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terça-feira, 9 de junho de 2020
Um ano de Vaza Jato
terça-feira, 2 de junho de 2020
Fim da estrada
Por Edwin Hounnou
O país há muito chegou ao fim da estrada. Chegou à exaustão. Não pode continuar a ser gerido como se fosse uma quinta de um grupo de amigos. Ninguém lutou pela independência para voltar a viver em condições piores que antes. Ninguém abraçou a luta para assistir a golpes económicos feitos com toda a impunidade. No tempo colonial não era permitido as pessoas viajarem em camiões como se fossem animais, mas hoje o povo passa em frente da Presidência da República em “my love" e nada acontece. O anormal virou normal num país sem vergonha.
O dinheiro que o país possui serve para proporcionar aos governantes e deputados uma vida de luxo, fabulosa e folgada.
No passado, a distribuição da riqueza e de oportunidades era feita, essencialmente, com base na cor da pele, depois da independência nacional, passou a ser em função da militância partidária. A meritocracia nunca existiu no horizonte do partido que proclamou a independência do nosso país. A competência, conhecimento e dedicação não contam para nada. O pertencer ao partido no poder é mesmo que ser um reles bajulador é tudo quanto seja necessário para se sentir proprietário do nosso destino comum. Não se lhes pode opor nem em ideias e debate meramente académico, logo irrompem vociferando como um cão de guarda a ladrar para um salteador.
Os órgãos públicos de comunicação social servem de amplificadores da desinformação. Não informam nem concorrem para a formação da cidadania. Falar bem da Frelimo e do seu governo é sua a razão de existência. Escamotear a verdade, esconder os factos e minimizar as mazelas do governo sempre estiveram na sua pauta do trabalho, por isso, caíram no descredito perante o povo. São os chamados analistas-residentes a quem se socorre para aprofundar a mentira fabricada nos reluzentes gabinetes dos governantes. Os defensores do regime dos corruptos andam tão desesperados como os seus donos que fazem derrapar o país.
Nenhum regime democrático se mantém com base em esquadrões da morte criados para eliminarem seus opositores políticos.
A Rádio Moçambique (RM) que já foi uma estação de referência pela sua equidistância política, abertura e rigor, porém, agora, virou um antro onde abundam todas as práticas não recomendáveis numa instituição pública, como o amiguinho, compadrio e o esbanjamento. A Televisão de Moçambique (TVM) e o matutino Notícias são conhecidos pela sua veia de desinformação. Há um esforço para se voltar a edificar uma sociedade monolítica, de pensamento comum do marxismo-leninismo, odiando a opinião contrária ou diferente, considerando-a, habitualmente, como “mão externa".
Embora tenhamos eleições periódicas, porém, são, de forma sistemática, violentas, fraudulentas e ganham através de enchimentos de urnas com votos falsos. O apoio da policia e a cumplicidade dos tribunais que fecham os olhos às violações à lei destroem todo o processo democrático. As eleições, que ocorrem no nosso país são uma grande farsa.
As eleições que se realizam, no país, não visam o povo fazer vingar a sua vontade, mas para ludibriar a comunidade internacional de que, em Moçambique, também, há democracia. Noutros quadrantes do mundo, as eleições visam dar chance ao povo para dizer se é bem governado ou não. Se não, seguem outros. As eleições que temos têm em vista perpetuar no poder um grupo de ladrões que se apodera do Estado para promover suas negociatas, lesando os interesses dos moçambicanos. Essa táctica ficou evidente na contratação das dívidas inconstitucionais que beneficiaram aos gatunos.
Os que conceberam as dívidas inconstitucionais continuam se considerando como os melhores para governarem o país. Os que jogaram o nosso país na sarjeta e entregaram os nossos recursos naturais às multinacionais ainda se acham como os predestinados para estarem à frente dos destinos do povo. Partidarizam os órgãos eleitorais, os tribunais e instrumentalizam a polícia para continuarem no poder. Se houvesse democracia, a Frelimo teria sido afastada do poder, por manifesta ineficiência e incapacidade. As sociedades democráticas regem-se por princípios de respeito à constituição e longe de nós a presunção de que estejamos a viver em democracia.
O país há muito chegou ao fim da estrada. Chegou à exaustão. Não pode continuar a ser gerido como se fosse uma quinta de um grupo de amigos. Ninguém lutou pela independência para voltar a viver em condições piores que antes. Ninguém abraçou a luta para assistir a golpes económicos feitos com toda a impunidade. No tempo colonial não era permitido as pessoas viajarem em camiões como se fossem animais, mas hoje o povo passa em frente da Presidência da República em “my love" e nada acontece. O anormal virou normal num país sem vergonha.
O dinheiro que o país possui serve para proporcionar aos governantes e deputados uma vida de luxo, fabulosa e folgada.
No passado, a distribuição da riqueza e de oportunidades era feita, essencialmente, com base na cor da pele, depois da independência nacional, passou a ser em função da militância partidária. A meritocracia nunca existiu no horizonte do partido que proclamou a independência do nosso país. A competência, conhecimento e dedicação não contam para nada. O pertencer ao partido no poder é mesmo que ser um reles bajulador é tudo quanto seja necessário para se sentir proprietário do nosso destino comum. Não se lhes pode opor nem em ideias e debate meramente académico, logo irrompem vociferando como um cão de guarda a ladrar para um salteador.
Os órgãos públicos de comunicação social servem de amplificadores da desinformação. Não informam nem concorrem para a formação da cidadania. Falar bem da Frelimo e do seu governo é sua a razão de existência. Escamotear a verdade, esconder os factos e minimizar as mazelas do governo sempre estiveram na sua pauta do trabalho, por isso, caíram no descredito perante o povo. São os chamados analistas-residentes a quem se socorre para aprofundar a mentira fabricada nos reluzentes gabinetes dos governantes. Os defensores do regime dos corruptos andam tão desesperados como os seus donos que fazem derrapar o país.
Nenhum regime democrático se mantém com base em esquadrões da morte criados para eliminarem seus opositores políticos.
A Rádio Moçambique (RM) que já foi uma estação de referência pela sua equidistância política, abertura e rigor, porém, agora, virou um antro onde abundam todas as práticas não recomendáveis numa instituição pública, como o amiguinho, compadrio e o esbanjamento. A Televisão de Moçambique (TVM) e o matutino Notícias são conhecidos pela sua veia de desinformação. Há um esforço para se voltar a edificar uma sociedade monolítica, de pensamento comum do marxismo-leninismo, odiando a opinião contrária ou diferente, considerando-a, habitualmente, como “mão externa".
Embora tenhamos eleições periódicas, porém, são, de forma sistemática, violentas, fraudulentas e ganham através de enchimentos de urnas com votos falsos. O apoio da policia e a cumplicidade dos tribunais que fecham os olhos às violações à lei destroem todo o processo democrático. As eleições, que ocorrem no nosso país são uma grande farsa.
As eleições que se realizam, no país, não visam o povo fazer vingar a sua vontade, mas para ludibriar a comunidade internacional de que, em Moçambique, também, há democracia. Noutros quadrantes do mundo, as eleições visam dar chance ao povo para dizer se é bem governado ou não. Se não, seguem outros. As eleições que temos têm em vista perpetuar no poder um grupo de ladrões que se apodera do Estado para promover suas negociatas, lesando os interesses dos moçambicanos. Essa táctica ficou evidente na contratação das dívidas inconstitucionais que beneficiaram aos gatunos.
Os que conceberam as dívidas inconstitucionais continuam se considerando como os melhores para governarem o país. Os que jogaram o nosso país na sarjeta e entregaram os nossos recursos naturais às multinacionais ainda se acham como os predestinados para estarem à frente dos destinos do povo. Partidarizam os órgãos eleitorais, os tribunais e instrumentalizam a polícia para continuarem no poder. Se houvesse democracia, a Frelimo teria sido afastada do poder, por manifesta ineficiência e incapacidade. As sociedades democráticas regem-se por princípios de respeito à constituição e longe de nós a presunção de que estejamos a viver em democracia.
Em Estado de Direito, ninguém é perseguido nem morto por pensar diferente. Aqui, matam-se jornalistas, professores e analistas políticos por terem pensamento “perigoso". Parece que estamos na revolução cultural de Mao Tse Tung em que todos que produziam pensamento diferente eram silenciados. Até agora, o jornalista da Rádio Comunitária de Palma, Ibraimo Mbaruco está desaparecido, raptado por militares, a 07 de Abril. Ninguém fala deste assunto, nem o Chefe de Estado diz uma palavra. Informações de Cabo Delgado sugerem que Mbaruco está detido num posto militar, em Muidumbe, e a ser torturado todos os dias, acusado de desinformar o mundo sobre a situação de guerra que assola a província. A procuradora-geral da República contornou este assunto quando da sua ida ao parlamento, nos dias 20 e 21 de Maio.
A aparição da procuradora-geral da República na Assembleia da República demonstrou de que lado se posicionam os órgãos de justiça. Defendem não o Estado, mas a quadrilha que fez a contratação das dívidas ocultas. Não se entende quando diz que somente Moçambique, e mais nenhum país, tem a jurisdição para julgar os gatunos associados das dívidas ocultas, insistindo, por isso, que Manuel Chang seja devolvido ao país. É mentira. De que esteve à espera a Procuradoria-Geral da República para acusar a quadrilha das dívidas ocultas? Pela captura de Chang, na África do Sul? Todos diziam desconhecer a existência de alguma dívida oculta ou algo parecido com isso, incluindo o governador do Banco de Moçambique dizia desconhecer a existência de alguma dívida inconstitucional.
No Banco de Moçambique, nem mesmo os alarmes dispararam quando as contas dos espertinhos começaram a ficar gordas de noite para dia. Para cidadão comum tem que justificar qualquer depósito acima de 170 mil meticais, correndo o risco de ir parar na esquadra, se não souber falar latim. Para os ladrões da Frelimo, nada disso aconteceu. Os recolhidos à prisão no âmbito das dividas ocultas, serão libertos por exceder o tempo de prisão preventiva. Eles virão cuspir nas nossas caras. Isso vai, em breve, acontecer.
Estamos convencidos de que nenhum tribunal nacional pode julgar os implicados nas dívidas ocultas por haver gente graúda metida na bolada e a Frelimo, o governo e o judiciário dormem aconchegados, na mesma esteira. O povo tem que apostar em outras visões para mudar o seu destino.
A Frelimo compara-se a um calhambeque sem combustível nem bateria, por muito que se lhe “tchove", não vai pegar jamais.
Na Frelimo não há nenhuma seriedade. Na “libertação” dos dois empresários raptados - Rizwan Adatia e Manish Cantilal -, na Marola, semana passada, foi uma montagem de uma peça teatral. A chefe do SERNIC esteve de sapato de salto alto, bolsa de gingação e maquiada, pronta para entrevista de show off e os policias sem coletes prova de bala.
CANAL DE MOÇAMBIQUE – 26.05.2020
Dívidas ocultas na barra londrina
NO Tribunal Superior da Justiça de Inglaterra (Hight Court of Justice) de Londres, acaba de iniciar o julgamento das dívidas ocultas. No processo, que em boa verdade é a réplica da acusação da justiça norte-americana por a maioria dos réus serem comuns, o Estado moçambicano pede a anulação das garantias soberanas emitidas pelo antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, para viabilizar a dívida da ProIndicus (622 milhões de dólares) contratado a Credit Suisse, em 2013.
Moçambique está a ser representado pelos advogados dos escritórios White & White. Com o número CL-2009-000127, o caso foi iniciado pela PGR na vez do Estado moçambicano contra 10 réus, designadamente, no parágrafo mais abaixo. Credit Suisse International, Credit Suisse AG, Surjan Singh, Andrew James Pearse, Detelina Subeva, Privinvest Shipbuiding SAL, Abu Dhabi (Branch), Abu Dhabi Mar LLC, Privinvest Shipbuiding Investments LLC, Logistics International SAL (offshore) e Logistics International Investments LLC.
O julgamento decorre na secção comercial do Tribunal Superior da Justiça, em Londres, presidido pelo juiz Justice Waksman. Na sua petição ao Tribunal, a PGR declara que Moçambique não é responsável pelas garantias soberanas assinadas pelo antigo ministro Manuel Chang “para viabilizar o empréstimo da ProIndicus” e pela a condenação dos réus a pagar indemnização a Moçambique pelas perdas e danos causados.
Moçambique sustenta que Manuel Chang “não teve autorização para assinar as garantiras do empréstimo”. Por outro lado, segundo a petição, Moçambique alega ainda que as três transacções (EMATUM, MAM e Proindicus) envolveram pagamento de subornos a oficiais do governo, incluíndo a Manuel Chang, em referência aos pagamentos de comissões a Credit Suisse e de subornos aos colaboradores do banco que estiveram a frente do processo das dívidas.
Por tudo isso, o Estado moçambicano conclui que os três empréstimos foram “conspiração entre os réus para enriquecimento próprio às custas de uma nas nações mais pobres do mundo”.
A Privinvest responde à acusação alegando que o tribunal inglês não é competente para julgar este caso, remetendo a competência à arbitragem.
A Privinvest responde à acusação alegando que o tribunal inglês não é competente para julgar este caso, remetendo a competência à arbitragem.
Já a Credit Suisse e seus antigos colaboradores, negam responsabilidade pelos danos causado a Moçambique, porque os empréstimos foram “legalmente contratados”. No início das audiências, o juiz decidiu que irão decorrer à portafechada para tratar questões concernentes à arbitragem. Há, no entanto, probabilidade de o julgamento prosseguir aberto ao público, depois de ultrapassadas as questões de arbitragem. Os especialistas moçambicanos do Centro de Integridade Publica (CIP) que, de resto tem vindo a acompanhar todo este processo desde o começo, apela a justiça do Reino Unido que no momento de decidir, “lembre-se dos milhões de pobres moçambicanos que ficaram mais empobrecidos vítimas da fraude das dívidas ocultas”.
EXPRESSO – 27.05.2020
EXPRESSO – 27.05.2020
Posted on 27/05/2020 at 22:53 in Dívidas ocultas e outras, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink
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Governo diz que “jihadistas” usam uniforme do exército e “drones”
QUE PROTAGONIZAM ATAQUES EM CABO DELGADO
O ministro do Interior disse ontem que os grupos que protagonizam ataques armados no norte do país usam uniforme do exército moçambicano e recorrem a “drones” para o reconhecimento dos seus alvos, mas estão a “perder terreno”. “Os terroristas envergam uniforme das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e usam ‘drones’ para o reconhecimento”, afirmou Amade Miquidade.
Miquidade descreveu a actuação dos grupos armados que realizam incursões na província de Cabo Delgado, norte do país, quando respondia no parlamento a perguntas dos deputados da Assembleia da República (AR), sobre estratégias para o fim da violência naquela província do norte de Moçambique.
Na sua acção, prosseguiu, os grupos usam a população civil como “escudos humanos”. Amade Miquidade avançou que os grupos adoptam tácticas de guerrilha, organizando-se em pequenas formações para protagonizarem ataques a alvos das populações e das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
“Ainda como ‘modus operandi’ aliciam algumas lideranças locais e religiosas, usam locais de culto para concentração e perpetração de ataques e inserem-se na comunidade constituindo famílias que lhes dão guarida social, sob coacção”, acrescentou. Amade Miquidade assegurou que as FDS estão a ganhar terreno na luta contra os grupos armados em Cabo Delgado, colocando-os em fuga para zonas mais distantes das comunidades.
“O inimigo está em fuga, em permanente movimento, em busca de refúgios seguros, mas nós estamos no seu encalço, principalmente em zonas remotas dos distritos de Quissanga e Mocímboa da Praia”, sublinhou Amade Miquidade.
As FDS, prosseguiu, apostam no corte das linhas de abastecimento logístico e militar dos grupos armados, para impedir o fornecimento de armas, alimentos, transporte e comunicações. Por outro lado, o Governo está empenhado em barrar o recrutamento de jovens pelos referidos grupos, assegurou o ministro do Interior.
Amade Miquidade assinalou ainda que a violência armada em Cabo Delgado não deve impedir o prosseguimento de acções de desenvolvimento económico e social na província. Miquidade frisou que a violência no norte do país tem impacto na África Austral, sendo por isso que o órgão de política, defesa e segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) manifestou este mês solidariedade com o direito de defesa de Moçambique contra as acções de grupos armados.
O ministro do Interior não indicou a origem do uniforme militar usado pelos grupos armados nem dos drones.
Cabo Delgado, região onde avançam mega-projectos para a extracção de gás natural, vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista desde Outubro de 2017 e as autoridades moçambicanas contabilizam um total de 162 mil pessoas afectadas pela violência armada.
A violência já matou, pelo menos, 550 pessoas desde 2017. Em relação à violência armada no centro do país, Amade Miquidade voltou a acusar a autointitulada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, pelos ataques na região, garantido que as FDS estão empenhadas no combate ao grupo.
No centro do país, desde Agosto de 2019, incursões armadas atribuídas a uma dissidência da guerrilha da Renamo, principal partido da oposição, têm visado forças de segurança e civis em aldeias e nalguns troços de estrada da região, tendo causado mais de 20 mortos e vários feridos, além da destruição de veículos e outras infra-estruturas.
DN – 28.05.2020
O ministro do Interior disse ontem que os grupos que protagonizam ataques armados no norte do país usam uniforme do exército moçambicano e recorrem a “drones” para o reconhecimento dos seus alvos, mas estão a “perder terreno”. “Os terroristas envergam uniforme das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e usam ‘drones’ para o reconhecimento”, afirmou Amade Miquidade.
Miquidade descreveu a actuação dos grupos armados que realizam incursões na província de Cabo Delgado, norte do país, quando respondia no parlamento a perguntas dos deputados da Assembleia da República (AR), sobre estratégias para o fim da violência naquela província do norte de Moçambique.
Na sua acção, prosseguiu, os grupos usam a população civil como “escudos humanos”. Amade Miquidade avançou que os grupos adoptam tácticas de guerrilha, organizando-se em pequenas formações para protagonizarem ataques a alvos das populações e das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
“Ainda como ‘modus operandi’ aliciam algumas lideranças locais e religiosas, usam locais de culto para concentração e perpetração de ataques e inserem-se na comunidade constituindo famílias que lhes dão guarida social, sob coacção”, acrescentou. Amade Miquidade assegurou que as FDS estão a ganhar terreno na luta contra os grupos armados em Cabo Delgado, colocando-os em fuga para zonas mais distantes das comunidades.
“O inimigo está em fuga, em permanente movimento, em busca de refúgios seguros, mas nós estamos no seu encalço, principalmente em zonas remotas dos distritos de Quissanga e Mocímboa da Praia”, sublinhou Amade Miquidade.
As FDS, prosseguiu, apostam no corte das linhas de abastecimento logístico e militar dos grupos armados, para impedir o fornecimento de armas, alimentos, transporte e comunicações. Por outro lado, o Governo está empenhado em barrar o recrutamento de jovens pelos referidos grupos, assegurou o ministro do Interior.
Amade Miquidade assinalou ainda que a violência armada em Cabo Delgado não deve impedir o prosseguimento de acções de desenvolvimento económico e social na província. Miquidade frisou que a violência no norte do país tem impacto na África Austral, sendo por isso que o órgão de política, defesa e segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) manifestou este mês solidariedade com o direito de defesa de Moçambique contra as acções de grupos armados.
O ministro do Interior não indicou a origem do uniforme militar usado pelos grupos armados nem dos drones.
Cabo Delgado, região onde avançam mega-projectos para a extracção de gás natural, vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista desde Outubro de 2017 e as autoridades moçambicanas contabilizam um total de 162 mil pessoas afectadas pela violência armada.
A violência já matou, pelo menos, 550 pessoas desde 2017. Em relação à violência armada no centro do país, Amade Miquidade voltou a acusar a autointitulada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, pelos ataques na região, garantido que as FDS estão empenhadas no combate ao grupo.
No centro do país, desde Agosto de 2019, incursões armadas atribuídas a uma dissidência da guerrilha da Renamo, principal partido da oposição, têm visado forças de segurança e civis em aldeias e nalguns troços de estrada da região, tendo causado mais de 20 mortos e vários feridos, além da destruição de veículos e outras infra-estruturas.
DN – 28.05.2020
Posted on 28/05/2020 at 12:08 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Política - Partidos | Permalink
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Frank said...
“O inimigo está em fuga, em permanente movimento, em busca de refúgios seguros, mas nós estamos no seu encalço,..."
Até dá vontade rir com estas declarações do terrorista Miquidade. A realidade mostra o contrário. São as FDS da Frelimo que estão em fuga. Este terrorista até confessa que os rebeldes estão a usar equipamento militar capturado às FDS da Frelimo. A fuga das FDS é tão desorganizada que até abandonam o material de guerra. O comportamento da FDS é de quem já perdeu a guerra e a única coisa que lhes resta é cometer assassinatos e roubar as populações.
“Subsídio de Reintegração” dos membros 1º Governo de Filipe Nyusi custa 640 milhões de meticais
Com os moçambicanos cada vez mais sufocados, não pelas máscaras, mas pela nova crise económica causada pelo novo coronavírus o @Verdade descobriu que o primeiro-ministro, os ministros assim como os seus vices tornaram-se milionários apenas por terem feito parte do 1º Governo de Filipe Nyusi. Os 27 “dirigentes” vão repartir cerca de 640 milhões de meticais de “Subsídios de Reintegração”, montante que daria para cobrir quase todos os investimentos inscritos no Orçamento de Estado de 2020 para o sector da Educação ou da Saúde.
O @Verdade apurou que Carlos Agostinho do Rosário, Adriano Afonso Maleiane, Oldemiro Júlio Marques Balói, Jaime Basílio Monteiro, Atanásio Salvador Ntumuke, José Condugua António Pacheco, Carmelita Rita Namashulua, Vitória Dias Diogo, Adelaide Anchia Amurane, Agostinho Salvador Mondlane, Pedro Conceição Couto, Abdurremane Lino de Almeida, Nazira Karimo Vali Abdula, Alberto Hawa Januário Nkutumula, Cidália Manuel Chaúque Oliveira, Luís Jorge Manuel Teodósio António Ferrão, Ernesto Max Elias Tonela, Carlos Alberto Fortes Mesquita, Celso Ismael Correia, Silva Armando Dunduro, Eusébio Lambo Gumbiwa, Jorge Olívio Penicela Nhambiu, Carlos Bonete assim como os seus vice-ministros vão repartir 640.648.270 meticais como “Subsídio de Reintegração” por terem trabalhado com Filipe Nyusi.
Embora o “Subsídio de Reintegração”, inscrito no Orçamento do Estado de 2020, não seja repartido de forma equitativa, cada um dos “dirigentes cessantes” vai embolsar perto de 20 milhões de meticais para além dos salários milionários, despesas de representação, carros e outras regalias que auferiram.
O @Verdade descortinou que este “bolo” abrange aos ministros que continuaram, afinal o seu 1º mandato formal terminou em 2019 e por isso têm direito “Subsídio de Reintegração” apesar dos 20 milhões de moçambicanos nem saberem o que vão comer hoje.
Contas feitas pelo @Verdade indicam que este “Subsídio de Reintegração” daria para construir 1.555 salas de aulas para o ensino primário e secundário em 2020, comprar carteiras escolares, livros para bibliotecas e materiais de ensino para ensino secundário geral, suportar o projecto ensino pré-escolar, realizar a recuperação resiliente de infra-estruturas escolares e o Programa de Gestão de risco de desastres e resiliência nas escolas, e ainda construir instituto Superior de Ciências Agrárias de Mecuburi.
Ainda a título comparativo os 640 milhões de meticais de “Subsídio de Reintegração” chegavam para terminar a construção de onze hospitais distritais, concluir as obras em três hospitais gerais e ainda edificar centros de saúde previstos no Orçamento de Estado de 2020. A verba cobriria ainda os custos da aquisição de equipamento médico cirúrgico e hospitalar e suportaria os Programas de Combate à Tuberculose, Malária e HIV Sida.
@VERDADE – 14.05.2020
NOTA: Há aqui nomes de pessoas que continuam como membros do governo ou até deputsados. Recebem subsídio porquê? Isto é um roubo.
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
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Khanga Hanha Muzai said...
O Meu país é o “País do Pandza”
Boa tarde Moçambique
Meus irmãos, sabem de uma coisa certamente, ninguém gosta de estar aqui a vociferar feito um cão raivoso não, quando ouvimos gritos, choros, lamentações, denuncias, correições logicas de actos mal concebidos pelo GOVERNO, a tradução do sentimento de frustração, desalento, da perda do horizonte coletivo “Pais”, leva as pessoas a procurarem seus tubos de escape e exteriorizam seus sentimentos, tal, quando acontece, quase sempre estes acabam conotados com agendas esquisitas requisitadas do mundo imaginários dos Governantes que se assumiram infalíveis geneticamente concebidos para acertadamente governarem o pais conforme lhes der na Piva.
Moçambicanos, sabem e bem que isto já é abuso do poder extravasado para níveis insanos “Subsídio de Reintegração” dos membros 1º Governo de Filipe Nyusi custa 640 milhões de meticais”.
O que é isso??????????????????
Eu já vos digo como fê-lo o Kota Gil, isto é um ROUBO escancarado, um roubo não diferente daquele em que a IMAM, EMATUM e PROINDICUS inventaram, desta feita a FRELIMO ensaia uma valsa Stoikovichiyana aprendida em Naxingueia laboratório do Ladrões sem vergonha.
Perguntem porque escancaro a minha indignação, perguntem lá, perguntem, aí é não querem? Eu já os digo:
1- Como pode um país que a bem pouco tempo esteve de mãos estendidas em peditórios para dar conta do recado dos problemas provocados pelo Keneth & IDAI, nessa altura o gesto do Governo moçambicano significou que não temos dinheiro. Concordam?
2- Para agravar a situação os Insurgentes de Cabo-Delgado começaram a produzir deslocados aos magotes, desde o ano passado o governo moçambicano não mostrou complacência com os deslocados pois a maioria ainda dorme ao relento debaixo do sol, chuva, vento e frio tudo isso exacerbado pela fome violenta que assola a todos os deslocados, pois, antes de serem deslocados viviam a DEUS dará.
3- Como o bolo das desgraças do nosso país tem varias camadas, o Nhongo não quis deixar de dar a sua contribuição para aumentar uma pouco mais o infortúnio dos moçambicanos, liderando a JUNTA MILITAR, vai criando seus deslocados, suas vitimas e não são poucas, nunca ouvimos o Governo do dia buscando soluções e ou aprovando pacotes financeiros especiais para acomodar os compatriotas desafortunado, o que piora a situação e o facto de não se vislumbrar solução a vista deste problema Nhongo-Momade-Nyusi.
4- O COVID19- virou a cereja do bolo trazendo ao de cima toda incapacidade intelectual, cientifica, material, técnica, moral social para lidar com o Governo é pior ainda no que concerne a gestão do fenómeno “COVID19”, cabe perguntar que estais vós fazendo aí empoleirados?
Vão se magoar meninos, governar não é coisa para crianças e ou bandidinhos.
Tudo isso, mostra que o Governo não tem o povo no centro das suas preocupações e actividades não, este governo funciona de harmoniosa quando o assunto é roubar, agora que inventaram as reintegrações vão aí mais de 600 milhões de meticais, pergunto estes milhões e milhões não seriam uteis aos analfabetos que grassam este pais, alguém disse este valor caberia para construção de mais 1555 escolas primarias, imaginem só, num pais serio nunca ir-se-ia espoliar o povo só para aumentarem os furos do cinto por estarem a engordarem desmedidamente, engraçado e que o tal de Parlamento embarcou nas insanidades, hoje estão todos mancomunados no esquema, quem nos ajudara?
De onde vem tanto dinheiro se Moçambique não tem recursos financeiros para subsidiar os verdadeiros necessitados?
Estes 640 Milhões que pagara serão só vocês que vão comer ou o povo e tem que pagar?
Como é que um país tem coragem de sair para fora pedinchar-mendigar quando internamente promove o abuso roubo e esbanjamento do bem comum, surpreende ainda o facto de os outros, os bem-educados, os não corruptos, os democráticos Américas, Ocidente a UA, não reagirem a este comportamento de bandidos, fica difícil almejar mudanças quando jagunços armados até os dentes tem o apoio da comunidade internacional e a luz verde das Nações Unidas para usarem e abusarem deste povo como querem.
Moçambique devia ser, Barrado/ banido/ bloqueado e ou apartado de ser parte do conserto das nações porque neste momento Moçambique é um dumba-nengue prenhe de larápios, esse bloqueio devia durar ate que um governo verdadeiramente democrático fosse eleito puramente pelo povo e não pelos esquemas.
Khanga Hanha Muzai
NB: Eu estou-me desemburrando façam-me companhia irmãos, juntos vamos alfabetizar politicamente estes manhosos, sabe-se que os canudos que lhes conferem títulos académicos foram resultados de passagens administrativas, em outros casos quase todos comprados no sistema que eles moldaram bem, onde as crianças com 12ª classe não sabem ler o próprio nome e não fazem contas básicas, porem 5 anos depois são Doutores (vê-se pode coisa igual?), quando essa pessoa até a 12ª não sabia resolver uma operação simples de adição “1+1”,?. (Este Governo e composto por pessoas com os defeitos do sistema nacional de educação-projeto da Frelimo).
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