quarta-feira, 25 de setembro de 2019

chegou a hora de proclamarmos a insureiçção geral disarmada e democrática contra o regime colonial interno da Frelimo!" - extrato da mensagem por ocasião da passagem do 25 de Setembro.

"Da mesma maneira que Eduardo Mondlane corajosamente declarou a insurreição geral armada contra o colonialismo Português, chegou a hora de proclamarmos a insureiçção geral disarmada e democrática contra o regime colonial interno da Frelimo!" - extrato da mensagem por ocasião da passagem do 25 de Setembro.
Minhas Senhoras e meus Senhores;
Hoje, 25 de Setembro de 2019, celebramos o Quinquagésimo Quinto aniversário, do desencadeamento da luta de libertação nacional.
A luta de libertação nacional iniciada a 25 de Setembro de 1964, foi declarada como projecto de todos os Moçambicanos. Na altura, falou mais alto a nossa irmandade, a nossa moçambicanidade, o nosso desejo de libertar a terra e os homens. Apesar das divergências próprias de um parto, nasceu um movimento aglutinador, onde o pensar diferente era respeitado. Ninguém era inimigo de ninguém. Todos os Moçambicanos independentemente da sua origem étnica, provinciana, convicção religiosa, convicção política estavam irmanados na Moçambicanidade, e, por via disto o inimigo comum tinha sido identificado.
O tal inimigo era o colonialismo, o regime e não o povo português. Nas palavras do Doutor Eduardo Mondlane o fundador da unidade nacional, esta luta foi assumida por todos, pois lutava – se por um Moçambique e não por um partido.
Ao proclamar naquele dia, solenemente a Insurreição Geral Armada do Povo de Moçambique contra o colonialismo português, com vista à completa independência de Moçambique”, Eduardo Mondlane, tornava claro e lançava um repto que ninguém deveria ser discriminado e segregado com base na sua matriz política, em todas as fases do processo de luta pela dignidade do povo de Moçambique e mesmo no período além independência.
Eduardo Mondlane declarou a insurreição geral armada contra o colonialismo português em nome de todos nós. Não disse em nome de alguns de nós. Mensagem forte, inequívoca e incontestável, porquanto, todos ficamos a saber que a tarefa de libertar o Homem e a Terra era de todos os Moçambicanos e de cada um dos Moçambicanos.
Hoje, todos nós moçambicanos e moçambicanas, em todo País e na diáspora, devemos com maior honra e orgulho, recordamo-nos de todos aqueles que no dia 25 de Setembro de 1964, assumiram esta nobre e sublime missão.
Não interessa aonde estivermos, curvemo-nos diante deles, paguemo-los o merecido tributo e prestemo-los homenagem, pois, como colectividade participaram na luta com coragem, valentia, determinação, firmeza e bravura. A todos os combatentes pela liberdade, em nome dos Munícipes da cidade de Quelimane, dos cidadãos da Província da Zambézia e do Pais no geral, vai o nosso muito obrigado e em Vossa Honra elevamos bem alto a nossa gratidão.
Minhas Senhoras e meus Denhores caros Munícipes, Cidadãos, e Comptriotas
Depois dos Moçambicanos terem activamente participado na luta de libertação nacional e a consequente conquista da Independência, o discurso de Eduardo Mondlane foi literalmente rasgado pelos dirigentes de Moçambique, pois, a exclusão social, que foi a causa primária que levou aos Moçambicanos a pegarem em armas e lutar pela sua dignidade, este sonho esta completamente apagado.
Testemunhamos com desagrado e tristeza ao assistirmos um pequeno grupo de Moçambicanos apropriando-se da riqueza deste País, endividando todo um povo, vendendo a soberania e a independencia duramente conquistadas, colocando a maioria no limiar da pobreza. Se no dia 25 de Setembro de 1964, a insurreição geral armada era declarada em nome de todos os Moçambicanos, hoje só uma minoria é que detém toda a riqueza de Moçambique e tem usufruto dos resultados da luta que foi conduzida por todos. Depois da Independência instalou-se em Moçambique um reino de terror, de ódio, de vinganças, de intolerância e de todos os males que minam o progresso social e económico deste martirizado povo. Foi derrubado o colonialismo externo e instalou-se o colonialismo interno.
Moçambicanos e moçambicanas, caros compatriotas
A comemoração do dia do início da luta armada acontece num ano atípico onde vimos o país assolado e devastado por calamidades naturais, com vimos em particular a passagem do Ciclone IDAI no centro do Pais e Kenneth no norte. Vidas se perderam, famílias desalojadas e despojadas dos seus bens de forma catastrófica, infraestruturas públicas e privadas danificadas, digamos que esta dor ainda é sentida no País, porque a reconstrução e retorno a vida normal nas zonas assoladas parece ser utopia. Sim utopia porque a distribuição de alimentação assim como os kits de reconstrução, tem cores partidárias isto é, são vermelhos e vão para o vermelho e se não é do vermelho não tem direito, ou por outra esta excluído. Por outro lado, vimos material doado para as populações afectadas a ser desviado por membros do regime, uma atitude contrária do objectivo pelos quais se instalou o 25 de Setembro em 1964.
Minhas Senhoras, Meus Senhores, compatriotas
Lembremos que e comemoração deste ano acontece quando o Pais está em campanha eleitoral, uma plataforma criada, onde os vários partidos políticos competem apresentando suas ideias e propostas de governação, resultado da insurreição contra o regime comunista e do monopartidarismo instalado depois da independência em detrimento da democracia.
Homens de coragem, homens que dedicaram e tombaram a lutar por um Moçambique, lutaram para dar voz aos sem voz, como Filipe Samuel Magaia, Uria Simango, Celina Simango, André Matsangaiça, Padre Mateus Gwengere, Nkavandame, Afonso Dlakhama, Bonifácio Gruveta Massamba, José Carlos Lobo, Alberto Cassimo, Joaquim Maquival, Samora Machel, Siba Siba Macucua, Carlos Cardoso, Giles Cistac e outros… deram suas vidas pela democracia pela qual hoje estamos em campanha histórica e heróica porque pela primeira vez na historian de Moćambique a descentralização iniciará seus actos e efeitos ao elegermos os Governadores Províncias. Sem o retorno a Gorongosa do saudoso Presidente Afonso Dhlakama teriamos a eleição dos Governadores Provinciais?
Portanto queremos, usando desta epopeia, repudiar de forma categórica os actos macabros, desumanos, de intolerância politica e antidemocráticos perpetrados, em quase todo Pais, de forma a intimidar membros dos outros partidos, assaltando, espancando matando destruindo e queimando bens e residencias. A pergunta que fazemos e que não se quer calar e esta: foi para isto que Eduardo Mondlane proclamou a Insurreição Geral Armada contra o colonialismo Português? Ainda continuamos a seguir os ideias de Eduardo Mondlane, no Ano Eduardo Mondlane?
Moçambicanas e Mocambicanos! Caros Munícipes , cidadãos , Patriotas e compatriotas. Da mesma maneira que Eduardo Mondlane corajosamente declarou a insureiçãao geral armada contra o colonialismo Português, chegou a hora de proclamarmos a insurreição geral disarmada e democrática contra o regime colonial interno da Frelimo! Desta vez não precisamos de pagar em armas, bastando a caneta ou o dedo! Chegou a hora de nos libertarmos dos libertadores!
Até ao dia 15 de Outubro de 2019, dia do combate ao colonialismo interno e da verdadeira Libertação Democrática de Moçambique e do Povo Moçambicano!

O nosso muito obrigado
Manuel Alculete Lopes De Araújo
Cabeça de Lista Pela Renamo às Eleições Províncias na Zambézia
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1 comentário:

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    checar-up, o resultado saiu e testei NEGATIVO. Estou compartilhando isso com você, porque acredito que há alguém lá fora
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