sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sobre o trabalho voluntário nos hospitais

Por Américo Matavele

"


Um grupo de jovens foi ontem prestar um serviço voluntário no Hospital Central de Maputo, principalmente nos serviços gerais, como limpeza de vários compartimentos, guiar doentes, distribuição dos doentes pelas enfermarias, entre outros trabalhos que não precisam de especialização apurada para se fazer.

Qual não foi meu espan...to quando algumas pessoas começam a se indignar com este gesto nobre, e procuram, com toda a lábia possível destruir este gesto, associando-a a questões muito fora do seu verdadeiro âmbito.

Li postagens aqui de pessoas que, pelo seu nível intelectual, não se precisa de explicar o que é trabalho voluntário. Por mim, estes que criticam este gesto nobre, deveriam sair do teclado e ir ajudar os nossos irmãos que estão sem apoio, e que precisam de todo o coração nobre para minimizar o seu sofrimento.

Vi aqui um esforço enorme de se ligar este gesto à questões políticas, mas acho que não é por ser político que tudo o que se faz é política. Este gesto vai além de mera política, e chama o nosso mais profundo sentimento de humanismo ao ar.

Quer dizer, se fossem lá gajos altos ajudar nos trabalhos, deixava-se de ver o gesto, e olhava-se para a altura deles? Se fosse lá a família Matavele, deixava-se de ver o gesto nobre de ajuda e recorria-se ao facto de sermos da mesma família?

C´mon! Se acham que podem fazer mais que o que eles fizeram, então mãos à obra. Deixem de se esconder em análise sem fundamento só para desacreditar um gesto de humanismo.

Aqui mesmo no Facebook, já vi fotos de pessoas a fazerem doações, e, até sou parte passiva de um grupo de solidariedade aqui mesmo, que tem nos brindado com as suas boas acções, e os que criticam este gesto nunca se sublevaram para lutar contra isto.

Os doentes não são políticos, e quando se ajuda, não se ajuda doentes deste ou daquele partido; Moçambique é mais que partidos, e o homem é muito, mas muito mais mesmo, que um simples político.
PS: Pelo gesto, parece que a iniciativa está a ter seguidores. Avante meu Moçambique!!!"

O renascimento africano

 

30/5/2013 18:44
Por Rui Martins, de Genebra

renascimento africanoO povo africano vai tomando seu lugar no mundo.[/caption]
O avião Embraer da Azul decolou e com um toque de dedo acendi a telinha de tevê, para me ocupar na hora e vinte do meu vôo Brasília-São Paulo. E ainda sem ter feito qualquer escolha, ali surgiu Gilberto Gil ao lado de um maestro.
Lembrei-me imediatamente do CD comprado, na noite anterior, num shopping nas Americanas, ainda lacrado, mostrando o cantor-compositor baiano, ex-ministro da Cultura, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, numa gravação ao vivo com acompanhamento de cordas.
Rapidamente pedi fones de ouvido e tive direito a uma antecipação da escuta do meu CD como um bonus especial – o vídeo era exclusivo da empresa aérea Azul que, pelo jeito, transportara todos os músicos, não sei de onde para onde. Era o ensaio, provavelmente o final, com Gil de sandálias e roupa descontraída, antes da cena final, de rigor, no Municipal.
Violão do Gil entre violinos, violoncelos, contrabaixos, violas mas também flautas, clarinetas, trompa, trompete e trombones. Imagens destinadas a dar uma terceira dimensão ao som do CD, tão logo eu chegasse no meu interiorano destino.
Gil é poeta profundo que joga com as palavras com maestria. Mas é também lembrança minha do Ponto de Encontro, na Galeria Metrópole, na avenida São Luiz, quando estava ainda para acontecer ou já acontecia o tropicalismo, a música colorida num fundo de chumbo verde-oliva.
O avião continuava no seu cruzeiro e eu escutava agora uma novidade para mim, no original francês – La Renaissance Africaine. Não o Renascimento grego-romano pagão na Europa do século XV , cansada do medievalismo católico, mas o renascimento da civilização negra africana, berço da humanidade.
Um renascimento que invade sutilmente o planeta, lhe transmite sua tintura e marcará de maneira indelével nossa humanidade de amanhã.
É a diáspora africana, canta Gil no seu francês de sotaque baiano, do mais antigo continente com “suas mulheres de outra beleza, uma beleza negro-noite… o homem cheio de dignidade…é o espírito da África libertada, a novidade que prospera”.
É o renascimento mas é igualmente a revanche de uma África tantos anos excluída e relegada, rejeitada e escravizada. Uma África que agora se impõe nos EUA, se alastra pela Europa e assume, pouco a pouco, seu lugar de destaque no Brasil.
Mais alguns dias, e o Brasil comemorava o fim da escravidão, por tanto tempo letra morta na nossa história, pois os negros retirados das senzalas iam ser marginalizados , inferiorizados, humilhados ainda por mais de cem anos de semi-escravidão. De Izabel a Dilma, um longo trajeto passando pelo caboclo Lula, até, enfim, se chegar à verdadeira alforria das escravas domésticas negras da classe média branca, agora protegidas pelas leis trabalhistas.
O renascimento africano no Brasil passa também pelas cotas nas universidades e até no engenho do Itamaraty. Os negros não são os netos do Cão, filho de Noé, como acredita na sua santa ignorância o deputado presidente da Comissão de Direitos Humanos, transformada em palhaçada.
Se os cristãos criacionistas, que de Bíblia na mão justificavam a escravidão dos negros, os navios negreiros, a ainda recente segregação nos EUA e o tão próximo apartheid na África do Sul, quiserem ainda ter algum crédito, devem imaginar Adão e Eva negros, fortes, musculosos, lascivos, sensuais, correndo livres pelo Eden africano,copulando e devorando com paixão o fruto proibido e criando a raça humana.
Black não é um castigo, Black is beautiful.
(Publicado originalmente no site Direto da Redação)
Rui Martins, jornalista, escritor, líder emigrante, de Genebra.

Eleições em Moçambique são injustas logo à partida, critica analista

Moçambique

 

Começa este sábado (25.05) o recenseamento eleitoral para as eleições autárquicas e gerais de 2013 e 2014, respetivamente. A seis meses do primeiro escrutínio já se notam irregularidades, diz analista moçambicano.
A ameaça de boicote e impedimento das eleições por parte da RENAMO, o maior partido da oposição, ou a composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) têm agitado a política e sociedade moçambicana, particularmente nas últimas semanas.
O anúncio repentino da criação de novos 10 municípios, a pouco mais de uma semana do início do recenseamento eleitoral, veio colocar mais lenha na fogueira. A esse respeito, a DW África entrevistou Silvério Ronguane, analista político e docente universitário moçambicano.

As eleições autárquicas estão marcadas para 20 de novembro
DW África: Será viável o registo eleitoral nestes lugares?
Silvério Ronguane (SR): O registo não é um problema grave. É, antes, um problema em termos políticos, pois os partidos sem assento parlamentar, os grupos de cidadãos, foram apanhados de surpresa.
Parece-me que há aqui uma injustiça à partida, porque o partido no poder, que domina a agenda política, provavelmente já tinha a informação. Sabia que havia mais dez municípios e foi fazendo a sua preparação. Ao contrário, grupos de cidadãos, partidos políticos sem assento parlamentar ou mesmo da oposição não sabiam. Portanto, esses só começam agora a sua preparação. Partem em desvantagem.
Não há uma igualdade à partida. E não havendo igualdade à partida é evidente que também não haverá igualdade à chegada.
DW África: Já é conhecida a composição da CNE. Para si, esta composição é justa?
SR: É tremendamente injusta, pois os membros da sociedade civil estão todos próximos do partido no poder, de uma ou outra maneira. Todos aqueles candidatos que não estivessem próximos foram excluídos. Isso significa, na prática, que, dos 11 membros possíveis na CNE, só 1 é que não está direta ou indiretamente ligado ao partido no poder. Trata-se do representante do MDM, uma vez que a RENAMO não apresentou os seus dois.
Um [dos membros] vem da magistratura, mas quem nomeia o Procurador é o Presidente da República, que pertence ao partido FRELIMO [no poder]. A mesma coisa também na magistratura judicial. Quem nomeia o presidente do Tribunal Supremo é o Presidente da República. Portanto, não há, desses dois, nenhuma hipótese de isenção e imparcialidade. Quando alguém é jogador e árbitro ao mesmo tempo afigura-se um jogo injusto.
RENAMO ameaçou boicotar as eleições
É verdade que houve avanços, na medida em que o Sheik Abdul Carimo [eleito recentemente presidente da CNE], em relação ao professor Leopoldo da Costa, é uma pessoa mais ajuizada, que tem uma história de participação no processo político, conhece os atores e tem pautado a sua vida por um certo equilíbrio.
DW África: Esta nomeação é uma tentativa de aproximação aos muçulmanos, que se têm mostrado muito descontentes com o Governo? O que significa?
SR: Penso que é uma questão de equidade religiosa. Porque repare, o primeiro presidente da CNE, o professor doutor Brazão Mazula, é um ex-padre católico. O seguinte, o doutor Jamisse Taímo, é protestante. Neste momento, penso que tem muito sentido que seja integrado alguém das confissões muçulmanas para reafirmar que Moçambique não é apenas um país cristão, é também um país muçulmano.
DW África: Até que ponto as ameaças de boicote feitas pela RENAMO podem colocar em perigo as eleições?
SR: Eu acho que não colocam só em perigo, mas também podem trazer uma certa justeza nas eleições. Com uma CNE em que só um de 11 componentes não está ligado ao partido no poder, parece-me que qualquer um que quer ganhar as eleições percebe que não poderá ganhar. Os partidos não têm a ilusão de ganhar as eleições. Participam apenas para conquistar alguns lugares, continuar a ser uma voz ativa na sociedade.
Mas para as eleições serem ganhas, é fundamental a existência de uma CNE equilibrada, que nós não temos. É fundamental a existência de um secretariado técnico (STAE), equilibrado, que também não temos.
Penso que a RENAMO tem toda a razão e legitimidade. A minha esperança é que, com a sua perseverança, se possa trazer algum equilíbrio para que, de facto, tenhamos eleições que possam permitir a alternância democrática, e não visem apenas legitimar como democratas os atuais governantes.

Eleições em Moçambique são injustas logo à partida, critica analista

DW.DE

Delírios

@Verdade EDITORIAL: Delírios

Avaliação: / 0
FracoBom 

Editorial
Escrito por Redação   
Quinta, 30 Maio 2013 15:57
“Nós o Governo e nós os moçambicanos temos confiança em vós (polícias)... Quando ouvirem gritos, alaridos, muitas vezes tentando desacreditar ou desmoralizar a Polícia, continuem a respeitar a confiança depositada em vós. Confiamos em vós”, palavras de Armando Emílio Guebuza na celebração dos 38 anos da Polícia da República de Moçambique.
Se é verdade que não se pode afirmar, de forma generalizada e irresponsável, que a Polícia serve os interesses do partido no poder e das suas lideranças não seria injusto, de todo, afirmar que o silêncio – de quem manda no país – sempre que a mesma Polícia abraça, de forma reiterada, o excesso de zelo é suspeito, é nefasto ao exercício das nossas liberdades constitucionais.
Quando a acção destes agentes é louvada e a crítica pública em relação ao seu desempenho é reduzida literalmente à dimensão de sabotagem à tranquilidade e ordem pública, não é preciso dizer mais nada. Temos uma Polícia, como ficou explícito na detenção de Jorge Arroz, que o cidadão deplora, mas que o Chefe de Estado ama profundamente.
Indubitavelmente, o nosso “idolatrado” Chefe de Estado perdeu uma nobre oportunidade de ficar calado. Já disse o escritor brasileiro, Augusto Cury, “o silêncio é a oração dos sábios”, mas Guebuza provou que de sábio não tem nada. O PR, como sempre, saiu-se muito, muito mal. É sempre assim quando depara com os críticos à sua (des)governação.
Ao proferir tal pronunciamento no dia da Polícia, o filho “mais querido da nação” mostrou, à saciedade, a insensibilidade por que ainda se rege, a mesma que tem vindo a apresentar aos moçambicanos há sensivelmente 10 anos.
Parece que o senhor Guebuza, à medida que se aproxima o fim do seu mandato, vai perdendo discernimento, tornando-se incapaz de perceber que ele é o grande problema desta nação. Diga-se de passagem, não há registo no país de tanto descontentamento, quer por parte dos médicos, desmobilizados de guerra, quer do povo em geral. O desgoverno de Guebuza é tão nítido, mas tão nítido que até quem não dispõe de um sistema HD vê.
Como é que a Polícia vai deixar, sem generalizações, de atropelar literalmente os direitos de cidadãos? Se o PR aplaude pornograficamente comportamentos desviantes dos agentes da lei e desordem isto não vai mudar. Eles estão no caminho certo. Nós, as vítimas, é que não compreendemos que o Chefe de Estado não respeita os nossos direitos.
O que diriam os agentes da G4S se ouvissem as palavras de Guebuza depois do que lhes aconteceu num passado recente nas mãos da FIR? O que diriam todos os cidadãos honestos que são vítimas todo o santo dia destes trabalhadores abnegados que o PR delirantemente tanto ama? Acreditamos que nenhuma pessoa sensata gostaria de estar na pele de Guebuza para ouvir.
Na verdade, o PR está a perder as estribeiras. Não é de bom grado um Chefe de Estado deixar-se levar pelas emoções. Aplaudindo o péssimo comportamento da nossa Polícia, ele mostrou a todos a imagem de um homem aflitivamente triste e desesperado com a situação desgrenhada a que nos leva.

Como reagirá o Paquistão aos ataques de drones dos EUA? : Voz da Rússia

Como reagirá o Paquistão aos ataques de drones dos EUA?

Sete pessoas foram mortas e mais quatro ficaram feridas no Paquistão na sequência de um ataque efetuado por um drone dos EUA, informaram esta quarta-feira as autoridades locais. O avião não tripulado desferiu um golpe duplo contra uma moradia na povoação Chashma, situada a 3 km da cidade de Miranshah, capital do Waziristão do Norte.

 O MRE do Paquistão condenou a ação, qualificando-a de “violação da soberania nacional”. “Qualquer ataque de drones constitui uma violação grosseira da integridade territorial e da soberania, merecendo a condenação inequívoca”, anunciou na ocasião um alto funcionário do Ministério paquistanês da Informação.
 Este foi o primeiro caso de emprego de drones norte-americanos após as legislativas que decorreram há pouco no Paquistão. Passado apenas um mês, o líder da Liga Muçulmana do Paquistão, vencedora das eleições parlamentares, declarou que “a utilização de drones dos EUA no Paquistão lança um desafio à sua soberania”. O futuro primeiro-ministro disse esperar que esta preocupação “seja ouvida em Washington”.
 A retórica antiamericana fora usada por Nawaz Sharif para conquistar simpatias de uma parte significativa dos eleitores. É que os ânimos antiamericanos continuam elevados no Paquistão, reputa Vadim Koziulin, professor catedrático da Academia de Ciências Militares.
 “Quanto às relações entre o Paquistão e os EUA, estas, como é evidente, não estão vivendo os melhores tempos. No Paquistão vem crescendo o descontentamento com o programa de utilização de drones e o seu emprego no território do país, em particular, na zona habitada por tribos”.
 Segundo informações da companhia americana Gallup, no Paquistão se assiste hoje ao mais alto nível de ânimos antiamericanos no mundo inteiro. O novo chefe do governo terá de levar isso em conta.
 Enquanto isso, o recente golpe aéreo colocou Sharif numa situação complicada. Como reagir ao ataque? Apresentar um protesto suave, entendendo que tal pouco resultado terá? Ou fazer uma declaração dura sobre a necessidade de revisão do sistema das relações entre os dois países? Ora, tais declarações já foram feitas no decurso da campanha eleitoral.
 Seja como for, a tese sobre a revisão das relações, verbalizada por Nawaz Sharif, parece ambígua. Do ponto de vista da campanha eleitoral, é compreensível por corresponder na íntegra às expectativas dos eleitores. No entanto, não corresponde ao estado de ânimo da elite governante. Os EUA continuam sendo o principal patrocinador da economia paquistanesa em crise e o maior fornecedor de armas, não obstante a aproximação entre o Paquistão e a China registrada nos últimos anos.
 Por isso, Nawaz Sharif deverá cumprir uma tarefa difícil: terá que manobrar entre os ânimos antiamericanos entre a população e a necessidade de manter boas relações com os EUA, vantajosas, acima de tudo, para a elite governante do Paquistão.

Rússia está disposta a fornecer complexos S-300 à Síria

      

s-300, míssil, rússiaO cancelamento do embargo da UE ao fornecimento de armas à oposição síria causou reações controversas tanto na União Europeia como no mundo inteiro.

 No Reino Unido, alguns partidos chamaram isso um enorme erro que levará não a um acordo, mas a uma escalada do conflito. A Áustria afirmou que em caso de início de fornecimentos de armas ela recolherá seu contingente de paz das colinas de Golã, ocupadas por Israel. Até 1967, elas eram parte do território da Síria.
 A decisão de abandonar o embargo, imposto por Londres e Paris, efetivamente dividiu a União Europeia. Um dos mais ferrenhos opositores do fornecimento de armas à Síria é a Áustria. O ministro das Relações Exteriores daquele país deixou claro que em caso de início de fornecimentos de armas à oposição síria, a Áustria sairá da força de paz da ONU nas colinas de Golã.
 “O apoio a um lado no conflito faz automaticamente de nossos soldados um alvo para o outro”, disse o chefe do Ministério do Exterior austríaco Michael Spindelegger, acrescentando:
 “A União Europeia não deve cruzar a linha. Nós nunca nos pusemos em conflitos de um lado ou de outro através de fornecimentos de armas. Nós somos uma comunidade de paz, e gostaríamos de permanecer uma comunidade de paz.”
 A reação de Moscou foi previsivelmente negativa e severa. O vice-ministro do Exterior Serguei Ryabkov disse que a Rússia está pronta para cumprir os contratos de fornecimento à Síria de sistemas de mísseis de defesa antiaérea S-300. Ele chamou tais fornecimentos de “fator de estabilização” que não deixa, citamos: “a algumas “cabeças quentes” a possibilidade de considerarem um cenário em que se poderia aplicar ao conflito uma natureza internacional com envolvimento de forças externas.”
 Ryabkov aludiu diretamente ao fato de que fornecendo os S-300, Moscou pretende evitar uma repetição do cenário líbio de 2011. Na altura, os EUA e a OTAN declararam o céu todo do país uma zona de exclusão aérea e começaram a bombardear a Líbia, apoiando grupos de militantes da oposição a Muammar Kadhafi.
 O abandono pela UE do embargo de fornecimentos de armas à oposição síria mina os esforços para acabar com o conflito na Síria, disse Serguei Ryabkov numa coletiva de imprensa em Moscou:
 “Este é um passo lamentável que expõe o duplo padrão na política de nossos parceiros europeus. Não se pode, por um lado, declarar o desejo de parar o derramamento de sangue e, por outro lado, seguir na direção de enchimento da Síria com armas. A União Europeia está, na verdade, botando lenha no fogo do conflito e reduzindo as chances de uma realização eficiente da conferência para uma solução política na Síria, no sucesso da qual a UE, em teoria, deveria estar interessada.”
 A visita à Síria do senador republicano norte-americano John McCain em 27 de maio indica que tais cenários de intervenção já estão sendo preparados. McCain cruzou a fronteira da Turquia com a Síria e se reuniu com o comandante do Exército Livre da Síria, general Salim Idris.
 McCain é um dos defensores mais fervorosos da declaração de uma zona de exclusão aérea sobre a Síria e do fornecimento de armas pesadas aos militantes. Segundo disse o porta-voz do presidente dos EUA Jay Carney, a administração estava ciente da viagem de McCain e está aguardando se reunir com ele para saber sobre os resultados.
 Rumores de que os EUA estão preparando uma operação militar na Síria já estão circulando por Washington. O Pentágono até teve de refutar, em 28 de maio, uma publicação da revista Newsweek dizendo que na agência militar está sendo ativamente desenvolvida uma operação de intervenção. O porta-voz do Ministério da Defesa George Little disse que nenhuns novos esforços de planejamento militar estão sendo aplicados em relação à Síria.
 Entretanto, continuam chegando a Moscou cidadãos russos residentes na Síria, que temem a propagação do conflito. Na manhã de 29 de maio no aeroporto Domodedovo pousou mais um avião do Ministério das Situações de Emergência com 130 cidadãos da Rússia e da CEI que decidiram deixar a Síria. Este ano, a Rússia já recebeu cerca de uma dúzia de voos que trouxeram para casa quase 400 russos que vivem na Síria.

Associação Médica de Moçambique

  • Caros colegas e compatriotas

    Os profissionais de saúde na Cidade de Maputo estiveram reunidos na praia da Costa do Sol num encontro de reflexão sobre o evoluir da greve. Nos outros pontos do país a greve mantem-se e com adesão alta.

    O processo negocial sofreu um grande retrocesso na medida em que do lado do MISAU, houve uma troca da equipe de negociação com um posicionamento diferente à da equipe anterior, voltando agora a questionar a legitimidade de se negociar em simultâneo com a CPSU e a AMM.

    Como confiar nas promessas de uma equipe que nos enganou/aldrabou em Janeiro? Equipe essa chefiada por um representante oficial do Governo, S.Excia o Ministro da Saúde, o Dr Alexandre Manguele.

    Colegas:
    - a greve é um direito constitucional e aderir à greve é um dever, e quem viola é quem não adere à greve.
    - a legitimidade da greve é conferida segundo o direito, segundo a justiça e segundo a razão.

    Por que é que a greve agora é legítima, segundo os porta vozes do Governo, e quais são as consequências prácticas do reconhecimento dessa legitimidade?

    A nossa greve não é para lutar pelo reconhecimento do direito à greve, mas sim pela valorização da nossa autoestima, melhoria de condições salariais e de trabalho, por forma a garantir a prestação de cuidados de saúde em geral e dos actos médicos em particular, segundo o comunicado da Ordem dos Médicos de Moçambique.

    Como é que por um lado este Governo dá legitimidade à greve e por outro lado apoia a detenção do Dr Arroz?

    Queremos aqui lembrar que o Governo tem a responsabilidade total e absoluta, segundo a Constituição da República, de garantir a assistência médica aos moçambicanos, e ao permitir que a greve se perpetue está a violar este direito constitucional deixando sofrer o seu povo, enquanto o Presidente da República está no Japão a comer sushi e bebendo saqué.

    O Gabinete de Informação da AMM
    See translation


    17Like · ·