domingo, 10 de março de 2019

Roubada e abandonada pelo amante, contrata a máfia para o emparedar vivo


O cadáver só agora foi descoberto, por acidente, quando a moradia onde estava o pilar entrou em obras

As autoridades italianas revelaram ter solucionado o mistério de um albanês de 41 anos que desapareceu em Génova em 2013. O seu cadáver – ou o que dele restava – foi descoberto em janeiro deste ano no interior de um pilar de uma moradia perto de Monza. Os assassinos terão sido quatro homens agora presos na Sicília.
O homem, de seu nome Lamaj Astrid, tinha sido amante de uma comerciante de joalharia de 64 anos. A certa altura deixou-a, roubando-lhe algumas joias. A mulher decidiu vingar-se. Contratou os sicilianos, que adotaram um método de execução relativamente tradicional nos meios mafiosos.
Ao que parece, o homem ainda estaria vivo quando o emparedaram dentro do cimento. Para além da crueldade, é um método particularmente seguro de esconder um cadáver. Neste caso, ele só foi descoberto porque a moradia em questão estava em obras. O atual proprietário não tinha a menor ideia do que lá se encontrava.
Falando ao "La Repubblica", um dos mais importantes diários do país, um responsável da polícia explicou que a mulher tinha contactos na máfia. "Um chefe mafioso terá acabado por dar o ok para o homicídio ir em frente, e os executores sicilianos foram ao norte de Italia executar a ordem".
O homem foi identificado graças a restos da sua roupa. A mandante, ao saber da descoberta do cadáver, terá tentado fugir. Foi detida próximo do aeroporto de Génova. Embora estes factos já tenham mais de um mês, só agora a polícia contou publicamente a história.

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