| Escrito por Emildo Sambo em 31 Março 2017 |
O pomposo discurso de tomada de posse do Presidente da República, Filipe Nyusi, marcado por promessas de encher os olhos e de reavivar as expectativas do grosso dos moçambicanos que após mais de quatro décadas de governação da Frelimo anseiam, impacientemente, dias melhores para o país e, quiçá, nas suas vidas, não passou de charlatanice nos primeiros anos de governação do Alto Magistrado da Nação. Este não foi capaz de materializar a promessa segundo a qual “o povo passava a assumir o lugar de patrão”, diz o relatório sobre “Direitos Humanos”, referente a 2015, divulgado terça-feira (28), em Maputo, pela Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), que entre outros revés salienta, também, que o Estado de Direito Democrático sofreu considerável desgaste.
A chegada de Filipe Nyusi à Presidência da República, em 2015, trouxe a possibilidade de um novo momento em Moçambique. Essa esperança amparava-se num discurso pautado nas melhorias das condições económicas, no restabelecimento da paz, no fortalecimento da democracia e, segundo as suas palavras, “o povo passava a assumir o lugar de patrão”, defende a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAM.
No geral, o documento transparece que o estágio dos direitos humanos, mormente o acesso à justiça, na famosa Pérola do Índico prevalece lastimável, ou seja, aquém das expectativas do povo.
No entender deste organismo, frases como “defenderei de forma vigorosa os direitos humanos”, proferidas pelo estadista moçambicano, preencheram o seu discurso, deixando antever mudanças substanciais nessa área. Contudo, “findo o primeiro ano de governação, pouco foi feito para que o país desse passos substanciais em prol da instauração de um Estado de Direitos Humanos”.
Na prática, em 2015, “esse compromisso esteve ausente”, avança o relatório bastante criticado, sobretudo pelo Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP), devido o facto de supostamente elencar factos improváveis, ser omisso e estar prenhe de imprecisões, particularmente no que às prisões, onde há pretensamente execuções sumárias.
Neste contexto, Ivete Mafundza, presidente da CDH, alegou que os aspectos que deixaram o director do SERNAP, Eduardo Mussanhane, contra o que se diz relativamente ao sector que dirige, deve-se ao facto de não ter sido receptivo aquando do pedido de entrevista e/ou partilha de dados sobre o serviço penitenciário.
Ele desafiou a OAM a provar que tenha feito tal pedido, até porque “um relatório devia ser mais preciso”.
“Vamos às instituições, pedimos informação” e esta não é fornecida, principalmente por instituições como SERNAP e PRM, defendeu Ivete Mafundza, para quem nenhum relatório sobre direitos humanos em Moçambique foi bem recebido pelas autoridades governamentais.
Prosseguindo, o documento a que nos referimos indica que o ano em que Filipe Nyusi tomou posse, foi mais um caracterizado por aquilo que OAM considera manutenção de práticas e condutas arbitrárias, autoritárias e violentas, criticadas durante a campanha eleitoral e, inclusive, constatou-se retrocessos.
Ademais, Moçambique continuou a ser considerado um Estado que pouco se fez em prol dos Direitos Humanos (...).
“O Estado de Direito Democrático sofreu considerável desgaste, com destaque para o ressurgimento do “delito de opinião” e da “intolerância política”, aos quais se soma o conflito político-militar que se vem arrastando desde 2013, pondo em causa o mais elementar direito da pessoa humana, o da vida.
Para além desta situação, houve ressurgimento de valas comuns – cuja existência foi reiteradamente refutada pelo Governo –, de refugiados em assentamentos das Nações Unidas no Malawi; “sem esquecer a crise económica que se agrava após anos de crescimento significativo, com a descoberta e exploração de algumas commodities”.
As críticas de Refila Boy e João Pereira
Sobre o alegado distanciamento ou falta de compromisso por parte do Chefe de Estado, dias depois da tomada de posse, o músico moçambicano Refila Boy lançou música cujo coro é “Gomate wa Zaurinha”, em alusão a Filipe Nyusi.
Na letra, o artista diz: “temos o exemplo de Gomate que está a distanciar-se totalmente dos seus pronunciamentos aquando da tomada de posse. Ele disse que queria ser o Presidente de todos os moçambicanos e disse que queria ter uma governação inclusiva. Onde está a governação inclusiva quando de todas as formas procura perseguir e eliminar fisicamente o adversário”.
A crítica de Refila Boy surgiu numa altura em que, para além da tensão político-militar, vários membros da oposição e cidadãos que supostamente se posicionavam contra o sistema/regime eram mortos.
O académico João Pereira considerou, numa entrevista ao SAVANA, que Filipe Nyusi é um Presidente de faz de conta e alertou para o risco de ele ficar na história como aquele que levou a Frelimo para uma grande derrota eleitoral nas eleições que se avizinham. “É um Presidente que está lá [no poder], mas não tem um punho pessoal”.
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sexta-feira, 31 de março de 2017
Filipe de Nyusi: um Presidente charlatão?
Sampaio arranjou uma bolsa para financiar a sua biografia, mas ninguém revela valores
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Foi criada uma bolsa que financiou parte da biografia de Sampaio. Autor considera esses apoios "indispensáveis", que ao todo envolveram sete entidades. Ninguém revela valores nem o protocolo da bolsa.

MÁRIO CRUZ/LUSA
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O antigo Presidente da República Jorge Sampaio conseguiu uma bolsa para a produção da sua própria biografia, que lhe foi atribuída pela Fundação Oriente, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa, segundo uma destas instituições explicou ao Observador. O logótipo dessas entidades surge lado a lado com o de quatro empresas na contracapa do segundo volume de “Jorge Sampaio: Uma Biografia”. Juntas, estas organizações compõem o grupo de financiadores e patrocinadores dos livros sobre o antigo chefe de Estado. Mas nenhuma das sete entidades revela ao Observador quanto contribuiu para a obra.

O último volume da biografia, que acaba de ser publicado
Foi em 2006 que Jorge Sampaio convidou o jornalista José Pedro Castanheira para escrever a sua biografia. Logo nesse momento, explica o biógrafo nas páginas iniciais do primeiro volume, o próprio ex-Presidente “dispôs-se a procurar financiadores para o moroso e dispendioso trabalho de investigação, escrita e publicação”. Um apoio “indispensável”, refere José Pedro Castanheira ao Observador, para que a obra – fruto de uma investigação de “dez anos”, que resultou num trabalho com mais de 2.100 páginas e que envolveu cinco investigadores – pudesse ser produzida. Castanheira não participou na negociação de qualquer dos contratos de patrocínio.
Essa tarefa coube à Edições Nelson de Matos, que se juntou à Porto Editora para a publicação dos livros. A primeira negociou o “financiamento” diretamente com cada um dos patrocinadores; à segunda coube o trabalho de impressão, distribuição, promoção e comercialização dos dois volumes.

O primeiro volume da biografia de Jorge Sampaio
Uma bolsa criada para a biografia de Sampaio
Parte dos apoios ao livro de José Pedro Castanheira surgiu de uma parceria que juntou duas fundações – Oriente e FLAD – e o IPRI, um instituto associado à Universidade Nova de Lisboa. João Amorim, vogal do conselho de administração da Fundação Oriente, recorda ao Observador o processo que levou à atribuição de uma bolsa a Jorge Sampaio. Em respostas enviada por escrito, Amorim refere ao Observador que, “com o propósito de reconhecer o mérito” de “personalidades que se distinguiram na vida pública”, as três entidades “acordaram entre si instituir a bolsa D. Luís da Cunha”.
O protocolo dessa bolsa estabelece, segundo este responsável da Fundação Oriente, que cabe às três entidades escolher, “de comum acordo”, quais as “personalidades políticas e diplomáticas portuguesas” a quem a mesma é atribuída. A primeira coube, “por unanimidade”, precisamente ao ex-Presidente, para a biografia ser escrita por “um autor/es à sua escolha”.
O mesmo documento, a que o Observador não teve acesso, delimita o âmbito de atribuição da bolsa. De acordo com João Amorim, esse apoio financeiro destina-se a “assegurar a feitura de memórias, de uma biografia ou a preparação de diários, cartas e outros documentos relevantes para a publicação”. Mas não foi possível apurar que outras obras já foram criadas graças à atribuição da bolsa D. Luís da Cunha.
Aliás, ao longo dos últimos dias o Observador procurou referências públicas sobre esta bolsa — protocolo, data de instituição, obras apoiadas, fundos ou tipo de apoios disponibilizados no âmbito da sua atribuição. Mas não existe qualquer dado a este respeito. Foi também pedido às várias entidades que instituíram a bolsa que disponibilizassem essas informações, ou pelo menos que referissem que outros trabalhos mereceram o apoio “comum” de FLAD, Fundação Oriente e IPRI. Os pedidos não obtiveram resposta.

Na contracapa do livro aparece a referência aos diferentes apoios
Ninguém revela valores do apoio
Em 2008, quatro anos antes da publicação do primeiro volume, a FLAD decidiu “apoiar a obra de José Pedro Castanheira”, refere Vasco Rato, presidente do conselho executivo da fundação (que nessa época ainda não estava nestas funções). A atribuição da bolsa aconteceu dois anos depois de Sampaio se comprometer a encontrar financiamento para a obra, mas também a fundação não esclarece se a decisão partiu da própria FLAD ou se foi o antigo Presidente da República quem se candidatou ao apoio. Sem o acesso ao protocolo, não é possível apurar o modelo de atribuição das verbas.
Da parte da fundação, a decisão de atribuir a bolsa a Sampaio é justificada com a notoriedade do protagonista, pelas funções que exerceu. “A publicação da biografia de um Presidente da República portuguesa é, sem dúvida, uma iniciativa de interesse público”, considera Vasco Rato.
Dos três parceiros que instituíram a bolsa, apenas o IPRI se escusou a prestar qualquer esclarecimento sobre o apoio concedido para a produção do livro de Sampaio, pelo menos de forma direta.
O Observador contactou a comunicação da Universidade Nova, bem como da reitoria, que remeteram quaisquer esclarecimentos para a direção do IPRI. Feito o contacto oficial, o gabinete de comunicação do IPRI remeteu a questão para Carlos Gaspar, membro da direção e antigo assessor de Jorge Sampaio em Belém para as questões de Timor-Leste. As perguntas foram enviadas a 25 de março e ficaram sem resposta.
Depois de vários contactos por telefone, sem sucesso, o Observador conseguiu que o professor universitário atendesse uma chamada. Foi no dia 29 de março. No entanto, Gaspar recusou-se a explicar, em concreto, como o IPRI contribuiu para a produção da obra. “Não vou falar sobre a biografia do doutor Jorge Sampaio”, começou por dizer o responsável do instituto. Perante a insistência por esclarecimentos, Carlos Gaspar repetiu a sua indisponibilidade para colaborar: “Posso repetir-lhe a resposta, mas está a fazer-me perder o meu tempo.” Quando o Observador tentou perceber de que forma foi decidida a atribuição da bolsa D. Luís da Cunha, a chamada foi desligada.
Depois deste contacto, a Universidade Nova, que o Observador voltou a contactar, pedindo esclarecimentos sobre a relação legal com o IPRI e sobre a própria bolsa que deu origem ao livro do Sampaio, o gabinete de comunicação referiu que, “em 2008, data da atribuição da Bolsa D. Luís da Cunha, o Instituto Português de Relações Internacionais não era uma unidade de investigação da FCSH/NOVA”. E confirmou o ano de atribuição da bolsa, 2008, acrescentando que “a atual direção do IPRI da Universidade Nova de Lisboa regista com agrado a conclusão dessa obra”.
Mota-Engil salvou o segundo volume
Nas primeiras páginas e na contracapa de “Jorge Sampaio – uma Biografia” são divulgadas as entidades que apoiaram a realização do livro. A única diferença, do ponto de vista gráfico, está na inclusão do logótipo da Mota Engil no segundo volume, mas isso não significa que as restantes seis tenham contribuído em ambos os momentos. Ao Observador, Nelson de Matos explica que, apesar de a maior parte dos apoios se ter esgotado no primeiro volume, decidiu, “por uma questão de cortesia” e de “transparência”, manter todas as referências no segundo volume.
Inicialmente, o plano passava por produzir uma biografia de um único volume. “Quando comecei a investigar a vida de Sampaio, não imaginava que ela fosse tão rica e variada”, escreve José Pedro Castanheira no primeiro volume, contextualizando as razões que levaram a que a obra se desdobrasse em dois volumes. É nessa fase que surge a construtora. O apoio da empresa só é procurado quando editorialmente se constata a “necessidade de reforçar o financiamento à investigação, recolha de materiais e produção”, explica Nelson de Matos.
Contactada pelo Observador, a Mota-Engil – que, recorde-se, só patrocinou o segundo volume da biografia — recusou fazer qualquer comentário. No entanto, fonte da empresa explicou que o apoio foi dado “muito depois de Jorge Coelho ter saído de CEO, portanto é injusta qualquer relação por serem ambos do PS”. A mesma fonte revela que a empresa tem “orgulho em associar-se a uma personalidade tão consensual para o país como Jorge Sampaio”.
Além de Fundação Oriente, FLAD, IPRI e da construtora, também a Portugal Telecom, o Banco Português de Investimento (BPI) e o Grupo Visabeira concederam algum tipo de apoio para a realização da obra. Que apoio ou de que montante, não é possível saber porque nenhum dos patrocinadores (daqueles que responderam aos pedidos de esclarecimento), editores ou autor estiveram disponíveis para revelar esse valor.
No que diz respeito à PT, esse apoio foi concedido ainda no tempo da administração de Zeinal Bava (foi nomeado diretor executivo em 2008 e saiu da empresa em 2014). Ao Observador, fonte oficial da empresa não esclarece pormenores sobre o apoio concedido. Diz apenas que é um “tema” que “remonta a 2012, numa altura em que o apoio e patrocínio a atividades culturais abrangia diversos géneros de iniciativas, entre as quais edições de livros, que fossem propostos e tivessem como autores ou protagonistas figuras relevantes no país e/ou que abordassem temáticas de índole histórica e cultural nacionais”.
Já a Visabeira e o BPI, que patrocinaram ambos os volumes, não responderam, até ao momento, às questões enviadas a 23 de março pelo Observador. O biografado, Jorge Sampaio, foi também contactado pelo Observador através da assessoria de imprensa que mantém na Casa do Regalo, onde instalou o seu gabinete depois de deixar Belém. As questões foram enviadas a 24 de março, mas até à publicação deste artigo não tinha chegado qualquer resposta.Jorge Mra
Estes xuxas como dependem totalmente da politica, nunca fazendo nada na área privada, pagam com o dinheiro dos outros os livros que de memorias, BIOS e outros (ver os livros do mestre Sócrates). Se não fosse a politica o que seria de tais indivíduos?
Foram estes republicanos que afundaram o país ao ponto de não haver dinheiro para pagar as reformas, tendo com isso recorrido ao grande homem que foi OLIVEIRA SALAZAR que em 40 ano pagou as dívidas , criou centenas de malhares de escolas e deixou as contas em ordem com o BdP a abarrotar de escudos e ouro. Ao verem toda esta fortuna os rep assaltaram o país novamente e nos últimos 40 anos, salvo algumas alternâncias , foi um fartar vilanagem, de reformas duplas e triplas, de reformas com 90 anos de caixa sem nada terem pago, os milhares de complementos de reformas para contribuinte pagar e a roubalheira de estilo Sócrates que está a devem anos de prisão por tudo o que fez e que muito ajudaram e consentiram.
Um apoio “indispensável”, refere José Pedro Castanheira. Tem toda a razão, já que duvido que alguém compre a biografia desta figurinha cinzenta, sem um rasgo de interesse. Só mesmo com muito financiamento é que esta fogueira das vaidades via a luz do dia. 2.100 páginas de Jorge Sampaio????? Só podem estar a brincar. Devem relatar cada momento da vida desta figurinha
As misérias republicanas do costume. A cereja no topo do bolo é que a bolsa é "D. Luís Cunha", um aristocrata de inspiração calvinista — reforma que, se tivéssemos tido a sorte de ter tido por cá, nos teria livrado da miséria atávica desta república de cores feias. Ironias da ironias, os "reis" da república e os seus compadres salvam-se sempre e nós continuamos cá para os servir.
Por aqui se confirma que estes xuxas continuam a dominar as instituições portuguesas e a considerar-se os donos disto tudo. Eles têm o poder e manobram tudo. Este personagem tão consensual foi, pelos vistos, responsável número um pela ascenção do grande líder Sócrates a primeiro ministro e consequentemente à bancarrota de 2011. Mas isso não interessa nada. Continuam a gostar muito dos pobrezinhos da boca para fora e a adorar o dinheirinho dos outros, das suas portas para dentro. E desde que lhe ofereçam todas as mordomias, está tudo bem.
O seu comentário até podia fazer todo o sentido, não fosse cair pela base, recordo-lhe que a campanha eleitoral de cavaco em 2006 foi maioritariamente financiada pela família de ricardo salgado.
Será que ainda mantém a sua tese sobre os xuxas ???
ps. caso pretenda posso elencar mais nomes de 'contribuintes/apoiantes'...
Deixem de colocar um acento no segundo "o" de "logotipo". A sílaba tónica é a terceira ("ti").
Alexandre, está errado. A prática actual é essa que refere e, por isso, é a que vingará. Mas quem aprendeu a escrever logótipo não vai em conversas dos que querem institucionalizar um erro.
Acabei de saber que um tal Sampaio "o testa desconforme", escreveu um livros com 1200 páginas.
Excelente!
Espero ansioso que o mesmo ganhe o Prémio Nobel da Aldrabice e Incompetência para o comprar (tenho a tara de comprar ou fazer o download e depois ler as obras alvo de prémio. Até li diversos de Saramago. Ao que pode chegar o sacrifício...)
Parece-me que está a tentar comparar o incomparável. O Saramago é incontestavelmente controverso. Nem todos o apreciam. Para mim, a escrita dele e as narrativas que constrói são fabulosas. Admiro o escritor, embora abomine a pessoa. Já o Sampaio, segundo li numa notícia, é uma figura "consensual" ( quem diria, a fazer fé na chuva de comentários que o põem abaixo de cão). E nem sequer foi ele quem escreveu a tal da biografia, convidou um terceiro para o fazer. Ao menos nisso teve mais vergonha na cara que o correligionário dele, que assina escrita de outros como se fosse sua. Mas, de uma maneira ou outra, tanto ex-PR como ex-PM arranjaram maneira de, à custa de dinheiros alheios, os livros não ficarem a ganhar pó nas livrarias à espera de compradores que não aparecem. A arte do engano, para quem ainda se deixa enganar.
A única coincidência aqui - até por momentos pensei que o Sempívia era do PSD - é a AUSÊNCIA nua e crua do " téam " esquerdalhóide, tipo Nandinho Ferreira, o outro do shampoo, o josé maria ( este realce é muito importante ) e camaradagem associada !!..
É pá, nem um pio, nem uma nota de rodapé ???
Porca miséria de assalariados incógnitos.
Alguma coisa se passa com o ar de Belém nestes anos de democracia. Será virus, bactéria ou outra maleita que atrai irremediavelmente PR,s patetas. Seria bom colocar aviso - zona contaminada.
«Ninguém revela valores nem o protocolo da bolsa»? Será que há socialistas que se servem dos capitalistas e depois escondem-se? Claro que não haverá uma paga de favores! Mas na “vida de personalidades públicas” fica bem a transparência. Há um socialista conhecido que escreveu um livro a expensas próprias e depois comprou a maior parte dos livros...
Leiam o artigo do Vasco Polido Valente e depois opinem sobre esta criatura que também usa meios, mais ou menos parecidos, como o Socrates aquando do lançamento do seu "brilhante" livro. Não será?
Seria interessante conhecer a evolução das vendas, as recensões e o perfil do leitor de tal calhamaço.
grande moralista... sempre a explorar o povo .... os pcp's e be's nada dizem.... vai uma lei paara obrigar a saber... o povo tem direito de saber
A falta de vergonha do PS não tem limites.......e nós a pagarmos para estas Fundações ! Pelo menos a Múmia do Cavaco escreveu o livro sem pedir dinheiro a ninguém, inacreditável, este Povo é burro mesmo!
Pagar a alguém para escrever uma biografia sobre um personagem sem qualquer interesse... é mau, mas em Portugal é tudo normal para o pessoal "de esquerda". O espantoso é haver alguém que queira ler a estopada de 2.100 páginas sobre o nada, o vazio que é a vida de um medíocre. Vender, venderá entre os amigos do costume. Será um livro com vendas baixas que não permitirá o retorno do investimento (daí os subsídios em forma de "bolsas") e lido por ninguém, nem pelo próprio.
"O espantoso é haver alguém que queira ler a estopada de 2.100 páginas sobre o nada, o vazio que é a vida de um medíocre."
Disseste tudo!
Mas será que não passa pela cabeça destas almas decidir não receber nenhum tipo de ajuda?? Quando estão a tratar do assunto, não há consciência que lhes diga "epá, eu não trabalho, vivo com uns maravilhosos 5.000 e tal euros por mês que os Portugueses financiam a fundo perdido, vou lá agora pedir uma bolsa para um livro que serve principalmente para exercitar o meu narcisismo"??
D Sebastião desapareceu séculos atrás, numa manhã de nevoeiro. Ele foi-se mas o nevoeiro persiste em continuar como se vê por esta história.
Mas revelam quem o comprou? Já era alguma coisa.
O de Sócrates já sabemos quem financiou e comprou..!
A questão principal aqui é saber QUEM RAIO É QUE QUER SABER DA BIOGRAFIA DESTE INFELIZ???
Depois dos golpes sujos que concretizou e da sua postura "autocrática esclarecida que (alegadamente) interpretava a vontade dos portugueses", nada mais me surpreende no pior dos PR´s eleitos.
Dez anos para escrever uma biografia de um 'advogado'!!!??? E ainda por cima vivo !!! Uma bolsa para isto!!!??? Só não percebo onde entra Pai Natal nesta história. O resto é claro. Nem foi necessário ir a Paris.
Sem dúvida Portugal é um país muito rico. Tendo nós o nível de vida que temos e tendo em conta com o que se rouba ao contribuinte tanto em impostos que permitam pagar estas m - - - as, como em roubos directos como é o caso da operação Marquês, caso GES/BES, caso BPN e muitos outros e sem contar com casos que os contribuintes nem sonham, só um País muito rico aguenta tanto desperdício.
Sem dúvida espertos são aqueles que conseguem fugir ao pagamento de impostos.
Coitados daqueles que trabalham por conta de outrem, e não pertencem ao Estado, não têm fuga possível.
a podridão reina como cogumelos, no Inverno.... outros, são venenosos e matam! vergonhoso!
São todas fundações de direito privado, pelo que não vejo qual o problema.
A imprensa não tem que saber os pormenores do contrato. Era o que mais faltava!!!!
No entanto, apenas demonstra que tb o Sampaio estava muito bem encostado e que não faz nada sem que sejam outros a assumir os riscos.
Vá ver os estatutos das fundacoes e depois conversamos. Isto é mais uma prova de como funcionam as coisas neste miseravel país. O caso da Fundaçao Oriente entao é um verdadeiro escandalo. Só aqui é que disto se passa, com este descaramento e impunidade. Uma vergonha. Ou talvez nao, pois tudo o que temos é o que merecemos, como povo ignorante, casmurro e muito pouco dado a aprender que (quase) desde sempre mostrámos ser.
O problema é que não vejo «fundações de direito privado» a ajudarem um xuxalista sem receberem nada em troca...do estado em que estes gostam de se pendurar. Falta, sim, a imprensa saber os pormenores do contrato porque é neles que o diabo esconde o rabo e ao fim e ao cabo o livro pretende esclarecer os actos de governação de Sampaio que também passaria por aqui.
Socialistas, sempre a viver com o dinheiro dos outros! Vai-se a ver e fomos todos nós que indirectamente pagámos este livro. Ainda por cima, sem o sabermos. Deve ser por isso que não convém divulgar valores.
Wikipédia, a enciclopédia livre:
"Jorge Sampaio é aquele presidente que se fartou de Santana Lopes e que por isso o fez substituir por José Sócrates, aquele de que estamos todos fartos e por causa do qual estamos todos a pagar facturas altíssimas. É ainda aquele presidente que afirmou: "Há vida para além do défice." Vai daí, os governos gastaram à fartazana e deixaram as contas para a geração dos 40 e dos seus filhos e netos pagarem!"
Já que cita a wikipedia. Coloco aqui outra frase da mesma fonte que me saltou à vista e com a qual eu também concordo:
"É considerado por muitos como o pior presidente da republica das bananas portuguesas."
Já agora também posso citar outra frase que eu me lembro de lhe ter ouvido e que me elucidou sobre o homem: "O Euro 2004 é um desígnio nacional". Ainda hoje, continuamos a pagar a fatura.
O antigo Presidente da República conseguiu uma bolsa atribuída por sete entidades para a produção da sua biografia. Ninguém revela valores nem o protocolo envolvido.
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