quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ficou claro para todos que Afonso Dhlakama e a Renamo ganharam as eleicoes de 15 de Outubro

ADEUS 2014
MOZIRMAOS

Infelizmente o ano vai terminar num ambiente de grande incerteza. Ficou claro para todos que Afonso Dhlakama e a Renamo ganharam as eleicoes de 15 de Outubro com uma goleado historica de 80% mas a frelimo adulterou grotescamente os resultados. O mais aberrante foi a "homologacao do absurdo" efectuada ontem pelo CC do "camarada" Hermenigildo Cepeda Gamito, cujo acordao só foi assinado por 2 dos 7 juizes o que equivale a um tsunami juridico. Tudo isso aconteceu sob um silencio inacreditavel de toda sociedade civil. Nao obstante a inepcia da sociedade e comunidade internacional perante actos tao absurdos quanto flagrantes Afonso Dhlakama tentou de forma frenetica evitar o desastre e confrontacao fazendo apelos veementes para a formacao de um governo de gestao mas ninguem levou o a serio, tendo ate o governo oferecido um humilhante "estatuto de oposicao" no lugar de sugerir um hipotetico cargo governamental com prerrogativas executivas como primeiro ministro ou vice presidente da republica. Parece que a renamo havia caido numa grande ratoeira: a frelimo quiz "matar 3 coelhos com um unico tiro ao assinar o acordo do fim das hostilidades em Maputo. Primeiro, a frelimo conseguiu fazer com que Dlhakama saisse da "parte incerta". Segundo, ganhar tempo para reorganizar e reequipar o exercito que havia sido dizimado, terceiro, identidificar os redutos das perdizes, encurrular Dhlakama na cidade e abate lo, e tomar todas antigas bases da renamo. Se a frelimo mostrou se muito astuta, Dhlakama mostrou ser um gra mestre de xadrez mesmo sabendo que algumas sugestoes que lhe eram dadas pelos seus proximos eram sofisticados "produtos de made in SISE". Por exemplo Dhlakama sabia que os "observadores militares" da EMOCHIM oriundos do zimbabwe eram agentes de inteligencia do exercito zimbabweano que tinham como missao principal indetificar e mapear todos os redutos das perdizes. Um deles e um coronel que se encontra de servico na Beira. Durante a campanha eleitoral Dhlakama conseguiu motivar e organizar os seus ex militares. Na verdade Dhlakama usou a fantochada das conversacoes no CCJC para embrulhar a frelimo na sua propria trapaca. Dhlakama "chegou ao cumulo" de aceitar que empresas pertecentes a frelimo imprimissem todo o material eleitoral mesmo consciente de impressoes fraudolentas. Dhlakama aceitou todos os absurdos da "paridade eleitoral" e foi exigindo "aberracoes" de ambito militar o que permitiu atravessar o periodo eleitoral com armas. Todos esses "passos tolos" foram mal interpretados pela frelimo ao ponto de esquecer que acabavam de sair de um grande desastre militar com cerca de 7 mil baixas fatais e grandes perdas materiais.
O unay cambuma vai revelar um grande segredo: governo gestao na verdade era uma capitulacao secreta da frelimo, isto e, depois de obter uma "vitoria retumbante e esmagadora" em satungira e mangomonhe, onde a espinha dorsal do exercito governamental foi destruida, Dhlakama ja estava em condicoes de avancar rapidamente rumo ao assalto final mas de alguma forma e com ajuda de "maos internas insuspeitas" alguem conseguiu convencer Dlhakama a assinar uma duvidosa e desnecessaria "homologacaco" em Maputo. Até ha Final de Outubro ja estava tudo acertado para a cedencia pacifica do poder. A CNE devia anular as eleicoes mas a ala do Chipande/Guebuza conseguiu ameacar e subornar o sheik e alguns vogais da renamo e conseguiu fazer passar a fraude. Dhlakama insiste e manda o processo seguir ao CC. Nos primeiros dias, o CC tentou seguir a lei e fizeram varias correccoes e Nyusi baixou dramaticamente a percentagem e os numero dos deputado diminuido a favor da oposicao mas de repente choveu um "ataque artilharia" contra Gamito que teve crises de AVC e acabou validando a fraude tal como esta (com erros inadmissiveis). Ê uma autentica loucura da ala dominante da frelimo que apenas se fia em 3 brigadas de jovens inexperientes metidos a tropas especiais (3 mil homens), alguma artilharia e blindados inadequados.

E AGORA?
Nao vou esconder: o pais esta virtualmente em Guerra. Neste momento verifica se um impressionante movimento de tropas governamentais. Ha registo de varias unidades de tropas especiais zimbabweanas a entrar em mocambique atraves de Chicualacua, Gaza. Na tarde de hoje foram vistos varios blindados saindo de Chicualacula em direccao a Mangunde, onde se pensa que Dhlakama ainda la esteja a "espera de alguma entrevista". Ha rumores de uma desercao de cadetes da academia militar de nampula algures em Mocuba. Os cadetes iam a sofala para "aulas praticas".

AGRADECIMENTOS
Ao longo do presente ano o Unay Cambuma contou com o apoio especial de varios amigos. O meu pobre latim nao sera suficiente para expressar os meus sentimentos de gratidao e reconhecimento a minha mae, Marechal Dhlakama, mana Aziza, "dr Guga", ao eng Gildo B, a Carmen D, Leonel Chisseve, Grande Chefe, Fernando Gil, Mike Michael, Paulo Dangerman e Billal "Obama". Boas saidas e tenham um 2015 inesquecivel!

Conselho Constitucional cumpre ordem da Comissão Política da Frelimo e valida resultados (‪#‎canalmoz‬)
Hermenegildo Gamito releu a declaração de vitória proferida por Conceita Sortane no passado sábado
Maputo (Canalmoz) – O presidente do Conselho Constitucional, Hermenegildo Gamito, releu, na terça-feira, a declaração de vitória do partido Frelimo e do seu candidato, que já havia sido anunciada, no passado sábado, pela Comissão Política do partido Frelimo, através da sua chefe da brigada central para a cidade de Maputo, Conceita Sortane. Recorde-se que o acórdão do Conselho Constitucional foi lido no passado sábado pelo partido Frelimo, muito antes de o Conselho Constitucional ter informado qual era a data em que iria anunciar a sua decisão. No passado sábado, Conceita Sortane anunciou que o Conselho Constitucional validaria na terça-feira os resultados anunciados pela CNE. E na terça-feira não restava mais nada ao presidente do Conselho Constitucional, Hermenegildo Gamito, senão cumprir a ordem da Comissão Política do partido Frelimo, validando os resultados e provando que a tal independência dos órgãos de soberania não passa de letra morta.
Tal como se previa, Gamito falou das irregularidades graves que mancharam o processo, mas, mesmo assim, a decisão já havia sido anunciada no sábado. De entre as irregularidades detectadas, o presidente do Conselho Constitucional, Hermenegildo Gamito, referiu: a imposição, pela Direcção Nacional do Notariado, da obrigatoriedade do reconhecimento presencial das assinaturas de cidadãos proponentes de candidaturas; os actos de vandalismo praticados durante a campanha eleitoral; e as divergências entre os dados dos apuramentos provinciais e os do apuramento nacional.
Recorde-se que o Conselho Constitucional tinha notificado a Comissão Nacional de Eleições para remeter os editais da centralização provincial dos resultados das eleições elaborados pelas respectivas comissões e pela própria CNE. Estes editais nunca foram apresentados. A CNE entregou um CD áudio ao Conselho Constitucional.
Na sua justificação, a CNE disse que as comissões provinciais, com excepção das de Gaza e Maputo, realizaram o apuramento provincial directamente através do sistema, não tendo conseguido, até ao termo do prazo previsto por lei, ter, por via informática, um nível de processamento considerável, devido às dificuldades de envio dos editais do apuramento parcial, em tempo útil, pelas Comissões Distritais de Eleições.
Segundo a justificação da CNE constante no acórdão do Conselho Constitucional, as Comissões Provinciais de Eleições, por pressão popular e por necessidade do cumprimento dos prazos legais, optaram, por iniciativa própria, por efectuar directamente as operações materiais de centralização dos dados, fazendo por via manual, com todos os riscos que o facto acarreta, tendo assinado as actas e os editais.
Por outro lado, a justificação da CNE refere que as impressões de documentos emitidas via informática ficaram sem esta formalidade e sem conciliação dos competentes dados, para além de que o processo de apuramento provincial assumiu características inadequadas do ponto de vista legal, tendo havido por conseguinte, dois apuramentos dos resultados da província, nomeadamente um apuramento da responsabilidade técnica do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral com erros materiais corrigidos e outro, o da Comissão Provincial de Eleições, sem a correcção de tais erros.
O Conselho Constitucional diz que entre os dois apuramentos verificaram-se divergências numéricas que se reflectiram nos mapas, comparando as duas fontes (STAE e CNE), que derivaram da correcção de erros materiais cometidos durante o somatório e preenchimento manual das actas e editais do apuramento parcial, distrital ou de cidade e provincial, nos centros de processamento.
Em sede do Conselho Constitucional, a Comissão Nacional de Elaições justificou-se afirmando que o seu apuramento foi feito com base na centralização das actas e dos editais dos dados provenientes dos Centros de Processamento de Dados provinciais, enviados à CNE em disco ou em “flash drive”.
A CNE afirmou também que não considerou, para efeito do apuramento nacional, as actas e os editais da centralizações provinciais devidamente assinados pelos membros das Comissões Provinciais de Eleições, por estes terem cometido erros materiais não corrigidos. (Bernardo Álvaro e André Mulungo)

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Resposta do acórdão do CC. Página 55

Erros e divergências de dados do Acórdão do CC com o apuramento geral da CNE/STAE anunciado no Centro de conferências Joaquim Chissano no dia 30/10/2014

Eleições Legislativas

Inscritos CC -10964377
Total de Votantes-5242899
Total de Abstenções- 5721478
Total de Votos Validos-4552383
Total de Votos definitivamente Nulos-245145
Total de Votos em branco- 445371

Neste Acórdão do CC, o Total de Votantes mais o Total das Abstenções,coincide com o Total de eleitores que o Acórdão ostenta embora não seja o número real que consta nos Editais da CNE e de cada Província, Mas já não acontece com a eleição do Presidente da Republica como poderá ver mais adiante.

Veja o apuramento geral da CNE/STAE anunciado no dia 30/10/2014 e compare os dados:

Inscritos CNE/STAE -10964978
Total de Votantes-5274182
Total de Abstenções- 5600339
Total de Votos Validos- 4561315
Total de Votos definitivamente Nulos- 348811
Total de Votos em branco- 458085

Já podes ver as diferenças de números entre o Acórdão e os dados da CNE/STAE.


De salientar que o apuramento da CNE/STAE, AR, O Edital da centralização não foi tornado publico, a soma destes dados foi feita na baze dos Editais Provinciais. Sendo assim os números não coincidem com o Acórdão do CC. Também a CNE/STAE falha cálculos ao somar o total de eleitores inscritos por cada Província. Somando o Total de Votantes e as Abstenções, também não coincide com o total do seu inscrito.

Veja o apuramento da CNE. O número é igual a soma correta dos eleitores de cada Província que é 10874328 a diferença de eleitores é de 90457 o que podemos considerar como eleitores fantasmas assim como no Acórdão do CC a diferença com a CNE entorno de total de eleitores é de 601 eleitores que também se considera fantasma. Desta feita estamos
perante um processo que não é o mesmo quando falamos de Eleições Gerais de 15 de Outubro de 2014 olhando os dados do Acórdão.

Votos por cada Partido

CC
MDM-385683-8.4%
RENAMO-1499832- 32.95%
FRELIMO-2534845-55.68%
Total-4420360

Observa bem os dados:

O CC, no seu acórdão falha a fórmula de como achou as percentagens por cada Candidato. A fórmula correta seria:- (VC/TV*100), Isto é Voto de cada Candidato dividir pelo total de votantes vezes cem. Neste caso dava PARA o MDM-7.35,RENAMO-28,6, FRELIMO-48.34. Nenhum Partido teve 50% Como o Acórdão diz o que PARA mi estão erradas as contas neste documento do CC na página 55.

Veja o apuramento geral da CNE/STAE anunciado no dia 30/10/2014 e compare os dados:

CNE
MDM- 383609
RENAMO-1492424
FRELIMO-2538853
Total- 4414886

A diferença é visível PARA o MDM- 2074, RENAMO-7408 e FRELIMO Tem menos 4008 em relação ao Acórdão do CC.

Acerca de percentagens de acordo os dados apurados pela CNE/STAE, seria para o MDM- 7.27%, RENAMO- 26.64. FRELIMO-56.83%.
Repare as divergências de números ou de voto por Partido no Acórdão e no Apuramento da CNE/STAE

Eleição do Presidente da Republica

Inscritos CC -10964377
Total de Votantes-5376329
Total de Abstenções- 5588048
Total de Votos Validos-4918743
Total de Votos definitivamente Nulos-157174
Total de Votos em branco-300412

Veja o apuramento geral da CNE/STAE anunciado no dia 30/10/2014 e compare os dados:

Inscritos CNE/STAE -10964978
Total de Votantes-5333665
Total de Abstenções- 5631313
Total de Votos Validos-4871804
Total de Votos definitivamente Nulos- 171884
Total de Votos em branco- 290186

Já podes ver as diferenças de números entre o Acórdão e os dados da CNE/STAE.
De salientar que o apuramento da CNE/STAE, apesar de não coincidir os números com o Acórdão, o mesmo tem erros graves de soma isto é se for a contabilizar os dados do Edital de cada Província, os Totais seriam:

Inscritos Soma correta- 10874521
Total de Votantes-5288779
Total de Abstenções- 5585742
Total de Votos Validos-4918743
Total de Votos definitivamente Nulos-157174
Total de Votos em branco- 289696

Assim seria o apuramento da CNE sem erros de cálculos, tenta somar o total de votantes e o total das abstenções a soma é igual 10874521 o que significa apuramento justo segundo os Editais de cada Província apesar de existir fraude nas mesas. Este é outro assunto. 
Nb- No acórdão do CC, também nota-se as discrepâncias entre o Total de votantes de AR/PR (5242899/5376329) Assim também como as Abstenções de AR/PR- (5721478/5588048). Esses números não podem ser contraditórios quando se tratar de eleitores que se apresentaram na mesa e terem recebido os seus boletins e é feita a marcação da presença no caderno, não pode haver essa discrepância entre o Total de votantes de AR/PR assim como nas Abstenções os números devem ser iguais. O que pode ser diferente é o total de votos em branco, Nulos e nulos validos.

Outro pormenor:

A Soma de Total de Eleitores por cada Província de acordo o EDICTAL de Apuramento Geral feito pela CNE/STAE não coincide com o EDICTAL Resumo que foi lido pelo Presidente da CNE/STAE no dia 30 de Outubro de 2014. A Soma de Votos de cada Candidato, de Votos Nulos e em Brancos, não coincide com o Total de Votantes. Consequentemente as Abstenções também ficam erradas no Edital da CNE. Quanto ao acórdão do CC, nenhum dado que se assemelha com que consta no Apuramento geral feito pela CNE/STAE apesar do mesmo ter erros de cálculos

Votos por cada Candidato

CC
Inscritos- 10964377
Afonso Dlhakama-1800448- 36.6%
Filipe Nyusi- 2803536-57%
Daviz Simango-314759- 6.4
Total 4918743

Neste novo apuramento do CC PARA alem de ter números de voto por Candidato contraditórios em relação da CNE/STAE, também é notórios erros de cálculos de percentagens, correto Seria PARA o Afonso Dlhakama-1800448- 33.48%, Filipe Nyusi- 2803536-52.14%, Daviz Simango-314759- 5.85%.

Veja o apuramento geral da CNE/STAE anunciado no dia 30/10/2014 e compare os dados:

CNE
Inscritos CNE/STAE -10964978
Afonso Dhlakama- 1783382-36.61%
Filipe Nyusi- 2778497-57.03%
Daviz Simango-309925-6.36%
Total- 4871804-100% 
A contradição entre o Acórdão do CC e a CNE/STAE é tão visível que nem precisa de muita coisa.

Eleição das Assembleias Provinciais

Nb. Sem comentário os conselheiros me parece que estavam já cansados só PARA ver na eleição das Assembleias Provincial, o acórdão apenas se limitou em fixar os mandatos o MDM 32, RENAMO-294, FRELIMO- 485 Total 811, deixando de mencionar os votos obtidos por cada Partido assim como o fez na eleição de AR/PR. Quanto a CNE/STAE no dia 30/10/2014, não tornou público os dados das Assembleias Provinciais.

Conclusão:
Estamos perante dois processos de Eleições diferentes isto é o que o acórdão diz entorno de dados das eleições de 15 de Outubro de 2014, nem se quer Uma vírgula coincide com aquilo que foi feito e anunciado no centro de conferencias Joaquim Chissano pelo Presidente da CNE/STAE no dia 30/10/2014 Nenhum número coincide.

Por: ndoendamurozi@gmail.com 01/01/2015.
Obrigado pela vossa atenção.




2014 em Moçambique: Um ano dominado pela política e pela economia


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Ano de mudança da velha guarda politica na Frelimo, com a entrada do relativamente jovem operário transformado em político, Filipe Nyusi.
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Jovens, académicos e políticos dizem que o ano foi marcado pelas quintas eleições gerais e presidenciais para as quais concorreram três candidatos ao cargo de Chefe de Estado, nomeadamente, Afonso Dhlakama, da Renamo, Daviz Simango, do MDM, e Filipe Nyusi, da Frelimo, partido no poder desde a Independência de Moçambique em 1975.
Foi um ano de mudança da velha guarda politica na Frelimo, com a entrada do relativamente jovem operário transformado em político, Filipe  Nyusi.
Mais de duas dezenas de partidos políticos concorreram às eleições parlamentares e provinciais, mas a Frelimo, Renamo e MDM foram os principais contendores e são mesmo os únicos que ganharam assentos no parlamento nacional de 250 lugares. A campanha eleitoral durou 45 dias.
Os ataques armados da Renamo em Sofala, Inhambane, Tete e Nampula rectivaram a memória do conflito armado de 16 anos, concluído em Outubro de 1992 com um acordo de paz assinado em Roma sob mediação da Igreja Católica.
Mais de tres dezenas de pessoas perderam a vida em ataques armados da Renamo, que exigia a paridade nos cargos de chefia dos órgãos eleitorais rumo às eleições de 15 de Outubro.
Pelo menos 10 mil pessoas abandonaram as suas zonas de origem vivendo como deslocadas de guerra noutras regiões consideradas seguras. A única estrada nacional ligando o país desde o extremo Norte até ao Sul ficou quase paralisada.
O diferendo politico-militar foi ultrapassado depois de mais de meia centena de rondas de diálogo entre as duas partes e com o apoio de observadores nacionais ligados à academia e igreja.
No entanto, a desmobilização dos homens armados da Renamo ainda é um assunto pendente, segundo reconhece o Chefe do Estado cessante, Armando Guebuza.
Para a jovem Leocádia Mausse, o académico Salatiel Junior e o veterano politico Joaquim Chissano, o antigo chefe do Estado, a política dominou o ano de 2014.
Politica à parte, a economia também marcou o ano prestes a findar. A descoberta e o início da exploração de grandes reservas de carvão mineral em Tete, no centro, e gás natural em Cabo Delgado, no extremo norte, marcaram igualmente o ano de 2014.
Moçambique poderá ser o terceiro maior produtor mundial de energia a partir de 2018.
No entanto, alguns analistas têm manifestado cepticismo quanto à materialização efectiva dos projectos de exploração das reservas de gásnatural em Cabo Delgado, dizendo que o processo está atrasado devido ao que consideram excesso de burocracia estatal em Moçambique.
Para o académico Patrício José, do Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique, entretanto, fazer as coisas à pressa nestes projectos pode criar problemas aos moçambicanos e aos investidores.
VOA – 31.12.2014
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