terça-feira, 29 de outubro de 2013

Escrever a história de Moçambique não é linear mas urgente

CANAL DE OPINIÃO por Noé Nhantumbo

Tragam os “libertadores” à mesa e que se expliquem…
Alas se digladiando e o povo sucumbindo…
Algumas das causas da crise actual no País remontam dos tempos em que se combatia contra o colonialismo português.
Aquela intolerância quase sempre característica de uma liderança que não admitia concorrência ou pontos de vista contrários aos seus evidencia-se os dias de hoje.
Quando se fala de caldo entornado ou se entornando refere-se ao facto de que o diálogo supostamente destinado a produzir consensos apaziguadores e um ambiente de confiança entre as partes desavindas.
Se hoje aparece a Renamo contra a Frelimo antes a oposição era dentro da mesma Frelimo e um tratamento de choque radical foi a escolha de ala contra a outra. Assassinatos políticos caracterizaram os primórdios da independência sob a justificação de que se travava de contra-revolucionários que estavam atentando contra os interesses dos moçambicanos, foram chamados de traidores e sem direito a julgamento foram mortos.
Agora que a propalada revolução “morreu de morte morta” onde estão os revolucionários e os contra-revolucionários?
Se temos alas goesas, guebusinas, chissanista dentro da Frelimo quem põe o “guizo ao gato”?
Andaram dizendo tanto para neste momento estarmos no fundo do poço do capitalismo selvagem? Como explicar que se tenha promovido tanta intolerância que levou ao extermínio de “camaradas”?
Não se pode questionar a necessidade de obediência a critérios no processo de uma política e militar desigual e dependente de altos níveis de inteligência e secretismo operacional.
Não se pode recusar que “a revolução defende-se”. Mas onde sempre esteve tal revolução? O mecanicismo socialista ou revolucionário proposto e imposto era a tal revolução que visava criar o “homem novo”?
Tudo indica que o combate visava uma bandeira diferente mas que seus líderes estavam mais inclinados em replicar o modelo de vida das elites “revolucionárias” soviéticas e chinesas. Uma classe de funcionários do partido obedecendo as instruções e orientações de uma liderança quase não humana, infalível deveria assegurar através do trabalho demilhões de pessoas que os especiais e eleitos tivessem todos os dias caviar e champanhe.
Negar este sistema era motivo suficiente para ser detido, preso, interrogado e deportado para campos chamados de reeducação. Alguns altos representantes da “linha revolucionária” triunfante ainda manifestam pesar por não existirem mais campos de reeducação e Moçambique.
Esta é a realidade moçambicana. Uns querendo sempre se impor a maioria em nome e com base na sua participação na luta armada de libertação nacional e outros tendo que se resignar à sorte de cidadãos de segunda.
Agora que se lançou uma ofensiva contra parte daqueles que se declaravam guardiões da revolução, a “famigerada” ala de Goa muitos se admiram da desfaçatez de ex-camaradas. Mas na essência é a roda da história de um movimento político que cresceu cultivando a intolerância.
Nestes dias em que se agudizam sinais de uma tentativa de reinstalação de uma atmosfera ditatorial e de eliminação da oposição só pudemos falar de um recuo real de tudo que parecia alcançado e assegurado.
Tratar as questões por fases, primeiro inviabilizar a Renamo e depois lidar com o MDM pode ser a estratégia eleita.
Combinar a obediência a uma liderança que soube eliminar silenciosamente a oposição interna no partido e tomar contra dos instrumentos económicos e financeiros está seguido à risca.
Sejamos coerentes e encontraremos algumas verdades que não nos querem dizer. O congresso de Pemba foi crucial para obliterar a oposição no seio da Frelimo. Quando os “históricos” são relegados a peças de museu e não lhes é permitido pronunciarem--se é indicativo inequívoco de um assalto ao poder com todas as suas consequências.
Não sejamos cegos nem surdos num momento grave da história nacional.
Moçambique pode descambar para uma ditadura sanguinolenta a qualquer momento.
É da responsabilidade de todos alguma coisa fazer para travar gente com apetites devoradores.
Não se pode um dia que seja na denúncia de atitudes e procedimentos contrários a conivência democrática pois esta é a única que pode garantir a paz, estabilidade e desenvolvimento em Moçambique.
O jogo da constitucionalidade é praticado pelos que se querem perpetuar no poder.
Aí esgrimem todos os trunfos e recusam qualquer cedência.
A paridade não é nenhum diabo que vai interromper o tal apregoado desenvolvimento, pelo contrário.
O que não foi resolvido a contento aquando do AGP pode muito bem ser corrigido com frontalidade, abertura e sobretudo sem subterfúgios.
Nunca é tarde para defendermos nosso País e seu povo das garras dos abutres…  (Noé Nhantumbo)
CANALMOZ – 29.10.2013

PAREM DE BAJULAR O CHEFE!

PAREM DE BAJULAR O CHEFE!

Por Gento Roque Chaleca Jr.
“A deontologia de um jornalista não é um código de dez alíneas escritos por um fumador de charuto, mas algo que se estabelece de acordo com os limites da nossa consciência.” Cáceres Monteiro (1948-2006), jornalista português.
Está a tornar-se uma autêntica epidemia a bajulação que algumas televisões fazem ao Presidente da República, Armando Guebuza. O que era comum ver em peliculas de curta e longa-metragem, como por exemplo, uma tribo que bajula desenfreadamente à figura do seu rei, está realmente a acontecer neste Moçambique para Todos, perante a anuência da sociedade civil activa.
É verdade que todas as sociedades têm os seus deuses e fazem questão de exaltá-los, pois acredita-se que os seus poderes podem salvar vidas ou impedir uma hecatombe, mas no nosso país os “deuses” são exaltados em troca de apetites estomacais, cargos políticos e prestígio social, por isso não passam de “deuses” endemoniados.
  
Não digo que o presidente Guebuza seja um “deus”, a verdade é que o seu nome tem sido tratado por alguma imprensa como se fosse um ser sobrenatural, o prometido, o Messias, o agourado na epístola de Apocalipse.
Algumas televisões, que nos seus estatutos juraram da letra e do espírito das leis servir unicamente a Deus e através dele corrigir comportamentos delinquentes, promover a paz, a concórdia entre os homens, minimizar os mudos e surdos golpes das fomes, assume-se como prolongamento do departamento de informação de um partido.
Há programas religiosos e de entretenimento juvenil que abrem e fecham com imagens e actividades do presidente da República. Passam mais vezes figura do chefe de Estado que a imagem caritativa de Jesus Cristo.
Penso que é altura da presidência da República dar um basta nesta campanha de promoção a imagem do chefe do Estado, porque não estão a promovê-lo como se pensa mas sim a ridicularizá-lo, fazendo dele um actor de circo. No fim das contas, há gente mal-intencionada a tirar dividendos dessa campanha.
Pessoalmente, não estou contra a publicidade que se faz a favor do presidente da República, desde que seja em dose que não mate a gula de quem paga seus impostos para consumir outros produtos. Penso que seria sensato por parte dessas televisões, como forma de equilibrar a balança da justiça, mostrar as realizações e irrealizações de modo a que o governo se concentre mais em coisas não concretizadas em vez de coisas realizadas.
Dou por mim a pensar que, se o mandato do presidente Guebuza ainda nem sequer terminou e já anda um bando de jornalistas a fazer balanços da sua governação, não estarão estes jornalistas a tentar distrair o chefe de Estado? Porque o eleitorado sabe, de facto, separar o joio do trigo, por isso não se deixa enganar.   
O meu pensamento vai ainda mais longe. Mesmo antes de ser presidente da República, quando ainda era poeta e guerrilheiro da luta pela independência nacional, Armando Guebuza já tinha conquistado a intemporalidade que só os imortais têm direito, por que carga de água andam esses jornalistas a bajular o chefe de Estado?
Conheço alguns jornalistas que, antes mesmo de esta campanha de endeusamento iniciar, tinham uma conduta de trabalho honesto, amor à profissão e rectidão de alma, mas que se transformaram em mercenários políticos diplomados pelos órgãos de informação social em analistas e comentadores políticos. Certamente não podem ter a minha amizade e admiração.  
Permitam-me que vos conte uma confidencialidade: a primeira e única vez que tentei “bajular” ao chefe do Estado fi-lo em silêncio, de mim para mim, em que pedia a serenidade e inteligência que teve em Roma como negociador chefe da delegação do Governo para acabar de uma vez por todas o diferendo político que o seu governo tem com a Renamo. Em contrapartida pedia a Deus, Todo-poderoso, que o beatificasse, como o salvador.
Não sei se Deus o fez, pois Ele não gosta de bajuladores. A verdade é que continuo a achar, como muitos, que o chefe do Estado é a única pessoa que pode pôr fim ao clima de quase guerra que se vive no país.
Esta devia ser a tarefa de todos esses comentadores e analistas políticos: persuadir o chefe do Estado a voar num daqueles pássaros gigantes à Santungira (“Santos e Giro”, como dizem alguns anciãos da minha povoação em Chivule, terra do antigo régulo Chaleca) para negociar com o líder da Renamo. Este seria um acto de coragem que melhoraria a qualidade intelectual dos nossos analistas e comentadores.
Mas eu, em toda a minha modéstia, vejo as coisas da seguinte maneira: enquanto o líder da Renamo não for constituído arguido e procurado pela justiça moçambicana, a bem da paz e do nosso Estado democrático, não acho que seja ridículo o presidente da República ir atrás de Afonso Dhlakama para, de uma vez por todas, acabar com este cenário de quase guerra, até porque continuo a considerar o líder da Renamo é um tigre enjaulado e simples de dominar, o que não significa que não possa rebelar-se.
Humilhante e ridículo seria sim investir no exército, já por si frágil, para enfrentar uma guerrilha de onde se sabe que nunca há vencedores, apenas danos materiais e mortais a lamentar. Pior ainda, numa altura em que se fala de falta de medicamentos nos nossos hospitais, será doloroso. Basta!
Ndatenda (Obrigado). E-mail: gentoroquechaleca@gmail.com
 P.S.: Santungira foi tomada pelas forças governamentais. Dhlakama encontra-se agora em “parte incerta”. Anda por aí um grupo de analistas a esfregar as mãos e a atiçar o governo para perseguir, prender e/ou matar o líder da Renamo que é agora acusado de violador de crianças! O assassinato de Dhlakama, como alguns analistas / comentadores advogam, não acabará com a Renamo, partido que nasce da alma, dos corações e do ventre dos moçambicanos. E a História está saciada de exemplos elucidativos. Mesmo a vigorosa Indonésia, com todo o seu poderio militar e tecnológico, não foi capaz de acabar com a débil porém consistente Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin). É caso para dizer, parafraseando o saudoso amigo e historiador português José Hermano Saraiva: “É UMA RESMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS.”
 Autarca - 29/10/2013

Moçambique: Guebuza Versus Dhlakama


Raúl M. Braga Pires

Moçambique tem Eleições Autárquicas marcadas para 20 de Novembro e Legislativas e Presidenciais marcadas para Outubro de 2014. O recente ataque da FRELIMO à base RENAMO em Satungira, Distrito da Gorongosa, na Província de Sofala, é o culminar de cerca de 3 ou 4 meses de tensão entre ambos os partidos, por via de reiterados ataques armados a postos de controlo e viaturas que circulam na principal estrada que atravessa a Província e que liga o Maputo ao Rovuma. A RENAMO culpa a FRELIMO pelos mesmos, enquanto que a FRELIMO culpa a RENAMO. Um clássico, com mortos envergando a farda de quem se quer acusar.
De forma resumida, pode-se dizer que o Presidente Armando Guebuza se fartou das constantes ameaças do rival Afonso Dhlakama, as quais surgem constantemente em anos eleitorais, o que aliás se trata duma estratégia pessoal do líder da RENAMO, para continuar à frente dos destinos do partido.
Caso queiramos ser mais profundos na análise, é pegar precisamente nesta eternização de Dhlakama à frente da RENAMO. O momento ideal para este passar a pasta, teria sido durante as Autárquicas de 2008, para o jovem Daviz Simango que aderira ao partido em 2003, ganha o Município da Beira no mesmo ano e, em 2006, é galardoado como o Melhor Presidente de Município no Moçambique, pela Professional Management Review-Africa! O ego de Dhlakama não aguentou tal competência, nem a possibilidade da RENAMO  se renovar e ver a "Geração da Paz" fazer melhor que a "Geração de Guerra", à qual pertence e, impede a recandidatura deste jovem promissor nas Autárquicas de 2008, o que cria uma enorme ruptura no "Partido da Perdiz".
Quanto a Simango, movido por uma vaga de fundo que obedece a uma série de cisões e expulsões no seio da RENAMO, candidata-se como Independente, ganhando a Cidade da Beira por expressivos 61,6%, com a agravante de a RENAMO ter perdido nestas eleições de 2008, os restantes municípios que detinha, para a FRELIMO. Ou seja, 5 anos depois e com eleições Autárquicas marcadas para o próximo dia 20 de Novembro, o líder da RENAMO vê-se confrontado com a cruel realidade de uma mais que certa nova razia eleitoral. Por isso mesmo, o partido propositadamente não entregou as listas de candidatos às próximas autárquicas até à data limite, o passado dia 06 de Agosto, querendo agora negociar com a FRELIMO novas regras de jogo (entretanto já disseram que não participarão, na sequência deste ataque).
Pior, a dinâmica que Dhlakama desencadeou de forma involuntária ao eliminar Simango das suas opções políticas, reforçando assim a vitória deste, teve como resultado a criação do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em 2009, o qual é sobretudo constituido por dissidentes da RENAMO e por jovens "independentes", que nunca se reviram na habitual bipolaridade política moçambicana.
O MDM, liderado por Daviz Simango, orfão de Celina e do Reverendo Urias Simango (dissidentes da FRELIMO executados extra-judicialmente pelo partido, nas purgas que se seguiram à independência), ao apresentar-se como uma Terceira Via no Moçambique do Século XXI, meteu medo a toda a gente durante as Legislativas e Presidenciais de 2009, sobretudo ao "Partido-Estado", o qual apenas lhe permitiu concorrer a 4 de um total de 13 círculos eleitorais. Apenas conseguiram eleger 8 deputados, contra 51 da RENAMO e 191 da FRELIMO.
Ou seja, tendo a possibilidade de concorrer à totalidade dos 13 círculos eleitorais nas legislativas programadas para Outubro de 2014, o MDM poderá passar a ser o novo maior partido da oposição, reduzindo a RENAMO a um grupo armado sem financiamento e militarmente obsoleto.
Perante este cenário, compreendem-se as fugas para a frente sempre efectuadas por Afonso Dhlakama, as quais aliás têm agradado à FRELIMO, já que uma RENAMO afonsina tem sido sinónimo dum Moçambique frelimista. Os "Empresários de Sucesso" agradecem!
FRELIMO
O "Partido-Estado" está tranquilo e por cima, nesta contenda. O Presidente Guebuza encontra-se aliás em campanha eleitoral precisamente por Sofala, podendo aqui facturar o crédito de aparecer perante as populações como garante de tranquilidade e segurança. Nem mesmo o facto de a RENAMO ter denunciado o Acordo Geral de Paz de 1992, para o qual Guebuza foi um dos pricipais negociadores, o preocupa. Sem financiamento nem potenciais financiadores, muito provavelmente com o mesmo material bélico e de comunicações dos tempos da Guerra Cívil, mais o cenário político acima descrito, a opção do Estado-Maior moçambicano em atacar a base da RENAMO, entra naquilo que poderemos considerar de lógico e racional em termos militares e políticos.
Mais, do ponto de vista internacional, ninguém tem interesse em apoiar a própria FRELIMO numa escalada militar, o que iria ser profundamente disruptivo para a "Nova Angola", conforme referiu Rui Newmann, jornalista da Portuguese News Network (PNN), atento e experimentado observador das realidades lusófonas, em contacto telefónico efectuado. Sobretudo agora com gás e petróleo à vista.
Por último e, o que deverá ser o verdadeiro sumo a retirar no futuro deste cenário de escaramuças e posterior negociação, poderá ser o de uma alteração constitucional, que permita ao PR Armando Guebuza a possibilidade de um 3º mandato. O assunto não é novo, tem-se aventado a gosto para o debate público durante os últimos 2/3 anos, no sentido de se sentir a temperatura popular.
Porquê? Porque os males da FRELIMO são exactamente os mesmos da RENAMO. Ou seja, a inevitavel crise geracional. A sucessão na FRELIMO assume-se como o actual grande desafio do partido, dividido entre a velha guarda legitimada pelos cabelos grisalhos da luta pela independência e a chamada "Geração da Paz". Seus filhos e netos, portanto. Uns mais competentes e outros mais mimados, mas todos com o sentimento de que a sua hora continua a ser adiada.
Movimento Democrático de Moçambique
O MDM continua assim a marcar a diferença, ao apresentar-se como um partido jovem e homogénio do ponto de vista geracional, formado por civis e não por ex-militares, cujos quadros anteriormente viram a criatividade ser constrangida pelo ideológico, quer pertencessem a partido político, ou não. Por outro lado, Simango vale votos como candidato presidencial (8,6% em 2009) e mais valerá caso Dhlakama, ou outro qualquer candidato RENAMO, decidir não aparecer a jogo. Um cenário de ausência da RENAMO nas Presidenciais de 2014, até poderá ser propositado, como forma de dificultar a vida ao rival FRELIMO e ajudar Daviz Simango a vingar a execução dos pais.
Quanto à guerra, parece-me não haver condições, nem interesse maior na existência duma escalada, sobretudo por uma rejeição total da população face a tal cenário. Quanto a escaramuças, irão certamente continuar, o que provocando um clima de tensão e de alguma insegurança, beneficiará a FRELIMO, ajudando a confirmar a necessidade de um Guebuza III até 2019.
EXPRESSO(Lisboa) – 29.10.2013

Comments

1
umBhalane said...
"Prognósticos só no fim do jogo"
Tuga.
Todavia, porém, contudo,...porém...
Há sempre um porém.
"Por outro lado, Simango vale votos como candidato presidencial (8,6% em 2009) e mais valerá caso Dhlakama, ou outro qualquer candidato RENAMO, decidir não aparecer a jogo."
Está certo. Assertivo. Certíssimo.

"Um cenário de ausência da RENAMO nas Presidenciais de 2014, até poderá ser propositado, como forma de dificultar a vida ao rival FRELIMO e ajudar Daviz Simango a vingar a execução dos pais."
Daviz Simango, mesmo e até no cenário acima descrito NUNCA vai ganhar.
NUNCA.
Ouviram bem?
NUNCA NA VIDA.
Porquê?
- A frelimo NUNCA vai deixar.
Simples.
- De 2 maneiras.
Maneira 1 - controlo de TODO o processo eleitoral, INCLUINDO os tais de observadores internacionais - as eleições, as "Eleições Autárquicas marcadas para 20 de Novembro e Legislativas e Presidenciais marcadas para Outubro de 2014"
- já são "livres, justas e transparentes, e decorreram com toda a tranquilidade" -
este prognóstico já faço entes do jogo, contrariamente ao do Tuga.
O carimbo já está feito, e com tinta a cores, made in UE [DES(União Europeia)], nada dessas falsificadas tintas.
Maneira 2 - Para aqueles que ainda acreditam no pai natal, mesmo aí na África, montado num trenó puxado por uma rena e com muita neve, mesmo e até em África (repito),
ou até mesmo aqueles, quase TODOS, não todos, só a grande maioria maior, ACREDITAM em "bruxas", o tais de nyakulotera (adivinho), mfiti (feiticeiro), mitombwe ya (remédios feitiçaria), e vários muitos outros...
e até por MILAGRE de Nossa Senhora, o Engº Simango/ou outro ganhasse - o tal de milagre muito milagroso -
ia fazer o quê? com o aparelho repressivo TODO na mão dos frelos, dos "libertadores".
Seria sempre - o que NUNCA vai acontecer (podem sentar) - um "presidente" amarrado, manietado, incapacitado, desconseguido,...totalmente na totalidade total,
a berrar, chorar,...pelo cumprimento da tal de constituição, esse monte de papel.
Mal que pergunte, ainda.
- O que sobra, qual é o cenário para aqueles que QUEREM mesmo a tal de liberdade, e NÃO se querem continuar a chorar, a lamentar, a bula-bula nos blogues, faces,...nas redes sociais.
ATENÇÃO
Estou a falar de GENTE, Gente a sério.
NÃO daqueles que se deixam avassalar, dominar, montar, pisar, SÓ serem mandados, "desses aí",...
Fico de esperar.

Na luta do povo ninguém se cansa.

E sempre a dizer, sem cansar,
Fungula masso iué (abram os olhos)
A LUTA É CONTÍNUA

A Hora das Decisoes

A Hora das Decisoes

Ja nao ha mais duvidas. Chegou o momento das decisoes. No inicio, era apenas uma questao de dois lideres desavindos, mas agora, percebe-se, e um assunto muito mais fracturante.
Guebuza, como empresario que e, esta habituado a arriscar. Dhlakama, como ex-guerrilheiro que foi, mesmo nao querendo, teve de faze-lo tambem, porque percebeu que tinha chegado a hora mais importante da sua vida. Iludam-se aqueles que contabilizam as mortes civis e extrapolam nelas as emocoes contidas de todos nos. Nao ha guerra sem mortes. Julgar o modo como se mata ou se morre e cinismo politico. O militar, o policia, o ex-guerrilheiro, despidos de armas e farda, sao tao civis como todos nos. A sua morte e tambem uma familia enlutada. E um encargo adicional para toda sociedade pacificar as mentes. Isso e o que chamo de BIG PICTURE.
Guebuza arriscou o seu cavalo. E decidiu responder para dentro e fora da FRELIMO. Porque acredita no seu projecto politico. A sua determinacao, enquanto lider, ate lhe pode colocar como a "pessoa certa, no momento certo" para a FRELIMO ou para os cultores do sacralizado "Estado de Direito" que hoje faz parte da cartilha dos neo-liberais mocambicanos, nao importa a sua cor politica. O seu metodo e que e incompativel com os canones democraticos. Porque se faz com base no messianismo politico. E porque tem como consequencia um novo e perigoso destino para os que nao estao com ele. Iludem-se aqueles que acreditam que com o ocaso fisico e politico da RENAMO, o seu espaco sera tomado pelo MDM. Porque confiam na comunidade internacional. Porque confiam no Facebook. Nada mais ilusorio. Vao ter de tomar partido agora. Ou estarao com Guebuza. Ou estarao contra ele. E no seu modelo de sociedade, so contam os que estao com ele. Os indecisos, que hoje sao a maioria da populacao, tambem nao contam. Como elemento neutro da contenda actual, virao estar - a contragosto - com ele. Ja vimos este filme no passado. Onde vigorosos criticos do regime se converteram, qual cristaos-novos, nos seus mais acerrimos defensores, para sobreviverem.
Guebuza tem, ate ao inicio das chuvas, o tempo concedido pelas "mais-valias", pelo OGE e pela "indiferenca" da comunidade doadora, que cumprir a promessa feita ao Capital de estabelecer um clima propicio para a continuacao dos investimentos. Se ate la, os assuntos estiverem pendentes, entrara numa governacao de recurso com todos os riscos que isso lhe podera acarretar quer do ponto vista politico. Quer do ponto de vista pessoal. Mas, mais importante, pela primeira vez, o eleitorado vai associar a FRELIMO a actuacao do seu lider. Nao e por acaso que a "velha" guarda vem antecipadamente marcar posicao, a espera do que der e vir. E e justamente isso que justifica a ida relampago de Vaquina a Luanda. Nao e a primeira vez que o regime angolano salva a FRELIMO do KO tecnico. Fe-lo sucessivamente nos anos 70-80, pagando os salarios de toda a Funcao Publica, fornecendo combustivel refinado, que era racionado com cartoes ou mesmo, colocando armamento na provincia de Tete para protege-la de Ian Smith que poderia ter sabotado Cahora-Bassa, com o contra-almirante "Toka" na batuta. Nao foi por acaso que esta personagem que se "exilou" em Cuba, se tornou no primeiro embaixador angolano em Mocambique corria o ano de 1993, onde, uma vez mais, foi responsavel pela operacao financeira que permitiu a vinda dos "magicos" VOX POPULI, e com eles, a IURD como moeda de troca. Todos os observadores dos acontecimentos da epoca sabem muito bem que se nao fosse esta injeccao de apoio de Luanda, a FRELIMO poderia ter sido levada a um empate tecnico, pese embora, consensualmente, Chissano sempre tivesse sido o favorito.
Esta intervencao militar na Gorongosa obriga a esforco extra da nossa economia. E nos ja vimos como, ao lermos as proclamacoes do Banco Central. E como toda guerra, e tambem um projecto "economico" de recurso. O seu sucesso depende da manutencao das fontes de financiamento, seja por estes "aliados naturais", seja por promessas de outra indole. Por exemplo, renegociar permanentemente a questao das mais-valias num "quem da mais, quem da mais" diabolico. E evidente que se a isto associarmos o risco politico que acarreta qualquer mega investimento nos tempos que correm, mal ficara o pais que precisa desesperadamente de recursos para fazer a guerra. Pois ira vender o que tem ao desbarato e por muitas decadas. A Maldicao dos Recursos dos condenados da Terra de Fanon e isto.
Ha pois que despir as analises emotivas na nossa imprensa, com fotos e imagens a condizer, que ate vendem muito papel ou fazem um ruido enorme. O que esta em causa neste momento e saber se Guebuza triunfa ou nao na tactica que ensaiou contra a sua "Oposicao". E que nao haja duvidas, o messianismo do seu projecto impede de separa-los por ideologias, credos, racas ou mesmo partidos politicos. Ou seja, nesse grupo estao os seus colegas de partido que com ele nao privam; a sociedade civil que nao lhe reverencia; os agentes economicos que ao seu projecto nao se associam; os partidos politicos que nao concordam com a sua governacao; e, como e obvio, o seu maior contendor a um possivel mandato presidencial via parlamento. O sr. Afonso Dhlakama, que com um punhado de homens armados ainda se arrisca a ser coroado como "Martir" da democracia mocambicana. Inedito numa formacao politica de Direita. Mas em Mocambique, como diz um dos testas-de-ferro dos business de Guebuza: - E possivel!
E e nesse contexto que surge o G-40. Nao como uma vanguarda eleitoral, mas como um balao de ensaio para continuidade do projecto messianico de Guebuza, que nos conduzira ao Ministerio da Informacao, no qual, destes jovens militantes se escolherao os futuros burocratas ministeriais. O modelo angolano e muito inspirador neste aspecto. Mas ha aqui questoes eticas que devem residir nas mentes dos que amam a liberdade de expressao e pensamento. E picuinhas o intelectual do Governo que veio um dia a terreiro reclamar do maniqueismo que se instalou em nos, ao rebocarmos todo exercicio de livre expressao como pro ou contra G-40. So ele nao ve a incompatibilidade entre os canones da democracia e o projecto politico de Guebuza que cegamente defendem. Por isso, sao cumplices de um exercicio totalitario e neo-stalinista, transvestido de Mobutu. E nao nos venham com palavras mansas, bolodorios filosoficos. Ditadura e ditadura. E ela nao e compativel com Democracia. Quem defende actos ditatoriais, nao pode depois falar em nome do DEMOS (povo). Isso e um contra-senso.
E por ultimo, esclarecer os esperancosos crentes numa intervencao paternalista da Europa e dos EUA que nao percam mais tempo. Ha muito que o modelo de relacoes bilaterais tinha evoluido da simples doacao ao OGE e cooperantes, para a transformacao da divida da ajuda ao desenvolvimento em HIPIC, e assim, num Fundo ao dispor de pequenas e medias empresas a beira da falencia que procuram o mercado "vazio" de Mocambique. Hoje, a unica inovacao, e o grande investimento das multinacionais, mas a matriz financeira e a mesma. E o modelo bilateral tambem. Em suma, se os seus investimentos estiverem assegurados. Seus expatriados protegidos com seguranca privada contra sequestros e terroristas em condominios fechados, ou em edificios multi-usos na Sommerschield ou Ponta Vermelha, que se danem os locais, desde que estes nao interfiram com os seus negocios. Por isso, meus senhores, e tempo de tomar uma posicao perante o "status-quo" actual. E tomar uma posicao inequivoca, mas que seja para sempre! Nao importa qual. E sem lamechices telenovelescas adicionais.

Disse.
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  • Gito Katawala Eh tao bom estar a ler isto enquanto estou em Mocambique, isto tem totalmente outro sentido. This thing is getting really ugly.
  • Joao Cabrita De facto, é fácil de prever o destino que está reservado a um novo ou novos partidos da oposição na AR, tendo em conta que desde 1994 o regime tem conseguido levar à certa um partido com a implantação da Renamo, implantação que os outros não têm e muito dificilmente poderão atingir.
  • Jose Alexandre Faia Por isso, meus senhores, e tempo de tomar uma posicao perante o "status-quo" actual. E tomar uma posicao inequivoca, mas que seja para sempre! Nao importa qual. E sem lamechices telenovelescas adicionais.

Homens armados atacaram hoje coluna de viaturas...


ÚLTIMA HORA*

Esta manhã no troço Muxúnguè-Rio Save

Homens armados atacaram hoje coluna de viaturas...

Maputo (Canalmoz) - Homens armados desconhecidos, voltaram a protagonizar mais um ataque na manha desta terça-feira, no troço Muxungue-Rio Save.

Uma fonte da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, que preferiu falar no anonimato por não estar agora autorizada a falar dos ataques "senão o director da Ordem", confirmou o ataque e disse que no mesmo houve registo de mortos e feridos. Também alguns civis que viajavam na coluna e que saíram ilesos confirmaram o ataque.

O alvo do ataque que ocorreu pouco depois das 7 horas a 30 quilómetros depois de Muxungue, desta vez segundo a mesma fonte, foi uma coluna de viaturas que fazia o trajecto no sentido Muxúnguè-Rio Save.

A fonte disse que os feridos estavam a ser transferidos para o Hospital Rural de Muxúnguè e a coluna tinha prosseguido a sua viagem.

Durante o ataque, apenas duas viaturas conseguiram passar, sendo que as restantes ficaram no terreno bloqueadas por nuvens de fumo provocadas pelos disparos das duas forças, a dos homens armados e a das Forças de Defesa e de Segurança.

Estamos a tentar falar com o director da Ordem do Comando Provincial da PRM em Sofala, Aquilasse Kapangula "que é a pessoa que fala sobre esses assuntos", mas o seu telefone está fora da rede. Notícia actualizada as 9h45min. (Bernardo Álvaro)

Homens armados atacaram hoje coluna de viaturas...


ÚLTIMA HORA*

Esta manhã no troço Muxúnguè-Rio Save

Homens armados atacaram hoje coluna de viaturas...

Maputo (Canalmoz) - Homens armados desconhecidos, voltaram a protagonizar mais um ataque na manha desta terça-feira, no troço Muxungue-Rio Save.

Uma fonte da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, que preferiu falar no anonimato por não estar agora autorizada a falar dos ataques "senão o director da Ordem", confirmou o ataque e disse que no mesmo houve registo de mortos e feridos. Também alguns civis que viajavam na coluna e que saíram ilesos confirmaram o ataque.

O alvo do ataque que ocorreu pouco depois das 7 horas a 30 quilómetros depois de Muxungue, desta vez segundo a mesma fonte, foi uma coluna de viaturas que fazia o trajecto no sentido Muxúnguè-Rio Save.

A fonte disse que os feridos estavam a ser transferidos para o Hospital Rural de Muxúnguè e a coluna tinha prosseguido a sua viagem.

Durante o ataque, apenas duas viaturas conseguiram passar, sendo que as restantes ficaram no terreno bloqueadas por nuvens de fumo provocadas pelos disparos das duas forças, a dos homens armados e a das Forças de Defesa e de Segurança.

Estamos a tentar falar com o director da Ordem do Comando Provincial da PRM em Sofala, Aquilasse Kapangula "que é a pessoa que fala sobre esses assuntos", mas o seu telefone está fora da rede. Notícia actualizada as 9h45min. (Bernardo Álvaro)

Amigo oculto


Bom dia a todos e a cada um individualmente.
Sou impelido a escrever neste meu/nosso espaco, para eleger um " amigo oculto " . A minha escolha recai sobre Edson Macuacua, Edinho, Porta voz do Presidente da Republica e Conselheiro do mesmo. Ambos somos originarios da provincia de Gaza, para ele chegar a casa dele, Chib...uto, passa necessariamente pela minha localidade, Chissano. Ele eh do partido Frelimo e eu do partido Renamo. Ambos ascendemos a funcao de porta voz dos nossos partidos no mesmo ano, 2003. Eu nasci no ano em q foi fundada a FREnte de LIbertacao d MOcambique, FRELIMO, 1962 e ele no ano em q foi fundada a REsistencia NAcional Mocambicana, RENAMO! 1977. Olhando para o q ambos eramos, quando o falecido Quelhas nos deu boleia na Khenet Kaunda, em 2003, e nos fez nos conhecermos fisicamente pela primeira vez, e olhar para o q hoje somos, facilmente se compreendera q ser da oposicao em Mocambique eh um sacrilegio. Ambos nos batemos com galhardia na defesa da democracia, e em paralelo nos cultivavamos nas Universidades desta cidade. Edinho tem 36 anos de idade, o partido dele tem 51, a soma eh igual a 87. Eu tenho 51 anos de idade e o meu partido 36 anos, a soma eh igual a 87. Portanto, temos a mesma idade...mas as nossas vidas sao iguais? Muitos dizem q a oposicao eh a outra face da moeda...sera? Ele pode falar livremente, pronunciar palavras q melhor entender, tipo as FADM vao continuar a sua " missao com rigor, eficiencia e eficacia..." rigor, eficiencia e eficacia na perseguicao ao presidente da RENAMO que se encontra em parte incerta, algures nas matas deste pais significa o q? Se ter escapado com vida de Sathundjira nao significar rigor, eficiencia e eficacia, entao o q sera rigor, eficiencia e eficacia na perspectiva do meu " amigo oculto"? Comparem alguns pronunciamentos nossos, q ate sao de apelo a paz, a forma como sao interpretados, com fito de lhes dar outro sentido diferente do contexto em q foram emitidas...imaginem q as palavras do meu" amigo culto "a mim pertencessem... como a vida eh injusta... comparem a vida politica, economica e social dos 2 chefes de negociacoes do AGP, ARMANDO EMILIO GUEBUZA E RAUL MANUEL DOMINGOS...comparem a vida politica, economica e social dos 2 signatarios do AGP! JOAQUIM ALBERTO CHISSANO E AFONSO MACACHO MARCETA DHLAKAMA ...enquanto um recebe premios internacionais, medeia conflitos, viaja de aviao em aviao, de cidade em cidade, a contra parte esquiva se de obuses, afujenta animais ferrozes, vive de frutas silvestres, n se sabendo q tipo de agua bebe, em q tugurio repousa. O homem q trouxe a democracia, a economia de mercado livre, a liberdade de expressao, liberdade de circulacao...eh hoje cacado com BTRs, metralhadoras, bazzokas, B10, morteiros, para ser definitivamente silenciado. Eh isto q o nosso pais reserva a oposicao e ao poder. "Xipixi ni khondlo", isto eh, gato e rato. Vida madrasta a nossa. Voces me perdoem mas n da p calar.See more

Um morto e nove feridos em novo ataque no troço Save-Muxúnguè

 

Um morto e nove feridos, quatro das quais em estado grave, na sequência de um ataque contra um autocarro protagonizado hoje de manhã por homens armadas da Renamo no troço entre o rio Save e o Posto Administrativo de Muxúnguè, provincial de Sofala. Duas crianças estão entre os feridos graves.
A Rádio Moçambique soube que o autocarro, saqueado e feito explodir pelos atacantes da Renamo, circulava fora da coluna militar que, desde abril passado, escolta as viaturas que circulam na região.
Uma das passageiras contou que os atacantes, em número que não soube precisar, atingiram em primeiro lugar o condutor do autocarro, após o que começaram a disparar indiscriminadamente contra os passageiros.
"Conseguimos fugir do local, percorremos cerca de cinco quilómetros até encontrar outros carros. Depois ouvimos uma forte explosão. Perdemos assim os nossos bens", disse a passageira, ouvida pela Rádio Moçambique.
Os nove feridos encontram-se internados no Posto de Saúde da Vila de Muxúnguè.
RM – 26.10.2013

Comments

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Francisco Moises said in reply to Khanga Hanha Muzai...
Escrita epica e o chorro dum povo. Khanga Hanha Muzai esta de parabens. Muzai domina a lingua tuga -- humor e nenhuma ofensa contra os portugueses pretendida. A lingua tuga nao e somente dos portugueses. E a minha lingua e a lingua dos mocambicanos tambem. Muzai e mestre do raciocinio que muito falta aos frelimistas. Esta esrita e a expressao dos nossos mais altos sentimentos de agonia dum povo martirisado, oprimido, escravisado, espezinhado sobre o qual a tirania guebuzal exerce a sua furia dum bufalo enfurecido, ferido e moribundo.
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Chacha said in reply to Khanga Hanha Muzai...
Sentimental. Tocou-me bastante esta mensagem. O que eh que realmente vamos fazer, como um povo? Eis a questao.
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Khanga Hanha Muzai said...
Um morto e nove feridos em novo ataque no troço Save-Muxúnguè
Moçambicanos sofrer cansa qualquer ser vivo, o acto ou efeito de sofrer, experienciar dor física, moral, ser obrigado a suporta-la com eupatia, suportar, padecer com resignação e tolerar toda mágoa, contendo os seus sentimento e ou reprimi-lo claramente e ou dissimulando o sofrimento.
Esta é a triste realidade dos moçambicanos, um velho provérbio cantado, diz que serás parecido com um pintainho órfão de pais, piarás até que te falta fôlego e mudo ficarás conformar-te-ás com a sua irreversível situação de desprotecção.
Não sei o move um homem que até já foi Comissário Político deste pais, Ministro do Interior, de Transportes, Sem pasta, Secretário Geral do maior partido de Moçambique “FRELIMO”, hoje presidente desta nação linda de gente afável, amistosa, hospitaleira e mui educada “servil”, a massacrar seus conterrâneos, vê-los mortos e ou mandar matar GENTE, PESSOAS, IRMAOS, PAIS, MANAS/OS, AMIGOS e VIZINHOS. Em suma como tal personalidade ousa acusar, julgar e sentenciar sua própria gente? Como e capaz de enquanto discursa a favor da paz, acusando o outro de sequestrar a paz ele próprio toma a paz como sua propriedade e usa-a a seu bel prazer, fazendo os intervalos que bem lhe apetece i.e., manda matar quando quer como quer, onde quer e ainda reclamando sanidade mental no seu estilo característico traz a sua fuça perante nós povo e diz –citação- todo aquele que perigar a paz e criminoso e assim deve ser tratado.
Ora Sr. Guebas, afinal você esta ou não revestido do poder conferido pelo povo?
SR. Guebas se poder que ostenta nos pertence como te atreves a arremessa-lo “poder” contra nós?
Sr. Guebas o que leva a ter certeza de que o próximo a vir para terra abaixo não e o senhor?
Sr. Guebas, a Sra. Rosália Mboa cantou e disse, “ tudo voa, de vez quando vem para baixo alimentar-se”, o senhor presidente de Moçambique lembra-se dessas sabias palavras bem populares.
Sr. Guebas, esse dia chegará certamente, cá em baixo, estamos nós que o senhor está mantando como se fossemos insectos.
Sr. Guebas, imagine a melhor das recepções, sei que o Sr. Guebas e bem criativo, mas não custa muito dar-te uma ajudinha.
Dia 20 de Novembro de 2013 (vocês vão apanhar bem sem AKMs nem MAKAROVes), vocês conhecerão a IRA do povo.
No Dia 15 de Outubro de 2014 (a FRELIMO tomba de vez, apelo para que nessa altura se lembre de que o senhor foi o obreiro do descalabro e do fim da FRELIMO).
Esta é a única agenda secreta que povo tem, eu entendo que o povo é que constitui a sociedade civil, a agenda do povo devias ser a vossa agenda e não o contrario, quer me parecer que tanto o Sr. Guebas assim como o macuakwito esqueceram de que são meros servidores do povo e não os Senhores do escravos como está parecendo, quando as pessoas falam o que lhes vai na alma logo, vocês encontra a teoria da conspiração, agenda inconfessáveis. Por favor indiquem com clareza a vossa agenda, pois, o que está acontecer a Moçambique neste preciso momento é precisamente obrigar o povo a cometer suicídio colectivo só para dar-vos o prazer de verem mais sangue regando a pátria de Mondlane, mais órfãos sem eira nem beira, mais desempregados provindos das inevitáveis destruições de infra-estruturas industriais e sociais, mais desgraça pois faltará comida.
Imagine só antes eclodir esta guerra que os senhores dizem não ser guerra já faltava, medicamento, comida, casas, escolas, trabalho, e a natureza já per si constitui um adversário que se mostrou impiedoso quando quer, basta lembrar as Cheias, Secar, Ciclones, Diarreias, Malária, HIV, TB, Cancro do colo de útero e mama, tudo isso consubstancia o inferno sobre os moçambicanos onde o diabo chifrudo com garfão tridente e cauda que termina em ponta de flecha tem um e neste caso GUEBUZA.
Deste lado estamos a gritar sai dubadubá, nhangatinhoso, capéta, serpente do 5º dos infernos e tudo o resto que não consigo dizer, aliás também és o SATANI dos moçambicanos.
Gostaste Sanguinário
De-nos a nossa paz por favor, sofrer também cansa nhautomi ndzuwena
Mais não disse
Khanga Hanha Muzai



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Marvin said...
Guebuza e Edson Macuácua atacam sociedade civil

Na última quarta-feira, várias organizações da sociedade civil convocaram a Imprensa para apelar ao diálogo e condenar a atitude do chefe de Estado, Armando Guebuza, de ordenar o ataque a Sadjundjira que visava assassinar Afonso Dhlakama. As organizações da sociedade civil criticaram o facto de o chefe de Estado estar a anunciar que quer dialogar enquanto do outro lado ordena a perseguição da entidade com que diz querer dialogar.
Armando Guebuza não terá gostado das declarações das organizações da sociedade civil e mandou o seu porta-voz Edson Macuácua acusar tais organizações de terem “agendas estranhas”.
“É de facto estranho que quando as Forças de Defesa e Segurança, que têm legitimidade e legalidade para actuarem em defesa da segurança do Estado, actuam, dirigentes das organizações da sociedade civil aparecem frenéticos com discursos inflamatórios de condenação. É caso mesmo para perguntar, a quem servem estes dirigentes das organizações da sociedade civil? Qual é a agenda destas organizações? Parece que perseguem objectivos e agendas inconfessáveis, contrários aos interesses nacionais”, disse Macuácua. (Redacção)
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Marvin said...
Governo confirma ataque no sábado

O porta-voz do Presidente da República confirmou o ataque a um autocarro privado de passageiros, ocorrido na zona entre o Rio Save e Muxúnguè, no último sábado, e atribuiu a autoria do ataque à Renamo. Do ataque uma pessoa terá perdido a vida e dez pessoas ficaram feridas, para da viatura ter ardido completamente.
O jornal @verdade noticiou, citando uma vítima que se encontrava no autocarro, que o ataque deu-se depois de o referido autocarro ter “dado boleia” naquela zona um militar das Forças Armadas.
A Renamo não reivindicou o ataque.
O presidente da Renamo, em contacto com o Canal de Moçambique depois de se retirar de Sadjundjira sem oferecer resistência à ocupação pela Terceira Companhia de Comandos das FADM, disse que ficara sem controlo sobre os seus homens alegando que a partir daquele momento não se responsabilizaria pelo que pudesse vir a suceder.
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Francisco Moises said in reply to georges betty...
Caro senhor georges betty,
Nos seus escritos, o senhor tem levantado muitos pontos validos. O senhor tem razao quando diz que Dhlakama, como homem que se diz pai da democracia moçambicana, fez-se de ridiculo e de triste figura quando se perpetua e se vitalisa no poder da sua organisaçao. Na verdade, a Frelimo aproveitou-se muito da situaçao de "homem forte unico e valido" que ele criou na Renamo, o que impediu que ideias e estratégias politicas surgisse na Renamo.
Gostei imenso do ponto que exprimiu quando disse que Dhlakama tinha a vitoria nas maos e sem razoes validas abandonou-a para a Frelimo derrotada. Isto é que muitos nao conseguem compreender. Ele de-escalou as operaçoes militares quando a Frelimo exprimiu o desejo de conversar com a Renamo em vez de intensificar a guerra como qualquer outro general inteligente teria feito.
Dhlakama cometeu muitos erros por causa do seu orgulho. Eu o vi, andei com ele na sua motorisada na Zambézia entre o Chire e Morrumbala, comi com ele muitas vezes na Zambézia e em Sofala durante a guerra civil. O seu defeito principal é de querer falar e falar sem dar aos outros tempo para analisar, apoiar e objectar o que ele diz. Sem jamais pedir pontos de visto e conselhos.
Com pessoas ao redor dele sempre apoiando, batendo palmas e alguns lambebotas descrevendo cada ninharia da sua boca como uma "bomba atomica", ele criou assim o gosto de papaguear e de somente ser ouvido e nao ouvir os outros.
O nao dar aos outros uma livre expressao provou ser um acto do desmantelamento da Renamo que era uma força militar formidavel mas sem astucia politica de como enfrentar a Frelimo. De acordo com as suas proprias palavras ele fez a paz com a Frelimo contra a vontade dos seus Generais que lhe diziam que nao se podia confiar a Frelimo e que nao havia outra soluçao senao terminar militarmente com a Frelimo.
Apesar dos seus bons pontos, o senhor tem que ter cuidado quando fala e escreve para que as pessoas nao venham a perder o respeito intelectual por si e virem a ignora-lo e nao quererem se enganjar em discussoes consigo. O senhor tem escrito com determinismo que Afonso Dhlakama perdeu eleiçoes por quatro vezes. Quando diz assim, o senhor da a entender que o sistema eleitoral de Moçambique é optimo, justo e transparente.
Na verdade por duas vezes, soube-se, porem que Dhlakama, tinha ganho as presidencias. Como Chacha diz, Chissano declarou na Beira que Dhlakama tinha ganho uma das eleiçoes e que ele nao podia lhe entregar o poder visto que Dhlakama nao era competente. Que declaraçao tao rata e barata foi esta do Chissano?
E ele o proprio Chissano, que competencia jamais demonstrou em Moçambique? A razao principal foi a incerteza do que iria acontecer a ele e tambem que Dhlakama nao era amagaza, como diz umBhalane. Foi o regionalismo e o tribalismo, puros e simples que sao as caracteristicas principais da Frelimo.
Pode se desgostar do Dhlakama sim, mas nao devemos deixar a emoçao obstruir a nossa visao e a nossa capacidade de sermos sérios. Durante a guerra civil Dhlakama era visto como o salvador do povo em Moçambique que era controlado por ele com a excepçao de cidades e algmas vilas que a Frelimo e os seus aliados controlavam.
O povo que tinha tanto sofrido sob o chamboco da Frelimo, veio a se ver livre nas zonas libertadas da Renamo e a ver a sua cultura reflorescer. Quando a Renamo libertava zonas, deixava o povo em paz a trabalhar a terra, o que fazia com que o povo produzisse muita comida que eu pessoalmente vi nas machambas na Zambézia, Tete e Sofala enquanto a Frelimo dependia da comida vinda dos paises e organisaçoes ocidentais para alimentar as suas forças primeiro e um pouco para as populaçoes la no sul.
E vi outras coisa sobre o Dhlakama com os meus proprios olhos. Por todas as partes por onde passava, Dhlakama sabia parar para cumprimentar e rir-se com a populaçao e dançar alegremente com as pessoas. Nao é uma pessoa cujo comportamento amedronta pessoas como o do Samora Machel que era um verdadeiro terrorista com um comportamento dum bufalo enfurecido. Vi Samora Machel em Nachingwea em Janeiro de 1968 e depois em Dar Es Salaam entre fim de Janeiro a Julho de 1968, quando a nossa rebeliao contra a liderança do Eduardo Mondlane e dos seus acolitos foi derrotada.
Os moçambicanos estao entre a parede e a espada. Nao ha tanta liberdade assim em Moçambique como se possa imaginar. Os regimes dos amagaza Mondlane, Machel, Chissano e Guebuza sao regimes terroristas que nunca aprenderam a respeitar as pessoas. Os moçambicanos -- o povo portanto -- sem quem os dirijam nao pode se levantar.
O lambebtismo tornou-se numa cultura para sobrevivencia. Nao ha espirito de sacrificiou para aqueles que podiam dirigir o povo. Muitos so pensam em seus bolsos e em como enche-los e neste aspecto basta reparar para Os Antigos combatentes e os madjeremanes. Cada vez que abrem as bocas e fazem ameaças a Frelimo so se trata de dinheiros para eles e nunca pensam no povo em geral.
Apesar do meu pessimismo, vejo ainda no horizonte o sol da liberdade a se levantar. Quem guiara o tal sol, nao posso dizê-lo. Talvez que o povo se levantara ou talvez que a mudança vira de cima. Nao sei.
E tambem nao se distancia dos moçambicanos. Fale como eles e a eles.
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georges betty said in reply to Chacha...
Agradeço imenso pela seu esclarecimento,porem, se os ditos intelectuais moçambicanos, a dita burguesia moçambicana,as comunidades religiosas,etc e etc organizassem manisfetaçoes pacificas em TODAS capitais das Provincias o Afonso e a sua Renamo nao se dariao ao luxo de alvejar viaturas civis e nem o Guebuza poder-se-ia manter arrogante e "passivo"...Voces em Moçambique estao sempre à espera que estes senhores façam algo para voces...Mas,estes senhores ja deram o que tinham que dar!!!!
Se,um lider dum País ou dum Partido nao tem respeito e nem "temor" ao seu povo...este(o povo) transforma-se em ovelhas:
Voces moçambicanos transforam-se em ovelhas e lambebotas do sistema "capitalista guebuziano" e do sistema ditadorial do Afonso...
É facil de dar culpa ao Guebuza,à Frelimo,ao Afonso ou à Renamo...Eu,pessoalmente me faço uma pergunta:
-Mas o que é que o (Chico)-o Jose Francisco Mascarenhas terá descoberto que seja a Renamo ou a Frelimo o queriam morto????...O Chico era um individuo altamente preparado no mundo dos serviços secretos e sabia em que aguas ele estava a "nadar" e quem é que o "vendeu"??????
Se,um País ou um Partido sao dirigidos de hipocritas e de oportunistas a estabilidade e a segurança sociail transformam-se num incumbo.Voces sao culpados e vai levar decadas e decadas para criar uma sociedade sã...Sim, o colonialismo Portugues tinha tantos pontos negativos Mas nao havia RAPTOS e nem lavagem de dinheiros sujos...Voces moçambicanos,como sociedade,estao feitos ao bife...estao criando uma sociedade sem moral humana!!! Bom,voces é que sabem,mas mete pena!
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JJLABORET said in reply to José Carlos Cruz...
Caro José Carlos Cruz,
Logo abaixo tem um comentário meu sobre esse fato. Repito-o por ser pertinente com sua indagação:
..."Isso é uma armação!
Nada se fala do tal militar que viajava junto aos civis! Isso porque o que interessa é apresentar mortes de civís. Há que ter civís mortos para apresentar ao mundo!
Cadê o militar? O que lhe aconteceu?
NADA! Nada mesmo porque era parte da FARSA, e seus camaradas travestidos de guerrilheiros não lhe tocariam!
Depois... foi só atribuir essa farsa a um ataque da Renamo!
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José Carlos Cruz said...
Já não se fala do soldado fardado e armado que ia no carro como passageiro. As cenas televisivas com as declarações dos entrevistados sobre o tal soldado desapareceram dos noticiários e comentários actuais. Será por distracção nossa?
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JJLABORET said in reply to Chacha...
Parabéns, Sr. Chacha! Conciso, exato! Não entender essa explicação... só por má fé.
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umBhalane said...
"A língua dos que DEVEM favores é CURTA"
Provérbio Africano
"Cabrito come onde está amarrado"
Provérbio Africano

Na luta do povo ninguém se cansa.

E sempre a dizer, sem cansar,
Fungula masso iué (abram os olhos)
A LUTA É CONTÍNUA
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Chacha said in reply to georges betty...
Ao que me parece o sr nao vive em Mocambique.
Concordo com o sr quando diz que n'os os mocambicanos somos culpados. Sim somos culpados de tudo isso. Eu ja escrevi em algum comentario, acho eu, em resposta ao sr. Em relacao a isso fiz comparacao com outros paises, como Zambia, Tanzania, Nambia, paises vizinhos, que nao tem problemas do tipo que n'os temos. Eu dizia na altura que o problema maior eh o das instituicoes, confiscadas pela frelimo, que nao funcionam adequadamente. Como disse, muitos dos mocambicanos nao acreditam que a frelimo ganha honestamente as eleicoes. E eh verdade. Eu disse na resposta anterior a posicao assumida pela frelimo, porque prefere fraudes. Nao quer abdicar o poder para a oposicao. Por isso insitencia na manutencao do sistema eleitoral que favorece esse partido politico. Ora, nos mocambicanos somos culpados por assistir isso passivamente. As questoes que a renamo pede sao claras, todo mundo sabe, isso dito por algumas personalidades religiosas
1- Melhor o sistema de administracao eleitoral;
2- Resolver o problema dos homens armados;
3- Despartidarizar as instituicoes;
4- Transparencia na administracao de recursos economicos e oportunidades para todos.
Ora, o sr nao acha que estas questoes sao pertinentes?
Por que eh que so tendo sido discutido a questao 1, alias a discussao continua da questao 1, ha confrontos armados?
Que tipo de eleicao honesta pode ser feita no contexto das 4 questoes acima?
O sr vive fora de mocambique, suponho que nao tenha a minima ideia quao nefasto eh o ponto 3, por exemplo, para os funcionarios do estado. Como isso choca as mentes das pessoas: quer na contratacao, quer na promocao, quer para os cargos de direcao. Porque partidarizar as instituicoes? Para ter mais membros, porque sabe-se que se nao se atua desta maneira, nimguem vai ser membro da frelimo. Entao usa-se o emprego para angariar mais membros. Uma corrupcao generalizada, comprar o emprego com o cartao vermelho. Como vive fora, nao tem a minima ideia de como o ponto 4, por exemplo, tem repercussoes para oportunidades de negocios para os que nao sao membros da frelimo. Cada membro do partido frelimo tem assegurado a sua oportunidade de negocio: nas grandes empresas, onde ficam, sem fazer nada, como PCAs representativos, a rceber como PCAs, cerca de 150000 mt/30 mt = 5000 dolares, sem fazer nada. Administram as estradas, sao socios de empresas de mineracao, etc, etc, ... nenhuma outra pessoa difrente de membro do partido frelimo tem essa oportunidade. Muitas doacoes caem nas maos dos membros do partido frelimo. Creio que o sr tenha ouvido a grave dos medicos. Nada ouve em termos de solucao, senao despedir a maior parte deles, reformas compulsivas, para tropa, etc, etc, ... Isso deixa duvidas nas pessoas, que pais se organiza desta maneira?
Eu li o comentario de um especialista alemao, em relacao a esta questao. Ele considera que a comunidade internacional nao ajudou o pais a construir a democracia. Eu condordo com esta analise. A comunidade internacional nao ajudou, deixou passar coisas que nao devia ter deixado. Esteve concentrada no negocio com a frelimo. Como a frelimo aceitou negocios obscuros com muitas empresas estrangeiras, entao a comunidade internacional nao fala sobre o problema da democracia e transparencia. Faz ouvido de mercador. O mesmo acontece quando a gente ve a situacao de angola: muitos problemas de transperencia, toda riqueza est'a nas maos dos generais, mas como ha boas relacoes com os atores de falcatruas, nao ha o que se fala. Nao vi os comentarios da CNN e nem da Aljazira (esta ultima muito ultrajante para mim). Se os comentarios destas estacoes foram do tipo: "deveriao arrumar esta situaçao duma vez para sempre". Nao sei o que eh quer dizer. Mas se advogam uma solucao angolana, eu acho que isso eh infeliz para Mocambique. Inaceitavel. E a frelimo sabe disso.
Eh isso. Acho que fiz saber, ao sr, que suponho, vive fora, para perceber a dimensao do nosso problema.
Agora, se Dhlakama devia ou nao continuar como presidante da Renamo; o meu ponto de vista eh de que devia. O argumento de que perdeu tantas eleicoes, para mim nao procede porque nunca houve nenhuma eliecao transparente, que demonstrasse que ele perdeu eleicao. Oficialmente se declara, porque as instituicoes que declaram isso sao corruptas, nao transparentes. Se Dhlakama tivesse perdido 4 eleicoes de forma clara e transparente, eu acho que a propria renamo ia se pronunciar sobre Dhlakama.
Tive esta necessidade de esclarecer ao sr por ter percebido que nao vive em Mocambique. Reitero que concordo plenamente com a sua opiniao de que n'os os mocambicanos somos culpados disso. Estamos a deixar um problema grave que de alguma forma devia ser abordado com muita contundencia.
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umBhalane said...
Sul do Save, sul do Incomáti ---> MAPUTO.
Bum! Bum! Bum!...Bum!...Bum!...

Na luta do povo ninguém se cansa.

E sempre a dizer, sem cansar,
Fungula masso iué (abram os olhos)
A LUTA É CONTÍNUA
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georges betty said in reply to Chacha...
Caro Sr,
Por questao de respeito ao Sr.vou responder à sua pergunta:
-Se aparecem discursos inflamatorios de condenaçao da parte do povo à Frelimo-Governo é porque o povo acha logico que o Governo deveria resolver este impasse politicamente e nao militarmente...pois o Povo Moçambicano esta cansadissimo de guerras e de mortes inocentes....O Governo nao deveria agir da mesma forma como faz a Renamo...Cabe ao Governo-Frelimo de mostrar mais "cautela e cabeça"...Mas,me perdoe os ex-guerrilheiros da Renamo foram longe demais...Eu poderia detalher ponto por ponto certas questoes que o Sr.citou- mas nao vou fazer por que entrariamos em debates....Se,o governo tencionasse abater o Afonso-ja o teria feito ha muito tempo. Para a Frelimo é mais valido(politicamente) um Afonso vivo do que morto...Mas o Sr. nao vê de que o povo simples,inocente e humilde tem medo dos dois partidos???
Mas,desde quando e qem deu o poder e o direito a estes dois Partidos de "martizarem" 25 milhoes de habitantes?...Quem???...Por terem armas de fogo????
Note de que o Afonso "destruiu" politicamente O partido Renamo...
Durante a guerra civil,tinha ele a vitoria nas maos mas tencionou parar "na ultmia de hora...
Perdeu mais de 4 vezes as eleiçoes presidenciais- e nunca se demetiu...Nao ha maior ou menor culpado em tudo isto:
-É o nome de Moçambique e de moçambicanos que a nivel internacional fica sujo...Vergonha a todos moçambicanos,a vossos partidos,ao vosso Governo e em especial aos vossos ditos intelectuais(lambebotas do sistema)que passam tempo em analises infantis...Voces todos aí em Moçambique sao culpados e cobardes... Voces todos!A Frelimo e a Renamo sabem tao bem da vossa fraqueza e da vossa falta de coragem....
Bem dizia o grande,grande espiao Moçambicano (talvez o melhor espiao moçambicano)Jose Francisco Mascarenhas:
-"Esta guerra civil Moçambicana é tao suja e complexa que jamais jamais trará a paz desejada...Porque muitos individuos sejam eles da Renamo ou da Frelimo fazem um jogo duplo...Bem ele dizia... e no fundo sao os inocentes moçambicanos que sofrem"!!!! bem ele tinha razao e nao é por acaso que teve uma morte tremanda:
-Dois tiros na nuca...Moçambicanos,moçambicanos...vergonha!
Abraçao.
Ps...A Aljazira e o CNN comentou essa vossa situaçao ai em Moçambique....Voces todos sao culpados...Tipicos moçambicanos:
-amigos de boa vida e "saias" e nada fazem!
....Pelo menos,desta vez as forças de segurança agiram...muito tarde e muito mal...deveriao arrumar esta situaçao duma vez para sempre
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Chacha said in reply to georges betty...
Caros Georges, entenda o seguinte:
1- Dhlakama ganhou as duas primeiras eleicoes em Mocambique, visivelmente, as 1999. Muitos da frelimo sabem disso e falam disso. Chissano disse uma vez na Beira, aos seus pares, que com vitoria ou nao, nao aceitaria entregar o poder, porque achava a Renamo incapz. Portanto, nao eh verdade que Dhlakama nunca ganhou eleicao. Na sequencia das eleicoes de 1999, por se ter visto que Dhlakama tinha ganho, e a CNE eliminou resultados que favoreciam Dhlakama em Nampula, tinham comecado negociacoes no sentido de formacao de um governo composto por duas partes. Raul Domingos foi encarregue para tratar do assunto. Acontece que Domingos compromete esse passo, culminando com a sua expulsao da Renamo. Por isso Domingos nunca lamentou por ter saido da Renamo. Sabe que fez mal. Nao sei se esclareco melhor ao sr Georges.
2- Os homens da Renamo nao foram integrados no ministerio do interior, por recusa do governo da frelimo. Qual seria o cenario caso esses homens fossem integrados no ministerio do interior?
a) Nao teriamos homens armados;
b) A cupula da Renamo, teria como guarda, elementos da policia de protecao. Entende? Talvez uma duvida pode surgir para o sr, se haveira necessidade dessa guarda. Eu acho que sim, porque a renamo fez guerra durante 16 anos.
Como consequencia da falta de resposta por parte do governo para integrar esses homens, entao a renamo os mantem. Nao podia de modo algum os renegar, e alguns continuam como guardas da renamo porque ninguem pode a guarnecer.
A frelimo em principio quer manter esses homens assim. Simplesmente como trunfo politico. Para quem est'a atento ve que quando chega o momento de campanhas eleitorais, esses homens sao evocados sempre. A frelimo, como governo, nao quer resolver o problema deles, para os usar, entende? Veja uma coisa interessante:
A renamo propoe questoes para concertacao, entre elas, a questao dos homens que ela mantem, para o problema ser resolvido, digamos, para sempre. Sao formadas as comissoes para estudar as viabilidades da integracao. Quando se estava a preparar para deslocar a parte da renamo para Maputo, eis que o ataque a Satunjira o ocorre. O que eh que o sr acha dessa estrategia, visa o que? Para mim a resposta eh simples, impedir a resolucao do caso. Manter-se assim para ser usado no momento oportuno. Portanto, eh preciso ir ao fundo dos acontecimentos, eh preciso ter capacidade de ver as causas e o fins, nao basta ver as coisas a acontecer, e julgar ingenuamente. As causas sao profundas.
3- Se o sr hoje tem esta abertura de falar como fala gracas ao papel da Renamo. Recue um pouco para os anos antes da constiuicao de 1990, imposta pela renamo, o que eh que o sr diria? Nao sei se o sr viveu nessa altura. Pense nisso e outras coisas que aconteceram antes de 1990. O sr estaria hoje em condicoes de apontar dedo a um dirigente da frelimo, sem ser preso? Mesmo ao nivel local?
4- Por que eh que Dhlakama saiu de Maputo? Eu perguntaria ao sr, ser'a que nao sabe das causas da saida do sr Dhlakama de Maputo? Se nao sabe eu esclareco. Dhlakama saiu de Maputo por motivos de seguranca. Havia planos para o assassinar. O primeiro plano falhou, acidente de viacao. Entao por causa disso saiu de Maputo. Foi a Nampula, mas o plano estava em pe, assassina-lo. A casa dele estava sempre cercada. Pensava ele que indo a Satunjira, estava seguro, mas mesmo assim emprendeu-se uma perseguicao. Se est'a interessado leia o editorial de Salome Moyana, do dia 22/10, um dias depois do atque. Na verdade nao se sabe como est'a sendo perguido nas circunstancias atuais, do paradeiro incerto. Suponho que a perseguicao se mantem. Antes da sua eliminacao fisica, acho que a frelimo nao vai parar, porque Dhlakama eh pedra no sapato para os objetivos de domesticao do povo mocambicano. ... Eu poderia continuar a dar esclarecimentos ao sr, mas acho que pelo menos o que disse eh suficiente para ter uma ideia da dimensao do problema. Apenas para termeniar, chamo atencao para refletir no seguinte:
Edson Macuacua, eh citado em algum jornal, ontem a dizer:
"O Porta-voz do estadista moçambicano, Edson Macuácua, disse hoje a jornalistas, na cidade da Beira, ser estranho e preocupante que quando acontecem ataques da Renamo contra todo o tipo de alvos, incluindo contra crianças, alguns membros da sociedade civil fiquem em silêncio.
Segundo Macuácua, ‘e igualmente estranho que quando as forças de defesa e segurança reagem a estes ataques apareçam discursos inflamatórios de condenação."
Uma pergunta para o Georges: Porque esse comportamento da sociedade civil? Se me respondesse claramente a esta pergunta eu ficaria muito satisfeito.
Para mim a resposta eh simples: porque a sociedade civil sabe quem eh o maior culpado em tudo o que est'a contecer. Concorda comigo?
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ZACARIA said in reply to Francisco Moises...
Boa tarde .,
Mais uma vez caro Sr.Moises,sem surpresas,concordo com o que disse. Teriam ambos a ganhar se conseguissem conviver Frelimo e Renamo e Governar este POVO que bem merece.Não seria pedir muito um teto um prato de comida saneamento e luz para todos .Moçambique só com as jazidas que possui poderia se os governantes quisessem obviar estas pequenas coisa essenciais para uma vida humana condigna .Estou e estarei sempre com o povo Moçambicano,repito o Povo,que sempre me tratou o melhor que podia e sabia ,nunca estarei nem poderia estar com os governantes que conservam o POVO na miséria e atribuem a par e passo a culpa aos colonizadores .(é a unica coisa que sabem fazer de á 40 anos para cá) Nunca poderia estar com governantes que vêm a Europa fazer compras de luxos com os subsidios e ajudas financeiras que o Ocidente oferece ao POVO .
Enfim e muito mais ,não chegava este blog para esplanar tudo o que me vai na alma ....
Saudações Cordiais.,
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georges betty said in reply to Chacha...
...Todo extremismo,seja ele da direita ou da esquerda é inaceitavel e condenavel. Vamos imaginar em aceitar que TODAS as revendicaçoes do Afonso e dos ex-guerrilheiros da Renamo sejam legitimas....Será com armas, com violencia,com ameaças e com instabilidade social que a Renamo conseguirá obter as tais revindicaçoes?
O Povo deve contniuar a sofrer,inocentes devem continuar a morrerem injustamente?
O Afonso e a Renamo desencadeou uma guerra civil suja de 16 anos que causou mais de 2 milhoes de mortes e 5 milhoes de refugiados...Nao basta???
-Com batotas ou sem elas,com pariade ou sem ela o Afonso nao conseguiu ser eleito Presidente da Republica-Que aceite esta realidade,demita-se como lider da Renamo e vire a pagina....Que eu saiba,o Afonso é o unico lider politico de oposiçao que optou em viver na matas e a Renamo é o unico partido de oposiçao a nivel MUNDIAL que tem uma força militar paralela....Para o bem de Moçambique e para os Moçambicanos esta situaçao deve ter um fim...Mas,caros Senhores por que é que este ataque neste momento???...Na vespera das eleiçoes de Novembro???
...E quem preveniu o Afonso de que haveria um ataque????
...E por que é que o Afonso cria clima de instabilidade social e de panico só no Centro e no Norte????
...E por que é que ele saiu de Maputo???...Que eu saiba a vida dele nao estava em perigo!!!! Mas,será realmente o Afonso um verdadeiro Renamista??????...Ou um confusionista-infiltrado????...Dizem de que a morte dos irmaos Bombas foi ordenada pelo Afonso e dos Serviços secretos sul-africanos....Nao se esqueçam de que o proprio Sergio Viera-entao o chefe da SNASP tinha contactos com o chefe dos serviços secretos sul-africanos!!!!...Estas super-jogadas de jogos sujos entre o Afonso e a Frelimo parece que ainda estejam em activo....E até à data,ninguem da Frelimo ou da Renamo nos explicou as causas e os autores da morte do super espiao Jose Franscisco Mascarenhas...O enigmatico profile do Afonso:
O homem que se proclama como a pai da democracia em Moçambique mas é um ditador na Renamo!!!!linda favola!!
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Francisco Moises said in reply to José Carlos Cruz...
Estamos no limiar duma nova guerra civil, embora por enquanto com as escaramuças ocasionais e nao continuas nao se possa chamar como tal. Todavia, as condiçoes potenciais para uma guerra civil ja se reuniram com a possibilidade de operaçoes e contra operaçoes que possam se tornar continuas com a possibilidade de soldadescas do Zimbabwe e da Tanzania intervirem ao lado do regime da Frelimo em perigo.
A actuaçao militar da Frelimo contra a base de Sandjunjira demonstrou as insuficiencias da soldadesca da Frelimo que por agora tem o monopolio de armas e meios da guerra. Tomou um ano inteiro para preparar e lançar uma ofensiva que nao atingiu nenhumresultado tangivel. O exército frelimista nao tem a capacidade de lançar operaçoes de vasculha e perseguisaçao.
os meios que a Frelimo tem ficariam frustrados com tacticas de guerrilla que duramente puniriam a Frelimo e quaisquer mercenarios terroristas que viriam em defesa da Frelimo como aconteceu na guerra civil do passado.
É verdade que Moçambique é um pais desgovernado por uma camarilha do sul, de Gaza, com alguns poucos fantoches e lambebotas do centro e do norte. A camarilha gera para o seu proprio interesse e beneficio e so considera os interestes do sul e exclue os interesses do centro e do norte. Assim se entende o sentimento dos centristas e nortistas que gostariam de ver o sul formar a sua propria naçao e o centro e o norte, se concordarem, formar a sua propria naçao.
Mas o sul tem poucos recursos naturais e é arido sem a capacidade de produzir comida para a sua populaçao. E depende da comida vinda do norte e do centro. Nao tem carvao, nao tem gas. Guebuza e a sua familia nao teriam recursos para roubar.

Seria triste sim, mas na medida em que a Frelimo desgoverna Moçambique, eu nao detaria lagrimas. Estou cansado em apelar que a Frelimo considere o pais como uma entidade una e indivisivel.
Obviamente, pretos como selvagens nao podem se assentar e concordar numa separaçao como aconteceu entre os checos e os slovacos em que os dois paises se separam sem derramar o sangue de se quer um unico individuo.
No Canada, por duas vezes, a provincia do Québec realisou referendos de separaçao, mas cada vez a maioria na provincia votou para permanecer na federaçao. Se a maioria tivesse votado para sair da federaçao, a provincia teria se separado sem se disparar nenhum tiro.
Mas os separatistas (les séparatistes -- palavra péjorativa)gostariam de sair da federaçao, mas guardando o dollar, o passaporte e as pensoes canadianos. Os Estados Unidos querem ver um Canada uno e indivisivel.
Mas os pretos sao selvagens. Basta ver o Nigeria onde durante dois anos uma guerra civil dizimou 2 milhoes de pessoas durante a tentativa dos orientais estabelecerem o estado de Biafra.
O mesmo tipo de selvajaria acontecera em Moçambique para manter a entidade terrorial que os portugueses estabeleceram com os imperialistas ingleses e alemaes.
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Chacha said in reply to José Carlos Cruz...
"Talvez para satisfazer a ambição de ambos possamos dividir o país para cada um fazer eleições ao seu gosto e governar se as ganharem.
Esta hipótese não é longínqua. É bastante falada no centro e norte do país. Mas assusta-me. Acho que que nos vai levar a uma guerra regional. O que acha?"
Ser'a que eh uma hipotese baseada em algum dado do terreno? Eu vivo no centro, viajo para varias partes do centro. Nunca ouvi uma coisa dessas, sobre a divisao do pais. No norte, talvez. Mas o norte eh maioritariamente da frelimo, mesmo com as suas desgracas visiveis a olho nu.
A renamo nunca preconizou uma divisao, mesmo Dhlakama algumas vezes falou disso. Nao sei quem avanca essa hipotese. Provavelmente os espioes podem estar a dar eco essa hipotese no sentido de mostrar a perigosidade da oposicao. Bem, nao sei, mas nunca ouvi.
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JJLABORET said in reply to ZACARIA...
Isso é uma armação!
Nada se fala do tal militar que viajava junto aos civis! Isso porque o que interessa é apresentar mortes de civís. Há que ter civís mortos para apresentar ao mundo!
Cadê o militar? O que lhe aconteceu?
NADA! Nada mesmo porque era parte da FARSA, e seus camaradas travestidos de guerrilheiros não lhe tocariam!
Depois... foi só atribuir essa farsa a um ataque da Renamo!
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José Carlos Cruz said...
Dr Moisés, acha mesmo que estamos na II Guerra Civil? Pode ser que tenha razão, embora eu gostaria que estivesse enganado. Mas o seguinte raciocínio simples leva-nos também à sua conclusão - infelizmente.
Dhlakama está convencido que, no passado, venceu as eleições, ou melhor, que somou mais votos que Chissano e Guebuza, o mesmo se passando com a Renamo e a Frelimo. Mas por artes mágicas Chissano, Guebuza e Frelimo ganharam as eleições. Por meio de fraudes, portanto.
Sucede então que Dhlakama tem agora um objectivo: mostrar a todo o mundo que não é um falhado e que não só ganhou as eleições passadas como pode vencer novamente um pleito eleitoral contra a Frelimo em qualquer momento, desde que seja um processo transparente. Daí que vem a exigir a regra da paridade como condição sine qua non para a realização de quaisquer eleições em Moçambique.
Dhlakama não cede nem um milímetro. Ou regra da paridade ou não há mais eleições para ninguém. Que fique então a Frelimo e Guebuza a governarem ad infinitum, mas a sabermos que não foi por meio do voto que eles estão no poder. Dhlakama nunca foi derrotado!
Agora a posição da Frelimo é a de ceder em tudo menos permitir a regra da paridade. Já ofereceu dinheiro, joias, mulheres, palacios, o paraiso ... Sem sucesso. Dhlakama quer ser presidente. E ninguém lhe tira esta ideia da cabeça.
A Frelimo também não brinca em serviço e trata de se opor à Renamo com toda a violência que pode.
Portanto, Dr Moisés, estamos nesta situação, de dois casmurros que querem ser presidentes do mesmo país ao mesmo tempo.
Talvez para satisfazer a ambição de ambos possamos dividir o país para cada um fazer eleições ao seu gosto e governar se as ganharem.
Esta hipótese não é longínqua. É bastante falada no centro e norte do país. Mas assusta-me. Acho que que nos vai levar a uma guerra regional. O que acha?
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Francisco Moises said in reply to ZACARIA...
A mesma velha cantiga da Frelimo de sofrer baixas militares e dizer que foram civis que foram atingidos pelo inimigo. A mesma velha cantiga da Frelimo de perpretar massacres e depois atribui-los aos portugueses como acontecia as vezes e muitas vezes durante a chamada guerra da libertacao e mais tarde mais frequentemente durante a guerra civil para atribui-los a Renamo. Neste tempo a Renamo nao ganharia nada se matasse civis. Foi o apoio do povo que lhe permitiud urante a Primeira Guerra civil derrotar a Frelimo e os seus aliados do Zimbabwe e da Tanzania.
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ZACARIA said...
Boa tarde.,
É necessário saber realmente ,verdadeiramente quem fez este ataque .Se foi mesmo a Renamo (qual o interesse em matar crianças ?)Ou se foi agentes disfarçados da frelimo que esses sim atingindo crianças aumentam a visibilidade do ataque ,atribuindo-o á Renamo ...
Saudações Cordiais.,