terça-feira, 1 de maio de 2018

Farmácias do Estado enfrentam crise de medicamentos em Maputo


As farmácias estatais de Moçambique enfrentam crise de medicamentos essenciais, privando de fármacos doentes sem meios para recorrer a farmácias privadas.

NIC BOTHMA/EPA
Autor
  • Agência Lusa
As farmácias estatais de Moçambique estão a enfrentar uma crise de medicamentos essenciais, privando de fármacos doentes sem meios para recorrer a farmácias privadas, constatou a Lusa numa ronda pelas principais avenidas de Maputo. Farmacêuticos relatam já ter ficado dois ou mais meses sem reposição de medicamentos básicos, como aspirina, Fansidar, usado para o combate à malária, clorfenamina, usado contra gripes, e aminofilina, broncodilatador.
A maioria da população moçambicana não tem rendimentos para ir a uma farmácia privada, pelo que “a crise de medicamentos é um assunto sério”, contou à Lusa uma farmacêutica na Avenida Salvador Allende, a escassos metros do Ministério da Saúde. “Passam meses sem recebermos medicamentos muito procurados pelos doentes”, disse.
Numa outra farmácia estatal, na Avenida Eduardo Mondlane, a Lusa deparou-se com uma situação em que utentes eram aconselhados a ir a uma farmácia privada do outro lado da estrada, porque faltam os medicamentos mais procurados. “Vai à Farmácia Calêndula, porque aqui não temos salbutamol”, disse um técnico de farmácia a uma utente que procurava ajuda para combater uma crise de asma.
Hoje, as farmácias geridas pelo Estado convivem com as privadas, mas são uma herança do movimento de nacionalizações que se seguiu à independência, em 1975, e que levou à criação da empresa pública Farmac. É esta empresa que gere espaços como um outro, visitado pela Lusa, na Avenida 24 de Julho, e de onde três utentes voltaram para trás, com as respetivas receitas na mão, mas sem medicamentos. “Já não é a primeira vez que venho a esta farmácia e me dizem que não há medicamentos. Queria diclofenac (anti-inflamatório) em pomada e não há”, disse Rosa Cumbe.
Uma técnica de farmácia estagiária contou à Lusa que a crise de remédios se estende às farmácias dos hospitais públicos. “Estou em estágio, mas não sei o que vou lá fazer, porque faltam medicamentos”, relatou.
Maria Sithole, uma paciente, explicou à Lusa que não encontrou medicamentos na farmácia do Hospital Geral José Macamo, tendo sido forçada a recorrer a uma farmácia privada. “As pessoas quase que já desistiram de procurar medicamentos nas farmácias dos hospitais do Estado, porque não há”, acrescentou.
Assimina Ring, uma utente do Serviço Nacional de Saúde, contou que, nas unidades de saúde dos bairros periféricos de Maputo, os únicos fármacos que não faltam são o ibuprofeno e o paracetamol, enquanto o resto escasseia.
Num debate público durante a sua participação em Londres, na cimeira da Commonwealth, em abril, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, admitiu que o país enfrentou recentemente uma rotura de medicamentos contra a sida, atribuindo a situação ao corte da ajuda internacional, devido ao escândalo das dívidas ocultas do Estado.
Fonte do Ministério da Saúde disse à Lusa que as farmácias estatais estão com enormes dificuldades para prover medicamentos, destacando que a situação nas farmácias dos hospitais públicos deve ser analisada caso a caso. “As farmácias estatais são geridas como empresas públicas e como tal enfrentam as dificuldades comuns ao setor empresarial do Estado”, disse a fonte.
Em relação às farmácias das unidades de saúde, os medicamentos que não se encontram em determinados hospitais estão disponíveis noutros, seguindo uma lógica de distribuição adotada pelo Ministério da Saúde.
A Lusa tentou obter mais esclarecimentos junto da Farmac, entidade pública responsável pelas farmácias estatais, mas sem resultados.
As finanças públicas de Moçambique enfrentam dificuldades associadas à variação de preço de recursos naturais e agravadas desde 2016 por um escândalo de dívidas estatais não declaradas de dois mil milhões de euros.ÁFRICA

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Irão bloqueia sistema de mensagens Telegram


O Irão bloqueou hoje a aplicação de mensagens Telegram, muito usado no país, depois de semanas de polémica sobre o futuro da aplicação, acusada de danificar a segurança nacional.
ABEDIN TAHERKENAREH/EPA
Autor
  • Agência Lusa
O Irão bloqueou hoje a aplicação de mensagens Telegram, muito usado no país, depois de semanas de polémica sobre o futuro da aplicação, acusada de danificar a segurança nacional.
O acesso à rede social Telegram permanece hoje bloqueado, numa nova medida das autoridades para controlar as redes sociais no Irão, onde o Facebook e o Twitter também estão bloqueados.
A justiça iraniana decretou na noite de segunda-feira a proibição do uso do Telegram e ordenou aos servidores da Internet que bloqueiem “completamente” o acesso à publicação.
Segundo um comunicado divulgado pelo poder judicial iraniano, a decisão deve-se ao dano provocado pelo sistema de mensagens na segurança e economia do país durante os últimos anos.
A rede social Telegram tem cerca de 40 milhões de utilizadores no Irão e foi uma das ferramentas usadas para convocar os protestos em dezembro passado contra a subida de preços e a corrupção.

ONU e UE vão apoiar ideias para rastrear madeira e combater corte ilegal em Moçambique


Um programa para combate ao corte ilegal de árvores em Moçambique lança este mês um concurso de apoio a projetos de rastreio de madeira, anunciou a organização para a Alimentação e Agricultura (FAO).
ARNO BALZARINI/EPA
Um programa para combate ao corte ilegal de árvores em Moçambique vai lançar este mês um concurso para apoiar projetos de rastreio de madeira, anunciou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O concurso é destinado a entidades moçambicanas com ideias de projetos-piloto para “pesquisar, desenhar e testar um sistema de rastreio de madeira em áreas estratégicas”, assim como “para fortalecimento de comunidades e sociedade civil”, anunciou a FAO em comunicado.
Para esta fase estarão disponíveis subvenções que chegam a 100.000 euros.
A agência da ONU é uma das entidades promotoras, em parceria com a Direção Nacional de Florestas (Dinaf) de Moçambique e a delegação da União Europeia (UE).
O programa designa-se Plano de Ação para a Aplicação da Legislação, Governação e Comércio no Setor Florestal (FAO-UE FLEGT).
Numa primeira fase foi aberto concurso para as empresas ou instituições que quisessem receber assistência direta no controlo do comércio de madeira.
O programa pretende, de uma forma geral, que o país cumpra as normas estabelecidas pela UE e outros países na exportação de madeira.

Líder norte-coreano faz de Mercedes sanita


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Excrementos de Kim Jong-un revelam muito acerca do estado de saúde do ditador. Logo, não podem ficar ao alcance de qualquer um, escreve o Washington Post. Classe S servirá de casa de banho em viagem
Nos anais das mais estranhas histórias acerca do regime de Kim Jong-un  constará, certamente, um dado revelado pelo Washington Post, segundo o qual o líder norte-coreano nunca se desloca sem ter um carro na sua comitiva com instalações sanitárias, para que o ditador possa fazer as suas necessidades com toda a comodidade e, sobretudo, longe de olhares indiscretos ou de espiões internacionais a quererem tentar deitar mão às suas fezes. Ora, olhando para a foto, tratar-se-á de um Classe S com, pelo menos, sanita. A explicação é esta:
“Em vez de ir a uma casa de banho pública, o líder da Coreia do Norte tem uma casa de banho privada que o segue quando ele viaja”, disse ao jornal norte-americano Lee Yun-keol, que integrou as forças militares norte-coreanas antes de desertar para a Coreia do Sul, em 2005.
Os dejectos do líder contêm informações sobre o seu estado de saúde e, por isso, não podem ser deixados para trás”, esclareceu Lee.
Ou seja, a protecção de Kim Jong-un  não se esgota no corpo de “seguranças” que o acompanham nas suas deslocações; estender-se-á até às evacuações do ditador em viagem. Sendo que, por motivos de segurança, só ele pode utilizar a casa de banho rolante que integra a sua escolta, para onde quer que vá. A justificar esta opção, também o facto de serem recolhidas regularmente amostras de fezes, para monitorizar o estado de saúde do líder da Coreia do Norte, adianta a imprensa internacional.
Enquanto dissidentes norte-coreanos duvidam que Kim Jong-un abra mão do arsenal nuclear, poucas dúvidas restarão de que o ditador não prescindirá de continuar a ter um Classe S por perto, para quando a vontade aperta. No vídeo do Daily Mail, vêem-se vários Mercedes a seguir a limusina, mas não dá para perceber que unidade terá sido transformada para receber matéria fecal. Recorde-se que o modelo é o topo de gama da Mercedes, tendo em Portugal um preço-base de 117.600€ (naturalmente, sanita não incluída).

Prémios Auto 2017 Observador - A escolha dos portugueses

Chegou ao fim a primeira edição dos Prémios Auto Observador. Obrigado pela massiva participação e pelos mais de 40.000 votos recolhidos. Entre 65 modelos a votação, envolvendo um total de 34 marcas, confira aqui os resultados finais.
Chegou ao fim a primeira edição dos Prémios Auto ObservadorVer resultados

“Não houve colaboração das reclusas no processo de...":


Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "“Não houve colaboração das reclusas no processo de...": 

No passado dia 02 deste mês, as mulheres encarceradas no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo, antiga Cadeia Civil, queixaram-se de ter sido espancadas e introduzidas indiscriminadamente uma única luva nos órgãos genitais por uma Unidade de Intervenção Rápida, durante uma revista, às celas, de objectos cuja posse é tida como proibida dentro da prisão.


Esta quinta-feira, o Director-geral do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP), Domingos Chame, afirmou que os alegados maus tratos às reclusas no Estabelecimento Preventivo da Cidade de Maputo deveram-se à falta de colaboração das mesmas no processo de revista habitual. Nestes termos, as reclusas acabaram por entrar em rota de colisão com os guardas prisionais.
Segundo Chame, a revista é feita a qualquer altura, tendo como finalidade recolher obejctos que por lei não devem estar na posse dos reclusos.
“Nas inspecções feitas nas supostas vítimas, nada foi encontrado.
submeter à homologação do Ministro que superitendente a Área Penitenciária, o plano e o relatório das actividades anuais.
Sob o lema ‘SERNAP garantindo a Segurança Penitenciária, Reabilitação do condenado 

Um Moçambicano
Senhor Minisrto de Justiça, tomamos conhecimento que numa das cadeias de Maputo, policias obrigaram mulheres prisioneiras a inclinarem-se e eles os policias masculinos passaram a meter mãos nos órgãos sexuais dessas mulheres, a procura de celulares.
Ora, independentemente do que estiveram a procurar, essa prática revel total falta de moral. É ridículo uma pessoa sem moral dizer que está a reabilitar condenados.
Tomamos conhecimento também que dado esse acontecimento correram para o local o Secretário permanente do ministério de justiça e o Director geral do Serviço Nacional Penitenciário, e surpreendentemente envés de virem ao público dizer ao menos que aqueles polícias foram repreendidos, passaram a apoiar essa imoralidade, deixando a entender que é pratica do ministério da justiça e do ministério do Interior ao nível Nacional.
Entendemos que a dignidade Humana deve estar a cima da lei.
Não se deve invocar a lei , ou servir-se da lei para práticas de imoralidade ou destruição de dignidade Humana.
Se vocês tivessem moral, ou se tivessem consideração da dignidade Humana, sabendo que o controlo de celulares é uma necessidade permanente, teriam formado polícias femininas em número suficiente para esse tipo de controlo quando necessário.
Náo se deveria nomear funcionários sem moral, nem para o Estado nem para o Governo.
É verdade que as escolas não, ensinam a moral e o resultado é esse ! … 


Agradeço a publicação desta mensagem 



Publicada por Anónimo em Moçambique Terra Queimada a 26/04/18, 13:56