TEMA PARA PESQUISA
Politica Externa do Presidente Guebuza: Amigos inimigos?
Introdução
Politica Externa do Presidente Guebuza: Amigos inimigos?
Introdução
O Presidente Armando Emilio Guebuza Desenvolveu uma politica externa
que o levou a varias partes do mundo onde recebeu honras de Estado e
ganhou varios prêmios prestigiados pela sua governação de dois mandatos
constitucionalmente permissíveis. Em termos politico-diplomáticos e ate
no senso comum, este facto constituiu, a primeira vista, um sinal de
simpatia, de amizade e de admiração.
Entretanto, no meio politico-diplomático, a simpatia, a amizade e a admiração nunca eh absorvida sem sem a devida analise critica e pragmática. A titulo de exemplo, os diplomatas e os analistas de inteligência sao treinados a saber desconfiar dos elogios. Esta postura critica faz muito sentido, pois, hoje os mesmos paises por onde o Presidente Guebuza recebeu venias, honras de Estado e prêmios prestigiados, estão a mostrar uma hostilidade fulminante.
Assim, ha varias perguntas que emergem para uma analise critica para perceber a postura dos paises em relação de Presidente Guebuza. A primeira de todas, eh: alguém que tem duvidas que alguns paises não gostam/ sao hostis ao Presidente Guebuza? Por que sera que alguns paises não gostam/ sao hostis ao Presidente Guebuza? Sera que essa hostilidade começou somente depois do Presidente Guebuza terminar os seus dois mandatos?
A minha hipótese eh que as respostas a todas a perguntas podem ser, de alguma forma, encontradas na politica externa do Presidente Guebuza, particularmente na seguinte frase: "Moçambique ja não eh um pais de quem se fala. Mocambique eh um pais com quem se fala" Armando Emilio Guebuza
Calton Cadeado
Ps: Em paises onde o debate académico eh vibrante, ha esta altura, ja teríamos um livro sobre a Politica Externa do Presidente Guebuza.... Em paises onde o debate académico eh vibrante, a estas alturas, ja teríamos um paper entitulado "Efeitos do "EMATUMGATE" na Politica Externa de Moçambique"... Em paises onde o debate académico eh vibrante, por estas alturas ja teríamos um paper sobre "A Influencia do SISE na Politica Externa de Moçambique"
Entretanto, no meio politico-diplomático, a simpatia, a amizade e a admiração nunca eh absorvida sem sem a devida analise critica e pragmática. A titulo de exemplo, os diplomatas e os analistas de inteligência sao treinados a saber desconfiar dos elogios. Esta postura critica faz muito sentido, pois, hoje os mesmos paises por onde o Presidente Guebuza recebeu venias, honras de Estado e prêmios prestigiados, estão a mostrar uma hostilidade fulminante.
Assim, ha varias perguntas que emergem para uma analise critica para perceber a postura dos paises em relação de Presidente Guebuza. A primeira de todas, eh: alguém que tem duvidas que alguns paises não gostam/ sao hostis ao Presidente Guebuza? Por que sera que alguns paises não gostam/ sao hostis ao Presidente Guebuza? Sera que essa hostilidade começou somente depois do Presidente Guebuza terminar os seus dois mandatos?
A minha hipótese eh que as respostas a todas a perguntas podem ser, de alguma forma, encontradas na politica externa do Presidente Guebuza, particularmente na seguinte frase: "Moçambique ja não eh um pais de quem se fala. Mocambique eh um pais com quem se fala" Armando Emilio Guebuza
Calton Cadeado
Ps: Em paises onde o debate académico eh vibrante, ha esta altura, ja teríamos um livro sobre a Politica Externa do Presidente Guebuza.... Em paises onde o debate académico eh vibrante, a estas alturas, ja teríamos um paper entitulado "Efeitos do "EMATUMGATE" na Politica Externa de Moçambique"... Em paises onde o debate académico eh vibrante, por estas alturas ja teríamos um paper sobre "A Influencia do SISE na Politica Externa de Moçambique"
Domus Oikos Boa reflexão. De facto. A produção científica em Moçambique é deficitária e minuta.
José Marra A
minha pergunta aos estimados professores é muito simples e
propedêutica, como a do iletrado, pela ingenuidade que denota: será
realmente deficitária a investigação em Moçambique ou ela é
condicionada? E se é condicionada, por quem com que razões? Vejo muitos e
bons pesquisadores que até estudaram na diáspora... todavia, o que sai
da boca deles não precisa ciência para compreender.
Sergio Gomes Hehehehehe....
Há um ensaio oficial nesse sentindo que foi engavetado acredito. Pelo
que percebi seria algo Laudatório e não analítico. Algo projectado por
um grupo faz tudo. Para o qual Especialidade não conta. A seguir a minha
contribuição à sua proposta.
Analiticamente a minha sugestão seria a mudança do título para "Política Externa de Moçambique no Período Guebuza." Tem implicações teóricas e metodológicas diferentes. Já me explico de forma sumária.
Considerar Política Externa de Guebuza ou de qualquer outra Pessoa já está em desuso em Análise de Política Externa. Isso incluí a Análise da Política Externa dos Estados Africanos onde a abordagem psicólogica perceptual ganhou campo e consolidação alimentada pelo carácter do Estado Pós Colonial. A personificação da Política Externa remete-nos a uma perspectiva reducionista - a psicológica perceptual - cujo pressuposto assenta no facto do Líder agir, em política Externa, de acordo com o seu livre arbítrio e guiado APENAS pelo seu quadro idiossincrático.
O debate na área de Analise de Politica Externa procura demitir essa noção propondo abordagens que integram a multiplicidade de factores que condicionam e/ou viabilizam o comportamento externo de um ESTADO (como actor soberano de Política Externa).
Uma abordagem integrada vai permitir identificar o Líder não no seu modo Free Willing mas sim como Agência (Agency) que transporta a sua própria estrutura e cuja acção é em nome do Estado que representa. Neste caso, deixamos de nos concentrar unicamente na "Primeira Imagem" para colocar a atenção analítica sobre as condições criadas ou emergentes da interação constitutiva entre as intenções da Agency e a estrutura.
Essas condições informam as possibilidades e impossibilidade de actuação externa bem como a natureza dos resultados (sucesso ou fracasso). ..... Ishhhhhhh estou a falar muito..... (risos). Mas fica a dica e a minha disponibilidade para acompanhar o debate nesta perspectiva integrada e não na perspetiva reducionista.
Analiticamente a minha sugestão seria a mudança do título para "Política Externa de Moçambique no Período Guebuza." Tem implicações teóricas e metodológicas diferentes. Já me explico de forma sumária.
Considerar Política Externa de Guebuza ou de qualquer outra Pessoa já está em desuso em Análise de Política Externa. Isso incluí a Análise da Política Externa dos Estados Africanos onde a abordagem psicólogica perceptual ganhou campo e consolidação alimentada pelo carácter do Estado Pós Colonial. A personificação da Política Externa remete-nos a uma perspectiva reducionista - a psicológica perceptual - cujo pressuposto assenta no facto do Líder agir, em política Externa, de acordo com o seu livre arbítrio e guiado APENAS pelo seu quadro idiossincrático.
O debate na área de Analise de Politica Externa procura demitir essa noção propondo abordagens que integram a multiplicidade de factores que condicionam e/ou viabilizam o comportamento externo de um ESTADO (como actor soberano de Política Externa).
Uma abordagem integrada vai permitir identificar o Líder não no seu modo Free Willing mas sim como Agência (Agency) que transporta a sua própria estrutura e cuja acção é em nome do Estado que representa. Neste caso, deixamos de nos concentrar unicamente na "Primeira Imagem" para colocar a atenção analítica sobre as condições criadas ou emergentes da interação constitutiva entre as intenções da Agency e a estrutura.
Essas condições informam as possibilidades e impossibilidade de actuação externa bem como a natureza dos resultados (sucesso ou fracasso). ..... Ishhhhhhh estou a falar muito..... (risos). Mas fica a dica e a minha disponibilidade para acompanhar o debate nesta perspectiva integrada e não na perspetiva reducionista.
Raul Chambote Sergio Gomes....assim está criticamente/analiticamente coloco um scope aceitável do estudo
Elisio Macamo a
produção de livro no nosso país é muito cara. há mais dinheiro para
publicações da indústria do desenvolvimento do que para publicações
académicas. as produções académicas teriam que ser compradas para serem
viáveis, mas mesmo um livro com uma tiragem
de 500 exemplares leva anos para se esgotar mesmo sabendo que há muitos
universitários que precisam dos conteúdos. para esgotar o livro você
precisa de levar 500 pessoas ao lançamento... mas há uma saída: são os
trabalhos de fim de curso. existem sobre essas temáticas? os docentes
encorajam os seus estudantes a trabalhar sobre esses temas?
Calton Cadeado A produção de um livro esta, de facto, cara em Moçambique. Mas, Prof. Elisio Macamo,
existe a opção dos artigos que não sao caros. Eu acho que o problema eh
que nos não estamos a viver DA academia, NA academia e PARA a academia.
So para ter um exemplo, ha um tempo
atras, alguns pesquisadores reclamaram a inexistências de revistas
cientificas para publicação. Em resposta, foi criada uma janela para
publicação, mas, logo a seguir, veio o argumento de que falta dinheiro
para fazer pesquisa de campo, o que eh verdade. No entanto, isso não
significa que a eliminação de pesquisas como revisão literária, por
exemplo, que ja eh um bom ponta pe de saída. Nem isso, não estamos a
fazer. Escrever artigos e publicar no academia. edu para os académicos
se envolverem no debate e, acima de tudo, para os estudantes poderem
engajar em debates criticas com os docentes e pesquisadores.
Calton Cadeado Quanto aos livros, Prof. Elisio Macamo,
eu acho que o livro so vai ter mercado e ficar mais barato quando nos
engajarmos verdadeiramente no debate académico. Eu explico-me. Muitos
dos grandes livros nas grandes academias começaram como artigos/ papers publicados
em revistas cientificas e foram criticados. Em função da repercussão do
debate e a relevância percebida, surgiram os livros. Essa eh a
trajetória que nos não estamos a seguir. Muitos de nos estamos a correr
para os livros e no final do dia, so começamos e nunca terminamos os
livros.
Calton Cadeado Eu
sugiro um novo modelo de fazer as coisas ligadas a produção e
publicação de artigos e livros académicos/ científicos. Por exemplo, as
cerimonias de lançamento de livros não deviam ser pura e simplesmente
simbólicas para apresentar o livro e dizer comprem.
Essas cerimonias deviam ser um primeiro momento de debate critico, por
exemplo num formato de painel. O lançamento de livro não deve se resumir
somente a aquele momento formal de apresentação do livro. O autor ou os
autores dos livros DEVEM ter no seu roteiro de lançamento, discussões
das obras nas televisões, nas radios e nas universidades. Isto significa
dizer, por exemplo, a cerimonia de lançamento de um livro tem que
durar, no mínimo um mês... A isto, o meu colega Paulo Wache considera
estrategia de marketing que deve ser bem desenvolvida no sistema de
produção e difusão de obras cientificas ou qualquer outro tipo de
outras.
Juma Aiuba Há
como fazer um trabalho com esses temas e terminar sem uma bala na
testa? No meu trabalho de licenciatura tentei escrever sobre "A
comunicação social e o poder político em Moçambique". Preciso dizer que
desisti?
Calton Cadeado Juma Aiuba,
meu caro amigo! Moçambique eh um pais livre. Eu escrevi um trabalho
sobre etnicidade em Moçambique. Esse assunto ainda eh muito quente no
nosso jovem processo de construção e consolidação do Estado. Mas,
constatei que os chefes no topo da liderança
do Estado estão mais dispostos a falar do assunto, hoje, do que os
pequeninos. esses, os pequeninos, eh que criam fantasmas que impedem o
debate académico. Se estas a fazer um trabalho para propósitos
académicos, meu caro amigo, foca no trabalho académico e a liberdade
permite pensar criticamente...! Nos casos em que o discurso eh de
glorificação de narrativas, não custa nada dizer isso na sua analise
critica e depois colocar o seu sentido critico. O Livro sobre Urias
Simango eh prova de que, mesmo com toda a tentativa de banir o livro, o
livro esta ai. Estamos num pais livre, meu caro! Pelo menos eu sinto que
estou num pais livre para pensar criticamente ate para criticar o
governo, mas nunca por em causa o ESTADO!
Fernando Mazanga Nao
sera porque esses paises nao "viam" Armando Guebuza mas Moçambuque
representado por este? Nao sera porque nao ha amigos e inimigos
permanentes? Nao seria porque nesses elogios e premiaçoes ainda nao
haviam sido"desveladas" algumas zonas de penumbra
calafetadas pelo respeito ao principio de nao ingerencia nos assuntos
internos? Escrever livros, fazer debates sobre figuras, sera e é
importante. Acredito que AEM nao seria o unico a ser objecto de
estudo...Afonso Dhlakama estaria a liderar a lista dos que mereceriam
esse estudo, senao vejamos:
- fez parte do 3 exercitos havidos em Moçambique, nomeadamente, Portugues, da FRENTE DA LIBERTAÇAO DE MOÇAMBIQUE e por fim, da RENAMO.
-Com espirito altruista e em prol do bem colectivo, aceitou e aceita sacrificios. Nesta sua forma de fazer, de ser e estar, atraiu inimigos que o combateram e ainda o combatem tenazmente com palavras e accoes. Curioso ê que depois é compreendido, "acarinhado" e glorificado. Avacalhado por defender suas conviccoes e ovacionado quando consegue "convencer" os seus detractores, nao é, Dr. Cadeado?
- fez parte do 3 exercitos havidos em Moçambique, nomeadamente, Portugues, da FRENTE DA LIBERTAÇAO DE MOÇAMBIQUE e por fim, da RENAMO.
-Com espirito altruista e em prol do bem colectivo, aceitou e aceita sacrificios. Nesta sua forma de fazer, de ser e estar, atraiu inimigos que o combateram e ainda o combatem tenazmente com palavras e accoes. Curioso ê que depois é compreendido, "acarinhado" e glorificado. Avacalhado por defender suas conviccoes e ovacionado quando consegue "convencer" os seus detractores, nao é, Dr. Cadeado?
Calton Cadeado Amigo Fernando Mazanga!
Eu concordo plenamente com a sua observação. As perguntas que coloca
sao pertinentes para explorar todos os ângulos de analise. Assim se faz o
conhecimento. Quanto a Dhlakama, meu caro amigo, eu ja convidei algumas
pessoas da recamo para irem a minha
sala de aulas para falar criticamente da Renato e ate de liderá-lo. Mas,
curiosamente, muitos contaram inúmeras historias. Ate hoje, so consegui
levar um único membro da RENAMO, no caso o ilustre Jeremias Pondeca.
Essa foi uma aula fantástica, pois os estudantes ouviram uma narrativa
que ja ouviram no espaço publico, mas nunca tiveram oportunidade de
confrontar criticamente. Jeremias Pondeca recebeu criticas de jovens
estudantes que estão com a adrenalina no alto, mas também disse a sua
versão.
Calton Cadeado Amigo Fernando Mazanga!
Eu ja propus muitas vezes que os intelectuais da Renato e os que não
sao intelectuais da recamo escrevessem livro sobre Dhlakama. Mas,
curiosamente, ninguém aparece a envolver-se nesse exercício! Por que
sera?! Dhlakama pode muito bem escrever as suas memórias e colocar a
discussão. Por que sera que não esta a escrever?
Rajabo Macuede Prof
Calton! A sua visão é muito boa, as academias devem promover estes
debates de modo a imortalizar os feitos do Presidente Guebuza, quanto
aos elogios quando são demasiados temos que desconfiar......
Calton Cadeado Rajabo Macuede,
meu caro amigo! Imortalizar alguém pode ser com elogios, mas também com
criticas negativas. O Sentido eh pegar todos ângulos de analise. Hoje,
meu caro amigo, ha autores que estão a elevar o Presidente Zamora Machel
aa um patamar que antes era impensável,
as vezes, por pessoas que diabolizaran-no. Não posso falar muito na
dimensão de politica externa, pois ainda não tenho autoridade para o
efeito e não existem estudos sistemáticos de critica e contra critica.
Saddam Hussein foi elogiado pelo seu ativismo na politica externa contra
Irao, mas hoje existe uma monte de livros que mostram o líder campeão
de miscalculations espetaculares que um principiante de politica não
cometeria (estou a exagerar). Aqui, por exemplo, Sergio Gomes, o nível de analise individual joga um papel fundamental - fear factor...!










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