domingo, 30 de abril de 2017

Líder da oposição venezuelana recusa retomar diálogo, mesmo com mediação do Papa


Francisco ofereceu-se para ser "facilitador" num diálogo entre a oposição venezuelana e o regime de Nicolás Maduro.
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Henrique Capriles, um dos principais dirigentes da oposição venezuelana, descartou a possibilidade de retomar o diálogo com o governo, apesar de o Papa Francisco ter afirmado estar disponível para ser “facilitador” de uma solução para a crise.
Sem especificar essas condições, o Papa apontou que a oposição está “dividida” sobre a possibilidade de retomar as negociações com o governo, algo que Henrique Capriles contestou.Questionado a bordo do avião, no regresso a Roma após uma visita de 48 horas ao Egipto, o Papa Francisco declarou estar disponível para desempenhar o papel de “facilitador” perante a crise política na Venezuela, mas mediante “condições muito claras”.“Não é verdade [que a oposição está dividida]. [O Papa] fala como se alguns tivessem vontade de dialogar e outros não. Nós, os venezuelanos, queremos todos dialogar, mas não estamos dispostos a um diálogo versão Zapatero”, afirmou o líder da oposição e antigo candidato presidencial aos jornalistas, à margem de uma cerimónia em homenagem às vítimas mortais das manifestações de Abril.
Capriles fazia referência ao antigo chefe do Governo espanhol José Luis Zapatero, chefe da missão da União de Nações Sul-americanas (Unasul) que acompanhou a tentativa de diálogo político entre o governo e a oposição iniciada em Outubro sob a égide da Santa Sé.
Essas conversações terminaram em Dezembro depois de a oposição ter acusado o governo de violar os seus compromissos sobre a instauração de um calendário eleitoral e a libertação de prisioneiros políticos.
“É importante que o Papa saiba que desde o ‘autogolpe’ de Estado do governo (…) mais de 30 venezuelanos foram assassinados, centenas feridos e mais de 1.400 detidos de forma arbitrária”, afirmou ainda Henrique Capriles.
A oposição venezuelana tem convocado uma série de protestos desde dia 1 de Abril para pedir a destituição de magistrados do Supremo Tribunal devido à decisão - qualificada como “golpe de Estado” - de assumir as funções do parlamento, dominado pela oposição, a qual foi revertida pouco tempo depois.
A oposição também exige a realização de eleições antecipadas, antes do fim do mandato do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Dezembro de 2018, além da libertação de presos políticos e do fim da repressão
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Angola reativa campo de refugiados da guerra civil para receber congoleses


O Governo angolano vai instalar um novo campo para acolher refugiados da República Democrática do Congo em Nzaji local que durante a guerra civil recebeu a população que fugia do conflito.
Angola recebe atualmente 56.700 refugiados e cidadãos à procura de asilo, dos quais 25.000 são da República Democrática do Congo
JOAO RELVAS/LUSA
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  • Agência Lusa
O Governo angolano vai instalar um novo campo para acolher refugiados da República Democrática do Congo (RDCongo) em Nzaji, no leste de Angola, local que durante a guerra civil recebeu a população que fugia do conflito.
De acordo com informação disponibilizada este domingo pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que está a apoiar o Governo angolano neste processo, aquela área, no município de Camulo, a 90 quilómetros da fronteira, já está a ser preparada com abrigos, condições de higiene e água potável, para receber os refugiados congoleses que continuam a chegar ao leste de Angola.
Em causa estão os conflitos étnico-políticos no Kasai e Kasai Central, na RDCongo, que desde meados de 2016 já provocaram, segundo o ACNUR, um milhão de deslocados, 11.000 dos quais fugiram para Angola, através da província da Lunda Norte.
Só em abril, Angola recebeu 9.000 refugiados congoleses da região do Kasai e a agitação que se vive no país vizinho já obrigou à movimentação de forças armadas e policiais angolanas para a fronteira, com o ACNUR a reforçar o apelo à manutenção da fronteira angolana para esta população.
De acordo com a informação deste domingo do ACNUR, Angola recebe atualmente 56.700 refugiados e cidadãos à procura de asilo, dos quais 25.000 são da RDCongo.
Aquela organização das Nações Unidas conta em Angola com um orçamento de 2,5 milhões de dólares (2,3 milhões de euros), para “proteção e assistência” a 46.000 refugiados, mas face à situação atual de “emergência”, o ACNUR já pediu mais 5,5 milhões de dólares (cinco milhões de euros) para prestar apoio a esta vaga de refugiados, tendo chegado a Luanda este domingo diversos apoios humanitários.
Segundo informação anterior do ACNUR, estes refugiados continuam a chegar principalmente ao Dundo, capital da província de Lunda Norte, onde relatam ataques de grupos de milícias, que estão a alvejar a polícia, militares e civis que suspeitem de apoiar ou representar o governo congolês.
“Depois de fugir das forças rebeldes e do Governo, alguns refugiados tiveram de se esconder na floresta durante vários dias antes de fugir para Angola. Os refugiados estão chegando em condições desesperadas, sem acesso a água limpa, comida ou abrigo”, relata o ACNUR.
A situação entre as crianças “é terrível”, e chegam a Angola desnutridas e doentes, sofrendo de diarreia, febre e malária.
O comandante-geral da Polícia Nacional de Angola informou recentemente que estão em curso ações de reforço de patrulhamento na fronteira com a RDCongo, para evitar a penetração de grupos armados em território angolano.
“Estão a ser tomadas as medidas. Nós não podemos ficar impávidos, estamos a tomar as medidas de contenção para que não haja penetração de forças armadas para dentro do nosso país”, disse o comissário Ambrósio de Lemos.
A situação já levou o chefe do Estado-Maior Adjunto das Forças Armadas da RDCongo, general Dieudonnè Ameli ao Dundo, para uma reunião com o general Gouveia de Sá Miranda, comandante do Exército angolano.
Só a província da Lunda Norte partilha 770 quilómetros de fronteira com a RDCongo, dos quais 550 terrestres e os restantes com limites fluviais.

EUA ponderam entre sanções e ação militar na Coreia do Norte


A Administração Trump está a ponderar medidas contra a Coreia do Norte que vão desde um agravamento das sanções económicas até a uma intervenção militar.
AFP/Getty Images
Os EUA mantêm em aberto todo o tipo de possibilidades na resposta às recentes provocações da Coreia do Norte, admitindo opções que vão desde o agravar de sanções económicas a Pyongyang até operações militares. O conselheiro para a Segurança Nacional da Administração Trump, H.R. McMaster, afirmou este domingo, em declarações à Fox News, que o teste balístico feito pela Coreia do Norte no sábado foi um “desafio aberto à comunidade internacional” e que “é importante que todos enfrentem este regime: ninguém pode aceitar uma Coreia do Norte com armas nucleares”. Trump, em entrevista à CBS, também não excluiu a hipótese de .
Herbert McMaster admitiu que Qé preciso fazer alguma coisa, quer com os parceiros na região quer, a nível global, através das sanções [económicas] da ONU.” O homem forte de Trump para a Segurança Nacional acrescentou ainda que a estratégia pode passar por “agravar essas sanções ainda mais e também estar preparado para operações militares, caso seja necessário.
McMaster afirmou ainda que Trump tem sido “magistral” na forma como tem gerido as relações com o presidente chinês Xi Jinping, acrescentando que a China tem “interesse em resolver a questão sem um conflito militar“. O conselheiro de Trump diz que já começa a ver “a China a fazer alguma coisa”, quer “através de declarações públicas, quer através do que escreve a imprensa chinesa.”
Os EUA parecem interessados em resolver a situação com o aval da China. Também este domingo, em entrevista à CBS, Donald Trump classificou o teste como um “pequeno míssil”. O presidente dos EUA avisou mesmo que não fica “feliz” se Kim Jong-Il “fizer um teste nuclear”, mas prontamente acrescentou: “Posso dizer-lhe que não acredito que o presidente da China, que é um homem muito respeitado, fique feliz“. Questionado sobre se o “not happy” (“não feliz”), significava uma intervenção militar, Donald Trump foi pouco claro: “Não sei. Quer dizer, vamos ver…”.
O senador republicano do Arizona e ex-candidato presidencial, John McCain, disse na CNN, que uma intervenção militar “é uma opção que deve ser considerada como última opção”.

Juiz ordena devolução de presentes recebidos por Lula da Silva enquanto Presidente do Brasil

CASO LAVA JATO


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O juiz federal Sérgio Moro ordenou a devolução de 21 presentes que Lula da Silva recebeu como chefe de Estado. Os objetos em causa figuram entre os mais de 150 guardados num cofre no Banco do Brasil.
O ex-presidente Lula da Silva enfrenta cinco processos judiciais por corrupção no âmbito das investigações da operação Lava Jato
JOEDSON ALVES/EPA
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato, ordenou a devolução de 21 presentes que Lula da Silva recebeu como chefe de Estado e que, a seu ver, teriam que estar no acervo da Presidência do Brasil. Os objetos em causa figuram entre os mais de 150 que foram guardados num cofre no Banco do Brasil e posteriormente apreendidos no âmbito da Operação Lava Jato.
De acordo com o portal noticioso G1, os objetos foram analisados por uma comissão da Secretaria de Administração da Presidência que considerou que os presentes oferecidos pelo Presidente da República a chefes de Estado e/ou de Governo estrangeiros “são adquiridos com recursos públicos”, pelo que “os presentes que receba em troca também deveriam ser revertidos” para o património federal.
O juiz Sérgio Moro entendeu que o pedido é pertinente: “Se [a secretaria] afirma que parcela dos bens deve ser incorporada no património da Presidência da República, é isso que deve ser feito, não cabendo a este Juízo maiores considerações, muito embora, pelos dispositivos citados, lhe caiba aparentemente razão”.
Do conjunto que a Presidência pediu que retornassem ao acervo constam esculturas, uma coroa, três espadas e uma adaga, objetos que, segundo a imprensa brasileira, o próprio ex-presidente Lula da Silva classificou anteriormente de “tralhas”.
O ex-presidente Lula da Silva enfrenta atualmente cinco processos judiciais por corrupção originados das investigações da operação Lava Jato.
Lula da Silva nega veementemente que tenha recebido qualquer recurso ilícito das empresas investigadas no Brasil.
O antigo chefe de Estado afirmou, esta semana, que depois de vários anos a receber acusações sem poder defender-se vai finalmente poder dar a sua versão no próximo dia 10 de maio, quando for interrogado pelo juiz Sérgio Moro no âmbito de um dos processos.
Nesse particular, é suspeito de ter recebido um apartamento de luxo da construtora OEA como suborno em troca da sua influência para beneficiar a empresa em contratos com a Petrobras e outros órgãos públicos brasileiros.

Trump convida Presidente das Filipinas a visitar Washington


A Casa Branca explicou numa nota que o convite surgiu na sequência de um "telefonema muito amigável" onde foi abordado o esforço filipino para "se livrar das drogas".
Rodrigo Duterte é acusado de ordenar execuções à margem da lei que terão vitimado milhares de pessoas.
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Rodrigo Duterte é acusado de ordenar execuções à margem da lei que terão vitimado milhares de pessoas. REUTERS/ERIK DE CASTRO
O Presidente norte-americano Donald Trump convidou o homólogo filipino, Rodrigo Duterte, a visitar Whashington, anunciou este sábado a Casa Branca.
Sem detalhes quanto à data da visita, Trump explicou o convite na sequência de um telefonema “muito amigável” com Duterte, durante o qual foi abordada a controversa política de combate às drogas nas Filipinas, que já terá provocado a morte de mais de sete mil pessoas.
Na semana passada, e como recorda o jornal britânico The Guardian, um advogado filipino intentou uma acção no Tribunal Penal Internacional contra o Presidente das Filipinas, acusando-o de homicídio em massa e de crimes contra a humanidade. Na queixa de 77 páginas, é dito que Duterte tem feito sucessivas e continuadas execuções à margem da lei, por via dos conhecidos “esquadrões da morte” que trabalham com aval governamental.
A nota emitida ontem pela Casa Branca limitava-se a dizer que Trump e Duterte também discutiram o facto de as Filipinas estarem “a lutar muito por se livrarem das drogas, um flagelo que afecta muitos países em todo o mundo”. 
Trump tem agendada para Novembro uma deslocação às Filipinas, no âmbito de uma cimeira com outras nações