terça-feira, 6 de março de 2018

AINDA SOBRE A ELEIÇAO INTERCALAR NAMPULA VAI A 2ª VOLTA


O Conselho de Ministros viabilizou a proposta apresentada pela Comissão Nacional de Eleições-CNE de realização da segunda volta do escrutínio eleitoral a 14 de Março, para eleição intercalar do presidente do município de Nampula, que irá colocar frente- a- frente os candidatos da Frelimo e da RENAMO, Amisse Cololo e Paulo Vahanle respectivamente, que saíram empatados na 1ª volta da eleição a 24 de Janeiro do ano em curso. A opinião geral entende que o processo eleitoral que ditou o empate entre estes dois candidatos, foi de algum modo viciado pelos órgãos eleitorais que dificultaram a vida aos eleitores, principalmente da zona periférica da cidade de Nampula, que é sobejamente apoiante da RENAMO. Os comentários coincidem sobre o facto de que o problema dos cadernos teve maior incidência nessas áreas predominantemente opostas ao regime que governa o país, suportado pelo partido Frelimo. É unânime a opinião de que em jogo limpo, o município de Nampula teria sido ganho pelo candidato renamista Paulo Vahanle. Contudo, verdade seja dita, se era impensável, que em 25 anos de democracia moçambicana pudesse haver repetição das eleições por ter havido empate ou irregularidades, ainda mais impensável é que isso aconteça por decisão do Conselho Constitucional (CC). Pelo que este acontecimento é uma data na história. A manobra ficou tão limitada que não houve outra alternativa, mesmo com muitas tentativas, Vahanle sobreviveu com o que restou dos seus votos. Na verdade, precisamos refrescar nossas memórias quanto aos eventos que antecederam a eleição intercalar de Nampula, quando a oposição em coro denunciou a existência de vícios nos cadernos eleitorais que o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), forneceu a estes. Os reclamantes, apresentaram provas e notificaram a CNE das irregularidades e esta por seu turno ordenou ao STAE para as devidas correcções. E, segundo constatamos, o STAE central solicitou os cadernos da base de dados da província de Nampula para a efectivação das dessas correcções, o que segundo apurámos, chegou a acontecer e depois do trabalho de correcção, os cadernos foram encaminhados de volta ao STAE provincial pelos técnicos do CPD. Só que mesmo depois das correcções realizadas em Maputo, Nampula evidenciou seu malabarismo na viciação destes, visto que no dia da votação, notouse a diferença nos cadernos da versão revista em Maputo com os existentes em algumas mesas. Face a essas ocorrências, pensa-se que a razão mais provável para a desordem dos cadernos, foi a junção lógica dos cadernos ao invés da junção física, ou por outra, os nomes dos eleitores foram retirados dos cadernos pequenos para constituir-se uma lista maior (único caderno). Daí existiu a possibilidade de infiltrar eleitores vindos de regiões fora do município. E isso foi obra da má fé de alguns elementos do STAE. A falta de verificação neste processo originou problemas com várias interpretações, visto que uma base de dados não pode por si só desordenar os eleitores ou exclui-los ou mesmo adicionar nomes. É preciso cuidarmo-nos dos vícios como essa da desordem dos cadernos eleitorais. Vigiar o sistema informático e acabar a impunidade dos infractores que impedem a expressão do voto popular, provocando “fraude” a favor de quem não representa a escolha popular. Importa observar que a CNE precisa melhorar o processo de contagem e divulgação dos resultados a tempo. Não precisamos continuar a ouvir informações filtradas por jornalistas censurados da Rádio Moçambique, quando divulgam resultantes das Assembleias de voto onde o vencedor é o candidato apoiado pelo partido governamental. Basta! É vergonhoso que isso continue acontecendo 25 anos depois dos Acordos de Roma que trouxeram a democracia no nosso país. Haja equilíbrio.


A Comissão Nacional de eleições marcou para 14 de Março próximo a realização da 2ª volta para as intercalar de Nampula depois da decisão do Conselho Constitucional tomada no passado dia 13 do mês corrente, que além de validar a intercalar de 24 de Janeiro determinou a realização da tão ansiosamente esperada 2ª volta. O candidato Paulo Vahanle e seus apoiantes estão empenhados em conquistar a maioria na segunda volta marcada para 14 do próximo mês de Março, depois do empate técnico provocado pelas falcatruas eleitorais de FRELIMO através do uso abusivo do poder de Estado para adulterar resultados viciando listas, cadernos, e enfim todo o processo eleitoral. Comícios, reuniões nos bairros, contactos interpessoais, estão consumindo o tempo do candidato e de todos os seus apoiantes em Nampula. É preciso tudo fazer para que a verdadeira vontade dos nampulences não seja uma vez mais escamoteada pelas viciações do processo eleitoral que constituem alta especialidade de alguns elementos que dentro dos órgãos eleitorais estão sabotando o processo. Segundo constatamos de membros do gabinete de campanha de Vahanle, o objectivo deste árduo trabalho é: “Tornar mais clara a mensagem eleitoral atravéz de encontros a todos os níveis.” Comparam ainda o trabalho que Vahanle realizando a uma autêntica cruzada em que o candidato do Partido da Perdiz faz da verdade o seu cavalo de batalha. Um dos interlocutores afirmou com esperança na vitória o seguinte: “Árduo trabalho tem o nosso candidato para levar o eleitorado ao voto certo, que assegurara a democracia e o desenvolvimento da cidade capital do Norte”.

De olhos postos nos próximos tempos da descentralização cuja conquista lhe confere brilhantes louros, a RENAMO reforça o trabalho dos quadros centrais ao nível das bases. A risco da própria vida, militantes e quadros de nível nacional calcurreiam as cidades, distritos e vilas, para falar com os seus colegas aos níveis locais interagindo para transmitir orientações e recolher preocupações, experiências e realidades. Depois de tempos de pouca actividade motivados pela situação politico-militar, a RENAMO está  empenhada agora em preparar as suas bases para dar corpo real à democracia conquistada pela força das armas e na sequência daquilo que ficou conhecido como “pressão militar” e consistia em bloquear a estrada nacional impedindo a circulação livre das mercadorias do Norte ao Sul e Vice-versa. Depois de testemunharmos muitas actividades levadas a cabo por brigadas presidenciais e do secretariado-geral pelas províncias, hoje, a brigada central da Liga da Feminina que a partir do mês de Janeiro desdobrou-se em trabalho pelo país. O nosso boletim testemunhou o encerramento da campanha realizada no Distrito Municipal de Kamavota, evento que culminou com um convívio entre os membros residentes que além de partilharem refeição também entregaram seus pés à dança à boa maneira Moçambicana. Sob orientação directa do Presidente Afonso Dhlakama as brigadas presidenciais que vinham trabalhando nas três regiões do país, nomeadamente, norte, centro e sul cuja agenda é : 1. Divulgação dos consensos alcançados no diálogo para a paz entre o Presidente Dhlakama e o presidente Nyusi. A brigada leva igualmente outros pontos na agenda: 2. Revitalização e consolidação da estrutura executiva do partido a todos os níveis a) Actualização da base de dados b) Quotização c) Capacitação contínua da estrutura executiva do partido3.Desafios e estratégias rumo à vitória nas eleições autárquicas de 2018 e nas gerais e provinciais de 2019 a) Envolvimento de todos os membros e simpatizantes em todas as etapas do processo eleitoral b) Formação e capacitação permanente de todos os quadros envolvidos nos processos eleitorais 4.Definição do perfil e critérios de pré- selecção dos candidatos a Presidentes de Municípios e a membros das Assembleias municipais. 5.Divulgação permanente da imagem do Presidente do Partido e das linhas gerais de governação da RENAMO.

N o âmbito de reestruturação e r e j u v e n e s c i m e n t o em curso, a Liga Nacional da Juventude da RENAMO (LNJR), conta desde o pretérito Janeiro de corrente, com novo elenco directivo nacional. Os novos timoneiros foram empossados pela Presidente da Liga Juvenil, Dra Maria Ivone Soares, para os Departamentos de Mobilização, Informação, Organização e estatística, Finanças, Administração e Poder Local, Assuntos Sociais e Desmobilizados, e Relações Exteriores, respectivamente Moniz Milinho, Baptista Cumbane, Fernandes Fernando, Daniela Ibraimo, Beltrano Augusto, Francisco Alface e Ivan Mazanga. Soares dirigindo-se aos empossados, apelou para maior entrega, dedicação e cumprimento dos estatutos e programas, de modo a trazer uma nova dinâmica àquela organização e que por sua vez, os empossados juraram e comprometeram-se a cumprir e fazer cumprir com zelo e dedicação todas as actividades emanadas no programa e estatutos da Liga da Juventude e do partido.

REVISITANDO A ÚLTIMA SESSÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Nesta edição decidimos revisitar a intervenção feita pelo deputado da Assembleia da República pela Bancada parlamentar da RENAMO, pelo círculo eleitoral de Tete e Membro da Comissao de Agricultura, Economia e Ambiente Juliano Victoria Picardo, no decurso da sessão finda, quando descursou a favor do meio ambiente no nosso país e particularmente na província de Tete. Passamos a transcrever na íntegra a sua intervenção: Sua Excelência Senhora Presidente da Assembleia da Repú- blica Todo o Protocolo Observado Em primeiro lugar, saúdo todo o povo moçambicano, em particular a população da Província de Tete, meu Circulo Eleitoral. Saudação especial, vai para Sua Excelência o Senhor Presidente da RENAMO, Afonso Macacho Marceta Dhlakama, líder incontestável e carismático, lutador incansável pela PAZ e DEMOCRACIA em Moçambique. 1. No que toca a maneio florestal de espécies nativas na Província de Tete, temos estado a verificar que as florestas estão a sofrer uma grande pressão, sendo esta província que possui maior número de licenças simples sendo aproximadamente 200 licenças quando o objecto é que a forma gradual se reduzam os operadores detentores de licenças simples. Uma gestão criteriosa das áreas concessionadas, permitir conhecer a área atribuída, espé- cies a abater, suas dimensões e quais as espécies a preservar com vista a não criar desequilíbrios na natureza sabido que as florestas, contribuem também para a retenção das aguas dos rios ecomo consequência da elevada pressão, as espé- cies valiosos como o pau rosa, nkula e umbila acabarão por desaparecer. No planeta, das 60 mil espé- cies estão em vias de extinção seno 300 em estado critico e Moçambique não a elevada pressão que as florestas tem estado a sofrer com abate indiscriminado. 2. Que medidas o Governo está a tomar esta situação. Outro aspecto preocupante, é a poluição do meio ambiente a que estão sujeitos os habitantes da Vila carboneira de Moatize derivado da exploração de carvão mineral a céu aberto. O transporte do mesmo, tem também afectado as populações da vila e as populações que vivem junto da linha férrea em direcção dos Portos da Beira e Nacala, afectando também a vegetação devido ao seu transporte em vagões sem protecção, espalhando poeiras ao longo do percurso. 3. Que acções o governo prevê tomar para da saúde dos reclusos. Meios de comunicação e infraestruturas. As estradas em vários distritos estão em péssimo estado de conservação, dificultando a livre circulação de pessoas e bens tendo como exemplos os distritos de Tsangano, Macanga, Mutarara e outros. Devido ao estado das mesmas, os cereais, hortícolas para alem da batata reno tornam-se caros e há também dificuldades de conservação dos mesmos devido a falta de infraestruturas para o efeito. 4. Energia, a energia fornecida pela EDM a nível da Província, tem tido a má qualidade, agravada com os constantes cortes nos distritos de Tsangano, Moatize e Angónia. 5. Água, tem havido falta de água nos municípios de Moatize e Ulonguè e Vila de Tsangano, o que obriga a população a percorrer longas distancias a procura deste precioso liquido. Mais não disse e o meu muito obrigado. 

O episódio tristemente ridículo da ocupação dos terrenos ao longo da linha férrea na cidade de Maputo, atesta a incompetência e o populismo do Governo da Frelimo, a irresponsabilidade e incompetência dos gestores dos CFM, a falta de visão dos governantes da Frelimo a nível local, e enfim, a fraca consciência de cidadania no nosso país. Houve assim tanta gente disposta a aceitar ser empurrada para o erro de construir quase sobre a linha férrea? Sorte. Não apareceu naquela altura em que os comboios haviam deixado de circular, algum chefezito que se lembrasse de fazer carregar a linha férrea para utilizar numa qualquer construção pessoal, pois teria sido retalhada a linha, para servir como pilar, ou como qualquer outra coisa de interesse particular, porque os que por direito e por dever velariam por aqueles bens se haviam esquecido do exercício das suas funções. O Governo faltou ao cumprimento do dever de conceder terreno àqueles cidadãos por isso deve agora arcar com as consequências. Juntamente com os desleixados dos CFM, devem identificar novo local e construir, novas residências equivalentes àquelas que estão sendo agora destruídas para aqueles moçambicanos poderem prosseguir a vida pelo menos a partir do mesmo ponto, aliás, não muito longe do mesmo ponto onde agora se encontram, pois há valores intangíveis cuja preservação se vai tornar impossível com esta transferência que a falta de visão dos governantes locias e dos gestores dos CFM impõe agora às famílias abrangidas. Porém, os próprios moçambicanos também devem ser inteligentes para saberem corrigir o seu voto. Não é ficando em casa, nem é votando em incapazes e incompetentes que as nossas vidas vão melhorar. Não é apenas ir votar. Precisamos também de aprender a ser exigentes em relação ao cumprimento das promessas eleitorais e à boa governação. Não é difícil, não precisa ser muito estudado, não precisa de muitos conselhos nem de nenhuma repreensão para atinar por sí mesmo que não se deve, não é correcto, rentável nem inteligente, construir em cima da linha férrea, em cima do mar, dentro do jardim zoológico, do cemitério.... Quando nos deixamos arrastar pelo desespero ao ponto de nos entregarmos a loucuras, apenas adiamos a resolução dos nossos problemas e enquanto esta se adia, eles se complicam e pioram cada vez mais. Também precisamos de abandonar a atitude de nos colocarmos propositadamente em situação de quem precisa ou merece ser indeminizado ou mobilizarmos nossos ente queridos para o fazerem. Temos que deixar de ter a perversão de valores como uma moda a seguir, para nos empenharmos na defesa e seguimento de condutas honestas e sermos mobilizadores de quantos nos rodeiam para que o façam também. Nunca devemos abandonar os princípios da moral e da honestidade que fazem parte de qualquer dos livros sagrados que a Frelimo, naqueles tempos de grande euforia revolucionária encetou esforços incontáveis para nos obrigar ou aliciar a abandonar. Que humilhante e vergonhoso é ver uma mãe perante as camaras das televisões reconhecendo que “eu fiz mal ao edificar a minha casa aqui, sei mesmo que devo sair daqui e ir construir noutro sítio, mas não consigo sair se não me ajudarem! Não é humilhante e vergonhoso apenas para a pessoa. Não. A maior vergonha é para os governantes e gestores de empresas que deixam que coisas como estas aconteçam, e é também para nós que consentimos que governos irresponsáveis se mantenham na nossa Ponta Vermelha. Temos que tirar este partido governamental pervertido da cadeira de Moisés, para que ele não continue a arrastar-nos para o vale da sombra da morte, e a um nível tão fundo e conspurcado que nem os nossos filhos possam conseguir fácilmente livrar-se de tal carga negativa. E não há campo para dúvidas ou exitações. O partido com capacidade de mudar a realidade de Moçambique é a RENAMO. 

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