sábado, 26 de abril de 2014

Cinco militares da OTAN morrem após queda de helicóptero no Afeganistão

Cinco militares da OTAN morrem após queda de helicóptero no Afeganistão

Afeganistão, exército

No sul do Afeganistão, caiu um helicóptero com militares da Força de Assistência à Segurança Internacional. Cinco pessoas morreram.

Os detalhes e razões da queda do helicóptero, bem como a nacionalidade das vítimas, permanecem desconhecidos. Estão sendo investigadas as circunstâncias do acidente.

“Ele trouxe ao mundo ideias de amor, perdão e misericórdia”

“Ele trouxe ao mundo ideias de amor, perdão e misericórdia”

Vaticano, religião

Como se sabe, no domingo, dia 27 de abril, decorre no Vaticano a cerimônia de canonização de dois proeminentes chefes da Igreja Católica: João XXIII e João Paulo II (Karol Wojtyla).

Igor Baranov, presidente da Associação João Paulo II na Rússia e diretor executivo da editora da Ordem dos Franciscanos em Moscou, falou sobre esse acontecimento em entrevista à Voz da Rússia.
Igor Baranov: Será a primeira vez na história que irá ocorrer uma canonização simultânea de dois Papas, e isso não é uma coincidência. Essa cerimônia sublinha mais uma vez a unidade espiritual de ambos os pontífices. Quando Karol Wojtyla, ao se tornar Papa, pensava sobre o nome que iria tomar antes de ascender ao trono pontifício, ele dirigiu seu pensamento para as personalidades de João XXIII e de Paulo VI, que lhe eram espiritualmente próximos. Para mim é também notável o fato de a sua canonização ser realizada precisamente na Festa da Divina Misericórdia que ele próprio instituiu em honra das visões da freira polonesa Maria Faustina Kowalska. Ele também morreu na véspera da Festa da Divina Misericórdia e nisso sentimos também um certo mistério, um milagre!
Para nós na Rússia João Paulo II é importante como um profundo filósofo, mestre da religião e um homem criativo brilhante, para quem a liberdade de pensamento era o fundamento da existência. Ele, tal como muitos outros representantes da sua geração, viveu nos tempos difíceis de guerras sangrentas, do mal, da violência e da desconfiança mútua. No entanto, Karol Wojtyla tinha a plena convicção que iriam ocorrer mudanças para melhor e ele próprio muito fez para que a “cortina de ferro” na Europa caísse finalmente. Os seus textos religiosos e filosóficos, as suas obras dramatúrgicas e poesia são editados traduzidos para língua russa, os nossos leitores procuram-nos.
Voz da Rússia: Teve ocasião de ver pessoalmente o Sumo Pontífice?
Igor Baranov: Sabe, eu vi-o pela primeira vez quando visitei, com um grupo de peregrinos russos, Czestochowa (cidade na Polônia, conhecida pela sua imagem milagrosa da Nossa Senhora de Czestochowa – NR) em 1991. Tudo isso aconteceu no Mosteiro de Jasna Góra (onde se encontra a imagem – NR) e, apesar de o Papa se encontrar a uma certa distância, nós ouvimos suas palavras sobre amor cristão e sobre o perdão mútuo, que nos atingiram a alma. Depois eu tive a sorte de ter estado numa audiência com João Paulo II no Vaticano, nós oferecemos-lhe o primeiro volume da enciclopédia católica editada em russo em Moscou. Diretamente de suas mãos nós recebemos medalhas do seu pontificado, isso aconteceu a 23 de abril de 2002. O breve toque da sua mão foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Eu vi de perto a face do Sumo Pontífice, seus olhos e sorriso, senti uma elevação da alma e uma alegria no coração.
Na Rússia muitas pessoas, independentemente da sua confissão religiosa, tinham um grande respeito por João Paulo II, tinham a esperança que ele visitasse o nosso país, mas infelizmente isso não aconteceu. Quando ele morreu, a 2 de abril de 2005, muitos russos ficaram consternados e sentiram a dor provocada por essa perda. Nós recordávamos sua sabedoria, tolerância e magnanimidade, o seu bom sentido de humor.
A canonização de João Paulo II e de João XXIII, cujas ideias da supremacia moral na vida dos homens nos são tão próximas, será, na minha opinião, um acontecimento importante dos nossos tempos conturbados.

Que significa a onda de suicídios entre banqueiros?

Que significa a onda de suicídios entre banqueiros?

suicídio

Há cada vez mais banqueiros ocidentais a morrer em circunstâncias misteriosas. Apenas este ano já morreram 14 gestores de topo dos principais bancos internacionais.

Muitos deles, segundo as versões oficiais, terminaram com suas próprias vidas. Alguns foram executados juntamente com suas famílias e as causas de mortes de outros continuam por desvendar. Isso pode ser considerado como simples coincidências ou como consequência da situação de depressão que vive o setor bancário. Ou será que por trás destas partidas em massa para o outro mundo existe algo diferente?
A onda de suicídios entre banqueiros começou sendo comentada ainda em fevereiro. Nessa altura, em duas semanas, cinco altos funcionários de bancos internacionais se suicidaram. Neste momento a lista de banqueiros que morreram em circunstâncias estranhas já é composto por catorze nomes. Entre eles tanto há aposentados, como jovens. O trader da Levy Capital Kenneth Bellando, por exemplo, que saltou da janela de seu apartamento, ainda não tinha trinta anos.
Contudo, ainda hoje muitos peritos se recusam a associar a atividade dos bancos com as tragédias de seus funcionários. A analista principal Anna Bodrova, da companhia Alpari, considera mesmo que não há quaisquer razões para isso:
“Provavelmente se trata apenas de uma sequência de acontecimentos que coincidiram no tempo, no local e na importância para esse segmento. Na minha opinião, não existem fundamentos para afirmar que esses incidentes tenham qualquer ligação entre si”.
Se não entrarmos em teorias da conspiração, podemos simplesmente imaginar a pressão que recai sobre os modernos empregados de escritório. Na Europa os psicólogos já introduziram o novo termo “burnout”, ou “queima”. Em agosto do ano passado, a filial londrina do Bank of America atraiu as atenções indesejadas da imprensa. O estagiário alemão e excelente aluno Moritz Erhardt, de 21 anos, trabalhou durante três dias sem descanso e foi encontrado morto no seu apartamento no dia seguinte.
Devido à crise financeira, os bancos estão atualmente submetidos a um controle reforçado e por isso estão sobrecarregados de trabalho. Por isso os funcionários bancários, nestas condições, não têm uma vida fácil, refere Anna Bodrova:
“A pressão sobre os gestores de topo é forte. Depois da crise de 2008 o Banco Central Europeu, em conjunto com os restantes órgãos reguladores, aumentou exponencialmente a supervisão da atividade de todas as instituições bancárias. Os parâmetros se tornaram mais rigorosos, as exigências maiores e a pressão aumentou muito”.
Muito mais estão sujeitos a isso os “monstros” como o JPMorgan. Aliás, de todos os bancos que entraram para a lista dos suicidas, o JPMorgan lidera pela quantidade de gestores de topo que morreram de forma voluntária. Este é o comentário de Vassili Solodkov:
“Devido a recomendações erradas dadas pelos seus gestores, o banco teve de pagar grandes indemnizações. É uma responsabilidade muito grande. As carteiras de ações são formadas com base em prognósticos. Se o cliente tem prejuízo, isso atinge em primeiro lugar o gestor da carteira e o banco em geral”.
A história conhece exemplos semelhantes de suicídios em massa entre banqueiros. Da última vez isso aconteceu durante a Grande Depressão. O jornalista e comediante Will Rogers, que testemunhou esses acontecimentos, descreveu-o assim: “Quando Wall Street ficou descontrolada foi preciso fazer fila para saltar da janela e os especuladores vendiam lugares em East River”.
O jornalista e autor de previsões Gerald Celente refere que não se pode manipular os mercados sem que os gestores de topo saibam o que se passa e quais podem ser as consequências. O nosso perito Vassili Solodkov comentou a atual situação da economia europeia:
“A inflação ameaça passar a uma deflação, isso provoca a redução do crescimento econômico. Quando surge a recessão, os devedores não conseguem pagar suas dívidas ou tentam não o fazer sequer. O Banco Central Europeu tenta neste momento lutar contra esse desenvolvimento da situação através de flexibilizações quantitativas”.
É costume supor que o pico da crise financeira mundial foi ultrapassado em 2008. Atualmente os países tentam combater suas consequências. Então porque é agora que os banqueiros se sentem desesperados?
Gerald Celente considera que em 2008 as pessoas acreditavam ingenuamente que os processos econômicos que ocorriam eram normais, por mais desagradáveis que fossem. Nessa altura elas não sabiam das especulações que o setor bancário realmente encobria. Agora, Bruxelas, a Alemanha e os EUA estão investigando a situação e descobrem muitos fatos desagradáveis. Já aqueles que sabiam demasiado, ou mesmo participaram em negócios bancários sujos, não estão vendo outra saída que não seja pela janela.
  • # Fernando Fidelis VasconcelosFernando Fidelis Vasconcelos Ontem, 14:56
    Trabalho em banco no Brasil há vários anos. Nosso caso é diferente porque somos um povo retardado em quase tudo. No setor bancário não é diferente. Copia-se descaradamente, sem qualquer preocupação com a criatividade. Nosso momento atual é de previdência privada e aplicações fora da poupança. O problema é não informarem corretamente ao cliente seus riscos. Meu filho fez um investimento nesse tipo por 3 anos e ainda que eu tentasse escorregar para os melhores formatos, seu prejuízo no final foi de mais de 10%. O jeito foi fugir dela. É cada vez maior a preocupação com os números maravilhosos dos bancos, em detrimento das pessoas, sejam clientes, sejam empregados. Fui gerente por mais de 5 anos e minha falta de concordância com o sistema (tá meio tarde pra mudar de profissão) fez-me deixar de sê-lo. O Brasil, como retardado que é, ainda vai passar por sua bolha financeira e desespero da cúpula diretora. Que o tempo certo o confirme. Hoje os absurdos de lucros são tão grandes que é vergonhoso um banco público como a Caixa ter "só" 4 bilhões de lucro, enquanto os privados o tem em dobro ou triplo. Então as chicotadas nos seus empregados públicos têm queimado o couro dos coitados. Atualmente os antigos gestores têm sido colocados de lado (destituídos) para se instituíres os recém contratados, com idade média de 30 anos e 3 de emprego, mas que estão mais afoitos por promoções e menos preocupados com a ética. As metas têm se duplicado ano a ano e a qualquer momento a bolha vai estourar também por aqui. Vejam o lucro de 5 anos atrás da Caixa para confirmar. Menos de 4 bilhões contra quase 7 bilhões em 2013. Não há mágica. No caso da Caixa não se importam se é um braço do governo que de trabalho de banco tradicional talvez faça uns 40%, o restante são programas sociais. Logo chegará a hora dos suicídios virem nos visitar também.
  • # Jorge BanuthJorge Banuth Ontem, 15:48
    Já está começando em familiares de bancários e não banqueiros uma vez que "estes" nadam em fortunas, já quanto a nós, no meu caso, ex bancário (BMSP/BB) não tive e não tenho problemas. Mas foi outros tempos !
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/2014_04_26/Que-significa-a-onda-de-suic-dios-entre-banqueiros-9891/

Após primeira ronda das presidenciais, Afeganistão não tem novo presidente

Após primeira ronda das presidenciais, Afeganistão não tem novo presidente

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De acordo com os resultados preliminares da primeira ronda das eleições presidenciais no Afeganistão, anunciados neste sábado, a país ainda não tem novo presidente.

Segundo agências internacionais, nenhum candidato conseguiu obter os 50% dos votos, necessários para a vitória.
O ex-ministro das Relações Exteriores do país, Abdullah Abdullah, é considerado pelos peritos como o líder da corrida presidencial, com 44,9% dos votos. O segundo lugar é ocupado pelo ex-ministro das Finanças, Ashraf Ghani Ahmadzai, com 31,5%. E o terceiro nesta lista é outro ex-chanceler, Zalmai Rassoul, com 11,5%.
A segunda ronda das eleições presidenciais é previsto para 15 dias depois da publicação dos resultados oficiais da primeira ronda.

Recenseamento de Dhlakama pendente de questões militares no centro de Mocambique

O recenseamento eleitoral de Afonso Dhlakama, líder da Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, continua "refém das questões militares", podendo inscrever-se até segunda-feira, disse hoje fonte da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Em declarações aos jornalistas, António Brás, vice-presidente da CNE, disse hoje na Gorongosa, centro de Moçambique, que faltam pequenos acertos militares, para que o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) se possa recensear e concorra às eleições gerais (presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais, marcadas para 15 de outubro.

"São questões muito técnicas do âmbito militar", precisou António Brás, sublinhando que está a ser feita uma concertação entre as autoridades militares das duas partes, Governo e Renamo, para as brigadas arrancarem com inscrição na zona de conflito.

LUSA – 26.04.2014

Impasse perigoso

Impasse perigoso
A situação de grave, e extremamente perigoso, impasse em que nos
encontramos é, na minha opinião, resultado de decisões erradas que
foram sendo tomadas com base numa arrogância irresponsável.
Durante muito tempo, a Renamo, através de Afonso Dhlakama, andou a dizer que as coisas não podiam continuar como estavam, que os Acordos de Roma tinham sido espezinhados e que a sua paciência estava a chegar ao fim. No entanto, ninguém lhe ligou nenhuma e tudo continuou na mesma.
A certa altura, num encontro da direcção da Renamo, em Quelimane, há quase três anos, os militares daquele partido decidiram que o tempo das palavrinhas mansas do seu dirigente tinha acabado e passaram a falar grosso. Isto é, começaram a ameaçar com o regresso à luta armada.
Muitos de nós nos apercebemos do alto risco que essa mudança implicava e alertámos para a necessidade de negociações sérias, entre o Governo e a Renamo, para afastar o fantasma da guerra. Mas ninguém nos ligou nenhuma. E o diálogo que foi iniciado foi tudo menos sério. Como dizem os brasileiros aquilo era conversa para o boi dormir de pé.
Nada das reivindicações da Renamo era possível, tudo era inconstitucional ou ia contra o sagrado princípio da separação de poderes.
E o impasse ia continuando, semana após semana.
Mais tarde descobrimos que o Governo andava por aí, nos mercados de armamento, a comprar material de guerra, muito dele em segunda mão, para resolver o problema da Renamo por via militar.
Só que, entretanto, a situação se tinha azedado completamente e o chumbo quente tinha começado a voar no centro do país, vertendo sangue moçambicano.
Talvez nessa altura ainda tivesse sido possível uma negociação séria. Dhlakama estava em local conhecido, Satunjira, e teria sido fácil conversar com ele.
Mas alguém terá convencido o nosso visionário e clarividente Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança de que a solução militar ainda era possível. E ele ordenou o ataque a Satunjira.
A partir daí foi aquilo a que assistimos. Combates uns a seguir aos outros, sempre com a sensação de que tinham sido ganhos pela Renamo. Os homens desse movimento começaram a aparecer em Nampula, em Inhambane e em Tete. Alguém falou, inclusivamente, da Província de Maputo. E isto foi, claramente, um aviso de que a guerra poderia ser alargada a todo o país.
E o Governo percebeu que não tinha forças para enfrentar essa ameaça se ela se viesse a concretizar. Isto é, em termos militares, a Renamo
ficou numa posição de força.
É quando começamos a ver o Governo a recuar, em passo de corrida, na frente das negociações. Tudo o que, antes, era completamente impossível passou, agora, a ser possível e desejável. O pacote eleitoral foi aprovado
numa festa e tudo parecia correr no melhor dos mundos.
Só que os principais argumentos da Renamo são os seus homens armados. Sem eles as suas reivindicações ainda hoje estariam a ser respondidas com a habitual arrogância. Portanto, ela está a exigir uma alteração profunda nas Forças de Defesa e Segurança que lhe garanta que, desarmados os seus homens, não irá ser perseguida e desbaratada militarmente. Em resumo, se o Governo tivesse encarado este problema com seriedade, há mais de dois anos, procurando chegar a acordos políticos muito semelhantes ao pacote eleitoral agora aprovado, não estaria a negociar, neste momento, com uma faca encostada ao pescoço
e o risco de um súbito agravar da situação militar.
Além de que, principalmente, não teriam morrido, ou ficado feridos, uns milhares de moçambicanos e não nos arriscávamos a que isso vá continuar a acontecer. Se é que não se agrava mais.
Machado da Graça, Savana, 18/04/14
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  • Aderito Bernardo Junior O gov sempre soube dos problemas e os ignorou como se dos efeitos dessa ignorancia nao interessasse a nenhum Moz. Agora renamo deve optar por coligar se a outros partidos e fazer um marcha frente.o mdm deve parar de apoiar a frelimo no parlamento mesmo k ixo nao tenha efeito pela maioria esmagadora da frelimo.
  • Leonel Chisseve Esta e a verdade dita duma maneira mais simples para ser entendida pelos cepticos que continuam a promover a guerra usando o sangue derramado por homens e mulheres que por terem jurado a bandeira estao a ser forcados a defenderem interesses anti-democraticos
  • Abdullah Abou-Shakur O governo (na pessoa do PR) pouco se importa e apostou as vidas dos moçambicanos num típico jogo de lotaria. Ou tudo ou nada, numa clara evidência q nao se importou e nem se importa com o povo q muito diz "amar".
    A arrogância e hipocrisia que marcam se
    us discursos lhe sao peculiares típico de um dirigente que usa o povo e o Estado para tudo, menos em prol do bem estar do povo... povo que jurou proteger acima de todos as circunstâncias e interesses, pela Constituição de que é o garante.
  • Ana Frei O pior que o sangue derramado nao afecta a nenhum familiar dos mandantes da guerra, por isso a preocupacao de terminar a guerra e de menos....

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CNE confirma que militares da Renamo irão garantir a segurança das Brigadas de Recenseamento

CNE confirma que militares da Renamo irão garantir a segurança das
brigadas do recenseamento
A CNE confirmou na manha de ontem, em conferência de imprensa, que está em curso a deslocação das 9 brigadas que ainda se encontravam paralisadas no Distrito de Gorongosa, para o recenseamento das populações das regiões afectadas pelo conflito político-militar.
...
De acordo com o porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, esta decisão foi tomada a luz das negociações entre o Governo e a Renamo ontem. As brigadas deveram avançar para o terreno sem a escolta da Policia da República de Moçambique (PRM), sendo que a segurança dos brigadistas e membros da CNE central que irão acompanhar este processo deverá ser assegurada pelos homens Renamo. Igualmente, afirmou que os brigadistas não irão pernoitar nestas regiões, isto é, no final do dia deverão ser transportados para locais mais seguros.
Segundo Cuinica, os membros de CNE viajam hoje para Sofala e a sua constictuição obedece o princípio de paridade na afectação destes membros.
Os locais onde as brigadas vão trabalhar são a Casa Banana, EPC de Vunduzi, Nhataca, Chionde, Tsikiri, Mussikazi, Piro e Mukodza.
Este arranjo deverá permitir que o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, e muitos dos militares da Renamo se sintam seguros para recensear. Dhlakama deve ter um cartão de eleitor, se quiser concorrer à Presidência.
Cuinica afirma que até ao momento não há perspetiva para o alargamento do período de recenseamento para estas regiões, sendo que para fazer face ao atraso registado, a CNE/STAE reforçaram a capacidade das brigadas em recursos humanos e materiais, mas não especificou este reforço em termos numéricos.
Na mesma ocasião, Cuinica afirmou que a CNE está a analisar o pedido formulado pala Renamo para prorrogação do período do recenseamento, não especificando a data para o pronunciamento sobre o mesmo. As inscrições terminam terça-feira 29 de abril. No seu pedido a Renamo alegou que há regiões onde o recenseamento começou tardiamente devido as chuvas, outras que foram muito afectadas pelas constantes avarias do material de recenseamento e problemas com os geradores.
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