Desde os sete anos que Melita Matsinhe tem o piano como seu “anjo da guarda,” e ao longo da desta adulta carreira tem dedicado momentos emocionantes aos amantes da música através das suas cordas, tal como se prevê este fim- de-semana que se avizinha...
Apesar do seu semblante jovial, ela tem os mesmos anos que a independência de Moçambique. Razões até de sobra para que este ano seja de verdadeiro triunfo para a cantora e pianista Melita Matsinhe. E nada melhor que mais um espectáculo para fechar estas celebrações. Trata-se de “Em Paz...” - um momento para questionamentos sob forma de música. “Questiono essa paz, essa tranquilidade e felicidade que cada um de nós parece carregar”, confirmou. É o que se vai assistir amanhã, no Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM).
Na sua perfomance, a pianista terá o privilégio de ser acompanhada pelos instrumentistas Filipe Fumo, no contrabaixo, e Simão Nhancule, na percussão. Este trio é que vai comandar a noite de mais ou menos duas horas, apresentando fusões - sons e ritmos tradicionais como a marrabenta, o chihoda, mapiko e outros à mistura com sons clássicos e latinos, resultado da sua experiência no continente americano e noutros cantos do mundo.
“Tudo isto converge para um estilo de música que reflecte quem eu sou”, ressalvou, acrescentando que ousa a apresentar-se de uma forma complicada porque, em trio, de certa forma cada artista é independente. “Cada instrumentista apresenta-se quase que sem ‘roupagens’, ‘transparente’ e a mercê do seu público”, secundou.
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