domingo, 29 de março de 2020

Covid-19: não podem esconder o que vocês precisam saber

Sábado, 21 de março de 2020
Covid-19: não podem esconder o que vocês precisam saber

Nessa semana que termina hoje eu conversei com muita gente pra decidir como o TIB vai navegar nas próximas semanas. Em um ao vivo no Instagram (segue a gente clicando aqui), falei com a economista Mônica de Bolle. Ela deu a receita imediata que o governo Bolsonaro deveria estar tomando mas não está: investimento de dinheiro público equivalente a 4% do PIB no sistema de saúde e, sobretudo, nas pessoas. Aumentar o Bolsa Família; instituir renda mínima a dezenas de milhões de brasileiros pobres que, agora, serão jogados na desgraça, como escreveu a Rosana.
O que a Mônica está fazendo em seu twitter? Mostrando o que muitos querem esconder. O futuro não parece nada bom. Vocês têm o direito de saber disso: a economia vai afundar, nas projeções mais otimistas, uns 4%. A Mônica acha que vai ser ainda pior: -6%. De todo modo, será a maior queda da série histórica de medição do PIB, que começou em 1962. 
Se o número de infectados seguir dobrando a cada 54 horas, como disse a Cecilia, no próximo sábado esta newsletter estará comentando tristemente os mais de 10.000 casos no Brasil, e contando as dezenas de mortes, a insuficiência dos hospitais, o caos e o horror de uma pandemia que está longe de acabar. Na Itália de seus 5,1 mil leitos de UTI, metade estão ocupados por pacientes de covid-19 – e lembrem que todas as demais patologias e acidentes seguem acontecendo no país. Os acidentes de carro, os infartos, os pacientes terminais de câncer, tudo isso ainda acontece todos os dias.
O sistema ruiu. Um em cada dez infectados é médico ou enfermeiro, e eles precisam ser substituídos – eventualmente por médicos venezuelanos, cubanos e chineses. Até dois dias atrás, 14 médicos tinham falecido por covid-19 no país. Em conversas com amigos italianos, eles estão chamando o momento histórico de Terceira Guerra Mundial. É como todos se sentem.  
Vocês precisam saber dessas coisas por que precisam se preparar, como os 80% de italianos que ‘acreditavam fortemente’ que a mídia exagerava ao reportar sobre o impacto da doença também precisavam. É hora de conscientizar amigos e familiares de que a situação, para muitos, será dramática. Mas é preciso também cuidar da cabeça, ter empatia, pensar no vizinho como alguém que você pode ajudar a salvar. Chegou a vez de tentar com todas as forças viver uma vida comunitária nos pequenos gestos de amor.
Em janeiro de 1983, em apenas duas semanas, Françoise Barré-Sinoussi e sua equipe descobriram o HIV – o vírus que causa a Aids. Em um depoimento nesta semana, ela disse, sobre a missão de um cientista: “Tentar trazer algo importante para a sociedade, para os outros. Se você fizer isso, no fim de sua carreira você se sentirá bem.” Vale pra todos nós.
Toque de cotovelo e bom final de semana,
Leandro Demori
Editor Executivo

Destaques

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O negacionismo de Bolsonaro diante dos perigos do coronavírus é catastrófico.
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Além de trazer o coronavírus ao Brasil, contrariando recomendação da OMS, comitiva presidencial seguiu tratando epidemia como farsa da imprensa.
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Funcionários foram à Europa em fevereiro. Empresa recomendou afastamento, mas voltou atrás.
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‘Estas palavras podem salvar vossas vidas’. Uma carta aos brasileiros.
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O escritor português Valter Hugo Mãe manda carta aos brasileiros sobre a pandemia de coronavírus.
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Se as mortes por coronavírus disparam na minha terra natal (a Itália), meu país adotivo (os EUA) está totalmente despreparado para enfrentar a crise.
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Coronavírus nos presídios: há pelo menos 4 casos suspeitos na cadeia mais superlotada do Rio

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Cadeia Milton Dias Moreira, na Baixada Fluminense, avisou de 4 casos suspeitos. O governo Witzel determinou que presos fossem isolados – dentro da cadeia.

Pé na porta: pelo jornalismo que muda vidas

Sexta-feira, 20 de março de 2020
Pé na porta: pelo jornalismo que muda vidas

Qual foi o veículo de imprensa que mais confrontou o poder em 2019? Quem teria apostado que uma redação pequena de jovens jornalistas mexeria com as estruturas como fizemos na Vaza Jato? Sem nossos jornalistas correndo atrás da verdade todos os dias, quantos escândalos, injustiças e abusos de poder continuariam escondidos do público? Quantas vidas o jornalismo comprometido e rigoroso pode mudar?
Intercept é um site jovem, feito por jornalistas jovens, uma equipe que se desdobra para dar conta do recado. Nós não temos uma família proprietária, não vendemos anúncios, não temos conteúdo pago e não enchemos sua tela de banners. Nosso jornalismo é revolucionário – e nosso modelo de negócio também. 
Em dezembro de 2018, demos início a uma campanha de doação recorrente que em poucos meses se tornou a maior do Brasil. Com a ajuda de mais de 9 mil apoiadores, metemos o pé na porta dos salões do poder e fizemos uma cobertura estrondosa do primeiro ano do governo Bolsonaro.
Nosso trabalho só é possível porque acreditamos numa relação transparente e profunda com vocês, leitores. Essa relação nos permite fazer o jornalismo que sonhamos por duas razões. Primeiro: quem nos lê e nos apoia também nos protege; é fácil fechar uma redação, mas é difícil calar um movimento. Cada pessoa que se junta ao Intercept dificulta o trabalho daqueles que querem nos censurar. Mas sua ajuda também nos dá recursos para contratar mais, bancar viagens, realizar pesquisas e comprar equipamentos. Também gastamos cada vez mais com segurança – física e digital – e com advogados, o que, infelizmente, é uma necessidade na nossa profissão hoje em dia. Jornalismo que transforma custa caro, leva processo e não dá lucro!
2020 será um ano determinante para o país e o planeta. Além da pandemia de coronavírus, teremos eleições municipais, fundamentais para a consolidação (ou não) do bolsonarismo e para o que será a disputa nacional em 2022. É também ano de eleição nos Estados Unidos, e o jogo de lá é central para compreender os rumos que o mundo tomará. Vamos sentir na pele aqui. Em paralelo, nossas questões cotidianas continuam crescendo em escala: no Brasil de Bolsonaro, o desmatamento é recorde, a polícia mata como nunca e o desemprego diminui à custa da precarização do trabalho. 
O jornalismo realmente independente é o único capaz de enfrentar este cenário e revelar as verdades que eles querem esconder. Jornalismo que se preza enfrenta corruptos, assusta ditadores, peita os poderosos, não faz acordos e muda o mundo.
Apesar de termos feito um grande ano, o Intercept não quer repetir o ano passado – não nos apegamos a fórmulas. Vivemos um momento histórico singular e queremos mais, muito mais. Por isso, lançamos nossa nova campanha de doações. É pé na porta do ano que chega, sem medo de ameaças, robôs reaças, megacorporações, dos ruralistas, de jornalistas acomodados e de nosso governo de extrema direita.
 
Leandro Demori
Editor executivo

Inteligência

Inteligência
Caíu no meu inbox um texto da autoria do nosso físico nuclear, PCA da Empresa Nacional de Parques de Ciências e Tecnologias. Ao que tudo indica, este cargo não premeia a competência técnica (há meses que procuro trabalhos científicos da sua autoria e não os encontro...), mas sim a confiança política. Por causa disso mesmo, o que este indivíduo diz pode reflectir o pensamento oficial, sobretudo se depois de lhe ter sido confiado um cargo tão alto não há distanciamento de quem de direito em relação aos seus pronunciamentos incendiários. O que ele diz nesse texto é essencialmente o seguinte: a violência em Cabo Delgado e no centro do País é fomentada por veteranos da luta de libertação nacional que por ganância individual promovem a instabilidade para se enriquecerem.
O argumento não é grande coisa. É, na verdade, típico do pensamento indolente que faz sempre recurso a teorias de conspiração para reduzir questões complexas ao nível de compreensão de quem detesta pensar. Em toda as situações há, por regra, sempre alguém que beneficia. Contudo, daí a concluir que quem beneficia é que cria essas situações vai uma grande distância. E isto é sem tomar em conta que benefício moçambicanos que lutaram pela libertação do País tirariam da sua instabilidade.
O governo precisa de abordar o problema da insurgência em Cabo Delgado como um problema político, mas também como um problema intrinsicamente institucional que não se resolve com simplificações absurdas, mas sim com inteligência num duplo sentido: inteligência como a condição de não ter medo de pensar e inteligência no sentido de saber lidar com informação. O problema político continua a escapar à nossa liderança, infelizmente. O silêncio do chefe de Estado em relação ao ataque de segunda-feira é prova disso. Ele essencialmente decidiu que as pessoas que o elegeram e por cuja segurança ele jurou exercer o poder não merecem a sua atenção num momento como este. É grave. E o silêncio cúmplice dos que o rodeiam só piora as coisas.
As lucubrações do físico nuclear assim como as do Gustavo Mavie, que diz, por um lado, que não sei do que falo porque não vivo no País (mas, surpreendentemente, algumas pessoas que vivem no País concordam com a leitura que faço) e, por outro, que é normal perder uma batalha (e vai dizer isto até ao dia em que entrarem na Ponta Vermelha...) são sintomáticas da ausência de inteligência no primeiro sentido. É assim a nova Frelimo. Abdicou do pensamento crítico e investe o seu tempo ou em teorias de conspiração ou na discussão fútil com quem aponta problemas. Ao invés de ela fazer uma introspecção perde o seu tempo a tentar mostrar que o crítico se enganou como se isso fosse resolver qualquer problema que seja. Hoje, diz-se por aí, os insurgentes estão em Quissanga, “normal” como diz o porta-voz inoficial, em mais uma demonstração de que a população de Cabo Delgado parece ter sido abandonada à sua sorte.
Por causa dessa obsessão com futilidades, a Nova Frelimo não tem tempo para empregar a inteligência que o País precisa de aplicar para lidar com os seus problemas. Curiosamente, as teorias de conspiração são fomentadas pela natureza formidável dos problemas. O problema neste momento não são os veteranos, nem sou eu. O problema é como garantir que as FDS façam o seu trabalho. Ora, como qualquer outra instituição complexa, elas são vulneráveis ao comportamento desviante dos seus membros. Uma situação de conflito armado cria oportunidades que são aproveitadas pelas pessoas sem escrúpulos. Fiquei boquiaberto quando nas minhas leituras de memórias de membros do exército e serviços de inteligência da África do Sul fui descobrir altos esquemas de corrupção na base dos quais muitas patentes sul africanas brancas enriqueceram.
Não entendo nada de questões militares, por isso não vou enveredar por esse caminho. Contudo, uma liderança séria e comprometida com o País já teria reagido de forma visível. Teria indicado pessoas de qualidade que o País tem – sim, refiro-me a muita gente com experiência de governaçao ou gestão de empreendimentos, juízes e outros – para estudarem a estrutura das nossas FDS e identificar maneiras de suprirem os seus problemas logísticos e de disciplina. Pode ser “normal” perder uma batalha, mas não é “normal” que isso aconteça sem reacção das FDS muito menos que não rolem cabeças depois disso acontecer. Não sei se o Presidente dá ouvidos a estes assessores inoficiais. Se o faz, é grave. Se não o faz devia se demarcar claramente deles porque de cada vez que abrem a boca revelam a perplexidade das pessoas que pensam defender.
Há notícias segundo as quais os insurgentes teriam sido aplaudidos pela população. Isto não precisa necessariamente de significar apoio popular. A população está indefesa e vulnerável. Ela sempre vai fazer o mais racional, nomeadamente aliar-se ao mais forte, portanto, aquele que faz o “normal”. Só que quando é assim há algo profundamente importante que se perde. As pessoas perdem a sua relação emocional com o País e reagem instintivamente como, aliás, muitas o fizeram durante a guerra terrorista da Renamo. A aparente indiferença do governo perante o sofrimento das pessoas está a contribuir para a sua alienação. A impunidade dos membros das FDS que não tratam as pessoas com o devido respeito ressalta para o próprio governo, pois é ele que tem que mostrar às pessoas que a sua dignidade é sagrada e inviolável.
Ter boas FDS, no nosso contexto, não significa ter uma instituição sem gente corrupta ou indisciplinada. Significa ter um comandante em chefe que responde com prontidão a essas coisas e procura meios de impedir que esses problemas comprometam os objectivos gerais das FDS de garantir a segurança no País. O Presidente não foi obrigado a ocupar o posto que ocupa. Fê-lo voluntariamente porque achou que reunia condições para enfrentar os desafios que o cargo comporta. Isso é sinal de coragem que falta a muitos de nós (a mim, por exemplo, embora no meu caso seja a consciência de que esse cargo está muito aquém das minhas capacidades). Nesse sentido, até o admiro.
Mas ele tem que reconhecer que Cabo Delgado é um teste não só à sua coragem, mas também à sua competência. A melhor demonstração de coragem que ele pode fazer é não dar ouvidos a gente sem noção. A segunda é dirigir-se à nação e dizer o que está a acontecer, o que ele está a fazer para evitar o pior e o que nós, todos nós, podemos fazer para o ajudar. A terceira é considerar seriamente a hipótese de declarar um estado de emergência em Cabo Delgado e mobilizar as pessoas certas para lá. A quarta é apetrechar melhor os nossos serviços de inteligência com académicos – não veteranos da Luta – para que esses serviços se ocupem mesmo de coisas ligadas à “inteligência” e deixem de procurar falso inimigos nas redes sociais, sociedade civil e nos meios de comunicação de massas.
Liderança é coragem e inteligência. Todos aqueles que nos rebentaram os tímpanos com gritos de “confio em ti!” devem fazer um exame de consciência e se indagarem se dá mesmo para confiar perante o que se passa em Cabo Delgado. Parte do problema da liderança são esses que apoiam cega e acriticamente. Apoiar alguém – e eu apoio Nyusi e a Frelimo – não é apenas adular e proteger da crítica. Nem com Guebuza fiz isso. É exigir que ele continue a merecer a nossa confiança. E neste momento, infelizmente, ele está a minar essa confiança. Ele e a Comissão Política.
Yorumlar
  • Celia Meneses Não me deixas circular ..,
  • Filipe Ribas Deus é Pai! Parece-me ser o pensamento com que aguardamos o agravamento das nossas tragédias. E, sobretudo, a culpa não é nossa, é do inimigo. Como se este devesse ter uma conduta de amigo.
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  • Sebastiao Conceiçao Opa, isto está off
  • Edson Manuel Cussangiua Professor tocou na ferida, falta liderança e inteligência na gestão do assunto "CABO DELGADO".
  • Miro Guarda A perplexidade e incapacidade é tanta que até pôr o lugar a disposição é impensável. O tamanho do cérebro é menor que dum vírus que anda por aí. E dizia meu pai: filho, o cérebro é uma coisa muito interessante, todo mundo devia ter um.

    Apwaka!
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  • Djoko Chemane Este e o artigo anterior, sobre o ataque a Mocímboa da Praia, merecem ser lidos por todos os moçambicanos que se presam. Quer concordem o não. Mas levantam questões que estão entaladas em todas as nossas gargantas. Isto é que se chama dar voz ao povo, e este é o papel do intelectual. Discute questões muito sérias do Estado moçambicano. Parabéns!!!
    Eu tenho a impressão de que Moçambique monoparitdário tinha melhores debates políticos que no actual multipartidarismo....
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  • Gito Katawala Oh my!
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  • Carlos Jonasse Profundo!
  • Yaqub Sibindy Uma resposta ao Julião João Cumbane, com a dose de uma educação cívica sobre a resolução dos problemas de interesse superior da Nação!

    Não considero falha natural de Julião Cumbane, mas sim o Cumbane tem de atacar e soprar porque ele vive aqui em Moç
    ambique rodeado dos esquadrões da morte e, não tem retaguarda segura como Elisio Macamo que vive nos castelos da segurança de Estado de Direito e Democrático na Europa!

    Todavia, a maturidade de Elisio Macamo, que substituiu a adulação açucarada de João Cumbane, por um debate dialético e patriótico para salvar a Nação e quiçá, salvar o Nyusi, resolvendo os problemas com propostas construtivas do EMacamo, acaba por atribuir ao Macamo mais um diploma de Doutoramento em matéria de resolução dos problemas de Moçambique, caso assim o Nyusi desejar dar ouvida à Sociedade moçambicana, deixando de brincar com o Poder, como está finalmente a fazer neste momento perante a ausência da Voz do Comando nas FDS, no conflito de Cabo Delegado!

    Gostei muito do texto do EMacamo e também tenho gostado muito das indirectas de JCumbane!
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  • Luis Baptista Profundo... uma verdadeira aula de sapiência... após este texto saiba, professor, que as esperanças de ser eleito governador de Gaza ou ser nomeado Secretário do ESTADO na província de Gaza vão por água abaixo!

    Talvez tenta ir a oposição e simpatizar com o homem dos 18 milhões...
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  • Raul Junior Se houve aplausos aos " malfeitores " não é por simpatia é questão de sobrevivência. Os cubanos em Cuba convivem e aplaudem o regime opressor!
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  • Rubi Kandisky Gratidão Professor pelas premissas e por nós inlucidar Sempre.
    Görüntünün olası içeriği: 1 kişi, şunu diyen bir yazı 'mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer. -Albert Einstein'
  • Claudio Mapulango A frelimo não tem é nunca teve nada à oferecer esse povo maravilhoso.
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  • Lenine Daniel Em momentos de especulação, em que todo mundo virou especialista em saúde pública, e como sempre, é bom vir ler o Professor.
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  • Calbe Jaime Excelente reflexão professor. Por exemplo, o que trouxe de novo o Conselho de Ministros que aconteceu em Cabo Delgado?
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  • Castro Chilaule O Professor escolheu as palavras certas para abordar assuntos candentes do nosso país. Não é preciso estar na terra para sentir a pulsação da mesma, a ligação é umbilical.
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  • Magacebe Majacunene Quer as ideias quer na fluidez de as colocar.......simplesmente notável.
  • Evito Andrade Dausse Profundamente oprtuna essa posição do professor. Admiro a forma como diagnostica um problema, apresenta-o e sugere possíveis saídas. Tem sido uma consultoria a custo zero.
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  • Diogo Milagre Uma reflexao e tanto...tem muito para nutrir quem ja nao vai alem no pensamento e inovacao. Uma critica acidulada, mas nobre
  • Hélio Maúre Dizia alguém, um arauto, em plena televisão pública de que a questão de Cabo Delgado era apenas uma ferida no dedo e que não afectaria todo o corpo...Dizia eu então que, não tratada devidamente a ferida, podia gangrenar criar danos maiores para o corDaha Fazlasını Gör
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  • Claudio Zunguene A situação em Cabo Delgado deve preocupar a todos sobretudo, porque estão sendo dizimadas vidas humanas de compatriotas nossos. Alguém um dia escreveu e concordo plenamente com a ideia: '' o segredo da vitoria e conhecer o inimigo''. Penso que a reivindicação feita pelo Estado Islâmico sobre o ataque a Mocimboa da Praia, sirva para a definição de melhores estrategias de como lidar com o assunto.
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  • Reginaldo Mutemba Nao sei o que esta acontecendo, mas de facto parece que existimos 28 milhoes, numero. Nao massa viva de pessoas consciente do perigo em que estamos... parabens professor por quebrar o silencio, perante nossa maneira de deixar que as coisas andem, diante da minha indiferenca. somos suicida? ou somos violentos?