quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
EDM chama Magala de precipitado sobre suposta corrupção
Electricidade de Moçambique acusa Mateus Magala, anterior Presidente do Conselho de administração da empresa, de se ter precipitado ao afirmar que havia esquemas de corrupção na compra de contadores de energia.
Um dos maiores marcos da administração de Mateus Magala, enquanto Presidente do Conselho da Administração foi a descoberta de possíveis esquemas de corrupção na compra de contadores de electricidade.
Magala fundamentava a sua descoberta dizendo que, na verdade, os contadores que eram comprados a 120 dólares custavam 30 dólares. Ou seja, 90 dólares estavam a ser perdidos.
Mas Magala também levantou a possibilidade dessa verba ser perdida no processo de procurement que era usada pela firma na altura, por isso decidiu que iria introduzir novas regras de procurement para o processo.
Ontem (30), passados poucos meses depois da partida de Mateus Magala para a vice-presidência dos Recursos Humanos do Banco Africano de Desenvolvimento, o actual elenco desmente toda a informação dizendo que “houve precipitação na forma coimo as contas foram apresentadas”.
A nova versão dos factos foi apresentada ontem pelo porta-voz da instituição, Luís Amado, numa conferência de imprensa sobre o exercício económico 2018.
Amado explica que, afinal, nem todos os contadores custavam 120 dólares e nunca houve nenhum valor desviado.
E a explicação é a de que, por um lado, “desde que a empresa está a comprar contadores de credelec”, “o contador monofásico na empresa sempre custou 55 e 60 dólares”. E por outro lado, “o contador que custa 120 dólares é o contador trifásico”.
O porta-voz explica que pode ter havido uma baixa nos preços deste instrumentos, mas nada que tenha haveria com possíveis esquemas e sim deriva do “avanço da tecnologia que torna as coisas mais baratas”.
Mais adiante Luís Amado disse que uma vez não ter havido nenhuma irregularidade, o sistema de procurement da empresa continua intacto.
Mais um contraditório ao que Magala defendia. Este queria que a EDM fosse comprar directamente os contadores, ao invés de contratar uma empresa para o efeito.
Mas, curiosamente, e apesar de, supostamente não haver nenhuma irregularidade, a EDM contratou uma empresa estrangeira para fazer uma assessoria sobre os processos de procurement na Electricidade de Moçambique.
E Luís Amado justifica isso dizendo que o objectivo é “tornar a empresa melhor auditável”.
PREJUÍZO 2018: USD 100 MILHÕES
Sobre o exercício económico 2018, a empresa registou um prejuízo de 100 milhões de dólares norte-americanos.
São perdas que se podem dividir em perdas comerciais, tal como roubo de material eléctrico e ligações clandestinas, assim como perdas técnicas, como o facto de o equipamento já estar em estado avançado de degradação, sendo que “algum dele é do tempo colonial e precisa de ser melhorado, temos de colocar redes e subestações para se fazer energia com menos perdas”, explica Amado.
Mas nem tudo correu mal no ano passado. A EDM fez mais 247 mil ligações ao longo de todo o país, aproximando-se cada vez mais do objectivo do Programa de Energia para Todos até 2030, que é que todas sedes distritais tenham acesso à Rede Nacional de Energia.
Projecto de Panda Nkuwa espera pelo fecho financeiro
Electricidade de Moçambique revelou ontem que o projecto de exploração de Panda Nkuwa está neste momento refém do fecho financeiro e também de um parceiro para comparticipar com a EDM e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que são actualmente os únicos integrantes do consórcio que se repartiram as acções ao meio.
“Com a chegada de um parceiro privado cada um de nós vai tirar uma parte para esta particpação”.
Neste momento o maior impasse é a falta de um comprador dos cerca de 1 500 megawatts energia que poderá ser produzida naquela hdroeléctrica durante 40 anos.
Luís Amado revelou, porém, que a África dio Sul é um potencial comprador de grande parte desta quantidade. “Ficámos a saber que a África do Sul está a fazer restrições na distribuição da electricidade”, ou seja, falta energia naquele país.
300 dias de prisão depois, PT pede nomeação de Lula da Silva para Nobel da Paz
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O ex-chefe de Estado está preso desde abril do ano passado, na sede da Polícia Federal de Curitiba, onde cumpre uma pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e branqueamento de capitais.

O antigo Presidente brasileiro, Lula da Silva, cumpriu esta quinta-feira 300 dias de prisão
Fernando Bizerra Jr./EPA
Autor
Agência Lusa
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O antigo Presidente brasileiro, Lula da Silva, cumpriu esta quinta-feira 300 dias de prisão, tendo o Partido dos Trabalhadores (PT) pedido a sua nomeação para o Prémio Nobel da Paz, cujo prazo para indicações termina esta quinta-feira.
O ex-chefe de Estado está preso desde abril do ano passado, na sede da Polícia Federal de Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná, onde cumpre uma pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e branqueamento de capitais.
Ao longo de dez meses, o antigo líder sindical e antigo Presidente da República recebeu centenas de visitas, incluindo a do ex-Presidente uruguaio José “Pepe” Mujica, do eurodeputado italiano Roberto Gualtieri e do antigo líder do Partido Social-Democrata da Alemanha, Martin Schulz.
Em 1980, Lula da Silva, que governou o Brasil de 2003 a 2010, passou 31 dias preso por ter desafiado a ditadura militar que comandava o país na época e, quatro décadas depois, alega que voltou a ser um “preso político”.
Sob esse pretexto, o PT, partido que liderou, aderiu à campanha iniciada pelo vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, e intensificou a campanha para que Lula da Silva seja um dos candidatos à distinção deste ano. Além disso, o PT divulgou um comunicado onde afirma que nos 300 dias de prisão de Lula, a única “certeza” é de que se trata de um “preso político”.
O partido justificou a sua convicção considerando que o antigo Presidente teve os seus direitos constitucionais limitados, ao ter sido impedido de comparecer ao funeral do seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, que morreu nesta terça-feira, aos 79 anos.
Depois de ter conhecimento da notícia, Lula pediu permissão à Justiça para deixar temporariamente a instalação prisional, e assim despedir-se do seu irmão, com base no Código de Execução Penal brasileiro, que estabelece que os condenados “podem obter permissão para deixar o estabelecimento” em caso de “morte ou doença grave do cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão”.
No entanto, a juíza responsável pelo caso, Carolina Lebbos, frisou que, segundo o Código, “a autorização de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso”, determinando assim que fosse o responsável pela Polícia Federal de Curitiba a manifestar-se sobre o pedido de Lula.
Por sua vez, o diretor da prisão, Luciano Flores de Lima, declarou que a saída de Lula não seria possível devido a questões de “logística” e “segurança”, tendo sido assim negado o pedido da defesa do antigo Presidente.
O Supremo Tribunal brasileiro intercedeu no caso e autorizou que Lula da Silva se despedisse do irmão, no entanto a decisão já não chegou a tempo do ex-governante comparecer na cerimónia fúnebre. Além da condenação, Lula da Silva responde por outros processos na justiça, na sua maioria por corrupção.
Agora que entramos em 2019. Rui Pinto
Esse PT é um brincalhão!!!
E outra, o Lula
quando era presidente e Livre, não foi ao funeral dos outros dois irmãos que morreram, preferiu na ocasião ir a uma confraternização....
Para comentarmos, temos de ler o grande tratado sobre o tema, A ARTE DE FURTAR, escrita no séc. XVII, pelo padre jesuíta Manuel Costa, sj. Penso que deve estar muito divulgada, talvez como livro texto, mas sobre ela já deve haver muitas teses de doutoramento. Estou convencido que o grande requisito que falta a este notável político é o DOUTORAMENTO HONORIS LATRONEN CAUSA.
Hahahahahahahahahahahahaha......
A direitralha toda até se joga ao ar com uma noticia destas.
... Ler mais
Bem. Antes alguém tinha dito que o Trump também poderia ser nomeado para o mesmo Prémio. Entre os dois venha o diabo e escolha!
Movimento ridículo e sustentado pelos patetas da "resistência" espalhados e infiltrados na comunicação social. Em Portugal há um número apreciável desta sub espécie humana, idolatra de falsos profetas e com ditadores de estimação. Mas atenção pois até Hitler foi candidato a Nobel da Paz e até o tirano assassino estaline foi 2 vezes nomeado. Dá para ver o critério da academia ...arrepiante.
Nobel da Paz merece o povo brasileiro por ter pacificamente aturado toda esta camada de hipocritas do PT durante tanto tempo...
ai está uma noticia mandada colocar pelos comunistas num jornal que se diz de direita..... e cumpriram.... sim senhor, e querem subscrições
Maduro diz que vai criar 50 mil milícias para defender o país de “ataques do império norte-americano”
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O Presidente da Venezuela insistiu na necessidade de atingir os dois milhões de milicianos até 13 de abril. E invocou o rabisco num caderno com que John Bolton apareceu: 5000 tropas para a Colômbia.

Maduro pretende criar "umas forças profissionais, um sistema de armas e uma capacidade de desdobramento operacional"
AFP/Getty Images
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou esta terça-feira a criação de 50 mil unidades cívico-militares para defender o país dos “ataques do império norte-americano”, que, insistiu, estão a promover um golpe de Estado contra o seu Governo.
Anuncio ao país a criação de mais de 50 mil unidades de defesa populares em todos os bairros e cidades do território nacional. Vamos, milícia, organizar o povo para que complete a vitória das nossas Forças Armadas”, disse.
Nicolás Maduro falava no estado venezuelano de Arágua (100 quilómetros a oeste de Caracas), na Base Aérea Libertador, durante uma iniciativa em que foram realizadas manobras militares conjuntas entre a Aviação Militar Bolivariana e a 42.ª Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Bolivariano. São manobras preparatórias dos exercícios “Bicentenário de Angostura” 2019, que vão decorrer entre 10 e 15 de fevereiro em várias regiões do país.
Nicolás Maduro vincou que “a Venezuela necessita de umas Forças Armadas Bolivarianas ao nível das necessidades, para garantir a integridade territorial, a paz da República, a união cívico-militar e o respeito pela Constituição”.
O chefe de Estado insistiu na necessidade de atingir a meta de dois milhões de milicianos antes de 13 de abril (data em que, em 2002, o ex-Presidente Hugo Chávez regressava a Miraflores, depois de um golpe de Estado que o afastou temporariamente do poder) para conseguir criar as unidades de defesa em todo o país.
Umas forças profissionais, um sistema de armas e uma capacidade de desdobramento operacional que garantam a persuasão suficiente para que jamais o império norte-americano pense tocar um palmo do território sagrado da pátria”, disse.
Nicolás Maduro acusou ainda o conselheiro de Segurança dos Estados Unidos da América de tentar fazer uma “guerra psicológica” contra o país.
“Ontem [segunda-feira], John Bolton apareceu [nas televisões] com uma pasta, provocando uma guerra psicológica, dizendo que vão enviar cinco mil tropas para a Colômbia. Isso é uma forma infantil de dirigir uma política externa desde a Casa Branca”, disse. O chefe de Estado referia-se ao caderno que o conselheiro da Segurança Nacional dos EUA levava na mão e em que estava escrito “5000 tropas para a Colômbia”, país vizinho da Venezuela.
Maduro explicou que nos primeiros seis anos de mandato desencadeou “uma revolução militar para fortalecer as capacidades técnicas, morais e tecnológicas de todo o tipo, para fortalecer o poder militar” da Venezuela.
“Hoje posso dizer que a Venezuela tem as melhores e mais poderosas Forças Armadas Bolivarianas”, frisou.
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