quarta-feira, 25 de maio de 2016

Filhos do proprietário de Motichande raptados hoje na cidade da Beira


Após um tempo de ligeira acalmia, os sequestradores voltaram a entrar em acção.Dessa vez os larápios raptaram dois filhos do empresário Harish, dono do Motichande Dulobo, na manhã de hoje, quarta-feira (25), na cidade da Beira.
Segundo fontes próximas da família das vítimas, os bandidos raptaram os filhos do empresário quando seguiam para escola. Os mesmo balearam o motorista antes de retirar os filhos do empresário do carro.
A polícia da República de Moçambique ao nível da província de Sofala, mas em particular da cidade do Chiveve, já confirmou a ocorrência e garantiram que o motorista teve apenas ferimentos ligeiros.

TOMÁS VIERA MÁRIO, CONTINUO A ESPERA DA RESPOSTA!



Os dias estão cada vez mais difíceis, meu caro amigo Tomás Viera Mário. Mais difícil ainda está podermos dizer o quão difíceis estão os dias. Só por isso de dizermos que os dias estão difíceis não sabemos o que nos pode suceder a seguir, se tivermos sorte eles podem nos inutilizar as pernas com as suas balas, mas na falta de sorte eles nos abatem de uma vez por todas. E é por isso que muitos de nós andamos com as bocas suturadas. Escrevo-te esta minha carta de desabafo na esperança de que a mesma te encontre em óptimo estado de saúde, sobretudo nestes tempos em que existem homens capazes de decidir o nosso estado de saúde senão mesmo decidir o dia da nossa morte. Tive o privilégio de ler o que escreveste a propósito do que sucedeu com o nosso amigo José Jaime Macuane, um texto que corresponde ao direito de apelar ao céu quando na terra já não temos quem nos oiça nas nossas queixas, nos nossos apelos e nas nossas súplicas. Concordo plenamente quando dizes que os tiros que dispararam contra Macuane, o José, atingindo-o nas pernas, constituem mais uma tentativa de entorpecer a liberdade de imprensa e de expressão. Concordo mais ainda quando dizes que não existe forma de não relacionar esse acontecimento com o facto de a vítima ser alguém que vinha exercendo o comentário político. Chegados aqui, apraz-me lembrar que as actividades ilegais conducentes a eliminação da liberdade de imprensa e de expressão e ao aniquilamento do pensamento crítico ao poder do dia começaram a ser levadas a cabo faz tempo. Pessoalmente, continuo a espera de uma resposta de V. Excia a uma carta que lhe dirigi na qualidade de presidente do Conselho Superior da Comunicação Social, datada de 02 de Fevereiro de 2016, na qual solicito uma informação actualizada sobre o estágio da petição remetida ao conselho pela Procuradoria-Geral da República, onde pedimos a intervenção de autoridade competente com vista a averiguar e apurar os factos relativos a uma lista de analistas e comentadores políticos supostamente imposta pelos gabinetes de imprensa do partido no poder aos órgãos de informação públicos, uma situação que, a ser verdadeira, atenta contra a liberdade de imprensa e de expressão, o pluralismo político, o pluralismo de informação e de opinião, a Constituição da República e o Estado de Direito e Democrático. Há bastante tempo que aguardo uma resposta de autoridade competente sobre esse expediente, de tal sorte que me questiono todos os dias até que ponto será legítimo que um grupo de 40 indivíduos podem ser tidos como os únicos autorizados a falar na nossa comunicação social do sector público, que vive dos impostos pagos por todos nós, sobretudo quando a crónica relata que os mesmos existem para falar contra a oposição e contra todos os discursos alternativos ao poder político. A conclusão a que chego é de que esses 40 indivíduos são gente intocável, cuja acção não só promove o aniquilamento do contraditório nas nossas rádios e televisões públicas, como também resultam em atentados contra as vidas daqueles que vão tentando dizer alguma coisa diferente ao que eles dizem. O prazo de me responder ao pedido de informação por mim formulado já vai atrasado, por isso não espero muito ter uma resposta. Talvez, por causa de pedir este tipo de informação, não poderei esperar muito mais que o mesmo destino que tiveram o Macuane e o Cistac, isso se não tiver a sorte de ser espancado a ferro como o meu amigo Massango que se arriscou a convocar uma marcha contra a crise financeira que se vive em Moçambique. E o meu amigo procurador que investigava a morte de Cistac, o Marcolino Vilanculos, o que lhe sucedeu? Ninguém nos explica. Tenho dito, mas nada importa repetir: o G 40 representa o que há de mais degradante no tecido moral e ético da nossa sociedade. Salvo erro ou melhor prova em contrário. Com estas palavras, mais um poeta dinamita-se. Mas no atrevimento o poeta vai mandando manguitos!
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9 comentários
Comentários
Kim Fausto Naftal Hehehehehehe
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Joao Jordao Jota Tá demais isso, nada si explica é só estamos a trabalhar
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Carlos Macamo Gostei...
A LUTA CONTINUA!!!
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Humberto Zandamela Muito mal isto...pena nao haver interesse em dar esclarecimento a nenhum caso... muito menos a questionamentos!
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Eduardo Noemio Tembe Epha tenho medo de ser teu amigo nehnan ,porque se te procuram serei o proximo Vou pedir "distra" ou "maxitlhelo" de ser teu amigo .Mas goxtei
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Santos Jeremias Chavane Chivoze Estamos à trabalhar
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Jorge Antonio Calane Kito Ainda estou vivo

Sobre os atentados contra civis no conflito em curso em Moçambique: haverá estado de terror?

Sobre os atentados contra civis no conflito em curso em Moçambique: haverá estado de terror?
Uma guerra justa requer duas condições cumulativas: uma causa justa (jus ad bellum) e meios justos ou justiça na guerra (jus in bello). O jus in bello implica que os métodos usados pelos beligerantes sejam proporcionais aos seus fins e que eles (os beligerantes) não atinjam directamente alvos civis ou não combatentes. (Steven Lee)
O conflito militar em curso em Moçambique não cumpre com estes requisitos de uma guerra justa.
Se é discutível a justeza das causas do conflito (exclusão, fraude eleitoral, redistribuição da riqueza, defesa da unidade nacional e de integridade territorial) evocadas pelos beligerantes, não há mínima dúvida quanto ao uso de métodos não aceitáveis em uma guerra justa. Este conflito tem atingido muitos alvos civis.
Em estratégia militar existe o que se denomina “efeitos colaterais da guerra”. Refere-se a alvos civis atingidos por actos inadvertidos da guerra. Estas situações, naturalmente ocorrem na guerra actualmente em curso em Moçambique, como em qualquer outra. A grande preocupação é com as vítimas civis resultantes de actos deliberados dos beligerantes. E isto se adequa à definição do terrorismo.
Segundo o filósofo Steven Lee, o terrorismo tem como alvo, civis - não combatentes, o que é claramente proibido pela tradição de guerra justa tanto na perspectiva Judeo-Cristã como na Islâmica.
Jéssica Stern & Amid Modi referem que os objectivos de terroristas podem ser instrumentais (mudar o mundo) ou expressivos (atrair atenção, criar medo).
Parece não haver dúvidas que a actuação dos assassinos do Professor Gilles Cistac, dos autores de atentados contra Professor José Jaime Macuane, Dr. Carlos Jeque e um outro conhecido Dr. da nossa sociedade que foi molestado e assaltado em sua residência no Bairro Central da Cidade de Maputo, depois de ter dirigido uma missão de averiguação da existência de valas comuns na região centro do país, enquadra-se numa actuação terrorista. Visa claramente criar medo, mudar a forma de actuação dos opinion makers, etc.
Pode se discutir se as vítimas civis amiúde causadas pelos ataques contra transportes públicos - alegadamente carregando militares - são danos colaterais da guerra ou actuação terrorista para chamar a atenção da sociedade sobre o conflito.
Seja como, parece haver condições formais e objectais para se falar de estado de terror em Moçambique.
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Lenon Arnaldo Estado terrorista;
Efeitos colaterais de guerra;
Vítimas civis amiude...Ver mais
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Estevao Pangueia Olha Borges Nhamirre, na teoria de guerra o que a Renamo e o Governo estão a fazer é mesmo isso, a ideia de guerra justa, cada um faz a guerra como mecanismo de defesa, assim cada um usa os meios de acção que dispõe para impor medo e obediência, isto é feito pelos actores deste conflito armado. Logo o estado de terror existe sim e é protagonizado por aqueles que tem armas.
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Américo Matavele Mano Borges, há uma vontade expressa no teu texto de não querer aprofundar os ataques, quase diários, e que tem feito mais vítimas que os que alegas na parte cimeira da tua análise. Tentaste ser imparcial, mas ninguém consegue mentir para a sua consciência e crenças. Estas bad.
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Lenon Arnaldo O pior é tentar mentir para sua consciência e nisso, querer levar outros a embarcar nesse barco com muitos furos.

Este post, faz lembrar um colega de escola que perante uma reprovação quase que certa, apelou a sensibilidade do docente dizendo: "Dr. não nos abandone no alto mar, porque há muitos tubarões ".

O post o mano Borges Nhamirre prometeu dissertar ontem ainda está por escrever.
Borges Nhamirre Mano Américo e caro Lenon, discutam as minhas ideias e não as minhas crenças e consciência. Voces não conhecem as minhas crenças. Voces conhecem as minhas ideias porque as exponho, como fiz neste post. Sei que e' difícil discutir ideias e e' mais fácil dizer maldades por alguém. Mas se tiveram a coragem de cá vir, tenham a bravura de rebater as minhas ideias e não a cobardia de abater a minha personalidade. ManoAmérico, tu que me conheces há muito, pelo menos virtualmente, diga ao Lenon que não me atrelo a organizações para existir. Sou Borges Nhamirre e não Borges da sociedade civil. Meu nome e sobre nome sao suficientes para me apresentar. Nao precisa adicionar a ele organizações. E mais: não sou académico, sou jornalista.
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Lenon Arnaldo Mano Borges Nhamirre não é minha forma de estar acobardar-me ou preferir maldades a quem quer que seja, mesmo, seja alguém com ideias contrárias às minhas, ou com crenças diferentes as minhas. O que vale dizer, o que acaba de dizer acima não se encaixa na minha pessoa.

De todas as formas, se de algum modo ofendi a sua imagem e personalidade as minhas sinceras desculpas, pois, não é e nunca foi minha intenção.

No entanto, mantenho na essência o que disse no coment acima.

Chamo a colação as organizações da sociedade civil, académicos ou independentes porque, infelizmente, essa tem sido o cartão de visita dos que pensam contrário ao governo do dia, por regra. Se não for o seu caso, mais uma vez as minhas sinceras desculpas.

Se perguntar não ofender o post em alusão à que título o fez: na qualidade de jornalista, simples cidadão , académico, activista ou independente.

Aquele abraço fraterno.

Sobre contar com as nossas próprias forças

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CARTA A MUITOS AMIGOS
Desde o início da luta de libertação nacional sempre afirmamos que devíamos em primeiro lugar contar com as nossas próprias forças e que os apoios que recebíamos jamais se deveriam substituir ao nosso esforço.
Isto determinou que nenhum estrangeiro lutasse nas nossas fileiras. Recebemos instrutores chineses em Nachingweia a partir de 65 creio, depois da visita à Tanzânia de Chou en Lai, mais tarde houve soviéticos no norte da Tanzânia para preparar os especialistas para os foguetes terra a terra o GRAD P e para os mísseis STRELLA 2M, terra ar.
Muitas delegações visitaram as zonas libertadas, cineastas, jornalistas, militares da África, da URSS, da China, nunca combateram, recebidos e tratados sempre como amigos que mereciam a melhor hospitalidade.
Durante a guerra contra o regime racista da Rodésia e porque a então OUA propusera, forças de artilharia da Tanzânia posicionaram-se na província da Zambézia onde ocorreram alguns combates contra elas.
Estas força tanzanianas e depois da libertação do Zimbabué ao longo do dito Corredor da Beira(via férrea e pipeline) as únicas forças estrangeiras que combateram no nosso solo, independentemente de havermos enviado voluntários para a defesa da Tanzânia agredida porIddi Amin, para o Zimbabué e, para Angola, apenas para a batalha de Kifangondo.
Nesse período além de instrutores chineses alguns vindos de Nachingweia, houve instrutores soviéticos, cubanos e por pouco tempo da Coreia do Norte.
Estes últimos mais preocupados em difundirem a propaganda do regime e do seu leader do que em preparar forças combatentes, por isso regressaram ao seu paraíso natal.
Se nos momentos mais críticos da nossa vida, embora recebendo apoios nunca outros de fora vieram combater no nosso lugar, ficando nós à espera que terceiros resolvessem os nossos problemas, porque deveremos fazê-lo hoje?
Deixamos de lado a nossa História e a nossa moçambicanidade?
Que venham estrangeiros trabalhar e nós aguardando à sombra das mangueiras e fazendo uma sonecazinha? Esse o nosso ideal, programa e vontade? Que venham pedreiros e carpinteiros de Portugal, China, etc?
Há que nos afirmarmos e agirmos de acordo com a nossa herança histórica, tradições, exemplos dos nossos maiores.
O Presidente Nyusi acaba de visitar a China. Excelente, a China sempre esteve connosco desde a primeira metade dos anos sessenta.
Fala-se do FMI do Banco Mundial, da União Europeia, dos vários doadores.
Muito bem, as nossas preocupações e dívidas, a nossa produção e produtividade vão ver-se resolvidas por eles? Qual o nosso papel no meio disto tudo? Virão chineses, americanos, franceses, suecos, dinamarqueses arregaçarem as mangas em vez de nós?
Vejam como se comportam os camponeses, observem o seu horário de trabalho, como agem e trabalham para sobreviverem, melhorarem as suas vidas, educarem os seus filhos, construírem casas mais decentes e até quando chega a energia porem luz em casa e comprarem uma TV, já não menciono os telefones celulares que por todo o lado proliferam.
Não vejo no campo as pessoas meterem férias de 30 dias para as machambas, abandonarem o gado por esse período, não semearem nem levarem os bois a pastar porque se trata de um feriado, ponte anterior ou posterior ao feriado. Quanto muito param porque faleceu um vizinho ou parente, ou levam alguém ao hospital. Trata-se de camponeses estrangeiros ou tão moçambicanos como todos os outros. Podemos aprender com eles a valorizar o trabalho?
Vejo gente a estudar para se tornar Director, não para aprender o saber e o saber fazer. Busca-se um emprego, uma sinecura de preferência na função pública, não se procura trabalho.
Estaremos assim no bom caminho para a resolução dos nossos problemas, criar condições para a nossa vida, o futuro dos nossos filhos e netos?
Precisamos de coragem e de tomar medidas drásticas, apoiarmo-nos em nós mesmos para criar um melhor presente e um futuro mais seguro para todos.
O nosso Governo, o Comité Central da FRELIMO que criou o presente governo e os anteriores desde a independência deveriam, a meu ver, repensar e decidir sobre as questões vitais que se seguem e constituem um sine qua non para nos libertarmos e definitivamente de humilhações,dívidas ocultas, rogar favores, e decidirmos sobre os nossos destinos.
1.   Comparar os dias de descanso (férias, feriados, pontes…) de Moçambique, com o que se faz nos Estados Unidos, Japão, China, Coreia do Sul e Índia, países muito mais prósperos que o nosso e que contribuem para o nosso orçamento e obras sociais.
2.   Decidir sobre um horário que assegure o aumento para 44 horas semanais a jornada semanal de trabalho, acabar com pontes e pontecas, reduzir as férias para 15 dias anuais.
3.   Estabelecer os salários em função do trabalho feito efectivamente a horas e com qualidade. Premiar os que bem agiram.
4.   Obrigar a Função Pública a trabalhar todo o sábado, passando o descanso para metade das segundas-feiras, assegurando assim que ninguém precise de se ausentar do seu serviço para tratar de um documento essencial para a sua vida, da sua família e filhos.
5.   Com o mesmo objectivo a Função Pública deveria abrir as portas pelas 09h30 e encerrar pelas 18h00 para que os restantes trabalhadores possam não abandonar o serviço para resolver as suas questões. Em último caso criarem-se turnos na Função Pública.
Certamente que o aqui sugerido carece de muita mobilização da opinião, explicações e demonstrações de que não dispomos de alternativas para sairmos das fossas em que nos encontramos. Excesso de generosidade e boa vontade e carência total de contas.
As medidas impopulares aplicam-se logo a seguir às eleições, antes pode haver muita exploração negativa.
Nada disto exclui que devolvam ao Estado o que se pilhou e perante a Justiça esta decida com base nos factos sobre as penas a aplicar, aos pequenos como aos grandes. O risco de não o fazer implica que o Partido no poder perca o seu lugar, a favor de incompetentes e terroristas, demagogos e aqueles que mais pilharão e afundarão a nossa Pátria Amada.
Repito, pelo progresso e defesa da nossa independência e liberdades a Luta Continua!  
P.S Celebramos o Dia de África, a 25 de Maio de 1963 os estados independentes africanos em Addis Abeba decidiram criar a Organização da Unidade AfricanaOUA, e consideraram que uma das suas primeiras tarefas situava-se na eliminação do colonialismo e do apartheid.
Diallo Telli, primeiro Secretário-Geral da OUA propôs então a Mondlane em Addis Abeba que ele e a direcção da FRELIMO se instalassem na Etiópia que a OUA iria libertar Moçambique.
A resposta um NÃO bem firme, pois que a tarefa de lutar e libertar a pátria cabia aos moçambicanos dirigidos pela FRELIMO e que jamais daríamos uma procuração para terceiros se sacrificarem por nós.
Discurso anacrónico de um veterano

O texto que se segue não é meu. Copiei-o de um grupo adulto na rede "WhatsApp", onde também foi repassado qual está sendo por mim aqui, dada a sua pertinência relativamente ao conteúdo da mais recente "Carta a Muitos Amigos" do veterano Sérgio Vieira (na imagem).

------- Início do Texto Repassado -------
O Colonialismo voltou mesmo!
Alguém corajoso escreveu que o colonialismo estava de volta, mas eu confesso que não acreditava, até que de repente phamm! O colonialismo está mesmo a voltar!
Todos ouvimos e lemos o Sérgio Viera a dizer que as nossas férias de 30 dias acabaram e que a partir do próximo ano só teremos férias de 15 dias, mas óoo, até é um pouco melhor que no tempo colonial. O que é estranho no meio disso é que quando Portugal teve uma crise bem pior que a nossa nunca cortaram férias, que são um direito sagrado como o salário. Yuuuu, yuuuu, yuuuu.
Já não basta essa de querer ver pretos presos quando ele mesmo Sérgio Viera nunca foi ao tribunal responder porque não viajou com Samora?
Vamos estar atentos irmãos, daqui a nada vai propor a lei do chicote.
------- Fim do Texto Repassado -------

Agora, porque eu também considero que o assunto "trabalho produtivo" é mesmo muito sério, eu pergunto a ti, meu amigo e compatriota (moçambicano):
Qual é a tua opinião sobre o conteúdo da mais recente "Carta a Muitos Amigos" do veterano Sérgio Vieira? Concordas ou não com a ideia de que a "Carta a Muitos Amigos" do veterano Sérgio Vieira é uma proposta para o «regresso do colonialismo»? Ou achas que o trabalho produtivo pode ser realizado sem ser necessário aumentar o tempo da jornada laboral? Enfim, como trabalhar produtivamente no contexto moçambicano?
Estas perguntas surgem em reconhecimento do facto de que só o trabalho produtivo ( = que produz riqueza ou satisfação para a pessoa humana) é que é inteligente e recompensador. "Trabalho de Marracuene" ( = trabalho de faz-de-conta ou que não produz satisfação para a pessoa humana) é tolo!
Eu sou da opinião de que hoje as tecnologias de informação e comunicação, bem usadas, permitem produzir mais em menos tempo. Por eu pensar assim, acho que o veterano Sérgio Vieira está a viver o passado no presente. ("Tadinho" ele!) Esta forma de pensar dá legitimidade à ideia de que o «colonialismo está mesmo de volta». Por outras palavras, o discurso do veterano Sérgio Vieira nas suas várias "Carta a Muitos Amigos" peca muito por ser anacrónico, e nalguns casos até deliberadamente.
Aguardo a tua opinião. É conversando que a gente se entende.

Abdala Abílio Suleiman, Nathaniel Mucavele, Mendes Mendes Jr. e 21 outras pessoas gostam disto.