhlakama, o exército podia desconhecer qual a casa em que se encontrava mas sempre soube que estava em Satungira e semanalmente bombardeava a região com armas pesadas de longo alcance. "Felizmente, nem a população feriram, porque esses obuses caiam na serra, e eu reparava 'esses miúdos estão a perder tempo'", lembrou o líder da oposição, afastando informações da "propaganda da Frelimo" de que estava doente.
"Estou bem e pronto para iniciar a campanha eleitoral nos próximos dias", afirmou.
Lusa – 27.08.2014

Dhlakama quer comissão da verdade para investigar morte de civis em Moçambique

Líder da Renamo exige garantias do Presidente moçambicano antes de "limpar" eleições

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O líder da Renamo espera que o encontro com o Presidente moçambicano sirva para obter garantias quanto aos acordos para o fim das hostilidades e também para preparar o período posterior às eleições, que Afonso Dhlakama espera ganhar.
"Esse encontro é muito importante para mim e para o próprio Presidente da República, porque ele vai deixar o poder", afirmou o presidente do maior partido de oposição em Moçambique, em entrevista por telefone à Lusa.
Dhlakama disse que, no encontro entre os dois líderes, ainda por marcar, exigirá garantias de que o Presidente Armando Guebuza deixe instruções, no fim do seu mandato, ao partido no poder para preservar o acordo de cessar-fogo e o entendimento com o Governo, assinados pelas delegações das duas partes no domingo, salientando que "foi sempre a Frelimo que atacou a Renamo e violou os acordos".

O Presidente da Renamo pediu a criação de uma comissão da verdade para investigar mortes de civis na recente crise militar em Moçambique, afirmando que os confrontos provocaram milhares de baixas no exército e apenas 25 no seu partido.
Em entrevista por telefone à Lusa, Afonso Dhlakama anunciou o desejo de criar "uma comissão da verdade, à semelhança do que fizeram na África do Sul, com [Nelson] Mandela, depois do fim do 'apartheid'".
"Podemos criar uma comissão da Renamo, da Frelimo, do MDM [os três partidos representados no parlamento], mesmo alguns oficiais, para investigar nas zonas afetadas por esses confrontos militares", afirmou Dhlakama, que declina responsabilidades nas baixas de civis.
Líder da Renamo diz que aceitará resultados das eleições em Moçambique
Maputo, 27 ago (Lusa) - O líder da Renamo disse à Lusa que reconhecerá, pela primeira vez na história da democracia em Moçambique, os resultados das próximas eleições gerais, acreditando que a nova lei eleitoral é credível e garante uma votação transparente.
"Com certeza. Por isso, andámos a lutar por uma lei credível, para permitir que as coisas sejam transparentes", declarou Afonso Dhlakama, em entrevista à Lusa por telefone, quando questionado se, após a alteração da lei eleitoral, no âmbito das negociações da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) com o Governo, o maior partido de oposição reconhecerá os resultados em qualquer cenário.
"Se todos os moçambicanos e os partidos seguirem as regras da lei eleitoral, quem vier a ganhar as eleições, mesmo que seja um partido pequenino, queremos ser os primeiros a reconhecer a derrota", afirmou Dhlakama, que espera, porém, uma vitória nas presidenciais e do seu partido nas legislativas e assembleias provinciais.
LUSA – 27.08.2014
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Queda de Boeing na Ucrânia investigada à distância

 

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Foto de arquivo. Lugar da queda do Boeing malaio
Foto de arquivo. Lugar da queda do Boeing malaio

A Malásia está de luto. Um voo especial, proveniente de Amsterdã, transportou de regresso a casa os restos mortais de 20 malaios que morreram na queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia. A tragédia vitimou 48 cidadãos do país, dos quais 30 foram identificados. A tragédia ocorreu a 17 de julho. As ações de investigação no local da queda do avião ainda não tiveram início.

A investigação da queda é dirigida pelo Conselho de Segurança dos Países Baixos. Amsterdã assumiu essa missão com o acordo de todas as partes, considerando que a maioria dos passageiros do avião comercial sinistrado era holandesa. Contudo, os membros do Conselho de Segurança holandês ainda não visitaram o local da queda. Na opinião deles, isso não é seguro.
A região de Donetsk, onde o avião se despenhou, está na zona de combates entre os militares ucranianos e os adversários locais do regime de Kiev. Depois da queda do avião os milicianos declararam um cessar-fogo provisório. Kiev não apoiou essa iniciativa. Não obstante a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que exige uma interrupção dos combates nessa região, continuam os bombardeamentos de artilharia contra esse local.
Contudo, os peritos forenses internacionais conseguiram penetrar na área da queda, encontrar e retirar os corpos das vítimas. Isso foi filmado pelos jornalistas. Os milicianos e a população local ajudaram a carregar as bagagens e objetos pessoais dos falecidos. Já os investigadores internacionais não podem aceder ao local: para eles é demasiado perigoso.
Entretanto o Conselho de Segurança holandês afirma que uma inspeção presencial dos destroços do avião pelos peritos não é indispensável. Alegadamente, eles irão determinar a verdade através de outras fontes: pelos dados dos registros de voz a bordo, pela gravação dos parâmetros do voo, imagens de satélite, etc.
Teoricamente essas informações podem permitir tirar conclusões, mas elas não serão incontestáveis, refere o editor principal da revista Vzlyot (Decolagem) Andrei Fomin:
“Se tudo tiver sido documentalmente registrado, com elevado grau de precisão, com a descrição da localização relativa dos destroços, recolha de imagens, etc., isso seria possível, em princípio. Mas quando esse tipo de investigação é realizado na Rússia, os membros da comissão de inquérito se encontram pessoalmente no local da ocorrência, trabalham aí durante bastante tempo, descrevendo, fotografando, documentando tudo o que se encontra no local. Mesmo assim existem casos em que os fragmentos existentes no local e as caixas-pretas decifradas não permitem determinar o que aconteceu com um rigor total.”
A Holanda, porém, não tenciona partilhar sequer a informação que possui. Eles declararam que os dados das caixas-pretas, as trocas de comunicações com o controle aéreo e as conclusões da peritagem só parcialmente serão referidos no relatório oficial. Essa censura cria a ideia que os membros da comissão tencionam ocultar deliberadamente os dados que consideram incômodos, considera o analista político Serguei Mikheev:
“Na realidade, a investigação não confirma a versão apresentada logo nos primeiros minutos pelo lado ucraniano e pelos norte-americanos em conjunto: a versão que o Boeing tenha sido alegadamente abatido pelos milicianos ou mesmo pelas forças armadas russas. Ou seja, a campanha informativa que eles iniciaram era uma falsificação, mas agora ninguém quer falar disso. Essas coisas serão simplesmente abafadas de forma discreta e será declarado que não se pode afirmar nada em concreto. Ou seja, o mais provável é não existirem fatos que comprovem a versão deles. Ou pior ainda: existem fatos que comprovam uma versão diferente, desagradável para os ucranianos e para os estadunidenses. Eles não nos querem mostrar esses fatos.”
No dia 17 de julho nos céus da Ucrânia morreram 298 pessoas e tudo se encaminha para que os seus familiares não sejam informados sobre os verdadeiros responsáveis pela tragédia.
  • #adilsonadilson24 Agosto, 23:38
    não digo que os ingleses são um povo sem honra e que mentem deliberadamente mas o fato das caixas pretas do avião ter ido para a Inglaterra e as investigações se esfriarem é combustível para se duvidar da palavra dos ingleses e suas industrias e empresas porque se estão fazendo isso com a malásia pode fazer com qualquer nação ao redor do mundo
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_22/Queda-de-Boeing-na-Ucr-nia-investigada-dist-ncia-9487/

O que quer conseguir a Rússia com sanções

 

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O conflito entre o Ocidente e a Rússia por causa da Ucrânia foi longe demais. Ele não pode ser parado com soluções simples. Está na hora de procurar complexas.

A guerra de sanções entre o Ocidente e a Rússia deixou de ser unilateral. Moscou deu os primeiros “tiros” de resposta e deu a entender claramente sua disposição de continuar no mesmo âmbito. O princípio bíblico de “a qualquer que te dá na face direita, volta-lhe também a outra” não é muito aplicável às relações interestatais. Portanto, tudo o que está acontecendo pode ser chamado de bastante lógico, esperado, e até mesmo inevitável.
Mas essa lógica e inevitabilidade do que está acontecendo não o torna menos triste. Dizem que obuses não caem duas vezes no mesmo lugar. Será mesmo? Agosto de 1914. A Europa, inesperadamente para si mesma, encontra-se em estado de guerra total. Agosto de 2014. A Europa, inesperadamente para si mesma, mais uma vez encontra-se em estado de guerra, embora apenas econômica.
Concordo que guerra econômica e guerra no sentido direto da palavra são duas coisas completamente diferentes. Mas, pensando bem, estes dois tipos de guerra diferem apenas no grau de destrutividade.
O gabinete de ministros russo assegura: o embargo de importação de alimentos de países que impuseram sanções contra a Rússia, será exclusivamente benéfico para a nossa economia e os nossos consumidores comuns. Estou disposto a dar ao nosso governo credibilidade por tempo limitado nesta questão. E quanto à tese de que a Rússia está muito dependente de alimentos importados, eu concordo em 100%. Mas isso não muda o principal. A troca de golpes de sanções é mutuamente prejudicial e mutuamente contraproducente. Essa troca de golpes introduz um elemento substancial de caos nos mecanismos bem lubricados de relações econômicas. Ela estraga as relações entre os povos, faz as vidas de pessoas comuns menos confortáveis e menos previsíveis.
Por isso eu não quero que “a grande guerra de sanções de 2014” dure tanto quanto aquela guerra total que começou em 1914. Nós – todas as partes no conflito atual – devemos aprender com os erros do passado. Nós não devemos pisar o mesmo arado de novo. Estamos todos bem cientes de que, mais cedo ou mais tarde, o conflito atual entre a Rússia e o Ocidente acabará em compromisso. Então para quê prolongar um processo que é desagradável para todos os participantes? Porquê deixar o compromisso para amanhã ou o dia seguinte, se é possível consegui-lo hoje?
Eu suspeito que com esta tese concordaria a maioria das figuras políticas na Rússia e na UE, e até mesmo alguns políticos em Washington. Mas depois tudo se deparará com “pequenos detalhes” que realmente não são nada pequenos – as condições desse compromisso. A natureza humana é tal que cada uma das partes do conflito anseia um compromisso principalmente em seus próprios termos. E isso, em caso de posições diametralmente opostas das partes, adia o alcançamento de um acordo – às vezes por um longo tempo, e às vezes indefinidamente.
A Rússia não desiste. Estamos acostumados a privação e dificuldades. Estamos acostumados a autossacrifícios em nome daquilo que acreditamos ser certo. Acho que o Ocidente tão pouco vai desistir. No passado, os Estados Unidos e a Europa Ocidental já realizaram um turno de Guerra Fria contra o nosso país. E não devemos nos iludir: se não houver outras opções, o Ocidente irá para o segundo turno de olhos abertos.
Em quê então eu baseio o meu otimismo? No senso comum. Na relutância em repetir erros e cálculos incorretos do passado. No senso de autopreservação. Na curiosidade intelectual. Em que os altos princípios morais habitualmente declarados pelos políticos ocidentais não são palavras vazias pelo menos para alguns deles.
A Europa deve tentar compreender – precisamente compreender e não aceitar – a lógica da posição russa. Até agora, a UE se recusa categoricamente a fazê-lo. Os políticos europeus nem sequer tentaram abandonar seus preconceitos e analisar imparcialmente as causas da grave como nunca crise política na Ucrânia. Uma análise séria foi substituída pelo seguimento cego dos passos da posição norte-americana.
Isto levou a uma situação que é completamente anormal mesmo do ponto de vista não político, mas moral. Em pleno coração da Europa, o exército de um Estado moderno, ignorando completamente as vítimas entre a população civil, está conduzindo uma operação militar em grande escala contra os seus próprios cidadãos, que não tem sentido absolutamente nenhum, seja qual for o ponto de vista para ela.
Você diria: algo parecido foi observado no curso da guerra civil na Iugoslávia no final do século XX. Sim, foi observado. Mas na altura o decorrer dos eventos trágicos era do conhecimento de quase todos na Europa. Hoje isso não é assim. A população civil de Donbass esta sendo impiedosamente destruída. E os cidadãos comuns da Europa não sabem praticamente nada sobre isso. Sua imprensa e seus políticos estão tentando “não enfatizar isso”.
Será que tal estado de coisas coincide com valores europeus? Duvido fortemente. Este é um abuso dos ideais europeus, o seu completo desrespeito, seu oposto completo. Esta situação é intolerável. Esta situação deve ser corrigida – e corrigida pelos próprios políticos europeus. Quando você faz uma injustiça gritante e isso não lhe custa nada, é uma coisa. Quando você faz uma injustiça gritante e paga caro por ela, é outra coisa completamente diferente.
Será que se realizarão estas minhas esperanças? Não faço a menor ideia. A presença de uma potencial saída do impasse não quer dizer que esta saída será necessariamente utilizada. É muito provável a versão oposta – a saída por algum tempo será “emparedada”, camuflada ou mesmo esquecida.
A dura resposta russa às sanções ocidentais é uma potencial fonte de muitos problemas. Mas é também uma fonte potencial de muitas soluções positivas e de mudanças. O conflito entre o Ocidente e a Rússia por causa da Ucrânia foi longe demais. Este conflito já não pode ser parado com soluções simples. Está na hora de procurar complexas.
A opinião do autor pode não coincidir com a opinião da redação
  • #Fernando VasconcelosFernando Vasconcelos12 Agosto, 17:29
    Lembremo-que tais sanções somente têm fundo econômico. Uma invenção baseada em fundamento também inventado com vistas ao engrandecimento comercial de um povo medíocre, dos EUA. O povo russo vai sofrer, claro, mas tem a simpatia de bilhões de pessoas mundo afora. Sejam altivos.
  • #elderdoriaelderdoria12 Agosto, 23:32
    CADA VEZ MAIS A ANTIPATIA ESTA SENDO GERADA AS POLITICAS AMERICANA ,O MUNDO TODO PERCEBE QUE O REINO DO MAL ESTA LOCALIZADO NOS EUA E QUE ELES LEVAM A DISCÓRDIA AS NAÇÕES COM ATITUDES TERRORISTA DA OTAN
  • #Jefferson GoisJefferson Gois12 Agosto, 23:41
    Mikhail Rostovsky, concordo com sua análise, porém, não deixemos de constatar que as medidas adotadas pelo governo russo neste conflito tem sido 100% reativas, e tardias, podendo ser denominadas corretamente como "contra-medidas". Tal é o estado de choque, impactantes aos mais moderados, a geopolítica norte-americana inclinada de forma agressiva em direção à terceira guerra mundial. Vladimir Putin, tem adotado a difícil postura de conduzir os rumos das crises na Síria e Ucrânia para um desfecho pacífico. A Europa ainda não percebeu os perigos de seguir cegamente a política de Washington. Todavia, a Rússia abre novas oportunidades de desenvolvimento para países que querem trabalhar e estabelecer relacionamentos produtivos, ao invés de guerrear. Se este impasse forçou a busca por novas oportunidades, então este é o lado positivo destas sanções.
  • #Nilvan OliveiraNilvan Oliveira13 Agosto, 03:26
    Eles os (eua) so estão agindo de acordo com seus proprios interesses, e que se dane os pobre coitados dos países que resolvem obedecerem as suas ordens.
  • #bernardbernard16 Agosto, 03:56
    Excelente análise, realista! Gostaria muito de assinar um manifesto com esse teor, que fosse encabeçado por pessoas da sociedade civil organizada, e assinada por todos os cidadãos do mundo que assistem à escalada do terror e do genocídio, da divisão da humanidade em termos tão insanos. Talvez um manifesto assim ajude a despertar os cidadãos da Europa e do mundo que ainda não estão se dando conta da gravidade do conflito e da crise que inicia a tragar o real sentido do ser humano, isto é, da sua natureza social, de sócios.
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_12/O-que-quer-conseguir-a-R-ssia-com-san-es-4333/

Terroristas do Iraque e da Síria proclamam criação de "Califado Islâmico"

 

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Foto de arquivo
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O grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) declarou a criação de um "Califado Islâmico" nas áreas sob o seu controle, segundo informou no domingo o canal de TV Al-Arabiya.

O grupo supracitado está operando no Iraque e na Síria.
Nos princípios de junho de 2014, os militantes do EIIL lançaram uma ofensiva contra um número de cidades no norte do Iraque. Os terroristas assumira o controle de várias províncias e anunciaram sua marcha contra Bagdá, o que põe em causa a existência do Estado iraquiano. O governo respondeu mobilizando voluntários e incrementando o número de milicianos para 80 mil.
  • #Roberto PaschoalRoberto Paschoal30 Junho, 01:32
    suspeitei desde o principio.
  • #Lowblom RochaLowblom Rocha30 Junho, 01:55
    INFELISMENTE FEZERAM DE UMA GRANDE RELIGIÃO E DE GRANDES GUERREIROS TERRORISTAS COVARDES SEM PERSONALIDADES VIOLENTOS RADICAIS PRESCISAMOS DE UM NOVO SALADIM, E OS ESTADOS UNIDOS TEM QUE ARRUMAR A BAGUNÇA QUE FIZERAM DO ESTADO IRAQUEANO, ASSIM COMO A RUSSIA TEM SUA RESPONSABILIDADE SOBRE A SYRIA NEM QUE SEJA POR INTERMEDIO DA FORÇA. DESTE GEITO QUE NÃO PODE CONTINUAR O CAUS ESTAR SE ´PROPAGANDO NO MUNDO MÉDIO ORIENTE.
  • #Assimov Assimov 30 Junho, 03:35
    Um grupo de malucos financiados pela CIA!
  • #bregerbreger30 Junho, 04:40
    ESTE FOI O PRESENTE QUE OS YANKES DERAM AO POVO IRAQUIANO,COM O ASSASSINATO DO LEGITIMO PRESIDENTE DO IRAQUE SADDAM HUSSEIM...A FALTA DE PAZ E A POSSIBILIDADE DE DEIXAREM DE EXISTIR..ASSIM VIVEM OS ISRAELIXOS E OS YANKES TIRANDO A PAZ DOS POVOS DO PLANETA TERRA....
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_06_29/terroristas-do-iraque-e-da-siria-proclamam-criacao-de-califado-islamico-5993/

Irá o califado islâmico dispor de verdadeiras forças armadas?

 

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O grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) anunciou que passou a ter à sua disposição um míssil balístico. Os guerrilheiros publicaram na Internet uma fotografia e um vídeo onde se vê como algo semelhante a um míssil R-300, conhecido também por Scud, atravessa uma praça da cidade síria de Raqqa.

Além disso, os guerrilheiros publicaram fotografias que mostram três morteiros norte-americanos M198. Os especialistas não duvidam de que os extremistas só conseguiram obter esse armamento no Iraque. O analista militar líbio Amin Hteit declara:
"A impetuosa ofensiva desencadeada pelo EIIL no Iraque permitiu-lhe apoderar-se de arsenais e equipamento militar iraquianos. Além disso, o êxito desta ofensiva explica-se não tanto pelas grandes qualidades combatidas dos guerrilheiros, como pela traição de numerosos oficiais que prestaram serviço ainda na época de Saddam Hussein.
Hoje, a situação já está mudando. Os iraquianos começam gradualmente a reconquistar regiões ocupadas pelos extremistas. Por isso os terroristas não podem esperar completar o seu parque de blindados até ao nível de constituírem uma séria ameaça. No que respeita aos Scuds, claro que o EIIL pode empregá-los tanto na Síria, como no Iraque, se for necessário. E isso constitui um certo perigo".
A propósito, os combates continuam e a situação nas frentes é extremamente instável. Por isso os guerrilheiros ainda podem receber alguma quantidade de equipamento. O politólogo Konstantin Sivkov afirma:
“Admito que os guerrilheiros possam formar um parque de equipamentos blindados. Como é sabido, as forças armadas iraquianas têm à disposição grande quantidade de equipamentos americanos. Ele exige uma manutenção atenta e cara, principalmente nas condições do deserto. Por isso, parte do equipamento blindado pode ser abandonada, por não funcionar, pelas tropas iraquianas que recuam”.
Seja como for, é evidente que o EIIL, nas últimas semanas, conseguiu completar substancialmente as suas reservas de armamentos. O exército iraquiano tem cada vez mais dificuldade em resistir ao poderio militar dos extremistas. Em ajuda dos iraquianos vem o exército governamental sírio que, nas regiões fronteiriças, desfere golpes contra grupos de guerrilheiros e de armamento.
E os aliados americanos de Bagdá? Eles também se preparam para atuar. Neste sentido, pode-se recordar os 500 milhões de dólares que, há vários dias atrás, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu urgentemente ao Congresso para ajudar, a acreditar na fórmula, os guerrilheiros sírios moderados. No passado, como é sabido, a farta ajuda norte-americana aos supostamente guerrilheiros “moderados” foi rapidamente parar aos cofres dos extremistas. Pelos vistos, segundo a intenção de Washington, hoje, tendo como fundo a ofensiva do EIIL, é hora de desferir um golpe na retaguarda do exército sírio e, desse modo, garantir a segurança das regiões onde se baseia o EIIL na fronteira sírio-iraquiana.
  • #Assimov Assimov 4 Julho, 19:12
    Não tem mas vai ter. Os EUA e UE já lhes forneceram armas....
  • #Stadler Ermilanio AparecidoStadler Ermilanio Aparecido11 Julho, 04:39
    .... não passam de negociatas para assegurar a cabeça do Rei da Arábia Saudita sobre o pescoço e, garantir a manutenção e comercio da produção de petróleo árabe no comércio global... Os EUA, em insana consciência, está na forca do Oriente Médio, o pior que eles pensam que vão roer a corda antes que, o alçapão se abra e,ou, sejam socorridos pelos Russos como aliado histórico em conflitos contra o Mundo Árabe Islamico..
  • #OsUSAestaochegando_CuidadoBrasileiros_SePreparemOsUSAestaochegando_CuidadoBrasileiros_SePreparem15 Julho, 22:03
    Esse EIIL é financiado pelos eua e europa! tá mais q na cara! até um cego vê isso! só não vê telespectador da Rede Glob0st4 (que é pior q cego)
  • #Eduardo FernandesEduardo FernandesHoje, 03:24
    o califado estado 51 dos estados unidos

Cientistas escandinavos desenvolvem método computadorizado para reconhecimento de malária

 

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Foto de arquivo
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Um grupo de cientistas finlandeses e suecos desenvolveu uma nova técnica de detectar de forma confiável a malária em humanos. O projeto reuniu especialistas do Instituto de Medicina Molecular associado à Universidade de Helsinque e do Instituto Karolinska de Estocolmo.

A agência Itar-Tass noticia, citando o Instituto de Medicina Molecular, que o novo método de diagnóstico eletrônico se baseia no mesmo algoritmo que é usado em sistemas de reconhecimento facial. As amostras digitalizadas de sangue são analisadas por um software especial que concebe um "painel" de imagens de mais de uma centena de células infectadas com o maior grau de probabilidade. Com base no resultado obtido, o médico faz o diagnóstico definitivo.
As imagens de células escolhidas pelo programa podem ser visualizadas mesmo no tablete.
Os autores do novo método afirmam que este satisfaz os critérios de precisão da Organização Mundial de Saúde. Na fase de testes, o programa conseguiu identificar mais de 90% das amostras de sangue infectadas.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_27/cientistas-escandinavos-desenvolvem-metodo-computadorizado-para-reconhecimento-de-malaria-8435/

Estudantes moscovitas farão novo desenho de armas Kalashnikov


 

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Na foto: Saiga
Na foto: Saiga

O Consórcio Kalashnikov assinou um acordo de parceria com a cadeira de Desenho Industrial da Academia Pública de Artes Industriais de Moscou S.G. Stroganov.

“Semelhante acordo prevê o desenvolvimento de programas e tecnologias de inovação, o apoio à elaboração e realização de projetos de design, bem como a cooperação no campo da instrução complementar para os estudantes”, lê-se em um comunicado citado pela Interfax.
Nomeadamente, no quadro do trabalho conjunto, planeia-se realizar regularmente concursos entre os estudantes da cadeira de design industrial. O primeiro concurso de criação do design de arma ligeira para civis será realizado entre 1 de agosto e 10 de dezembro. Os trabalhos serão aceites até 20 de novembro.
Segundo a informação do serviço de imprensa, o concurso realiza-se em três nomeações: Bi7-4 – uma espingarda desportiva de pequeno calibre para biatlon; Tigre - variante de caça SVD; Saiga de calibre 12 – a mais popular arma de canos lisos feita com base na Kalashnikov.
Cada um dos participantes pode apresentar um número ilimitado de trabalhos em cada nomeação, assinalou o centro de imprensa.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_27/estudantes-moscovitas-farao-novo-desenho-de-armas-kalashnikov-1140/

Sondagem antevê resultados de difícil digestão para Dhlakama e Renamo

Nas gerais de 15 de Outubro, Daviz Simango/MDM podem suplantar Dhlakama/Renamo

- MDM e Daviz Simango vencem nas cidades de Quelimane, Nampula e Maputo - Cidade - Até os fiéis eleitores da Renamo e de Dhlakama na província da Zambézia, decidiram elevar o MDM ao posto de segunda força política
Maputo) Depois de um primeiro estudo realizado pela Universidade Lúrio, a Universidade “A Politécnica” acaba também de elaborar uma sondagem de opinião em torno do comportamento que os cerca de 10 milhões de potenciais eleitores podem apresentar nas eleições gerais e das Assembleias Provinciais de 15 de Outubro próximo.
No estudo de “A Politécnica” o público-alvo foi o eleitorado de alguns distritos municipais da cidade capital (Maputo), de dois distritos a província de Maputo, do município da cidade de Tete e alguns distritos desta província, da cidade de Quelimane e mais dois distritos da província da Zambézia e ainda a cidade de Nampula e dois distritos daquela província do norte do País.
Os resultados, segundo o estudo realizado e que o mediaFAX teve acesso, são simplesmente aterradores para Afonso Dhlakama e o seu partido. É que, se a votação tivesse acontecido entre os dias 6 e 23 de Julho do corrente ano (período em que a sondagem teve lugar), Afonso Dhlakama e a Renamo seriam automaticamente atirados para o posto de terceira força da oposição, passando o MDM (Movimento Democrático de Moçambique) para a segunda força do xadrez político moçambicano.
Com estes resultados, automaticamente, o candidato do MDM, Daviz Simango, passaria para segundo candidato mais votado e com o direito de disputar uma segunda volta com o candidato da Frelimo, Filipe Nyusi.
Daviz vence nos centros urbanos
Além de, no global, obrigar a uma segunda volta na votação presidencial, Daviz Simango sairia vencedor nas zonas de cimento das capitais provinciais de Nampula e Zambézia e ainda na cidade de Maputo.
Aliás, a grande ascensão e vitória do MDM e seu candidato nos principais círculos urbanos do País já tinha sido demonstrada e provada na votação autárquica passada.
Em locais onde a sondagem descortina vitória do MDM e de Daviz Simango, a Frelimo e o seu candidato vem logo a seguir e Afonso Dhlakama e a Renamo vem em último. A alternância é apenas entre o MDM e a Frelimo e entre Daviz Simango e Filipe Nyusi.
Os números exactosTete – Cidade: Filipe Nyussi: 67% Daviz Simango: 15% Afonso Dlakama:
7% Outro candidato: 11%Moatize: Filipe Nyussi: 50% Daviz
Simango: 31% Afonso Dlakama: 13% Outro candidato: 6%
Angónia: Daviz Simango: 43% Filipe Nyussi: 42% Afonso Dlakama: 7% Outro candidato: 8%
A nível da província de Tete, a Frelimo estaria com 53% dos votos, seguido do MDM com 30% , Renamo com 8% e outro com 9%
wine tasting / Prova de vinhos
Nampula – Cidade: Daviz Siman- go: 48%; Filipe Nyussy: 35% ; Afonso Dlakama: 12%; Outro candidato: 5%.
Nacala–Porto:Filipe Nyussi:50%; Da- viz Simango: 28%; Afonso Dlakama; 17%
Outro candidato: 5%
Os números apontam que a nível da província, Filipe Nyussi estaria na frente com 48% dos votos, seguido de Daviz Simango com38 % e Afonso Dlakama com 12% dos votos.
Maputo CidadeDistrito Ka Mpfumo: Daviz
Simango 46%: Filipe Nyussy 37%: Afonso Dlakama: 8%
Outro candidato 10%
Ka Maxaquene: Filipe Nyussi 42%; Daviz Simango 41%; Afonso Dlakama 8%; Outro candidato: 9%
Ka Tembe: Filipe Nyussi: 65% Daviz Simango: 21% Afonso Dlakama: 4%. Outro candidato: 10%
Nesta cidade, verifica-se que enquanto Filipe Nyussi, ganha em KA TEMBE (65%), Daviz Simango ganha em KA MPFUMO (46%). E nível de toda a cidade haveria um empate técnico entre Filipe Nyussi e Daviz Simango de 42%.
Nesta cidade, em termos globais, a Frelimo obteria 44% de votos, MDM
29/08 Tapadinha, red & white
43%, Renamo 8% e outro partido 5%.
Maputo Província Namaacha: Filipe Nyussy: 57%
Daviz Simango: 22% Afonso Dlakama: 5% Outro candidato: 16%
A nível da província, verifica-se que enquanto Filipe Nyussi, ganha com 60% dos votos, Daviz Simango 24%, 10% Dlakama e 7% outro.
Cidade de Quelimane: Daviz Simango 44%; Filipe Nyussi 38%; Afonso Dhlakama 13%; Outro candidato: 5%.
Nicoadala: Filipe Nyussi 46%; Daviz Simango 32%; Afonso Dlakama: 15%;
Outro candidato 7%
Gurué: Filipe Nyussi: 61.6% Daviz Simango: 24.9 % Afonso Dhlakama: 8.9% Outro candidato: 4.6%
A nível da província da Zambézia, verifica-se que enquanto Filipe Nyussi, ganha com 49% dos votos, Daviz Simango obtêm 34%, 12% vão para Afonso Dhlakama e 5% a outro.
Cinco por cento de erro
Tendo em conta o tamanho da amostra dos eleitores inscritos (10.698 unidades estatísticas), a probabilidade de erro (P=0,5), com um coeficiente de segurança de 95%, o erro da amostragem é de mais ou menos 5%:(IN MEDIAFAX edição de 27.08.2014)

Moscou não permitirá que os responsáveis da catástrofe do Boeing na Ucrânia escapem à responsabilidade - Notícias - Internacional - Voz da Rússia

Moscou não permitirá que os responsáveis da catástrofe do Boeing na Ucrânia escapem à responsabilidade - Notícias - Internacional - Voz da Rússia

Moscou não permitirá que os responsáveis da catástrofe do Boeing na Ucrânia escapem à responsabilidade

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Foto de arquivo
Foto de arquivo

Rússia está preocupada com a perda do interesse do Ocidente em investigar as causas da catástrofe do Boeing da Malaysia Airlines na Ucrânia. As conversações entre controladores aéreos foram tornadas secretas. Os dados gravados por caixas-pretas não foram divulgados. Cria-se a impressão de que Kiev e seus aliados políticos tentem esconder os culpados da tragédia e não revelá-los.

Ainda não todos os corpos das vítimas da catástrofe foram identificadas e enterradas, mas parece que todos no mundo tinham esquecido o desastre. A mídia ocidental riscou esse tema dos boletins noticiários. Ele não se discute também em reuniões de organizações internacionais. Não há resposta a pergunta alguma, mas isso já não preocupa ninguém, destaca o chefe do departamento diplomático da Rússia, Serguei Lavrov:
“Cria-se a impressão de que todos os outros tinham perdido interesse em relação à investigação. Após as primeiras acusações bruscas, no limiar de histeria, contra a Rússia e as milícias, parece que todos que se manifestaram com tal ardor não abrem mais a boca. No fundo, nós sozinhos tentamos manter atenção a este problema muito sério. Estamos apelando a que seja cumprida a resolução 2166 do Conselho de Segurança. Quando no dia seguinte após a catástrofe foi aprovada esta resolução, ela manteve um apelo a que seja posto o fim imediato ao fogo ao redor do local da queda de destroços da aeronave. Praticamente fomos sozinhos a expressar séria preocupação, quando a direção ucraniana havia afirmado publicamente que não seria declarado um cessar-fogo, devendo primeiro os militares reconquistar esse lugar controlado por rebeldes. Quando havíamos apelado a que o Conselho de Segurança da ONU dispensasse atenção a esse fato e exigisse cumprir sua resolução, os americanos, britânicos e lituanos não permitiram que isso fosse feito”.
Uma aeronave da Malaysia Airlines seguia em 17 de julho de Amsterdã para Kuala Lumpur. O corredor aéreo internacional passava através da Ucrânia em estado de guerra. Inesperadamente, o Boeing alterou os parâmetros de voo, afastou-se para a zona de ações militares ativos e baixou a altitude. O aparelho caiu no território controlado por milicianos de Donbass.
Qual foi a razão de a tripulação ter alterado o itinerário traçado? A resposta a essa pergunta podem dar dados gravados por registadores de voz de bordo que se conservaram em perfeito estado e foram entregues à Inglaterra. Podem esclarecer a situação as conversas gravadas entre os controladores aéreos que monitoravam naquele dia os voos no céu ucraniano. Funcionários de serviços aéreos terrestres da Ucrânia também podem lançar luz sobre a causa da tragédia.
Mas todos esses dados foram tornados secretos. Ao mesmo tempo, os familiares das vítimas e a opinião pública dos países atingidos pela tragédia estão calados, esperando com paciência que alguém se digne a conceder-lhes informações sobre os autores da morte de 298 pessoas, aponta Azhdar Kurtov, perito do Instituto de Pesquisas Estratégicas da Rússia:
“Não posso dizer por que os familiares das vítimas estão calados. Talvez, eles digam algo, mas sua voz não é ouvida. Mas entende-se perfeitamente por que não fala a mídia estatal e privada de países ocidentais. Ela é controlada por respetivas estruturas governamentais através do sistema de impostos e através do sistema de administração. Pelo visto, foi indicado que este tema deixe de ser discutido”.
Contudo, Kiev e seus aliados não conseguirão silenciar essa história e desviar da responsabilidade as pessoas culpadas da catástrofe. Moscou tenciona fazer tudo para que a verdade seja revelada, declarou responsavelmente o chanceler russo, Serguei Lavrov.
Trata-se não apenas do caso do Boeing malaio. Moscou não permitirá esquecer o bombardeio da sede da administração regional em Lugansk por um avião de combate, o crime terrível em Odessa quando foram queimadas vivas dezenas de pessoas que tentavam esconder-se de perseguições de nacionalistas, o uso militar de helicópteros com símbolos da ONU por militares ucranianos.
Os crimes cometidos nos últimos meses na Ucrânia serão investigados. Serão entregues à justiça todos que haviam cometido esses e muitos outros crimes na Ucrânia.
  • #JOÃO CARLOSJOÃO CARLOSOntem, 17:45
    VAMOS TER UMA LONGA, MUITO LONGA ESPERA POR NOVIDADES. MAS SERÁ MESMO, QUE VAMOS TER ALGUMA INFORMAÇÃO? TODO O MUNDO DEVE EXIGIR EXPLICAÇÕES, SEJAM PAÍSES OCIDENTAIS(estes não estão muito preocupados agora que eventualmente saibam o resultado da investigação) e OS OUTROS PAÍSES COM PODER!
  • #GuiiioOoGuiiioOoOntem, 17:52
    Antes de comprar um produto americano ou europeu, verifique outras possibilidades. Existe uma enorme variedade de produtos de boa qualidade, que não é Americano nem Europeu... vamos mudar nossos habitos, e contribuir assim para a construção de mundo multipolar. Influênciamos e somos influênciados o tempo todo... vamos buscar bons produtos distantes destes monópolios.
  • #SacuraSacuraOntem, 21:17
    Se a russia fosse a culpada agora ja estariam a lardea que foi uma to terrorista e inaseitavel, mas como os culpados foram a Ucrânia com o dedo dos EUA estão se esquivando de punir os culpados. sempre assim dois pesos e duas medidas
  • #P. FrancaP. FrancaOntem, 21:22
    A demora, para mim, é confissão de culpa de Kiev, do contrário, já teríamos uma manchete.
  • #vladimirvladimirHoje, 03:09
    Também vou silenciar a respeito do assunto não por imposição de poderes políticos terroristas (diga-se de passagem,os yanques) mas da potencial demonstração de burrice de todos que leêm e comentam. Alguém já notou ou viu aquela fotografia tirada por satélite do local da queda? Publicada em 22 de agôsto, às 16:45 hs, pela mídia A Voz da Rússia? Algum insurgente- pró-russo, faria aquilo? Ou seria que aquelas habitações visíveis abrigariam comandos dos insurgentes?
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_08_26/Moscou-n-o-permitir-que-os-respons-veis-da-cat-strofe-do-Boeing-na-Ucr-nia-escapem-responsabilidade-2656/

Quem vai perder na guerra das sanções? - Notícias - Economia - Voz da Rússia

Quem vai perder na guerra das sanções? - Notícias - Economia - Voz da Rússia

Quem vai perder na guerra das sanções?

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Os EUA procuram novos aliados na sua política de isolamento econômico da Rússia, tentando fazer com que os países asiáticos comecem a apoiar as sanções antirrussas. Entre os que estão em foco das atenções de Washington há a Coreia do Sul.

Todavia, Seul parece não estar disposta a introduzir sanções contra Moscou seguindo o exemplo dos países do Ocidente. A Coreia do Sul não pretende perder o mercado russo, considera o dirigente do Centro de Pesquisas Coreanas junto do Instituto do Oriente Médio, Alexander Zhebin:
“Acho que Seul sabe calcular as consequências das sanções russas perante uma acérrima concorrência pelos mercados de escoamento e de matérias-primas. A Coreia do Sul está interessada em exportação de diversos produtos altamente tecnológicos. Um peso das exportações de tecnologias sensíveis mantém-se elevado, como no caso dos smartphones Samsung. Diante de eventuais limitações para os artigos dos EUA, a Coreia do Sul poderá alargar suas posições no mercado russo. O mesmo se refere aos automóveis sul-coreanos. Seul é o terceiro parceiro comercial da Rússia no mercado asiático depois da China e do Japão. Perder um mercado tão vasto como o russo seria desvantajoso, razão pela qual a Coreia do Sul se opõe à política de sanções. Constatamos que até hoje a direcção sul-coreana consegue fazer frente a uma pressão sem precedentes por parte de Washington. Os EUA tinham tentado atrair Seul para a coligação antirrussa, mas falharam nessa tentativa”.
Há já muito que a Coreia do Sul está sonhando com a diversificação de fornecimentos de gás. Hoje, a maior parte dos fornecimentos se realiza a partir da instável região do Oriente Médio. O gás tem sido transportado por via marítima devido aos riscos de ataques de piratas.
“Atualmente se verifica a instabilidade no mar de China Meridional face a disputas territoriais entre a China e seus vizinhos", prossegue Alexander Zhebin. "Por isso, Seul está interessada em encontrar vias de fornecimento seguras. Para a Coreia do Sul será vantajoso receber gás da Rússia situada perto. Tanto mais que Moscou tem uma reputação de um fornecedor seguro. Seul se mostra interessada em construção de um oleoduto e de uma linha de transmissão elétrica”.
De notar que a Rússia está promovendo uma série de projetos de grande porte em que se empenham ambas as Coreias – a construção de um gasoduto através da Coreia do Norte e da Coreia do Sul e a ligação de uma ferrovia com a via férrea transiberiana.
Todavia, nessa área Washington não deixa de empreender esforços para impedir a realização desses projetos trilaterais. Os EUA insistem em que Seul afaste os prazos de sua realização concreta, embora os projetos sejam realmente vantajosos para a Coreia do Sul, adianta Alexander Zhebin:
“Um projeto mais aliciante e avançado, cuja realização já se iniciou, é a conexão de duas ferrovias com a saída para a Europa. O projeto se enquadra na iniciativa euro-asiática, tornada pública pela presidente, Park Geun-hye. A sua realização poderá, sem a sombra de dúvida, vir a sanear a situação regional e na península da Coreia. Segundo as estimativas, os projetos poderão surtir um efeito econômico e político para todos os participantes”.
O tema das sanções antirrussas se manifesta cada vez mais ineficiente sob o pano de fundo da crise econômica. Por isso, as conversas sobre a provável adesão às sanções contra a Rússia de outros países têm objectivos meramente propagandísticos. Os EUA pretendem fazer recurso à mídia para manter a respetiva temática sancionista, desviando a atenção das falhas cometidas na sua política externa na Síria e no Iraque.

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