sábado, 20 de junho de 2015

UM APELO À DHLAKAMA


Escrita por: Vladimir Guepatos
Não é de hoje que venho demostrando meu desagrado, estou completamente desapontado com tua atitude, marechal.
Sinto que alguma coisa falhou no Conselho Nacional, não traçou-se metas para alcançar e muito menos indicadores para monitor os pequenos objetivos apontados.
Se hoje a RENAMO falha, tudo vem da custa de ontem, se um partido que pretende governar não for organizado e cauteloso, veremos a boca do presidente tornar-se cada vez mais larga, fruto das gritarias começadas em 94.
Se após o 25 de Abril 74 a frelimo era apoiada por 98% da população moçambicana, hoje apenas 30% o apoia, isso devido a maturidade, a intelectualidade e da insatisfação da população actual. Essa queda gradual da frelimo pode servir de exemplo para a RENAMO mudar de estratégia, um velho ditado diz: "aprenda com os erros alheios, pois você não viverá tempo suficiente para comete-los todos sozinho".
Não se deve ignorar os resultados das eleições de 2004 e 2009, a RENAMO levou txaias, tudo fruto da incapacidade de levar a cabo a reivindicação da vitória das eleições de 99, o povo havia perdido fé na RENAMO e considerava-o uma ala frelimista que combinaram para brincar de democracia para enganar o ocidente.
Marechal, a vitoria planea-se anos antes, se a RENAMO não consegue colocar delegados de mesa em GAZA, Inhambane e Cabo Delgado é porque não soube se organizar com antecedência. Os preparativos para as eleições não começa 90 dias antes das eleições.
A política é uma ciência e se um cientista não consegue colher frutos da sua investigação em 30 anos, esse cientista ou é fracassado ou a investigação é fraca.
Convido que veja a arena política internacional, veja o Partido Republicano dos Estados Unidos, veja o Partido Socialista de Portugal, etc, a vitoria está vem preparada anos antes das eleições.
A RENAMO pode começar com um Conselho Nacional, eleições internas, reestruturação do quadro pessoal, estratégias de eleições tais como:
1. A determinação de ingressar nas próximas eleições.
2. Como ingressar.
3. Quais círculos e potenciais eleitores a prestar maior atenção.
4. A organização da estrutura eleitoral.
5. O programa/ manifesto eleitoral.
Se por ventura essas decisões e estratégias não forem tomadas, passará um século e a cantiga será a mesma.
Os erros mais frequentes nos partidos e candidatos eleitorais são:
1. Acreditar que basta ser famoso/veterano na política e a vontade de concorrer para vencer as eleições.
2. Assumir que o eleitor é perfeitamente racional e que entende de política como os que concorrem.
3. Sobrestimar as suas capacidades.
4. Ter dificuldades de assumir as suas próprias limitações.
5. Défice hierárquico no partido.
6. Ter demasiados tripulantes na embarcação.
7. Assumir que o carisma popular é tudo.
8. Confundir eleições com eleitores.
Entre outros erros.

Como evitar o insucesso eleitoral?
1. Preparar com antecedência às eleições
1.1. Analisar a motivação de concorrer.
Nesse ponto deve-se definir a ideologia partidária. NB: as ideologias são dinâmicas, o Windows 1975 já não funciona presentemente, deve-se fazer upgrade hoje o povo já está escolarizado (bem com má qualidade, mas está) passou os tempos de vamos construir escolas, vamos dar empregos, vamos dar comida, a luta continua, abaixa a pobreza absoluta, agora é a vez de como e onde serão construída as escolas, que tipo de emprego se trata, qual o salário mínimo, quem empregará, como vai alimentar o povo, qual a qualidade dos alimentos (sintéticos, orgânicos, teor de caloria), Como vai se combater a pobreza, a luta vai continuar com que tipo de arma.
2. Elaborar manifesto eleitoral, de forma rigorosa e baseando-se no cenário realista.
3. Definir estratégia clara para o partido.
4. Selecionar a equipa mais adequada.
5. Organizar o partido de forma que ajuste melhor aos objetivos traçados e às características ideológicas.
NB: se for Social Democrata não encabece o organograma com comunistas, trabalhistas, socialistas, conservadores, etc.
6. Trabalhar muito e falar pouco.

PS: o apelo está sujeito a críticas, sugestões e questões.
Escrita pelo proprietário da Verdade: Vladimir Guepatos
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