sábado, 5 de outubro de 2019

Katunguireni em lágrimas


Katunguireni em lágrimas
A aldeia de Katunguireni localiza-se a 35 km a norte do Distrito de Guro, para quem se dirige a Tete e dista cerca de sete km da Estrada Nacional Chimoio – Tete. É habitada por cerca de 900 almas, entre crianças, adultos e idosos. A sua gente vive, essencialmente, de agricultura de sequeiro, pois é uma terra árida. Em época de seca, dos rios só restam areia solta com pequenos charcos de água disputada por humanos, répteis, entre o gado bovino e caprino.
Em Katunguireni há muitos pobres – comem mal e vestem-se mal. Dizem que não receberam o apoio quando foram fustigados pelo ciclone DAI. Os donativos para socorrer às vítimas do ciclone foram escondidos para outros momentos mais interessantes da via política. Não chegaram aos necessitados porque foram guardados para a campanha eleitoral. Agora aparecem na campanha do partido Frelimo para atrair audiência dos mais distraídos e famintos. Isso deixa a gente muito triste e revoltada pela forma maquiavélica de fazer política do partido no poder.
Quem anda pelas províncias que sabe muito bem do que estamos a falar. Em Estado de Direito e Democrático, o partido governamental já teria sido processado e julgado pelo que anda a fazer contra o povo. Não seria necessário esperar pelas eleições para que a Frelimo fosse desactivada devido à maneira como faz a sua política. Teve a coragem de deixar o povo sofrer a fome para usar a comida doada como isca para atrair eleitores, denunciaram.
A gente de Katunguireni diz ter visto e sofrido na pele os desmandos cometidos pelo partido no poder ao não ter feito chegar alimentos aos que mais necessitavam. A comunidade deu esses mantimentos que hoje servem para tornar a campanha do partido governamental mais interessante e mais atraente. Isso é contra todos os princípios de humanismo e da boa governação que se pretende implantar.
Em Katunguireni não há vias de comunicação. A gente por trilhos. Não tem água potável. Os raros poços de agua existentes são disputados por homens e animais tais gados bovino, caprino e répteis. Os emissários do partido Frelimo quando escalam a zona só sabem fazer promessas e pedir votos e depois desaparecem. Voltam passados cinco longos anos com as mesmas promessas bonitas, porém, ocas e falsas. Eles n ão cumprem o que andam a prometer, acusam os katunguirenses. O mais importante, para eles, são os nossos votos e não nós – a nossa paciência, tolerância e, acima de tudo,9a, votando em gente que nos desgraçam e nos fecham o futuro.
Prometem-nos escolas melhoradas, centros de saúde com medicamentos e pessoal qualificado, estradas praticáveis. Dizem que vão criar empresas para termos postos de trabalho, porém, sabemos que estão a mentir. Passam o tempo todo a nos mentir e pensam que nós somos imbecis que se deixam aldrabar por meia dúzia de mentiras embrulhadas em sacolas de açúcar. Estamos conscientes do que se passa e não nos deixaremos vender por uma capulana, um boné e um t-shirt.
O nosso voto será uma arma de arremesso contra os que impedem o desenvolvimento do país e jogam o povo na sarjeta, desaba, cansada, a gente de Katunguireni. Um partido que está no poder há mais de 44 anos mas não consegue o básico para os seus cidadãos, como água potável, escolas com carteiras, ensino de qualidade, estradas, não se pode dar ao luxo de falar de postos de trabalho porque estará a mentir com todos os dentes que tem na boca. O emprego, seja industrial, agrícola ou assalariado é o mais difícil de construir. Eles prometem emprego quando chegam as eleições, esquecendo-se de que foram eles mesmo que arruinaram as empresas.
Um partido que sustenta um governo de parasitas, caloteiros e ladrões não deve orgulhar os seus membros mais sérios, trabalhadores e honestos. Existe gente honesta e habilidosa, na Frelimo. Conhecemo-los e podemos chamá-los pelos seus próprios nomes. Conhecemos quem são os corruptos, bandidos e assassinos. Sabemos quem são os patrões dos esquadrões da morte, aqueles que andavam a raptar e matar os opositores do regime ou suspeitos que pensavam de modo diferente.
Um partido que trucidou milhares de postos de trabalho, levou à falência várias centenas de empresas robustas, produtivas e colocou o país numa dependência alimentar em que a carne, feijões, a batata, laranja vêem de fora, é falta de seriedade falar que vai alavancar a economia nacional. Um partido que jogou o país no ostracismo aparece, em campanha, a prometer fundos e mundos, pode-se concluir, com facilidade, de que se trata de uma grande burla. É mesmo pensar que o povo seja uma criança grande que se deixa levar por uma cantiga qualquer.
O povo conhece quem lhe provoca dor. O povo sabe quem fez o calote, pegou na mola para si e aparece a dizer que se trata de dívida de todos os moçambicanos. Sabe quem jogou o povo no poço da miséria. Quer dizer, eles comem e o povo paga a factura. A esses tipos devem ser castigo nas urnas.
O voto, em democracia, serve para afastar os corruptos e premiar os bons. O voto não é para consolidar o poder dos corruptos, assassinos e caloteiros. O voto consciente é uma poderosa arma de destruição em massa. Usemo-lo para alavancar o nosso país!
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EUA pede a colaboração do Governo Moçambicano na detenção de Armando Guebuza

POLÍTICA

Fim do Armando Guebuza, 

Faltam apenas alguns dias para audições do caso Manuel Chang e EUA pede a colaboração do Governo Moçambicano na detenção de Guebuza, tendo em conta que os Estados Unidos de América afirmou nesta semana que está em paz com Moçambique e doou $20,5 Milhões de dólares
Numa reunião com o embaixador de Moçambique nos Estados Unidos o Governo Americano pediu para que o Governo Moçambicano não fosse hospitaleiro ate o ponto de defender um politico como Manuel Chang, na mesma reunião o Governo Americano pediu também para que facilitassem a prisão de Armando Guebuza para que o grupo G40 fosse neutralizado para que o valor volte aos cofres do Estado Moçambicano.
Em troca o Governo Americano simplesmente pediu que o seu dinheiro voltasse ao seu pais no caso do Governo Moçambicano não colaborasse, de acordo com a firma legal Edward Nathan Sonnenberg, contratada pela Embaixada Americana em Pretória para intervir no caso em seu nome, os Estados Unidos consideram que não podem acrescentar valor ao processo, pois todos os factos e argumentos relevantes parecem já estar perante o Tribunal, e simplesmente o Governo Moçambicano devia permitir a prisao dos restantes credores da Divida.
Numa correspondência enviada para os principais intervenientes do debate judicial à volta da extradição de Manuel Chang, junto do Tribunal Supremo sul-africano (divisão de Gauteng), os Estados Unidos referem que tomaram nota dos mais recentes argumentos da defesa de Manuel Chang, do Fórum de Monitoria do Orçamento e do Governo da República de Moçambique, assim como os documentos consolidados do Ministro da Justiça e Serviços Correcionais da África do Sul.
Desfecho: “EUA não vão intervir no processo. No entanto, isso não deve ser considerado como falta de interesse dos Estados Unidos no resultado do processo ou admissão de qualquer alegação. Os Estados Unidos apoiam a posição do Ministro da Justiça e Serviços Correcionais (que suspendeu a decisão da extradição para Moçambique tomada pelo anterior titular da pasta). Os Estados Unidos também continuam a defender o seu pedido de extradição de Manuel Chang para os EUA e mostrando que Armando Guebuza vai com o ex-ministro”

Mas isso de somente industrializar Maputo, o que significa?

Autor Anónimo!
Mas isso de somente industrializar Maputo, o que significa? Issa de casa jovem só para Maputo, o que é? Essa de intornar Ônibus só para Maputo, o que é? Essa de Maputo-Catembe, o que é? Que tal um dia nos abraçar e pensar em redimensionar uma nova cidade por exemplo interligando Nampêvo-Mussaraua, Nicoadala-Namacurra, ou mesmo Magige Lioma, que tal Namanjavira-Alto-Benfica, ou Guerrissa-Mepinha, ou mesmo pondo Chinde em ordem. Meu Deus Jeová, veja se acomoda o choro negro do povo Zambeziano.
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