sábado, 30 de setembro de 2017

Dialéctica da FRELIMO "pós Samoriana, entenda-se !!!"


Por Vassili Vassiliev*
Chamemo-la Mafia ou estado gangsterisado, o certo é que encontro até hoje uma consistência entre esta "praxis" da FRELIMO e os processos que estão na origem dos movimentos guerrilheiros de inspiração marxista-leninista. Pelo menos na época em que se declaravam como tal, o Comité Central tinha primazia sobre o Conselho de Ministros. Ora, num Estado que nunca se separou do cunho partidário, como Moçambique, isso parece ser óbvio. E este
é um aspecto muito importante ao se analisar os processos decisórios na FRELIMO.
Tudo o que se alude a posterior, por exemplo, a aceitação dos programas de reajustamento estrutural, que a FRELIMO faz questão de vincar sempre que lhe são "impostos" pela conjuntura, devem ser encarados como mera cosmética para confundir os seus adversarios políticos internos e externos que pensam tratar-se de cedências ou o reconhecimento de erros de governacão.
Não é verdade, porque para a FRELIMO, todos os fins justificam os meios, desde que estes lhe permitam continuar no poder. A questão mafiosa no seu seio é algo que se segue à chegada desses programas neoliberais reajustamento estrutural e por imitacão da realidade sistémica nos países que lhes dão origem.
A FRELIMO apostou no chamado capitalismo de Estado, como estratégia a longo prazo e à semelhanca do seu homólogo chinês, para que o "core" da FRELIMO continuasse a levar em frente o seu projecto messiíanico e totalitário de "único e legítimo representante do povo moçambicano" com algumas concessões ao exterior, feitas com o mesmo expediente que os doadores, ou suas
extensões empresariais fariam.
Se o preço do gás natural não tivesse conhecido uma queda abrupta internacional, muitos estariam a condecorar Guebuza e a FRELIMO por causa da extraordinaria ideia da EMATUM...
Porque todos os doadores estavam tacitamente de acordo com a democracia musculada que permite fraudes eleitorais recorrentes, desvios de aplicação dos seus Fundos Comuns e até assassinatos políticos maquilhados de crime organizado.
Um deles, seria o próprio Francois Hollande que com o negócio dos palangreiros salvou a França de grandes chatices na Normandia.
Mas tambem a própria Angela Merkel ficaria feliz se o Deutsche Bank viesse em conluio com o VTB e Credit Suisse ganhar dividendos da venda de "bonds" da EMATUM a China, Brasil e India.
Em suma, o projecto demagógico de Guebuza - bem pensado diga-se - e inspirado em Getúlio Vargas, lhe colocaria no pedestal de Houphouet-Boigny, Senghor ou mesmo Kadhaffi.
Por isso, não se espante se hoje em dia, os ditos "moderados" da FRELIMO como Luísa Diogo e Joaquim Chissano saiam abertamente em defesa de Guebuza.
Era um projecto comum a todo Comité Central, sem dúvidas nenhumas, porém, não a todos os ministros.
*Texto recibo por email. Vassili Vassiliev é pseudónimo de um militante da Frelimo de longa data. Trata-se de um ponto de vista diferente e que estimula o debate de ideias, nomeadamente as ideias sobre nosso percurso como Estado-Nação
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3 comentários
Comentários
Jose Neves Interessante! Merecia uma analise mais profunda...
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29/9 às 23:55
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Miguel Oliveira Concordo.Para analisar calmamente
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22 h
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Carlos E. Nazareth Ribeiro Bom papo político. Mas, por que carga de água, as pessoas têm que usar nomes de outrém? E esse nome escolhido, será que quer dar a mensagem de que o autor é (ainda) pró-soviético?! Ou é "glasnost"...

Parque de toros em chamas em Nicoadala

ÚLTIMA HORA: 

Quelimane (Txopela) — Um incêndio de grandes proporções deflagrou na madrugada deste sábado, um parque de madeira no distrito de Nicoadala na Zambézia. O Semanário Txopela apurou que a serração de madeira em chamas é pertencente a um investidor estrangeiro de origem Bangladesa.
Segundo fontes ouvidas pelo Jornal Txopela, a polícia da República de Moçambique através dos Serviços Nacionais de Salvação Publica esteve presente no local do incidente para extinguir as chamas que consumiam insistidamente os toros de madeira.
A equipe do Jornal Txopela estará a par dos acontecimentos naquele local e promete actualizar-lhe com novas informações nas próximas horas.

Armindo Primeiro pede desculpas por ter lesado o Estado em 3 milhões de meticais


Quelimane (Txopela) — O Ex Director Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia, Armindo Primeiro, reconheceu ter cometido erros no exercício das suas funções. No acto de entrega de pastas ao recém-nomeado Director do mesmo pelouro, aproveitou a ocasião para pedir desculpas aos colegas e demais funcionários do Estado.
Recorde-se que o Ministério Público acusa Armindo Primeiro de lesar o Estado em perto de três milhões de meticaisArmindo Primeiro é acusado de ter aberto um falso concurso de adjudicação de uma obra. Primeiro e outros 5 cúmplices, funcionários daquela instituição e o empreiteiro, agora em fuga, são acusados de simulação, participação económica em negócios e abuso de cargo ou função.
O facto remonta a finais de 2014, quando supostamente a então Direcção Provincial de Educação e Cultura, adjudicou uma obra, sem concurso público, para a reabilitação da casa de Cultura de Chinde. Sem que a obra tivesse iniciado, a instituição pagou ao empreiteiro a totalidade do valor, alegando a conclusão da reabilitação. Contudo, desde então, a casa de Cultura do distrito de Chinde, aguarda pela execução das obras.
(Leia o conteúdo na íntegra na edição semanal do Jornal Txopela, nas bancas, ou através de assinatura digital, disponível aqui: http://jornaltxopela.com/assinatura/ )

Combates no leste da RD Congo ressentidos em Bujumbura


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Destaques - África
Escrito por Agências  em 29 Setembro 2017
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Ecos de explosões de armas pesadas, desde as alturas de Uvira, uma cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC), fronteiriça de Bujumbura, fazem-se ouvir esporadicamente até lá, constatou-se no local.
Desde o início desta semana, decorrem combates contínuos entre rebeldes congoleses que se identificam com o grupo "Mai Mai Yakutumba" e soldados das Forças Armadas Congolesas (FARDC).
Uvira, segunda grande cidade de Kivu-Sul, a cerca de 30 quilómetros de Bujumbura, e a mil 200 quilómetros de Kinshasa, a capital congolesa, pode ser o ponto de partida duma rebelião determinada a chegar, dentro de dois meses, a Kinshasa, a capital congolesa, para destituir o regime do actual Presidente congolês, Joseph Kabila, cujo mandato legal terminou desde Dezembro último, segundo observadores da cena política deste país.
No quarto dia dos combates ainda limitados a Uvira, o porta-voz do Exército burundês, o coronel Gaspard Baratuza, veio tranquilizar a opinião pública, indicando que as fronteiras nacionais estavam suficientemente guardadas para conter qualquer perturbação.
As populações ribeirinhas podem continuar a fazer normalmente seus trabalhos diários porque este conflito, é por enquanto "interno no Congo".
O Congo, vítima das suas abundantes riquezas naturais, para alguns geopolitólogos, já conheceu uma guerra regional, que envolvia sete exércitos de diferentes países dos Grandes Lagos, e outras no seio do próprio regime Kabila, e outras entre rebeliões congolesas entre 1996 e 1997.
Segundo ainda o porta-voz do Exército burundês, "capacetes azuis" da Missão das Nações Unidas para o Congo (MONUSCO) estão de alerta na eventualidade da eclosão de um novo conflito com consequências imprevisíveis nos países vizinhos.
O conflito faz sobretudo recear consequências sociais nefastas no Burundi, já saturado de 40 mil refugiados congoleses.
Alguns destes refugiados chegaram a Burundi desde a precedente guerra civil de 1996 a 1997, período em que o país se chamava ainda Zaire, sob o regime de Mobutu Sese Seko, destituído pela antiga rebelião da Coligação Congolesa para a Democracia (RDC).

Guebuza defende implementação das decisões do Congresso

nício Política Política Guebuza defende implementação das decisões do Congresso


Guebuza diz que membros e militantes devem implementar decisões saídas do congresso para se garantir vitória do partido nas próximas eleições
Armando Guebuza defende que os membros e militantes da Frelimo devem implementar as decisões a serem tomadas no XI Congresso para garantir a vitória do partido e dos seus candidatos nas próximas eleições. “A minha preocupação e a minha mensagem é de que nossos corações falem alto, através da aplicação e implementação das decisões que tomarmos neste congresso”.
Guebuza, que intervinha esta tarde, refere que se as decisões do congresso não forem implementadas, o partido estaria a recuar. “E ninguém vai dizer que este recuo é estratégico. Estaremos a atirar-nos para o precipício”.
O antigo estadista termina sua intervenção destacando que cabe a Frelimo garantir a felicidade do povo.

Moçambique tem a segunda pior economia em termos de competitividade

   


Moçambique ocupa o 136º lugar de um universo de 137 países no Índice de Conetividade Global
Moçambique perdeu três posições no Índice de Competitividade Global (ICG) 2017-2018, divulgado ontem pelo Fórum Económico Mundial (FEM), e só não tem a pior classificação do mundo porque esta posição cabe ao Yémen, que ocupa a 137.ª posição. Por outras palavras, a economia moçambicana não é competitiva, o que denuncia uma série de problemas estruturais a todos os níveis.
De acordo com o Relatório de Competitividade Global (RCG), em nenhum dos 12 indicadores avaliados Moçambique apresenta resultados satisfatórios. O desempenho mais crítico tem a ver com a degradação do ambiente macroeconómico. A pontuação de Moçambique neste pilar é de apenas 1.9, numa escala que vai até 7.0 pontos (quanto maior a pontuação melhor o desempenho do pilar avaliado). Em relação a este indicador, Moçambique ocupa o último lugar no mundo, ou seja, é o país com a pior performance macroeconómica.
A justificar esta classificação, o relatório cita a deterioração do défice orçamental do Governo, que hoje corresponde a 5.9% do Produto Interno Bruto (PIB – valor de toda a riqueza produzida em Moçambique num espaço de um ano), que terá sido ocasionada pela suspensão da ajuda externa, em Abril do ano passado, criando dificuldades de financiamento das despesas públicas, com implicações em todos os sectores.
Outros factores que determinaram a deterioração do ambiente macroeconómico incluem a subida acentuada da inflação (nível geral de preços), que apresentou uma variação anual de 19.2% no ano passado; da dívida pública, que atingiu 115% do Produto Interno Bruto; e a classificação negativa da nota da dívida do país (que sinaliza os investidores sobre a fiabilidade do país em honrar o pagamento de dívidas), medida através do ‘rating’. Há que lembrar que o ‘rating’ (classificação da dívida) foi se deteriorando à medida que Moçambique foi falhando o pagamento das prestações das dívidas que tinham sido mantidas ocultas, relativas à Ematum, Proindicus e MAM (por três ocasiões, este ano).
Crítica é também à situação da saúde e educação primária, parte das prioridades do executivo moçambicano. Aqui, Moçambique está no lugar 132. O relatório do FEM avaliou a incidência de malária (que melhorou), mas a incidência da tuberculose e do HIV/Sida continua alta, assim como a mortalidade infantil. Já a qualidade do ensino primário não conheceu melhorias e apresenta baixa pontuação - 2.1%, embora se verifique melhorias na expansão.
A nível de infra-estruturas, outra das prioridades do Governo, a situação também não é satisfatória. Relativamente à qualidade de infra-estruturas no geral, Moçambique ocupa o lugar 126 no mundo. Aqui foram avaliadas: qualidade das estradas, infra-estruturas ferroviárias, infra-estruturas portuárias, transporte aéreo, qualidade do fornecimento de electricidade, assinaturas de telefonia móvel e linhas telefónicas fixas. Não há melhoramento substancial e, em alguns casos, os indicadores até pioraram (ver tabela e gráfico circular).
No que diz respeito ao ensino superior e formação, a situação é similar à do primário: não há evolução na qualidade, apesar de se olhar para a formação como um dos pilares fundamentais do desenvolvimento. Neste aspecto, Moçambique está na 135ª posição.
O relatório avaliou, neste quadro, aspectos como taxa de matrícula no ensino secundário (único indicador que melhorou), taxa de matrícula escolar, qualidade do sistema de educação, qualidade da educação em matemática e ciências, qualidade de gestão escolar, acesso à internet nas escolas, disponibilidade de local de serviços de treinamento especializado e extensão do pessoal de treinamento.
CORRUPÇÃO E ACESSO AO FINANCIAMENTO: AS MAIORES BARREIRAS AO AMBIENTE DE NEGÓCIOS
O FEM arrola, ainda, os factores que minam o ambiente de negócios em Moçambique. Muitos não constituem novidade, mas sugerem, mais uma vez, a necessidade de mudanças estruturais a nível de políticas e da postura das instituições.
No topo da lista está o difícil acesso ao financiamento, apontado em vários fóruns de debate como um verdadeiro ponto fraco à actividade do sector privado. As taxas de juro do sistema financeiro, próximas a 30%, estão entre as mais elevadas da região. Outra fragilidade é o elevado índice de corrupção. Estudo divulgado pelo Centro de Integridade Pública (CIP), ano passado, concluiu que a corrupção custou à economia cerca de 4,9 mil milhões de dólares, nos últimos 10 anos.
Em ordem de impacto no fraco ambiente de negócios, o FEM apontou a burocracia governamental ineficiente, mão-de-obra inadequadamente formada, instabilidade política, oferta inadequada de infra-estruturas, regulamentos de trabalho restritivos, inflação, entre outros.
NA CAUDA DO MUNDO E, OBVIAMENTE, DA SADC
Haverá, certamente, preocupação em relação ao mercado da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), em processo de integração económica, dado o risco de a economia menos competitiva ser engolida pelas mais poderosas. Aliás, aqui estão países como Botswana e África do Sul, em lugares cimeiros a nível global. Neste quadro, Moçambique é chamado a empreender reformas estruturais a nível de políticas, para assegurar que o potencial existente (boa localização geográfica, 36 milhões de hectares de terras férteis, presença de recursos naturais como gás, carvão e pedras preciosas, etc.) possa criar condições para que o país seja competitivo no seio dos países da SADC.
O ÍNDICE DE COMPETITIVIDADE GLOBAL
O ICG e o RCG dão-nos a conhecer o conjunto de pontos fortes e fracos, em matéria de competitividade dos países. Para o Fórum, o RCG e o ICG servem para facilitar o entendimento dos factores nucleares determinantes no crescimento económico, contribuindo, desta forma, para um melhoramento das reformas políticas, económicas e institucionais.
O ICG e o RCG são produzidos pelo Fórum Económico Mundial (FEM), fundado em Janeiro de 1971, em Genebra, sob o patrocínio da Comissão Europeia e de várias associações industriais europeias.
Empregando dados fornecidos por organismos oficiais e instituições supranacionais, entre os quais o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BM), Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o ICG tem, na sua génese, 116 indicadores que possibilitam a contemplação de um número vasto de economias (neste caso 137). Desta forma, o ICG assume-se um índice abrangente, em comparação com os seus homólogos.
O RCG é publicado anualmente, desde 1979.

Mais um discurso para o inglês ver

@Verdade Editorial: 
No seu discurso da cerimónia de abertura do XI Congresso do partido Frelimo, o Presidente da República, Filipe Nyusi, afirmou que o combate a corrupção é o mais urgente e vital de todos os desafios no seu partido e no governo. Porém, o discurso de Nyusi não passou de mais um discurso vazio e cheio de boas intenções para os jornalistas presentes no evento ouvirem, anotarem e reportarem. Os cidadãos menos atentos e sem nenhuma noção crítica devem ter achado louvável, quando Filipe Nyusi disse não pode haver tolerância com a ilegalidade, o suborno, a extorsão e todos os outros desmandos e que a Frelimo não pode permitir que se feche os olhos a esses abusos.
Porém, um mero olhar para a actual situação que o país atravessa é notório que as palavras do Presidente da República não passam de um emaranhado de ideias sem nenhum alcance. Ou seja, o discurso não traz novidade nenhuma e reflecte meras intenções do Chefe de Estado, pois é sabido que a corrupção tem vindo aumentar no seu do governo da Frelimo.
Embora o congresso não seja um espaço onde Presidente pudesse tomar medidas contra os seus “camaradas” envolvidos em esquemas de corrupção, mas esperava-se que Nyusi olhasse para o momento como uma oportunidade para apresentar as iniciativas com vista a eliminar focos de corrupção que tem o seu epicentro no partido. Não há dúvidas que de retórica e frases feitas os moçambicanos estão cansados. O que o povo precisa é de actos concretos com impacto no seu dia-a-dia.
A título de exemplo, esperávamos que o presidente do partido no poder fizesse menção ao maior escândalo de corrupção que precipitou a crise económica e financeira que presentemente os moçambicanos sentem na pele. Mas Nyusi terminou o seu discurso saudando o seu antecessor, Armando Guebuza, justamente o aquitecto e projectista das dívidas contraídas sem o aval do Parlamento.
É, no entanto, caricato ouvir o Presidente da República encher o peito para dizer que não podemos tolerar a corrupção e que esse grau zero de tolerância deve começar no seio do partido e no seio dos militantes, deve ser um exemplo, em qualquer posição, em qualquer circunstância. Quase todos os dias, assistimos um grupo de “camaradas” a espoliar os cofres do Estado e continuam impunes. Portanto, só falar que há intenção de acabar com a corrupção é um acto de covardia aguda.
http://www.verdade.co.mz/opiniao/editorial/63557

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Camaradas!























Nyusi não avisou que ia a Gorongosa para não ser impedido pelos “camaradas”


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Nyusi_dhlakama3O Presidente da República e da Frelimo, Filipe Nyusi, pediu desculpas à população de Sofala, por ter ido à serra da Gorongosa, ter com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, sem informar às estruturas administrativas locais, nomeadamente, o secretariado provincial do partido e o governo local.
Nyusi que falava, há momentos, no XI congresso do partido no poder, que decorre no município da Matola, província de Maputo, explicou tomou tal atitude por recear que os seus camaradas lhe impedissem de prosseguir viagem,PARA o encontro com Afonso Dhlakama. Aliás, segundo disse, as Forças de Defesa e Segurança, quando souberam da sua intenção, também não concordaram. Porém, sendo ele o comandante em Chefe das FDS, acabaram por lhe obedecer, permitindo que se deslocasse a Gorongosa.
Prosseguindo com a sua explanação, Filipe Nyusi disse que a sua ida à Gorongosa não tem nada de extraordinário, pois ele foi como Presidente da República de Moçambique e Gorongosa faz parte deste território. “Eu não sou Presidente de Maputo, mas sim de todo o país”, sublinhou Nyusi.
Ele acrescentou que o encontro com “o meu irmão Dhlakama correu bem, tanto que da previsão de 45 minutos, conforme havíamos combinado, a conversa acabou por durar duas horas”.
Nyusi disse que não vale a pena perguntar o conteúdo da conversa, pois já se sabe: é a paz em Moçambique.
Ainda na sessão em que pediu desculpas a Sofala, pelo embaraço criado, explicando que durante o encontro teria dito a Afonso Dhlakama que iria visitar o pai dele, ao que disse ”não estará com o meu pai mas sim com o Régulo Mangunde, de uma das localidades do pais onde é Presidente da República”.
Na mesma ocasião Filipe Nyusi se desculpou à população de Manica por ter atrasado a um encontro popular, na sequência da sua deslocação à Serra da Gorongosa, que durou muito mais tempo do que o previsto, por, segundo suas palavras, “ter sido uma conversa animada”.
NOTÍCIAS – 29.09.2017

Das incidências do XI Congresso da Frelimo: Nyusi recusa trator e dá um “KO” à adulação!



Assinantes: Bitone Viage & Ivan Maússe
É sobejamente público que desde terça-feira (19), decorre junto das instalações da Escola Central do Partido Frelimo, o XI Congresso desta agremiação partidária, que no passado dia 25 de Junho completou 55 anos desde a sua fundação em 1962. O evento prolongar-se-á até ao próximo dia 01 de Outubro.
Dias antes do arranque do evento, o porta-voz da Frelimo, António Niquice, disse, em conferência de imprensa, que o mesmo pretende, entre outros aspectos, actualizar os Estatutos do Partido, discutir as estratégias para a manutenção da paz, para o aumento da produção e da produtividade no nosso país.
Importa referir que no seu primeiro dia, o evento foi marcado pelo discurso inaugural do Presidente do Partido, Filipe Nyusi, que por exercer também o posto de Presidente da República, o seu discurso veio onerado de adereços dum Chefe de Estado. Foi, desta feita, algo camaleónico, que para nós, nada mau.
1. Do discurso inaugural do Presidente:
O discurso do Presidente Nyusi, aos olhos de muitos analistas políticos, foi deveras inspirador, e nós, naturalmente, comungamos da mesma ideia. Dentre várias passagens que merecem notável relevo, nós destacamos esta: «os mais ricos não devem, de qualquer modo, sufocar os mais pobres no nosso país».
A supracitada passagem fez surgir consigo várias interpretações. Entretanto, muitos acreditam que a mensagem destinava-se ao empresariado nacional filiado ao Partido Frelimo, e que o executivo nacional formado por filiados da Frelimo devia aprovar políticas públicas incitantes do desenvolvimento social.
2. Das incidências: “o desfile” das delegações:
Formadas em conformidade com a divisão administrativa do país, são, no total, 11 delegações provinciais que o Partido Frelimo levou para o XI Congresso que, tradicionalmente, a dado momento do evento e a meio a discursos, presenteiam o presidente de seu partido com benesses de variados tipos.
Em muitos casos, conforme a experiência dos anteriores Congressos, particularmente do período pós-independência nacional, as delegações provinciais oferecem bens em géneros como quadros de pintura, baldes de laranjas, sacos de mandioca e milho, batuques, capulanas, esculturas, num mero simbolismo.
Contudo, há que destacar que tal prática, com maior incidência, sempre foi característica das delegações das regiões centro e norte, como a da Província de Inhambane no sul do país, isso porque no caso de Maputo, Cidade e Província, como de Gaza, as benesses ao Presidente sabem outra tipologia.
Nesta onda de benesses polémicos ao Presidente do Partido, caso a destacar e que no próximo ponto faremos analise, é a prenda de um trator por parte da Delegação da Cidade de Maputo, que no acto representada por Francisco Mabjaia, disse, em discurso, que simbolizava o prospero da produtividade.
2.1. Nyusi, a recusa do trator e a lei da probidade pública:
Em Moçambique, as figuras do Presidente da Frelimo e do Presidente da República, em muitos casos, confundem-se. Essa confusão é histórica, porquanto basta visitar o artigo 47.º da nossa Constituição de 1975 para encontrar: «O Presidente da República Popular de Moçambique é o Presidente da FRELIMO».
No entanto, a mesma confusão parece formalmente sanada pela Constituição de 2004, que falando das incompatibilidades do PR, no artigo 149.º aponta que: “O PR não pode exercer outra função pública e, em caso algum, quaisquer funções privadas, senão nos casos expressamente previstos na Constituição”.
Ou seja, formalmente, a Constituição procura ajudar-nos a sanar a confusão, mas no plano material, ainda vemos um Presidente da República a chefiar um Partido Político que, a nosso ver, constitui uma função privada, afinal, um partido político constitui agremiação privada. Um escangalhamento à CRM?
Eis que essa confusão divisória de presidente disto e aquilo, na sessão de ontem, confundiu a Delegação da Cidade de Maputo, que decidiu oferecer ao Presidente de seu partido um trator agrícola, se calhar por achar que estar e presidir (n)o Congresso, Nyusi deixava de ser também Presidente da República.
A verdade é que um PRESIDENTE DA REPÚBLICA É SEMPRE PRESIDENTE DA REPÚBLICA onde quer que esteja. Ele jamais despe da roupa de Presidente na pendência de seu mandato por onde esteja e em que momento. Entre os Estatutos partidários, a Constituição e a lei, claro, prevalecem as últimas duas, como também entre as chefias da Frelimo e da República prevalecerá sempre a Chefia da República, do país.
Assim, recusar a oferta do trator, à luz da Lei da Probidade Pública, foi uma decisão muito acertada por parte de Filipe Nyusi porquanto ele é Presidente da República independentemente do lugar onde se encontrar, da cerimónia em que estiver a dirigir ou a participar como do cargo que estiver a exercer.
A Lei da Probidade Pública, Lei 16/2012, de 14 de Agosto, combinados os números 1 e 2 pelas alíneas b) e d) do artigo 41.º, estabelece que o servidor público (que inclui o Presidente da República), não pode aceitar receber ofertas ou gratificações que sejam superiores a 1/3 do salário mensal pago pelo ente público a que presta serviços. E já que o trator ultrapassa a tal quota do PR, seu recebimento improcede.
Aliás, essa oferta pode cheirar a bajulação, até porque já no próximo ano realizar-se-ão eleições autárquicas e alguns naturalmente que quere ver seus nomes alinhados para a corrida as mesmas, e Nyusi, como Presidente do Partido, possui grande influência para a indicação de determinados nomes.
3. Considerações finais:
Muitos senão todos os membros que compõem a Delegação da Cidade de Maputo são também servidores ou ainda membros de órgãos públicos, daí que é estranho que ignorem da Lei da Probidade Pública, quando a no seu artigo 18.º a mesma obriga que tenha o conhecimento dela e das proibições. Falta de assessoria ou uma má assessoria, pode ter contribuído para o registo daquela pronta vergonha.
A atitude da Delegação da Cidade de Maputo mostrou o quanto é desconhecido o conteúdo da Lei da Probidade Pública, por um lado, e da IRREVOGABILIDADE da figura de um Chefe de Estado independentemente de estar a participar em uma reunião pública, por outro. Decerto, a recusa de Nyusi em receber o trator, muito bem conseguida, ajudou ainda a polir a sua imagem como BOM ESTADISTA.
Finalmente, abandando o knockout - KO, dado por Nyusi a possível tentativa de bajulação, quanto à agenda do partido Frelimo, preocupa-nos a subtracção do debate referente à descentralização. Sentimos que devia ser um dos pontos focais da agenda deste 11º Congresso. A descentralização é interesse de todos os moçambicanos mesmo dos que ignoram o seu significado. Nyusi exerce influência sobre os deputados da AR de seu partido, então que os oriente no sentido de serem fiéis e céleres neste capital capítulo.
Um “hôde” aos congressistas!
Bem-haja Moçambique!

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Euclides Da Flora " o Presidente do Partido no Poder e o Presidente da República é um Agente ( 69)"

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Gerir
Abel Zico Será que é dar KO à adulação? Eu prefiro olhar por outras perspectivas... Um teatro mal montado e previsível para quem tem um olhar e pensamentos multifacetados. O pior foi a sua justificação, "não posso aceitar porque o que vocês me pagam não é suficiente para comprar um tractor"... Não é suficiente para comprar um tractor, mas suficiente para o filho, o qual é dependente do pai, compre uma frota de viaturas luxuosas que cada uma delas custe mais caro até que um tractor? Para além de várias propriedades que vem adquirindo desde que se tornou chefe de Estado! Uma controvérsia abismal para um "líder" que se quer fazer mostrar actuante dentro dos valores legais, éticos e morais para conquistar um populismo barato.