Nos últimos dias, é quase moda ouvir e ver reportagens de “estúpido” crescimento de casos de violência doméstica, em todos os sentidos da palavra.
A violência doméstica não é um fenómeno apenas moçambicano, e muito menos novo. É uma questão secular em todo mundo “que só foi denunciado a partir dos anos 60/70 pelos movimentos feministas” (Elves, 2005).
Ela se manifesta de várias formas: violência física, psicológica e sexual ou conjugal. Estas são as formas mais frequentes e mais reportadas na nossa sociedade. Mas não se descartam aqui as outras formas de violência.
Vários estudos indicam que, os homens são os maiores agressores e as mulheres as maiores vítimas. Este é um facto, queiramos como não, em todo mundo são reportados muitos casos de mulheres vítimas de violência doméstica e violência contra mulher.
Apontam-se, o alcoolismo, desemprego, baixa auto-estima, experiencias com maus tratos, depressão, precocidade etc, como algumas características de homens violentos para com as mulheres.
No entanto, quero aqui chamar atenção a dois (se calhar três) aspectos que devemos observar perante o actual cenário moçambicano.
I – Fenómeno queimas vs sociedade em que vivemos
A história manda dizer que o homem é o mais agressivo. Sem querer negar este facto, há aqui um fenómeno novo (queimas), todos dias reportado pela imprensa moçambicana, cujo agente do crime, são mulheres (jovens).
O fenómeno é marcado por cenas de queimaduras aos homens (cônjuges), usando óleo quente, combustível e finalmente aquilo que ninguém imaginava – caril quente (última reportagem exibida pela imprensa 04.04.2017).
Diante destas cenas, somos convidados a fazer uma análise profunda sobre:
1. Tipo de sociedade que somos?
2. Tipo de sociedade que estamos construir?
Analisando bem o que a imprensa reporta, nota-se que as agressoras praticam estes actos como resultado de uma frustração, aliada a falta de saída, perante vários problemas vividos entre os casais.
Ora, isso tem vindo a mexer um pouco com a minha cabeça, tendo em conta, as proporções que este fenómeno está atingir. Nota-se aqui, que há quebra total da moral social.
Perante estes factos, nos é transmitida uma mensagem muito perigosa para o futuro de toda uma sociedade – falta de diálogo e perdão. E chamo que há necessidade de uma educação moral cívica a todos os níveis (educação formal até 12ª classe). Precisamos de ensinar a nossa sociedade que a violência, nunca é uma solução dos nossos problemas.
Temos que ensinar a sociedade que a todos nós temos direito à vida. E ninguém, mais ninguém mesmo deve tirar a vida a outrem.
II – Mensagens sobre a violência doméstica
Chamo aqui, a uma breve reflexão sobre o nível de mensagens que nos últimos anos andamos a emitir, perante constantes casos de homens que violenta (vam) as suas companheiras. E sem querer magoar a ninguém, vejamos a forma em que a figura do homem foi tornada vulnerável.
Aliás, se nos lembramos, em quase todas mensagens que eram passadas sobre a violência doméstica, o homem era visto como o monstro. Daí que na altura foram criados até Gabinetes de Atendimento à mulher e criança vítimas da violência.
Logo a prior o facto de ser um Gabinete de Atendimento à Mulher e crianças vítimas da mulher, já descriminava o homem. A figura do homem, passou a ser vista toda ela má, e sem direito à protecção no caso em que se via ou é violentada – como hoje acontece com alguma fatalidade.
Por outro lado, várias organizações foram criadas com o intuito de defender os interesses da mulher (algo muito positivo e louvável). Mas fico com a sensação de que a mensagem foi mal direccionada ou talvez mal entendida.
Se ontem, o problema era homens muito violentos, hoje, me parece (sem estudo nenhum) que as coisas tendem a melhorar (poucos homens violentos), por este lado, acho que a mensagem está a surtir efeitos positivos.
Mas sim, o gráfico inverteu. As vítimas (fatais) são homens, e as mulheres estão a entrar em cena (agente do crime).
Isso revela para mim, alguma fragilidade na comunicação – o alvo a combater deveria e deve ser violência doméstica a todos os níveis, sem descriminação de suposto lado fraco das vítimas.
Aliás, a violência doméstica é um comportamento deliberado, do um agente que procura controlar outro, negando-lhe a sua liberdade (António Barbas 2016). Este é quanto a mim o mal maior. E não apenas, se basear na violência praticada contra a mulher, definida pela Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a mulher (2002) como, “qualquer acção, conduta baseada no género, que cause morte, dano (…) psicológico à mulher (…)”
É um facto, que a sociedade empiricamente olha para o ser mulher como fraca em relação ao homem (pelo que ela merecer maior atenção). Contudo, todos nós podemos parecer fracos fisicamente, mas jamais a nossa inteligência será fraca.
Se analisarmos hoje, o que se está passando em Moçambique, encontramos um certo demonstrar da inteligência (maligna) de algumas mulheres principalmente jovens, contra os seus cônjuges.
III- Silêncio estranho das organização defensoras da não-violência
O terceiro e último ponto, que me preocupa nesta história é o silêncio estranho das organizações que sempre gritaram (no bom sentido da palavra) contra a violência contra a mulher.
Se é que defendem (iam) a não-violência doméstica, seria de bom tom, que viessem a público, através de conferências de imprensas ou marchas (como já o fizeram) repudiar este novo fenómeno.
Por que a continuar assim, não imagino onde isso poderá parar. Fico com impressão de que, hoje olhar numa garrafa de cinco litros de óleo, é como se estivesse a olhar numa arma. Aliás, aquele óleo que todo mundo gosta para temperar a comidinha é usado para temperar a pele humana? Vamos parar aonde assim?
Será que temos que também ter organizações masculinistas para defender a causa dos homens fritos? Acho que não precisamos chegar a este nível.
Para terminar, quero aqui deixar uma mensagem à todos e todas: Nenhuma violência irá resolver as nossas diferenças. Se temos algum problema que os divide, melhor é dialogar, e se isso não resultar, o melhor caminho é separação.
Ninguém será preso por causa da separação. Mas a violência esta sim, nos leva a prisão e mais do que isso, ela é uma fatalidade social (para além da vítima também morre toda uma sociedade).
Digamos não a violência! Sim ao diálogo social e a reconciliação!
Noe Fernando Ngundo Ngundo As
organizacoes ora criadas eram da defesa da mulher vitima de violencia; e
hoje ao ser homem vitima desta violencia como em k a mensagem sera
transmitida? Precisa se com urgencia mudar o tom da mensagem sobre a
materia.
Aos menos atentos poderao me condenar dizendo k hoje existem gabinetes de atendimento do genero k tambem na sua atuacao defende o homem(masculino) vitima de violencia. Mas pela forma como o homem ja vinha sendo diabolizado parece estar se longe de entender o assunto como vem escrito hoje.
Apenas nha reflexao xpero k nao seja o proximo e k nao haja o proximo@
Aos menos atentos poderao me condenar dizendo k hoje existem gabinetes de atendimento do genero k tambem na sua atuacao defende o homem(masculino) vitima de violencia. Mas pela forma como o homem ja vinha sendo diabolizado parece estar se longe de entender o assunto como vem escrito hoje.
Apenas nha reflexao xpero k nao seja o proximo e k nao haja o proximo@

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