segunda-feira, 11 de abril de 2016

Director dos Serviços Prisionais manipula situação de Nuno Dala


Lisboa – O diretor nacional dos Serviços Prisionais angolanos, António Fortunato está a ser acusado por familiares de Nuno Álvaro Dala de actos de má-fé, por ter recorrido a TPA para imitir dados manipulados sobre as exigências deste presos político angolano. Na entrevista a TPA, o responsável prisional   insinua que Dala esta em greve de forma por exigir os seus bens pessoais dando foco ao seu computador que foi confiscado pelos Serviços de Investigação Criminal (SIC).
Fonte: Club-k.net
Nuno Dala não recebe soro fisiológico desde  Quarta-feira 
De acordo com os familiares, ao contrario das manipulações do responsável dos serviços prisionais, esta em greve de fome por exigir que as autoridades lhe entreguem os seus cartões multicaixa e 38 mil kwanzas que lhe receberam logo apos a sua detenção em Maio de 2015.

Nuno Álvaro Dala que é professor universitário é chefe de uma família que financeiramente depende de si, e que tem estado a passar por serias dificuldades econômicas. O mesmo deseja que lhe devolvam os seus cartões de multicaixa para poder manter a sua família e sobretudo a sua filha de nove meses que esta sem leite.

Dala encontra-se fragilizado. Desde quarta-feira que não recebe soro fisiológico desde quarta-feira (6) porque os responsáveis do hospital prisão onde ele se encontram alegam que não dispõe  deste meio. Dala segundo os familiares já  não consegue  beber agua e  foi posto numa cadeira de roda por não poder conseguir mover-se. 

Antes de ser condenado pelo Juiz Januário Domingos, este  preso politico escreveu uma carta aberta responsabilizando o ministério do Interior  que, a data dos factos,  lhe estava a rejeitar um adequado  tratamento médico  e  que também não lhe  entrega  os  seus bens pessoais. 

“Deve ficar claro: os Serviços Prisionais têm sido extremamente desorganizados e incompetentes em gerir as questões de saúde do âmbito da prisão domiciliaria.”

“Neste momento padeço de cárie dentária, mas por causa da doentia burocracia e desorganização, não vislumbro o dia em que serei observado e tratado na especialidade de estomatologia. Recorrer a clínicas privadas? – Sim, mas tal só seria possível se eu tivesse o (meu) dinheiro, ao qual não posso aceder por toda a minha documentação estar até hoje apreendida no SIC (Serviço de Investigação Criminal).”

“Ao regime perverso de José Eduardo dos Santos interessa que cheguemos ao ponto de esgotamento através das manobras de prolongamento do processo como por meio da exploração e manutenção de mau serviço quando em necessidade de tratamento médico.”, le-se na missiva de Nuno Dala em que se pode verificar que em momento algum exigiu a entrega do seu computador.

O chefe máximo dos serviços prisionais, António Fortunato prometeu aos écrans da TPA que nesta segunda-feira (11) iriam convocar a família de Nuno Dala a fim de poderem devolver os haveres pessoais do professor universitário. Porém concorrem versões que as promessas de António Fortunato podem vir a não ser cumpridas uma vez indicadores de que os órgãos do ministério do interior terão extraviado os cartões de Nuno Dala.

Para além dos cartões de Nuno Dala, as autoridades através dos seus agentes de investigação terão também feito desaparecer 400 mil kwanzas do professor Domingos da Cruz confiscados no momento da sua detenção na Santa Clara.


O mesmo aconteceu com o preso político, Nicola Radical. No momento da sua detenção os policias foram fazer vasculha em sua casa, e encontraram 200 mil kwanzas que acabaram por desaparecer misteriosamente.

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