quinta-feira, 30 de junho de 2016

'Ultras' polacos agridem adeptos portugueses e criam caos em Marselha

Polícia francesa foi surpreendida pelos ataques. Pelo menos um adepto polaco foi detido.


DESPORTO VIOLÊNCIAHÁ 56 MINSPOR RUBEN VALENTE
© Twitter / La Provence à l'Euro
Cerca de 150 ‘ultras’ polacos agrediram vários adeptos da Seleção Nacional, entre outras pessoas, nas imediações do Estádio Vélodrome, em Marselha.
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Os confrontos começaram cerca das 17h00, numa das vias de acesso ao palco que vai receber esta noite o Portugal-Polónia.
Segundo a TVI, a polícia depois de ser surpreendida pelos confrontos, entrou em cena e acabou por dispersar os desordeiros afetos à seleção polaca, tendo efetuado pelo menos uma detenção.
Recorde-se que a cidade de Marselha tem estado bastante ligada à violência neste Campeonato da Europa. Adeptos russos, ingleses e franceses, envolveram-se várias vezes em confrontos na cidade, onde Portugal defronta esta noite a Polónia, num encontro relativo aos quartos de final do Euro’2016.
[Notícia atualizada às 17h40]

Elite dirigente acredita saber como solucionar crise política em Moçambique

A quem presta contas a secreta moçambicana?

Em Moçambique, a secreta goza de privilégios legais que nem sequer ao Parlamento presta contas. Não pelo menos sobre a natureza das suas atividades. Acima da lei para o SISE está apenas o Presidente do país.

Parlamento moçambicano
Acima da lei para o Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) está apenas o Presidente da República.
Uma situação que põe em causa o sistema de governação, neste caso em particular, quando o assunto é transparência e prestação de contas.
SISE acionista
Os serviços secretos moçambicanos têm sido assunto desde que as dívidas ocultas vieram ao de cima. Afinal, tratam-se de 1,4 mil milhões de dólares de empréstimos contraídos pelo Governo moçambicano entre 2013 e 2014 e não revelados à Assembleia da República e às organizações financeiras internacionais.
A pergunta que se coloca, e cuja resposta não chega, é como e porquê a secreta entrou como acionista nas empresas suspeitas que originaram essas dívidas.
Mas há também outras questões sobre a natureza e legislação que regulamenta o SISE.
A DW África ouviu o jurista Télio Chamuço sobre as bases que norteiam esta instituição:

Télio Chamuço, jurista moçambicano
"O instrumento normativo que rege as atribuições do SISE é a lei n° 12/2012 que tem a incumbência de zelar contra, e investigar, crimes contra a segurança do Estado ou crimes transnacionais; e também quanto a sua subordinação orgânica, digamos assim. O SISE costuma ser um órgão dependente do Presidente da República. Isso é corolário de um sistema político. Moçambique tem um sistema presidencialista".
Como é em outros países?
Na Alemanha, por exemplo, existe um comité parlamentar que monitoriza a secreta. Ele tem o direito a visitar os seus escritórios e a acessar os arquivos e atas, embora não tenha permissão de divulgar qualquer tipo de informação. Assim, estão salvaguardados, minimamente, os princípios de transparência e impõem-se certos limites ao poder desta entidade. E no caso de Moçambique, a quem presta contas o SISE?
Chamuço explica que anualmente, o SISE deve prestar contas à Assembleia da República. “Existe uma comissão específica [da Assembleia da República] à qual o SISE presta informação. Trata-se da Comissão para os Assuntos de Defesa e Segurança. As fontes, registos, documentos e arquivos do SISE são considerados protegidos e a informação produzida pela secreta é informação classificada".
Acionista e agora?
Por um lado, a secreta moçambicana está protegida pela lei no que se refere à prestação de contas quanto à natureza das suas atividades, e com isso deixa a referida comissão do Parlamento desprovida de qualquer poder de pedir contas.
Por outro lado, na qualidade de acionista de uma empresa, ela deve e pode prestar contas.


Ouvir o áudio04:09

A quem presta contas a secreta moçambicana?

Contudo, no caso das dívidas ocultas de Moçambique, a secreta também não o pode fazer no Parlamento, como explica Fernando Bismarque, porta-voz do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a segunda maior força da oposição:
"O regimento diz que não pode vir um diretor para falar dessa matéria. Tem de ser um membro do Governo, e diretor não é membro do Governo. Um diretor pode ser chamado no âmbito de uma comissão parlamentar de inquérito, como acompanhante de um ministro como aconteceu quando o Governo veio esclarecer sobre a dívida em sede de duas comissões (a do plano de orçamento e a de defesa e ordem pública)".
Quanto ao diretor-geral do SISE ser chamado para fazer declarações às comissões, isso ainda não aconteceu, esclarece Bismarque.
"Só ouvimos o diretor-geral da EMATUM, Proíndicus e MAM - que é a mesma pessoa. Ele é um operativo do SISE. Mas, obviamente, que uma comissão parlamentar de inquérito que quer aquele projeto submetido pelo MDM no Parlamento, em abril, vai alargar o âmbito e poderá ouvir os membros do antigo Governo, assim como o diretor-geral do SISE, que é uma empresa que detem ações nessas empresas que foram criadas e endividaram o país".
Portanto, uma posição de quase intocável à custa de leis e regulamentos. E como o SISE só se curva perante o Presidente da República, que por sua vez concentra muitos poderes, a prestação pública de contas, de qualquer natureza, é neste contexto um conceito vazio.

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DOIS CURANDEIROS MÁGICOS CAPTURADOS NA COMPANHÍA DE 4 ELEMENTOS DAS FDS NA SERRA DA GORONGOSA!


Afonso Chicuare Chicuare with Unay Cambuma and 17 others.

BREAKING NEWS

Informações da última hora reportadas a partir de Gorongosa por um oficial ranger, dão contas que 6 elementos dentre os quais 4 são das FDS e 2 curandeiros mágicos foram capturados ontem de manha na serra quando estes tentavam sem sucessos fechar as principais vias que eles supõe que dão acessos a entrada onde está o líder da renamo.
So que os comandos aperceberam-se da visita e capturam a estes militares e os seus respectivos mágicos.
Os mágicos iam fazer "cufumba" um tratamento feito para facilitar a entrada dos militares da frelimo, a operação tería o inicio hoje se surtisse o efeito a acção deste mágico mas infelizmente não surtiu efeitos desejado pelos camaradas porque estes foram capturados imediatamente e não sabemos ainda se são os tais nigerianos e tanzanianos ou são moçambicanos.
Traremos mais detalhes nas próximas horas.
Ainda de amamba nos chegam informações que dão contas que o secretário da frelimo em amamba conseguiu fugir das mãos dos comandos da Renamo mas que os seus bens foram queimados pelas perdizes.
Nota: dente por dente anima não é?

Autoridades turcas detêm 20 suspeitos de terrorismo


Fonte governamental confirma que autores do ataque ao aeroporto de Istambul tinham cidadania russa, usbeque e quirguiz.
Polícia patrulha aeroporto de Istambul, dois dias depois do ataque que matou 43 pessoas Murad Sezer / Reuters
A polícia turca deteve pelo menos 20 pessoas, sob suspeita de estarem ligadas a organizações terroristas, na sequência do atentado de terça-feira no aeroporto de Istambul. As autoridades também confirmaram as nacionalidades dos três responsáveis pelo ataque que matou 43 pessoas e deixou mais de 200 feridos.
Foram conduzidas operações policiais esta quinta-feira que abrangeram 16 locais nos bairros de Pendik e Sultanbeyli, na zona asiática de Istambul, e em Basaksehir, na parte europeia. Foram detidas 13 pessoas, das quais três estrangeiros, segundo o site do jornal Daily Sabah.
Rusgas na cidade de Esmirna, na costa do mar Egeu, levaram à detenção de nove suspeitos de terem financiado, recrutado e dado apoio logístico ao autoproclamado Estado Islâmico — que as autoridades turcas acreditam estar por trás do ataque ao aeroporto.
Na terça-feira à noite, os três homens chegaram ao aeroporto internacional de Istambul e começaram por abrir fogo sobre as pessoas que se encontravam nos terminais de partidas e no das chegadas. Poucos minutos depois, fizeram-se explodir, acabando por matar 43 pessoas e fazer 239 feridos.
Os últimos dois dias têm sido de luto nacional, mas também de um aumento das medidas de segurança. No último ano, a Turquia tem sido um alvo frequente de atentados terroristas nas suas maiores cidades — só Istambul, grande ponto turístico do país, sofreu cinco ataques desde Janeiro.
A imprensa turca está também a noticiar que, no sábado, as forças de segurança abateram dois indivíduos suspeitos de terem ligações ao grupo terrorista, perto da fronteira com a Síria. Um dos homens figurava em relatórios dos serviços secretos como estando a preparar ataques na capital Ancara e na província de Adana, no sul.
Segundo um responsável do Governo turco, citado pela Reuters, os três atacantes eram provenientes da Rússia (região autónoma do Daguestão), Usbequistão e Quirguistão. Não foram dados pormenores adicionais, uma vez que os investigadores ainda se encontram a tentar identificar os restos mortais dos terroristas.
O atentado não foi reivindicado, mas os métodos escolhidos pelos atacantes — disparos indiscriminados e explosões suicidas — sugerem que terá sido um ataque organizado, ou pelo menos inspirado, pelo Estado Islâmico. A nacionalidade dos autores vem dar ainda mais força a essa suspeita.
Não é novidade que o Estado Islâmico tem conseguido impor a sua presença nas repúblicas caucasianas russas. Há cerca de um ano, o grupo declarou uma província na região, como parte da sua estratégia de expansão global.
Numa região pobre e destruída por duas guerras nos últimos 20 anos, as perspectivas de futuro para os jovens são poucas e a atracção exercida pelo Estado Islâmico tem sido elevada. Os serviços de segurança russos calculam que cerca de duas mil pessoas da Tchetchénia e do Daguestão tenham viajado para a Síria e para o Iraque para lutarem pelo “califado” proclamado pelo grupo no Verão de 2014.