quinta-feira, 2 de julho de 2026

O ANAMOLA NÃO TEM UM PROGRAMA POLÍTICO?



Edgar Barroso

1 d ·


O ANAMOLA NÃO TEM UM PROGRAMA POLÍTICO?
A acusação de que um partido político “não tem programa” é uma das mais graves que se pode dirigir a uma organização partidária, porque nega-lhe precisamente aquilo que a Constituição, a doutrina e a própria razão de ser dos partidos exigem, nomeadamente a capacidade de converter interesses sociais dispersos numa proposta coerente de ascensão ao (e exercício efectivo do) poder. Antes de se poder avaliar se essa acusação procede no caso concreto do partido ANAMOLA, importa clarificar o que, rigorosamente, entende-se por “programa político” e por “projecto político”, dois conceitos frequentemente usados como sinónimos, mas que a literatura especializada distingue com rigor analítico.
Na tradição clássica da ciência dos partidos, um partido político distingue-se de um simples movimento de opinião, de uma facção ou de um culto de personalidade por, dentre outros, três atributos cumulativos:
(i) uma ideologia ou quadro de valores que fundamenta a sua identidade;
(ii) um programa, entendido como o conjunto sistematizado de diagnósticos, objectivos e instrumentos de política pública através dos quais essa ideologia converte-se em acção governativa; e
(iii) uma organização capaz de sustentar, no tempo e no território, a persecução desse programa.
Aos papagaios de plantão de outras áreas de conhecimento (especialmente aos célebres sociólogos e tudólogos de Moçambique), isso é elementar em ciência política. Um programa político é o instrumento que permite ao eleitorado reduzir a incerteza sobre o comportamento futuro de um dado partido quando estiver no poder. É precisamente a existência desse programa que distingue um dado partido (enquanto uma “parte” da sociedade que se propõe a servir o país através de propostas concretas) de uma simples fracção que persegue interesses particularistas sem visão de conjunto do interesse geral.
O outro conceito, o de “projecto político” (que as estrelas sociológicas e tudólogas de Moçambique usam de modo indistinto como o de “programa político”) é um conceito mais amplo, referindo-se à visão estratégica de longo prazo sobre a transformação da sociedade e do Estado que um partido pretende operar, incluindo a trajectória organizacional necessária para alcançar e exercer o poder. Portanto, um projecto político compreende, por isso, não apenas o “o quê” (as políticas públicas propostas), mas também o “como” (a estratégia de implantação territorial, de mobilização social, de sustentabilidade financeira e de conquista do poder) e o “quando” (o faseamento temporal dessa trajectória). Um partido pode ter um programa de políticas públicas relativamente estável e, simultaneamente, um projecto político dinâmico, faseado, que se vai ajustando ao calendário eleitoral e ao amadurecimento organizacional. Não é, portanto, contraditório. Antes pelo contrário, é sinal de maturidade analítica que um partido jovem, como o ANAMOLA o é, apresente o seu projecto político em fases sucessivas, sem que isso signifique ausência de programa.
Para que serve um programa político?
Diz a literatura especializada que as funções de um programa partidário são, essencialmente:
(a) estruturar a escolha eleitoral, oferecendo ao cidadão alternativas inteligíveis entre visões de sociedade concorrentes (por exemplo, ANAMOLA vs. Frelimo);
(b) disciplinar a acção do partido no poder, funcionando como parâmetro de avaliação e de responsabilização (accountability) da governação (isto é, ser oposição de facto);
(c) agregar interesses sociais heterogéneos numa síntese coerente, evitando que a política se reduza a uma soma de reivindicações sectoriais; e
(d) legitimar o exercício do poder, na medida em que o mandato outorgado pelos eleitores decorre precisamente da adesão (ainda que parcial) ao programa apresentado.
Por conseguinte, um partido sem programa seria, nessa óptica, um partido sem mandato substantivo, apenas um veículo de conquista do poder pelo poder. É precisamente por isso que a generalidade dos ordenamentos jurídicos africanos e lusófonos, incluindo o moçambicano, exige, como condição de registo legal de qualquer força partidária, a apresentação conjunta de estatutos e de uma declaração de princípios ou programa político. Em Moçambique, a Lei n.º 7/91, de 23 de Janeiro (Lei dos Partidos Políticos), impõe este requisito cumulativo como condição sine qua non do reconhecimento da personalidade jurídica partidária. Um partido legalmente registado em Moçambique é, por definição jurídica e não apenas política, um partido que apresentou e viu aprovado um programa ou declaração de princípios pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos. Isto são factos, não é mera “opinião sociológica”. Não há literalmente espaço para tudologias aqui!
Dúvidas religiosamente sanadas agora, é preciso perceber que é neste quadro teórico que se deve situar a análise do caso concreto do partido ANAMOLA. Moçambique vive, desde a independência em 1975, sob a hegemonia ininterrupta da Frelimo, um sistema que a ciência política (este deveria ser um curso obrigatório para qualquer analista sério de fenómenos políticos) classifica como “regime de partido dominante”. Um regime de partido dominante é um sistema formalmente multipartidário e eleitoralmente competitivo, mas estruturalmente moldado para impedir a alternância efectiva do poder através da captura das instituições do Estado, da fusão entre partido e aparelho estatal, e do controlo dos recursos de incumbência. As Eleições Gerais de 9 de Outubro de 2024 e a contestação popular sem precedentes que se lhes seguiu evidenciaram, de forma dramática, a crise de representação e de legitimidade que atravessa o sistema político moçambicano.
É precisamente nesse contexto de ruptura que nasceU o ANAMOLA, legalizado pelo Ministério da Justiça em Agosto de 2025 e liderado por Venâncio Mondlane, o candidato que, nas eleições de 2024, converteu um partido sem representação parlamentar (o PODEMOS) na força de oposição mais votada, superando a Renamo enquanto principal força de contestação ao regime. É também nesse contexto que se insere a caricata “crítica sociológica” segundo a qual o ANAMOLA seria um mero “fenómeno de contestação de rua”, desprovido de um programa e de um projecto político consistentes para o país. Aliás, é uma crítica que, adiante-se desde já, confunde sistematicamente três fenómenos distintos: a genuína juventude organizacional do partido (fundado há menos de um ano), o carácter fortemente personalizado da sua liderança carismática, e a inexistência de programa. São fenómenos que podem coexistir (e não são logicamente incompatíveis) com a existência de um programa robusto e de um projecto político estruturado, faseado e mensurável, tal como este texto demonstrará através da análise pormenorizada de três instrumentos fundacionais do partido (o Manifesto Eleitoral de Venâncio Mondlane às Eleições Gerais de 2024, os Estatutos do ANAMOLA e o Manifesto Eleitoral de Venâncio Mondlane à Presidência do Partido ANAMOLA).
A minha tese é simples. A acusação de que o ANAMOLA não tem programa e/ou projecto político não resiste ao escrutínio empírico dos seus documentos fundacionais. Pelo contrário, o ANAMOLA dispõe de um programa de governação estruturado em torno de um diagnóstico rigoroso dos desafios existenciais do país, de valores explícitos, de cinco pilares estratégicos e doze componentes de política pública com objectivos mensuráveis, bem como de um projecto político que articula, com raro grau de detalhe institucional para um partido de um ano de idade, a sua estratégia de crescimento organizacional, sustentabilidade financeira, formação de quadros, política de comunicação, posicionamento diplomático e calendário preciso de consolidação programática até aos próximos pleitos eleitorais. Querem debater elevadamente? Vamos a isso.
Desconstruindo a crítica (e os críticos de plantão)
Antes de apresentar a evidência documental, é analiticamente necessário desconstruir a estrutura lógica da própria acusação, porque nela se detectam, tipicamente, três confusões conceptuais recorrentes no pseudo-debate que se lançou nos últimos dias.
A primeira confusão consiste em inferir, da forte centralidade da figura de Venâncio Mondlane na comunicação política do partido, a ausência de substância programática. Esta inferência é logicamente inválida porque, vamos lá, a autoridade carismática, na tipologia de um Max Weber, é um modo de legitimação da liderança, não um substituto do conteúdo político. Diz-nos a história que movimentos e partidos fortemente personalizados coexistiram, para o bem e para o mal, com programas de governo extensos e detalhados. A centralidade do líder explica a forma de comunicação do programa, não a sua existência ou inexistência. Factos.
A segunda confusão consiste em tomar os cinco meses de protestos, greves gerais e contestação da legitimidade dos resultados eleitorais de 2024 (que efectivamente dominaram o espaço mediático e a percepção pública do ANAMOLA) como evidência de que o movimento esgota-se na mera negação, sem alternativa propositiva. Ora, a função de oposição inclui necessariamente um momento de contestação da legitimidade do processo que gerou o poder que se contesta. Isso não exclui, antes pressupõe logicamente a existência de uma alternativa de governação a apresentar como razão de ser dessa contestação. Como se demonstrará adiante, o próprio Manifesto Eleitoral de 2024, que serviu de base à candidatura presidencial de Mondlane, precede cronologicamente a contestação pós-eleitoral e constitui, ele próprio, prova documental irrefutável de que a proposta programática antecedeu a (e não decorreu da) crise pós-eleitoral. Factos.
A terceira confusão, porventura a mais compreensível mas ainda assim infundada, decorre do facto de o ANAMOLA ser uma formação política muito recente (registada em Agosto de 2025, portanto com menos de um ano de existência legal à data em que escrevo este texto). É certo que o próprio partido reconhece que carece de estruturas consolidadas e activas ao nível local em todo o território nacional e também carece de um corpo de quadros com formação adequada em matérias organizacionais. Essa é, porém, uma limitação de implantação territorial e de maturidade organizacional, não de conteúdo ideológico ou programático. Confundir as duas coisas equivale a negar que uma criança tenha personalidade porque ainda não atingiu a maturidade física. Afinal, a limitação de meios de execução não é equivalente à ausência de fins e de visão. Existe um fim e uma visão muito clara no ANAMOLA sobre si mesmo e sobre Moçambique, desde o início. Factos.
Agora vamos às evidências…
Senhores sociólogos, tudólogos e afilhados associados, o primeiro e mais robusto elemento de prova documental contra a tese da vacuidade programática do ANAMOLA é, precisamente, o manifesto eleitoral com que Venâncio Mondlane (seu líder embrionário e sucessor simbólico) apresentou-se às Eleições Gerais de 9 de Outubro de 2024. Um documento publicado formalmente (com ficha técnica, editora, ISBN e tiragem de 500 exemplares), o que por si só o distingue de um simples discurso de campanha e o qualifica como obra doutrinária e programática de referência. E é um documento cuja proposição programática tem estado a ser literalmente copiada pelo governo do dia, desde o primeiro discurso de tomada de posse!
Voltarei ao manifesto e documentos programáticos daqui a pouco. Antes, importa fazer uma denúncia grave sobre a honestidade (e a integridade) intelectual dos “acusadores”. É caricato dizer “o ANAMOLA não tem programa político” e ignorar (suspeitamente) que toda a arquitectura programática do actual “Diálogo Nacional Inclusivo” se tenha estruturado e implementado à luz de (todos) os pontos saídos do próprio punho de Venâncio Mondlane, endereçado ao ex-presidente Filipe Nyusi, aquando dos esforços de estabilização do país após as manifestações pós-eleitorais de 2024 e 2025! Leiam-se os termos e condições de todos os encontros, debates e empreendimentos subsequentes em resposta aos famosos pontos de Venâncio Mondlane e reencontrarão o programa e projecto político estruturante de tudo o que se seguiu como agenda política de Estado em Moçambique. Algumas iniciativas programáticas que um desses sociológos-mor críticos tem coordenado junto de certo movimento elitista da sociedade civil (chamam de qualquer coisa “inclusão”) é até fruto desses desdobramentos todos! Ignorar isso é apenas hipocrisia ou um colossal e deliberado exercício de má fé?!
Vamos aos documentos. O manifesto eleitoral de Venâncio Mondlane para as eleições presidenciais de 2024 abre com uma Declaração de Compromisso na qual o candidato assumia, por sua honra pessoal, o cumprimento fiel das Medidas e das Reformas Estruturantes do documento, uma vez eleito Presidente da República. Este é, note-se, precisamente o tipo de compromisso vinculativo e verificável que a teoria democrática identifica como núcleo funcional do programa político enquanto instrumento de accountability. Não é uma promessa vaga, mas um contrato político publicamente assumido e passível de escrutínio. O documento (manifesto eleitoral) serviu de base para o programa político legalmente exigido para a legalização do ANAMOLA como partido político. Facto!
O primeiro capítulo do manifesto, intitulado “Os desafios existenciais de Moçambique: um chamamento à mudança”, apresenta um diagnóstico estruturado em seis dimensões, nomeadamente:
(i) os desafios do desenvolvimento populacional, incluindo uma análise da transição e do potencial dividendo demográfico moçambicano, com recurso a projecções demográficas das Nações Unidas e do Instituto Nacional de Estatística;
(ii) os desafios do desenvolvimento do capital humano em nutrição, saúde e educação;
(iii) os desafios das mudanças climáticas;
(iv) os desafios institucionais e de governação, relativos às regras do jogo político e económico;
(v) os desafios existenciais do Estado no seu ambiente geopolítico e regional; e
(vi) os desafios do desenvolvimento sustentável da economia.
Esta secção, que ocupa cerca de trinta páginas do documento, evidencia um nível de rigor analítico (com recurso a dados, figuras e projecções) muito acima do que é habitual em manifestos eleitorais de Moçambique e de África, e claramente incompatível com a tese de que o ANAMOLA careceria de qualquer visão fundamentada sobre o país. Vocês leram o documento?!
O segundo capítulo enuncia explicitamente os seis valores que inspiram o projecto político do candidato e do partido, nomeadamente a Fraternidade, a Justiça Social, a Inclusão, a Paz, o Progresso e a Integridade. A explicitação de um quadro axiológico é um dos indicadores centrais de que uma organização política transcendeu a fase de mero veículo eleitoral pessoal e adquiriu identidade colectiva autónoma. Facto.
É, porém, no terceiro capítulo, intitulado, sem margem para equívoco semântico “Programa da Futura Governação”, que reside a prova documental mais incontornável. O manifesto estrutura a acção governativa proposta em três prioridades transversais (mudar as regras do jogo institucional; investir em infraestruturas resilientes; desenvolver o capital humano e social), organizadas em 5 Pilares estratégicos e 12 Componentes de política pública, cada um com objectivos estratégicos explícitos. Vocês leram o documento?!
Posso dar um cheirinho aqui. Cada um dos 12 Componentes é desenvolvido em secções próprias, com sumário do problema, objectivos, e medidas concretas de política pública (desde a reforma constitucional do sistema eleitoral e judicial, à descentralização fiscal para as províncias, à diversificação da economia e valorização dos recursos naturais, até à modernização da defesa da soberania nacional). Essa estrutura (diagnóstico, prioridades, pilares, componentes e objectivos estratégicos) corresponde, ponto por ponto, à definição técnica de programa de governo que a ciência da administração pública e a literatura sobre planificação estratégica do Estado consideram como padrão de boas práticas internacionais. Não se trata de uma lista de slogans, mas de um instrumento de planificação estratégica multissectorial.
Um argumento frequentemente negligenciado pelos sociólogos e tudólogos de plantão, mas de enorme força jurídica, é, novamente, o seguinte: nos termos da Lei n.º 7/91, de 23 de Janeiro (Lei dos Partidos Políticos), o registo legal de qualquer partido político exige a apresentação, em conjunto com o projecto de estatutos, de uma declaração de princípios ou programa político. É este o padrão consagrado na tradição jurídica lusófona de que Moçambique é herdeiro. O ANAMOLA foi formal e definitivamente autorizado pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos em Agosto de 2025, após um longo processo administrativo iniciado em Abril desse ano, num processo que incluiu, como é do conhecimento público, uma exigência ministerial de alteração da sigla originalmente proposta (ANAMALALA) por motivos de natureza etnolinguística, precisamente prova de que o processo de registo envolveu escrutínio ministerial detalhado sobre a substância e a conformidade constitucional dos documentos fundacionais do partido, incluindo os seus princípios orientadores.
Ora, é logicamente insustentável afirmar, simultaneamente, que o Estado moçambicano reconheceu e registou legalmente o ANAMOLA como partido político (acto que pressupõe, por imposição legal, a apresentação e aprovação administrativa de uma declaração de princípios ou programa político) e que esse mesmo partido “não tem programa”. A crítica teria de argumentar, para ser coerente, que o próprio processo de registo do Ministério da Justiça foi juridicamente inválido, o que nenhum dos pseudo-críticos, quais comissários políticos, jamais alegou.
Há mais. O manifesto de candidatura de Venâncio Mondlane à liderança do ANAMOLA (documento que também é público) sistematiza de forma particularmente clara na secção dedicada à “Visão, Missão e Ideologia do Partido”, uma ideologia que se define, de forma coerente, pela fusão de cinco componentes doutrinárias, nomeadamente: democracia liberal e Estado de Direito; economia de mercado com regulação forte e políticas activas de redistribuição; Estado como indutor do desenvolvimento, promotor de infraestruturas e da diversificação económica; justiça social e igualdade de oportunidades centrada no combate à pobreza estrutural e à exclusão regional; e africanidade e soberania nacional. O próprio texto explicita a que correntes esta síntese se opõe, e cito: “extractivismo autocrático (...) e neoliberalismo económico que dão primazia aos interesses de uma minoria aliada ao capital internacional”. Trata-se, em termos de tipologia clássica da ciência política comparada, de um posicionamento social-liberal ou social-democrata de economia mista. Portanto, não existe aqui nenhum vazio doutrinário.
Mais. Este último documento formula, de forma expressa, uma lógica de mudança em cadeia causal. Afinal, uma ideologia clara e um programa que reflicta as necessidades da sociedade moçambicana gera credibilidade eleitoral; a credibilidade e a sustentabilidade financeira permitem investir em quadros e implantação territorial; quadros bem formados produzem melhores políticas públicas e candidatos; o uso inovador das tecnologias de informação amplia o alcance dessas propostas; a almejada vitória nas Autárquicas de 2028 demonstrará capacidade de governação; e a vitória nas Eleições Gerais de 2029 permitirá implementar as reformas de que o país necessita. Essa sequência lógica evidencia um pensamento estratégico de longo prazo manifestamente incompatível com a caracterização do ANAMOLA como agremiação sem rumo político!
Um dos elementos mais notáveis desse último documento, e que o distingue positivamente até de partidos moçambicanos com décadas de existência, é o seu anexo de Indicadores Principais de Desempenho (IPDs/KPIs), que fixa metas quantificadas e datadas para dezenas de variáveis organizacionais e programáticas. Vai desde o número de membros filiados, à instalação de coordenações distritais, à receita anual de quotização, ao número de propostas legislativas apresentadas, até ao compromisso expresso e datado de que o “Programa de Governo 2029” estará finalizado e validado até Julho de 2029, após consulta a diversas forças vivas da sociedade moçambicana. Este último ponto merece destaque analítico particular, porque frequentemente é invocado, de forma leviana, pelos “críticos” como suposta prova de que o ANAMOLA ainda não tem programa político. Ora, o que o documento demonstra é precisamente o oposto. O partido já dispõe de um programa (o de 2024, exaustivamente analisado supra) e está a executar, com prazos e indicadores públicos, um processo deliberado de actualização, ampliação e validação participativa desse programa para o ciclo eleitoral de 2028 e 2029. Isso constitui uma boa prática de planificação estratégica. Não é, e nem tem como ser, um vácuo programático.
Adicionalmente, o documento detalha uma arquitectura institucional que cobre praticamente todas as funções que a ciência da organização partidária identifica como necessárias à consolidação de um partido moderno. Há lá projectada uma Escola de Formação de Quadros em modelo híbrido (virtual e presencial), com biblioteca digital de políticas públicas e certificação interna; uma estratégia digital integrada, incluindo aplicação móvel, rádio online, sistema de dados e inteligência política; um modelo de financiamento diversificado e um regime de governação financeira com Conselho Fiscal Independente, auditoria externa anual e relatórios trimestrais públicos; políticas específicas e com cotas vinculativas para a juventude, para a mulher e para os seniores; uma política de comunicação profissionalizada, com porta-vozes temáticos credenciados e protocolo de comunicação de crise; e uma frente diplomática activa, com engajamento estruturado junto de embaixadas, do FMI, do Banco Mundial, da União Africana, da SADC e das Nações Unidas, etc etc ETC. Tudo cristalino.
Por fim, e de forma decisiva para refutar a acusação de imobilismo propositivo, o documento documenta que o ANAMOLA já apresenta, com carácter regular, iniciativas legislativas concretas (enumerando, a título de exemplo, propostas de Lei de Responsabilidade Fiscal, de Lei de Descentralização Fiscal, de Lei de Conteúdo Local para grandes projectos de investimento, de Lei de Transparência das Empresas Públicas, de Lei de Protecção dos Trabalhadores Informais e de Lei de Paridade de Género nas Instituições Públicas). A estas juntam-se iniciativas de facto já publicamente conhecidas, como a proposta de uma nova Bandeira Nacional submetida à Assembleia da República em Novembro de 2025, fruto de um processo participativo com milhares de propostas de designers e cerca de oitenta mil votos populares. Um partido sem programa político não produz, no espaço de meses, dezenas de iniciativas legislativas concretas e propostas de política simbólico-constitucional submetidas formalmente ao poder legislativo.
Concluindo, o ANAMOLA tem sim um programa e um projecto político para Moçambique
Se aplicarmos ao ANAMOLA os critérios que a literatura comparada sobre institucionalização partidária identifica como marcadores de seriedade programática e organizacional, este partido cumpre a generalidade e a especialidade dos critérios num grau que excede, em rigor documental e formalização escrita, muitos partidos africanos e mesmo europeus com décadas de existência. É comum, na literatura sobre partidos insurgentes ou de recente formação em democracias jovens ou em consolidação, que a fase inicial de forte personalização carismática coexista com processos de formalização programática intensa precisamente para compensar o défice de implantação territorial. Com efeito, é exactamente esse o padrão que o ANAMOLA reproduz, e que os seus documentos fundacionais tornam empiricamente verificável, não uma mera afirmação retórica de quem o defende.
A análise pormenorizada dos documentos fundacionais (anteriores e posteriores à sua institucionalização) do ANAMOLA e o quadro legal que obrigatoriamente os acompanha demonstra, de forma cabal e sem margem para dúvida razoável, que a insinuação de que o ANAMOLA não tem programa e/ou projecto político para Moçambique é factualmente falsa e conceptualmente confusa. Como demonstrado neste texto, o ANAMOLA possui um diagnóstico rigoroso dos desafios existenciais do país, uma ideologia explícita e coerente que sintetiza democracia liberal, economia de mercado regulada, Estado indutor do desenvolvimento e justiça social; um programa de governação estruturado em prioridades, pilares e componentes com objectivos estratégicos definidos; e um projecto político faseado, com metas, prazos e indicadores de desempenho publicamente assumidos, que articula a institucionalização organizacional do partido com a sua trajectória rumo à governação do país.
Não há no ANAMOLA uma ausência de programa político, mas sim uma natural assimetria entre a ambição desse programa e os meios organizacionais ainda em consolidação para o realizar integralmente. Analistas intelectualmente honestos podem ver e identificar isso claramente. Ora, essa é precisamente a situação normal de qualquer força política insurgente numa fase de institucionalização acelerada. Portanto, aos sociólogos e tudólogos de plantão ansiosos por milagres numa organização com apenas um ano de idade, nada mais resta do que recomendar paciência e contenção. E um pouco de vergonha pelos seus impulsos autistas.







Eusebio Jose

Obrigado Edgar Barroso , reclamam tanto de projecto como se o tivessem, e a imagem do país cada dia é o espelho do tal projecto que dizem terem.


1 d



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Eduardo Chichava

A pergunta persiste: se o tal programa político existe, qual é a dificuldade de traze lo a público?


1 d



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Carlos De Sousa Tivir

Obrigado pelo texto Kamikaze Barroso.


1 d



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Carlos De Sousa Tivir

Mbalaga Luciano Mapanga, acho que precisas ler.


1 d



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Salomâo Nicasse





1 d



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Wa Ka Mutlinyinye

Aula magistral mais velho Edgar Barroso.
É um enorme prazer ter-te como compatriota contemporâneo.


1 d



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Amilton Munduze

Eish!
Confesso que nesta toda minha vida no Facebook nunca tinha lido um texto tão longo. Por quê o li até ao fim? Porque quando Edgar escreve parece um acto sexual que enquanto as partes não atingirem o orgasmo, não há espaço para desistência.
Orgulhas-me, meu mano.


1 d



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Editado






Alio António Martinho

fantástico !
Muitos analistas e intelectuais sabem bem como as coisas devem andar, mas reside um espírito de ignorância com intuito de manipular psicologicamente aos desinformados, que também são fruto do mesmo sistema!
Sempre que há um assunto, eles devem vir com discursos, análises e pontos de vista que tente descredibilizar só para agradar os chefões e passar pelas televisões!
Um ponto importante, bro! Foi uma aula, thanks


1 d



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Cândido Amadeu Félix

Edgar Barroso não sou simplesmente um seguidor seu. Cada post que trazes aqui no seu mural, é um aprendizado. Parabéns


1 d



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Mauro Manhica

As vezes, sinto que andamos a pedir ao ANAMOLA o que não se pede aos outros partidos. ANAMOLA nem sequer está representado no parlamento, nem em nenhum órgão do Estado. Nada!! É apenas um partido crisdo muito recentemente. Qual é o projecto político da RENAMO, PODEMOS, MDM... e até FRELIMO? Não venha alguém dizer que é preguiça não saber isso. A questão é que são os partidos políticos que se têm de socializar e não o contrário.


1 d



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Faustino MamboJr

Mauro Manhica em parte, isso é bom, pois obriga o partido a se manter forte. Isso melhora o próprio partido, apesar de ser dolorido porque dá aquela sensação de injustiça: dois pesos para mesma medida.


1 d



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Cremildo Manhica

Mauro Manhica, é maldade intelectual. Todos sabem que o partido ANAMOLA é cilindro compactador, e os comentários em seu torno só provam isso.
Não se fala de desconhecidos.


1 d



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Tonecas Manjate

Mauro Manhica isso é combate ao ANAMOLA.... Mas não vão conseguir


7 h



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Belmiro Gavetha

Obrigado Dr Edgar , um conhecimento que vale milhões , mas o professor deu de borla !


1 d



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Florencio Bule

Uma análise muito pedagógica, espero que os que correm nesta luta, tenham a devida honestidade de antes de publicarem informações críticas, façam devidamente o trabalho de pesquisa, para que não confudam a opinião pública, particularmente aos menos exclarecidos nestas materias. PARABÉNS Edgar Barroso pelo seu contributo a cidadania!


1 d



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Editado




Titos Cumbe

Obrigado pela verdadeira aula de sapiência, PROFESSOR. It's insightful, como diriam os Ingleses. Dúvidas não há!
É daquelas "aulas obrigatórias" para todo e qualquer principiante ou curioso em Ciências Políticas e sobretudo, analistas...Estamos fartos de ver analistas que só o são ( porque a ocasião assim lhes confere, mas sem noções básicas do que vão discutiri) a desfilarem nos diferentes debates políticos e estações televisivas, só para entreter os incautos.
Na opinião, é um texto de leitura obrigatória, e deveria ser publicado em todos jornais nacionais nas suas diferentes formas, por iniciativa dos próprios editores.


14 h



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Álvaro Sitoe

Que venham os algozes negar!!!
Dom Barroso já escreveu tudo aqui…esse texto deve ser de leitura obrigatória!


1 d



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O Zé Faya

E quem falou e escreveu assim , não é paralítico nem gago, digno representante máximo do contentor amarelo e amante da Laurentina Preta


1 d



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Salomão Nhantumbo

Texto ou explanação super explícita


1 d



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Arcénioo Vasco Chironda

Edgar Barroso mestreeeee será que eles vao perceber que a única coisa que os representa é essa parte de serem "Tudologos de Moçambique"?
Ahahaajaj


1 d



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Alessandro Paulo

Rui Pinto Martins
Sugestão de leitura, para o dia de hoje.


1 d



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Jorge Gabriel Mathusse

Nem acredito que eu li tudo isso, os intelectuais "estomacais " irão fingir que não leram, logo, não terão nada a dizer... Aula bem dada, detalhe por detalhe. Levei 30 minutos a ler.


1 d



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Walter Cavelane

Maravilha doctor. Já agora, demorou tanto porque??


1 d



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Walekaya Tamele

São académicos de mendigancia. Fazem de propósito, não é por distração. Querem comer.


1 d



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Editado





Graca Conceicao

Ensine-lhes Mestre, estes "AcadémiCus tudólogos", estão sem agenda feito o Presidente deles.


1 d



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Valdimiro Dinis

Quando pessoa estuda faz isso trazendo provas.
Mas Dr Edgar essa aula também é qual é mesmo? Obrigar outros a lerem todo o texto mesmo tentando parar a cada parágrafo a vontade mais aumentava em terminar.


1 d



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Ponkwé O'Ninevi

Prof. permite que eu possa enviar ao meu pastor para servir de Pregação no Domingo???????


1 d



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Tony Domingos Bulacho Bulacho

Rui Pinto Martinss,
Deveria ler e responder isso. Pode ser do seu interesse.


1 d



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Hirtencio Anifo

Tanta preocupaca com Anamola o que se passa mesmo tchee o Partido e maioritariamente jovens


1 d



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Samuel Dimande

Anamola em 1 ano é cobrado o que o cinquentenário não conseguiu nestes longos anos de governacao.Isso diz muito sobre a capacidade deste partido em por o país nos carris


1 d



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Candido LUis

Quando as pessoas não gostam de ti, ainda que dances sobre as águas, dirão que estás a levantar poeira.
Por outras palavras, muitos por motivos pessoais, ideológicos ou até financiados pelos de sempre, profetizaram que o movimento pro VM era passageiro e representava uma indignação temporária, e hoje estes mesmos recusam-se a admitir que podem ter falhado nas predições e análises. É uma questão de orgulho.
Quanto aos incautos… Júniors, frozes , fazemas, muhives é uma questão de sobrevivência e deve-se compreender e ignorar.


1 d



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Luis Pedro Da Silva

É disto que servem os intelectuais do país, obrigado por sempre mostrar diretrizes capazes de mudar o cenário em prol de uma economia aceitável e independência financeira, enquanto os outros estão a ver barco afundando...e nada fazem.


1 d



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Adimar Martinho Chato Ady

Muito obrigado!
Ouviram vocês tudólogos?


1 d



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Os Balança

Espero que o tal sociólogo dispense um pouco do seu tempo para ler isto. Rui Pinto Martins


1 d



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Armando Litsure

O ANAMOLA é o centro de todos debates, se esse partido não tem programa político, eles não estariam ocupados com agenda deles?


1 d



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Dinho Ordem Ordem Ordem

O povo agradece porque vocês vão zangar muito este ano anamola veio para ficar e vai fazer histórias...


1 d



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Tristencio Sambo

Edgar Barroso , mais uma aula dada... Por favor, continue nos escrevendo.


1 d



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Tiago James

Nem mais... É bíblico: quem tem ouvidos, que oiça!


1 d



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Zenaldo De Jesus

Isso chama-se desesperança que é a falta da esperança da parte do partidão, anamola está a dar muito trabalho para esses.


1 d



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Mugaza Waka Machel

Fim da citação!





22 h



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Chande Cossa

Voces que tem agendas trabalhem sem perseguir os outros,


1 d



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JP Rocha

Ehehehe Edgar


12 h



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Paulo Sergio Tricamegy

Com todo o respeito Edgar,podes traduzir isso para linguagem.popular e para ateus.Esta Ultima faccao é a mais preocupado.Eu incluido


1 d



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Chabane Mussa

Aula completa


1 d



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Jonasse Da Silva

O mais ridículo é ver pessoas que são diariamente sufocadas pelas políticas do governo do Regime da FRELIMO e, mesmo assim, quando surge alguém (VM7) disposto a lutar por mudanças no país, essas mesmas pessoas viram as costas e odeiam quem as defende. Criticam ferozmente quem trava uma batalha que, afinal, beneficiaria elas próprias e toda a nação.
O mais caricato, é de todos os dirigentes do país (frelimistas) dirigem só com as mesmas estratégias durante 50 anos. Como são do mesmo Regime, dar certo como não, ninguém se importa em mudar de táctica, mas sim, seguir a herança-tactica de gestão do país. Por isso, o mesmo Ministro que não deu frutos naquele Ministério, amanhã lhe encontra a dirigir outro ministério, e assim sucessivamente...


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Wilson Cordeiro

Tudo que a frelimo nao fez em 50 anos Querem k o Anamola faz em menos de 1 ano ahh jesus


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Alice Zandamela

Em um ano ANAMOLA fez muito , esses analistas da quinta foram pagos para fazer esse papel de obtusos, pelo sinal venderam a alma por causa de estômago .


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Agnaldo Antonio Pedro





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Tuber Sadique Alide ·

Não é para cardíacos


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Dercy Da Dercy

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José Pinhão

@seguidores


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Helder Bacar

Muito obrigado pela aula Dr. Edgar Barroso, mas saiba que ninguém lança pedras em árvore que não dá frutos. Eles não sabem, mas estão a fortalecer e a alargar a base de simpatizantes do partido ANAMOLA. São tão ingénuos que não percebem nada de ciência política. Ataques constantes ao mesmo adversário, gera o efeito contrário. Nhansalas como como o "boice" deles


19 h



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Ambicioso Da Quitéria Magenge

Isto não foi escrito para amadores na leitura.


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José Pinhão

Serve também para activistas apartidarios que metem os partidos todos no mesmo saco e julgam que o único objetivo do ANAMOLA é a conquista do poder e não mudar nada.


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José Pinhão

@destacar

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