sábado, 21 de fevereiro de 2015

As entradas de leão, e a saída de sendeiro, do Syriza



A Grécia teve de ceder em quase tudo. De tal forma que pouco sobra das principais bandeiras eleitorais do Syriza. Porque a realidade é a realidade. E porque, ao negociar, a arrogância é má conselheira

O Syriza “hollandou”. Não cedeu ainda em tudo, mas já foi obrigado a deixar cair muitas das suas promessas eleitorais. E nem um mês passou da ida às urnas.

Diz o povo, e com razão, que “entradas de leão, saídas de sendeiro”. Foi exactamente o que aconteceu. É por isso que não são possíveis duas leituras do acordo a que se chegou no Eurogrupo: eram 18 contra um, e os 18 tiveram ganho de causa em quase todas as alíneas. O que ficou de fora serve mais para salvar a face aos gregos (por enquanto) do que para qualquer outra coisa mais.

Recapitulemos. A promessa eleitoral de Tsipras era que iria renegociar a dívida, obter um perdão substancial (metade?) e formar uma coligação de convocasse uma conferência europeia sobre as dívidas soberanas. A seguir, Varoufakis andou pela Europa a tentar vender uma solução para a dívida grega que já não falava em perdão, mas implicaria sempre grandes perdas para os credores. Na sexta-feira o acordo diz taxativamente que a Grécia se compromete a honrar as suas dívidas e os seus prazos de pagamento.

No discurso de vitória da noite eleitoral, Tsipras proclamou que o memorando tinha acabado e troika também. No acordo ficou escrito que o memorando passou a chamar-se “o actual acordo” e a troika mudou de nome para “as instituições”, algo que estas, de resto, agradecem. Os técnicos que costumavam visitar Atenas vão continuar a visitar – e a vigiar – Atenas. O dinheiro também só voltará a fluir para a Grécia quando “as instituições” e o Eurogrupo aprovarem.

Na primeira reunião do Governo, realizada com as portas escancaradas e as televisões a transmitirem em directo, foram anunciadas medidas que representavam uma violação clara dos acordos com que a Grécia se tinha comprometido, como o imediato aumento do salário mínimo ou a suspensão das privatizações. Agora, no acordo do Eurogrupo, a Grécia aceitou que não tomará “medidas unilaterais”.

O único ponto de abertura do Eurogrupo foi para alterar as metas do excedente primário. É algo que a Grécia poderia ter obtido com uma negociação mais normal – como de resto obtivera no passado e Portugal também já obteve.

Julgo por isso que Vital Moreira tem toda razão: “o novo Governo grego teve de abandonar todos os seus objetivos “antiausteritários”: nem corte na dívida, nem fim da austeridade orçamental, nem reversão das medidas tomadas, nem novo empréstimo à margem do programa de resgate em vigor (que o Syriza tinha declarado morto e sepultado), nem fim da supervisão da troika (que só perde o nome).”

No dia a seguir às eleições gregas escrevi – a contravapor de toda a euforia que por aí ia – que naquele momento é que começavam as dificuldades do Syriza. Não esperava que a realidade me desse razão tão depressa.

Porque é que Tsipras e Varoufakis tiveram de mudar de política tão depressa?

A resposta é simples, cristalinamente simples: porque a Grécia não tinha dinheiro. Não tinha dinheiro para pagar os empréstimos nas datas previstas. Começava também a não ter dinheiro nos bancos, de onde os gregos estavam a levantar mil milhões de euros por dia não apenas para os colocar fora do país, mas também para nos guardar na gavetas, nos frigoríficos e, sim, claro, debaixo dos colchões. Arriscava-se a nem sequer ter dinheiro para pagar aos funcionários e aos pensionistas porque os contribuintes estavam a deixar de pagar impostos (menos 40% de receita do que o previsto só em Janeiro).

Nada disto deveria ter sido uma surpresa para o novo governo grego pois ou era uma decorrência dos acordos que o país assinara, ou a reacção normal de cidadãos assustados com a possibilidade de uma saída do euro e do regresso ao dracma. Mas a dimensão do colapso financeiro que estava em curso e as consequências do facto simples de o BCE ter semi-cerrado as torneiras do dinheiro deixaram o executivo de Atenas entre a espada e a parede. Só lhe restava ceder.

Mas há mais: a estratégia confrontacional e hipermediatizada do governogrego foi a pior possível se realmente queria chegar a um bom acordo. Desde o primeiro dia que Tsipras optou pela guerra aberta, às vezes quase pelo insulto, tal como desde o primeiro aeroporto estrangeiro em que aterrou que Varoufakis preferiu sempre explicar primeiro aos jornalistas aquilo que pretendia e só depois reunir-se com os seus parceiros. Atenas fez subir a parada, porventura pensando – como pensam sempre os revolucionários – que levantaria “as massas” europeias em seu apoio. As “massas” ficaram-se por uns magros ajuntamentos (em Portugal nem se deu por eles e pelo seu fracasso) ao mesmo tempo que as opiniões públicas, sobretudo nos países que mais pesam, passaram a ser mais exigentes com os seus governos. A opção pelo confronto aberto fez com que os ministros das Finanças tivessem menos margem para quaisquer cedências, pois toda a negociação se tornou pública e uma espécie de combate de gladiadores. O estilo iconoclasta levado ao limite de Varoufakis (que agora até usa a gola do casaco levantada, para ser original), quando não a sua má criação, ainda tornaram mais difíceis as negociações.

Mas o ponto essencial, e que a Grécia pareceu esquecer, é que um país não pode pedir apoio e ao mesmo tempo formular as condições, como recordou o social-democrata Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, no final da reunião de sexta-feira.

E foi assim que Varoufakis acabou a dar uma conferência de imprensa a tentar apresentar como uma vitória o que era uma derrota, uma conferência de imprensa a lembrar aquela em que Sócrates quis apresentar aos portugueses os termos do Memorando de Entendimento como uma grande vitória do seu governo. Viu-se aqui, ver-se-á na Grécia.

E agora, o que se segue?

Antes do mais segue-se que o acordo de sexta-feira é apenas um pré-acordo. Ainda tudo pode descarrilar, é bom ter isso bem presente. A primeira dificuldade do governo de Atenas será vender o acordo aos seus próprios deputados. Isto ao mesmo tempo que tem de cumprir um prazo de 72 horas para, finalmente, apresentar as medidas concretas que permitam aos parceiros ter garantias de que o que foi assinado não tem apenas o valor de um papel cheio de boas intenções. Só depois de essas medidas serem aprovadas pelos técnicos da “ex-troika” e validadas pelo Eurogrupo é que o acordo poderá ser dado por concluído. A seguir haverá nova avaliação no final de Abril. Isto antes de o período de extensão do financiamento caducar no final de Junho, isto é, na véspera de a Grécia ter de pagar 6.9 mil milhões em empréstimos que vencem em Julho e Agosto. Ou seja, a Espada de Dâmocles da falta de dinheiro continuará, ameaçadora, sobre as cabeças de Tsipras e Varoufakis.

As coisas não tinham de correr desta forma, mas correram porque tudo o que o governo grego fez nestas semanas foi agravar o clima de falta de confiança que a vitória do Syriza já criara nas outras capitais europeias. A arrogância com que, logo depois das eleições, Varoufakis disse, em várias entrevistas, que sabia que, no fim, a Alemanha acabaria sempre por ceder voltou-se contra ele. A petulância com que Tsipras anunciou que não cumpriria as regras europeias também não o ajudou a encontrar um só aliado no Eurogrupo. Nem sequer Chipre, quanto mais a Itália ou a França.

Este processo deve também fazer-nos reflectir sobre algumas coisas que por aí se vão dizendo. A mais comum de todas é que teria bastado a Portugal “bater o pé” ou “dar murros na mesa” para, nestes anos, ter conseguido melhores condições. E que no futuro deve ser esse o caminho. Já se vira o que essa estratégia de muita garganta e pouca substância rendera a François Hollande, agora está a ver-se o que ela trouxe a Alexis Tsipras.

A Irlanda e Portugal, ao longo destes anos, tiveram algumas negociações complicadas no Eurogrupo. E choques com “as instituições”. No nosso caso esteve-se mesmo à beira da ruptura durante a sétima avaliação. Mas os dois países foram conseguindo melhorar as suas condições, já lograram renegociar aqui e além as suas dívidas e as taxas de juro associadas. Portugal até o conseguiu concluir uma dessas renegociações esta semana, no meio da tempestade grega.

Sempre houve quem achasse, e quem continua a achar, que gritando em Portugal contra aquilo a que agora se chama “as instituições” se obteriam melhores resultados em Bruxelas. Não será altura de aprenderem um pouco com os erros e os fracassos alheios?
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87 COMENTÁRIOS

A Grécia está falida e como todos os falidos veio pedir dinheiro à “família”.Mas ,como o Syriza enganou os gregos ,veio com fanfarronadas de mau pagador,Agora,leva trabalhinho para casa e depois talvez leve uns tostões.Só para a “esquerda”mais estúpida da Europa,a nossa, aquilo foi uma vitória.E a culpa é da Maria Luís,a fada má que substitui a Merkel na fantadia

Nem mais !
É altura dos gregos deixarem as esplanadas e voltarem ao campo.
Na verdade, a melhor solução para a Grécia era a saída do Euro, podendo depois imprimir milhões de drakmas para pagar vencimentos e pensões.
A Europa só teria a ganhar com esse cenário, mesmo que nunca mais recebesse os empréstimos feitos à Grécia. Porém, em nenhum dos casos irá receber.

Quem é o povo? São os 20 % que votaram no PSD em 2011 Sr. Fernando?

A Maria Luís acabou com a carreira política dela naquela triste exibição na conferência de imprensa com o MinFin alemão. O alemão utilizou-a, instrumentalizou-a, fez dela um boneco, para o seu jogo de pressão sobre a Grécia. Num país que se dê ao respeito aquela sra. NUNCA MAIS teria qualquer cargo de governo.

Para si, a carreira política dela nunca começou porque você é do outro lado. Portanto algo que nunca começou também não pode acabar.

Quem decide sobre se uma carreira política acaba ou não, não é você. É o povo (felizmente).

Nunca será eleita para nada. Pode ser nomeada. Eleita? Acho impossível. Basta passar o vídeo daquela tristíssima exibição de infantilização do país à mãos daquela pessoa que para nossa infelicidade é ministra das finanças para que a maioria do eleitor se sinta enojado. Há sempre uns que gostam. Como você.

Então deixe-me dizer-lhe que embora não tenha votado neste governo, se esta senhora se candidatasse, levava com muita facilidade, o meu voto.

É das poucas pessoas que vi e vejo a defender realmente Portugal de forma séria e responsável, sabendo que “não é com vinagre que se apanham moscas” nem na praça pública que se negoceia.

Como digo, há sempre quem goste de subserviência abjecta. Não digo que ela não tivesse quem votasse nela, digo que não tem quem a eleja. A maioria do povo português ainda tem alguma vergonha na cara.

Infelizmente, a maioria do povo português pode ter vergonha na cara mas uma larga maioria dele não percebe nada do que se passa e vai/é levado na conversa de alguns. Principalmente na “conversa” do facilitismo e de quem também tem pouca informação ou que mente deliberadamente para atingir os seus próprios fins (aquilo a que se chama demagogia).

E quanto a gostar de “subserviência abjecta”, gosto tanto dela como imagino o senhor.

Mas deixe-me que lhe diga, meu caro, que não se trata de subserviência, trata-se de maturidade para saber estar em sociedade e saber que há princípios e valores como a palavra de honra e o comprometimento nos compromissos onde não se diz que “sim” hoje e amanhã diz-se “não”.

A dona Maria permitiu-se sentar, ouvir e secundar o MinFin alemão a dizer que o programa da troika em Portugal correu bem. Com o país mais pobre, com mais desemprego, mais dívida, maior emigração, vir dizer que correu bem é não ter vergonha na cara, é aceitar que o país fosse um boneco nas mãos do alemão para que ele pressionasse a Grécia.

Que mau perder têm os blokistas, até acham que o MinFin da Alemanha precisava de qualquer MinFin de outro País para dizer ou tomar decisões? Tenham juízo, ainda não perceberam que a torneira está no BCE mas, as bombas e a torneira estão bem protegidas pelos deputados e tribunal Constitucional no BCA.

Que país é que se refere quando diz: “Com o país mais pobre, com mais desemprego, mais dívida, maior emigração” ?

“Mais” relativo a quê ? aos outros países do Mundo? da União Europeia ? É que nem se for só da “Peninsula Ibérica” o que diz sobre o desemprego ou emigração é verdade.

Volto-lhe a dizer…informe-se e sustente a sua opinião com FACTOS credíveis e não apenas com a “ideia” pessoal que possa ter sobre a situação.

Relativo ao início do programa da troika.

Errado! A Maria Luis, como refere, defendeu e bem os interesses de Portugal.
Não podemos pactuar com a demagogia daqueles que não tendo dinheiro querem continuar a viver acima das suas possibilidades, à custa dos outros.
Já demos o nosso contributo para a Grécia, como os outros países europeus. Agora, cabe à Grécia saber gerir o seu futuro.
Antes de sermos isto ou aquilo, “Somos Portugal “!

O José Manuel Fernandes anda muito desatento às declarações de Varoufakis, citado pelo jornal Expresso:

“Ao contrário do governo anterior nós não nos comprometemos a cortar nas pensões e aumentar o IVA nos próximos meses”, argumenta o ministro. A outra grande vitória é ter conseguido negociar o objetivo do saldo primário – diferença entre receitas e despesas do estado – para 2015. Em vez de um superavit de 3% exigido pela “antiga Troika”, o valor terá agora em conta “as circunstâncias económicas”.
O governo grego está também satisfeito por poder decidir, ainda que em conjunto com as instituições, a lista de reformas a implementar na Grécia nos próximos meses. “Não vamos mais seguir um guião que nos foi imposto por agências externas”.

“Alguém tem de ter a mente muito pequena para dizer que assinámos o anterior programa”, remata.

Esta é a enorme diferença entre um Governo patriótico, o grego, e um desgoverno vergonhoso, o português.

O resto é apenas o azedume incontrolado dos lambe-botas do desgoverno português.

Não se esqueça que JMF faz parte da turma do “abençoada Troika”. O Juncker andou a limpar o chão com esta malta ontem porque ao dizer que a troika pecou contra a dignidade do país está a implicar que os troikistas nacionais contribuiram para a indignidade porque fomos passando. Só um governo estúpido não acha indigno receber ordens de funcionários de instituições internacionais, às quais Portugal pertence.

Discuta as ideias, não fuja às questões, não insulte.

Se a coisa veio no Expresso, conforme testemunho de Artur Baptista da Silva, é verdade

E outra grande vitória é que a palavra “instituições” vem substituir a palavra “troika” (curiosamente uma palavra “inventada” pelos syrizas para denominar as “instituições”).

Este texto do José Manuel Fernandes é de uma enorme desonestidade intelectual.

Senão vejamos:

No respectivo título, dá por adqurido ” as entradas de leão e as saídas de sendeiro, do Syriza”

Mas, ao correr da pena, o mesmo articulista diz:

“Antes do mais segue-se que o acordo de sexta-feira é apenas um pré-acordo. O governo de Atenas ficou com 72 horas para, finalmente, apresentar as medidas concretas que permitam aos parceiros ter garantias de que o que foi assinado não tem apenas o valor de um papel de boas intenções. Só depois dessas medidas serem aprovadas pelos técnicos da “ex-troika” e validadas pelo Eurogrupo é que o acordo poderá ser dado por concluído”

Então, se assim é, se ainda nem sequer são conhecidas as medidas concretas que vão ser aprovadas pelo Eurogrupo, como é possível saber-se qual a exacta medida dos ” ganhos” ou ” perdas” do governo grego ?

A contradição é patente.

Por outro lado, será de boa corecção jornalística, o José Manuel Fernandes ignorar que não foi o partido político Syriza que estabeleceu as negociações com o Eurogrupo ?

Não seria minimamente ético não confundir o Syriza, partido político vencedor das recentes eleições gregas, com o respectivo governo ?

O José Manuel Fernandes ainda tem muito que aprender em matéria de correcção e coerência jornaliísticas.

“Então, se assim é, se ainda nem sequer são conhecidas as medidas concretas que vão ser aprovadas pelo Eurogrupo, como é possível saber-se qual a exacta medida dos ” ganhos” ou ” perdas” do governo grego ?”

A perda maior é a da suposta soberania, dado que a Grécia condicionou a sua acção política a um consenso com a Troika, e concordou com a supervisou da Troika. A Troika que Tsipras continua, como politico vergonhoso que é, a dizer que morreu.

É um derrota total, e o que ele vai fazer agora é negociar alternativas tal como podia ter feito à porta fechada (e como fez Portugal). Se provavelmente até tinha sido melhor, dado que as alternativas não seriam tão escrutinadas pelos jornalistas e restantes povos da zona Euro.

E você chama governo patriótico a um governo liderado por Tsipras que declara que a Troika acabou (quando não acabou, só mudou de nome) e que austeridade acabou (quando, como você próprio afirma, ainda não se sabe). Patriótico ou mentiroso?

A mim impressiona-me ver que há muitos comentadores que não gostariam que o povo grego melhorasse as suas condições de vida, nem apreciam que o actual governo grego procure minorar os efeitos devastadores das medidas impostas pela troika.Será talvez um caso do foro da psiquiatria ou da psicanálise. Os sádicos também gostam de ver os outros sofrer e os serial killer afinam pele mesmo diapasão. Neste mundo ,há gente para todo o tipo de carácter. Até para defenderem cegamente as medidas do nosso actual governo. José Manuel Fernandes é apenas um deles.

O que me impressiona é pessoas perderem tempo a insultar outros comentadores em vez de refutarem aquilo que foi dito, assumindo que a opinião discordante resulta de uma patologia qualquer.

Todos querem que os povos melhorem o seu nível de vida, discordam é do caminho para lá chegar. Eu acho que as atitudes do Syriza vão piorar as condições de vida do povo grego, daí não concordar com as suas atitudes.

E independentemente disso não posso apoiar declarações mentirosas como as de Tsipras que declara (outra vez) o fim da Troika, quando esta apenas mudou de nome para ele salvar a face. É um mentiroso que assumo a estupidez de quem o elegeu.

1 -“O que me impressiona é pessoas perderem tempo a insultar outros comentadores em vez de refutarem aquilo que foi dito, assumindo que a opinião discordante resulta de uma patologia qualquer”

2 -“E independentemente disso não posso apoiar declarações mentirosas como as de Tsipras que declara (outra vez) o fim da Troika, quando esta apenas mudou de nome para ele salvar a face. É um mentiroso que assumo a estupidez de quem o elegeu”

Como exemplo de quem se pretendia insurgir contra os comentários supostamente insultuosos, o João Sousa acaba fazer uma demonstração clara de como se pode borrar a pintura toda de uma forrma perfeitamente incoerente e hipócrita.

1 – Eu comentei o conteúdo do seu comentário portanto não sei onde está a hipocrisia. Não tenho culpa do seu comentário ser um ataque à pessoa em vez de considerações sobre o tema em questão.
2 – Não sei exactamente onde está a incoerência, só se for o “assumo” que é um erro tipográfico já que devia ler “assume” em “O Tsipras assume a estupidez de quem o elegeu”.

O meu caro está carregadinho de razão. Estúpido é imaginar que as tais medidas concretas. nada mais são que as acções com que o governo grego terá de garantir alcançar os resultados EXIGIDOS pelas “entidades”.

É tudo uma questão de narrativa…

Não seria preciso ter grande perspicácia para saber que não poderia haver acordo possível com dois vencedores. Com as condições (para não falar do modo lamentável e terceiro mundista) apresentadas pelo governo grego (não esquecer as propostas aprovadas no primeiro conselho de ministros), ou a UE aceitando implodia, ou o governo grego perdendo (como já se vê) acabará por cair na Grécia às mãos do descontentamento popular, vítima da sua própria demagogia e irresponsabilidade.
Achei caricato que na conferência de imprensa Varofakis garanta o pagamento da dívida, quando a tese principal da esquerda homóloga nacional partisse sempre do pressuposto de que a dívida era impagável (incluindo uma parte do PS).

“Syriza “hollandou”. Não cedeu ainda em tudo, mas já foi obrigado a deixar cair muitas das suas promessas eleitorais.”

Como é que é possível ser tão estúpido. Alguém durante este s anos de austeridade viu uma tentativa como esta de lutar contra o poder e a direcção vigente. Não viram. O governo grego lutou. Não consegiu vencer mas isso acontece a quem luta, nem sempre vence. Em todo o caso o pouco que conseguiu já é melhor do que o que estava. Este idiota, habitante do intestino do Passos Coelho, é daqueles para quem nem sequer vale a pena tentar lutar.

Você precisa de insultar as pessoas? Por acaso escreve com um espelho à sua frente?

É assim tão difícial aceitar que cada pessoa tem um pensamento político próprio e inalienável?

Exacto. O governo grego tem tido uma atitude digna e patriótica, tem lutado pela melhoria das condições de vida do seu povo, procurando obter, junto das instituições europeias, um tratamento mais adequado à retirada da Grécia das condições deploráveis, em que foi colocada por uma estúpida política subserviente da Nova Democracia. E os habituais defensores do nosso desgoverno servilista ficam muito irritados por verem que há na Europa um Governo que não verga a cerviz perante os ditames inanes desse política iditota.

É fácil de entender. No fundo, eles sabem bem que o desgoverno nacional se tem comportado, nesta matéria, de uma forma nacionalmente vergonhosa.

Custa-lhes a reconhecer isso, mas a vida é assim mesmo.

Se a ignorância, como a do senhor, valesse apenas 1 centimo, teríamos o país sem dívidas e acredito que estaríamos a competir para o país mais rico do mundo…

Como é possível o senhor ser tão ignorante e analfabeto ??
Sim, porque só um analfabeto e total ignorante na matéria é que pode achar esta “forma de lutar contra o poder e direcção vigente” como séria, responsável e ganhadora. Acredita mesmo que esta forma irá trazer algum fruto ou beneficio ao povo grego ?!? é preciso mesmo acreditar no Pai Natal…
Acha mesmo que este desgoverno grego ganhou alguma coisa com este “acordo” para além de meros sinónimos semânticos ??
Perguntou-lhe, onde está o perdão de divida ? a sua renegociação ? os aumentos do salário mínimo? a re-contratação dos funcionários públicos? o “empréstimo” de dinheiro SEM qualquer contrapartida ???

É mesmo assim tapadinho ??

Que tal começar a instruir-se e a conhecer melhor os assuntos para poder ter uma opinião mais informada

Então, senhor Leonardo, estalou-lhe o verniz ? É isso que vocemecê anda a aprender na cartilha direitista ? Ó homem, veja se aprende a não ser tão boçal e primário.

Então, vocemecê não vislumbra nenhuma diferença entre o servilista desgoverno português e a atitude patriótica do Governo grego, que luta pela melhoria das condições de vida do povo que o elegeu ?

Qual é o seu exemplo ético de referência ? O daquele político trapaceiro português, que, quando estava na oposição, jurava a pés juntos que não iria aumentar os impostos e que, quando se apanhou no poleiro, fez exactamente o contrário do que prometeu, numa das mais infames manobras de fraude política, que o nosso país já conheceu ?

Aquele que tudo fez para massacrar de austeridade as camadas mais frágeis e desprotegidas da sociedade portuguesa e que tem tido uma atitude de constante benevolência com os beneficiários das PPP, dos contratos swap, do escândalo dos submarinos e por aí fora ?

Com aqueles que nomeiam para a chefia dos centros distritais de segurança social os seus apaniguados político-partidários ?

É neste tipo de gente que vocemecê confia, aplaude e branqueia ?

É nesse tipo de gente que você confia ?

Pode parecer-lhe complicado de entender, mas eu não sou desta Direita e nem este governo levou o meu voto.

Mas dito isto, deixe-me dizer-lhe que o caso Grego, não é a negociar na praça pública, nem a minar a confiança com os parceiros da EU, que o actual desgoverno irá conseguir levar “frutos” para casa. A demagogia é tal que dão como vitória o que foi uma derrota em quase toda a linha. Como diria Pirro (o grego) mais uma vitória como esta e perdemos a guerra..
Veremos as “medidas inteligentes” que vão propor para terem acesso ao empréstimo nos próximos dias…

E, respondendo à sua questão, Sim, vislumbro TODA a diferença entre o governo Grego e o governo Português.

Num vejo um programa difícil que acabou com sucesso, com confiança readquirida internacionalmente e onde lá fora os jornais e as entidades falam com respeito e admiração de Portugal. Pagamos hoje os juros mais baixos da nossa história para que nos continuem a emprestar. Sofremos um ajuste bruto mas estamos a sair do buraco. O desemprego está a baixar, a economia dá sinais de crescimento. Como curiosidade 2014 foi o único ano desde 1970 que a economia cresceu SEM aumentar a despesa pública primária (Isto, a quem sabe tirar ilações, diz muito). Até começámos a pagar alguma da dívida mais cedo.

Se este caminho continuasse, não tenho dúvidas que começaríamos a ter espaço para reduzir impostos e aos poucos voltar a ganhar tudo o que se perdeu. Infelizmente, acredito que o nosso próximo governo irá mais facilmente ceder ao facilitismo e inverter o actual caminho do que continuar a criar as condições para que exista um crescimento real e sustentável, sem recurso a mais dívida.

No outro lado, vejo um governo recém-eleito que a primeira coisa que fez foi dizer que os compromisso que foram feitos para trás iriam ser revogados. Vejo um 3º programa no horizonte sem saber como este 2º irá terminar. Vejo a comunidade internacional sem confiança nem crédito no país Grécia. Vejo os juros altos, o desemprego a continuar aumentar, a economia a cair. Uma fuga de capitais dos bancos como não há memória. Vejo o tesouro público neste momento sem dinheiro (depois de em Dezembro ter havido um pequeno superávit).

Vejo isto tudo e vejo também um conjunto de pessoas a achar que ESTE é o caminho a seguir…

Em relação aos restantes argumentos, não tenho tempo para lhe responder item a item. Mas digo-lhe isto: A austeridade do nosso programa NÃO recaiu nas camada mais frágeis e desprotegidas como refere e como esquerda continua a referir. Se quiser não ser tão cego recomendo-lhe esta leitura na página 18:http://www.portugal.gov.pt/media/1348545/orcamento%20cidadao.pdf

Lá poderá ler que 66% da população com os rendimentos mais baixos contribuem com apenas 4% de toda a receita de IRS. Ao mesmo tempo os 0.6% mais ricos de Portugal contribuem com 21% da receita total.

Pode aproveitar o documento para verificar várias outros erros dos seus argumentos…

Mas quando é que os caloteiros dos alemães pagam aos gregos os 162 mil milhões de euros, que lhe devem, em reparações de guerra ?

Essa questão já não interessa aos habituais críticos do governo grego ?

Não existem tribunais internacionais para colocarem a caloteira Alemanha no banco dos réus ou o completo pagamento das dívidas só é exigível aos países da periferia ?

Já ouviu falar no tratado “dois por quatro” que foi assinado em Moscovo no início dos anos 90? Leia e informe-se.

Lá encontrará a resposta para a sua questão.

Ai sim ? Então mostre aí a sua sabedoria acerca desse tratado.

” Lá encontrará a resposta para a sua questão”

Que é ?…

Que tal ir inteirar-se primeiro dos assunto antes de dizer barbaridades??

Ou o saber, inteirar-se dos assuntos, tentar saber do que se fala, ‘e coisa muito complicada?? Bom, bom, ‘e um gaijo poder dizer as maiores barbaridades sem ter um mínimo de conhecimento dos assuntos?? Porque isso da muito trabalho não ‘e?? Clicar em “responder” e debitar uns disparates ‘e mais fácil.

Porque tudo o resto da cá uma canseira.

Esse tratado de 1990 foi a oficialização total e final do perdão de 1953.

Um perdão de 62% da dívida com o restante a ser indexado a 5% das exportações com a salvaguarda de em qualquer ano que a Alemanha precisasse desses 5% que ela poderia não entregar para pagamento.

Então, onde você pensa que tem razão, você simplesmente nos faz lembrar como em 1990 a Alemanha foi isentada dos pagamentos que estavam incluidos no acordo de 1953 que já tinha efectuado o perdão mencionado.

Mas eu não sei se você tem a inteligência necessária a entender que a sua referência funciona contra você. Repito, o acordo de 1990 foi a conclusão do perdão de 1953.

“Que tal ir inteirar-se primeiro dos assunto antes de dizer barbaridades??

Ou o saber, inteirar-se dos assuntos, tentar saber do que se fala, ‘e coisa muito complicada?? Bom, bom, ‘e um gaijo poder dizer as maiores barbaridades sem ter um mínimo de conhecimento dos assuntos?? Porque isso da muito trabalho não ‘e?? Clicar em “responder” e debitar uns disparates ‘e mais fácil.

Porque tudo o resto da cá uma canseira”

Luciano Patrão

E que tal você começar por instruir-se no domínio da língua portuguesa ?

Não fica nada bem a um ” gaijo” como você.

Sou critico do governo grego por causa disso: estão sempre a esquecer-se. De ora em vez, se por acordarem com um pé destapado, ou por surto psicótico, lá se lembram que os alemães lhes devem qualquer coisinha.

162 mil milhões. Podiam arredondar para dar conta certa, mas não, que tudo somadinho dá 162. Mais os zeros.

Penso até que eles não sabem direito das contas deles, pelo tempo passado a fazerem a conta dos alemães.

Da próxima vez que não esquecerem, espero que já tenham acrescentado juros. Só para os joelhos dos banqueiros tremelicarem ainda mais

1 – O Syriza esteve a léguas de alcançar os pomposos objetivos políticos que prometeu antes das eleições, a vociferada mudança radical, que lhe assegurou o voto e a conquista do poder. Agora manipulam a semântica, o que sempre constituiu um refúgio político da esquerda – ex. as famosas democracias populares, que eram de facto ditaduras.
2 – Os efeitos imediatos da sua actuação foram dramáticos, com fuga ou levantamento de milhares de milhões de euros do sistema bancário – com este volume não foram só os ricos, a classe média também se preveniu – e a população em geral deixou de pagar impostos.
3 – Se isto não é falta de credibilidade na sua política…!
O/s acordo/s impostos pela UE, por muito que desagradem à esquerda, voltarão a credibilizar o regime, exceto se o Syriza escolher a opção da resistência passiva – assina, mas não faz – o que gerará conflitos permanentes com a Troyka ( sem eufemismos ).
4 – Os comentadores e simpatizantes da esquerda “ortodoxa”, podem dar as voltas de retórica que lhes aprouver, mas que os respectivos regimes, por mais ricos ( commodities) e poderosos que sejam, acabam sempre no descalabro económico e financeiro, tendo que recorrer a medidas liberais para serem recuperados – URSS, Venezuela, Cuba, China antes dos dois sistemas, e numa asserção parcial o Brasil de Dilma, Países Nórdicos dos anos 80/90,….- é uma pecha que até à data nenhum génio resolveu.
5 – Os regimes capitalistas e liberais também sofrem crises, mas resolvem-nas sem terem de abandonar o respetivo modelo económico, nem impor mão de ferro sobre o sistema judicial, media, fraudes eleitorais, etc.

Só não percebi as “commodities”.

Matérias primas, recursos naturais – gas, petróleo, carvão, minérios, agro-alimentos, etc..

No fundo depois desta enorme novela aconteceu tudo o que Paul Krugman e o NYTimes previram, a Grécia ia forçar ao máximo para conseguir bastante sabendo que se contentava com a redução do surplus primário e a Alemanha e os Governos queridos da Troika iam ameaçar não haver acordo e no fim lá se ia permitir a revisão do surplus primário exigido. Muita parra e pouca uva, bastava ao Syriza ter sido franco de início que tinha logo o que queria, agora vamos ver o que faz com os significativos milhares de milhões que ganhou, se vão para as oligarquias ou para a economia. A partir de agora é que vale a pena seguir a Grécia, menos novela e mais acção.

Para aqueles que aqui falam das vitórias referentes ao IVA e pensões convém lembrar que a margem que a Europa deu foi trocar medidas por outras desde que os resultado orçamental ficasse igual.
E não se vê muito bem aonde é que Tsipras vai encontrar medidas menos impopulares para substituir aquelas. E no final terá um novo problema. As medidas impopulares que apresentar serão novas e da sua exclusiva responsabilidade. Não se poderá desculpar com decisões anteriores ou com as imposições da troika.

Ao retirarem os dinheiro dos bancos os gregos demonstraram a confiança que tinham no Syriza

Ao falar da teoria dos jogos Varoufakis falou que a dada altura as pessoas não se importam com o resultado mas com o fazerem o que é correcto. Na sua hipermania não se apercebeu que se há algo que a Europa nunca permitirá pôr em causa é o seu institucionalismo que sempre foi o seu cimento.

Que pena estar este forum invadido de esquerdistas mentecaptos. Fazem perder muito tempo.
Se assim não fosse seria um lugar aprazível.
Quanto aos gregos, talvez muitos de vós não tenham tido qualquer experiência pessoal, não sabem falar sem acabar, invariàvelmente, qualquer frase, sem uma blasfêmia.
E que imaginação para as blasfêmias.
O discurso é sempre feito com imensa ênfase, autoafirmação, e várias blasfêmias. Nunca conheci outro povo parecido.
Quanto a complexo de superioridade, só parecidos com os florentinos.

O JMF tem andado extremamente nervoso desde a vitória do Syriza e esta crónica é mais um sinal de completo desnorte político. Calma, Homem, ainda há esperança que a Grécia rebente. Mais umas fugazinhas de capital e talvez aquilo vá mesmo abaixo, temos que manter a esperança.

A atuação do Syriza e do Governo grego são exemplares, manifestando abertura ao diálogo e propostas concretas para resolver o complicado problema grego. O Governo grego atuou com dignidade e elevação, ao contrário do rastejante Governo português.

E afinal quem se mostrou radical? A Alemanha (e já agora o Governo português, num exercício de lambe-botismo ridículo, que envergonha o nosso país).

E quem se mostrou flexível, moderado e aberto ao diálogo? A Grécia e o seu Governo do Syriza.

Penso que os gregos têm todas as razões para estar orgulhosos da escolha que fizeram.

Nem mais…

“A atuação do Syriza e do Governo grego são exemplares”

O Tsipras declarar que a Troika acabou quando apenas mudou de nome é “actuação exemplar”? Mentir aos seus eleitores é “dignidade e elevação”?

A cegueira ideológica perdoa tudo.

JPF,
1 – Está fora de questão desejar que a Grécia rebente ou considera-los calões, como comentou num outro artigo.
2 – Mas, pelo muito que se tem escrito, em várias áreas, fruto da profundidade e prolongamento da respetiva crise, percebe-se que há graves disfunções:
Corrupção verdadeiramente endémica, fuga e fraude fiscal generalizada, dependência profunda do Estado, com os tais exemplos limite que não vou aqui repetir.
3 – A culpa não é do Syriza que nunca foi Governo.
4 – Sem escamotear a questão, a responsabilidade é de todo o Povo e do respetivo sistema político que, chegado a este estado de paroxismo, necessita da lamentável racionalidade vinda do exterior.
É triste, mas é a realidade de muitos Países, incluindo o nosso, com as suas crises ciclícas, que internamente ninguém consegue evitar e debelar.
5 – Quando o Syriza se apresenta eleitoralmente com uma agenda assente na negação e reversão das medidas corretivas e numa lógica de incêndio das opiniões públicas europeias contra as mesmas, bem como de mera criatividade financeira – reduzir a dívida; propor pagar o restante, tarde, mal e nunca, repor SMN e pensões para um nível insustentável face à debilidade da economia – é óbvio que perde credibilidade.
Acresce que os seus referenciais internacionais e eventuais financiadores partidários, fazem temer o pior – Irão, Venezuela, Argentina, Cuba – estes sim com ” Castas” pornograficamente corruptas, apesar da retórica de alegada defesa dos pobres.
6 – No Estado do Illinois, Rahm Emanuel, do Partido Democrata, no espectro de esquerda da política norte-americana, tem combatido com tenacidade a dificílima situação económica e financeira que herdou ( suponho que de um Governador Republicano ), com medidas idênticas às adotadas pela UE, de redução de funcionários públicos e pensões, combate aos diversos “vested interests”, muitos deles sindicais, em particular os dos professores, na defesa intransigente da diversidade e qualidade do ensino, promovendo as oportunidades dos alunos pobres, mas capazes e dedicados, por forma a fazer funcionar o crucial “elevador social “.
7 – Acima de tudo há bons ou maus políticos; mas é praticamente impossível ser-se bom político a dizer apenas o que cada grupo e corporação pretende no imediato. E isto é sempre difícil seja qual for a latitude ou longitude do País.

Lá vem Cuba e a Venezuela. Esqueceu-se da Coreia do Norte. Homem, investigue o que está em causa no problema grego e deixe-se de chavões, mude da cassete para o MP3. isso já não se usa.

E não compare nenhuma situação dos EUA com Portugal, são realidades diferentes, desde logo por no primeiro caso temos “um Estado e uma moeda”. Não há comparação possível.

A austeridade nunca provou funcionar, exceto quando nos encontramos num clima expansionista, quando é preciso fazer correções e não há mais ninguém a ser austero entre os principais parceiros económicos.

“A austeridade nunca provou funcionar”

Defina “A austeridade funcionar”. É que eu acho muito interessa essa, ainda hoje o Galamba e a Ana Drago na SIC Noticias berravam que não tinha funcionado.

É factual verificar que existe mais pobreza e desemprego, mas é falacioso dizer que sem austeridade estávamos melhor, porque a alternativa que só dependia de nós era o default à la Argentina.

Você acha que tivéssemos escolhido a via do default e saída do Euro estávamos melhor? Por esse sim é o termo de comparação.

Disse arrogância, senhor JMF?
Vindo de quem vem a acusação, e dos amigos que tem – Schauble – ainda tem a lata de falar em arrogância?

Most Frequently Asked Questions sobre a Grécia:

1) Diz-se que os gregos não cumpriram, que não fizeram o “ajustamento”, e por isso é que estão tão mal. Isto é verdade?

Resposta: Não é verdade. A Grécia foi o país que mais “ajustou”. Nenhum outro país cortou tanto na despesa como a Grécia. Como resultado, o saldo orçamental primário grego passou de cerca de 10% do PIB NEGATIVOS, para um saldo POSITIVO de quase 3% do PIB em 2014. Uma evolução que apenas a Alemanha acompanhou, e que foi muito superior à de Portugal.

2) Os gregos não cortaram nos salários. Certo?

Resposta: Errado. Segundo o Eurostat a Grécia, desde 2008, cortou 18,6%. Portugal cortou “apenas” 5,2%.

3) Diz-se que os gregos são preguiçosos, que só querem subsídios, que não querem trabalhar. Isto é verdade?

Resposta: Não há qualquer evidência que demonstre que o povo grego é mais ou menos preguiçoso que qualquer outro.
Os dados objetivos até parecem desmentir essa teoria: o número médio de horas de trabalho por ano na Grécia é superior a 2100, enquanto na Alemanha não chega a 1400. O número de horas de trabalho na Grécia é muito superior à média europeia e segundo a OCDE, só no México se trabalha mais horas que na Grécia.

4) Ouvi dizer que os gregos são os campeões das reformas antecipadas. Isto é correto?

Resposta: Não é. Apenas cerca de 12% dos gregos se reformam antecipadamente. Em Portugal essa percentagem é superior a 57%. Também a média de idades de abandono do mercado de trabalho é superior à média da Zona Euro.

5) Os impostos na Grécia são mais baixos que no resto da UE, verdade?

Resposta: falso. A Grécia aplica uma das taxas marginais mais altas sobre empresas e famílias (46% contra 39% na UE). Somando as contribuições sociais, a Grécia é um dos países que mais penalizam o contribuinte.

6) Os gregos não pouco qualificados, não são?

Resposta: Não é bem assim. Mais de 63% da população entre os 15 e os 24 anos permanece no sistema de ensino. Portugal está abaixo desta percentagem, assim como está pior em outras referências, relativamente aos gregos.

Fantástico! Com tão bons indicadores como será que chegaram ao nivel a que chegaram? Mistério!!!

Leia em baixo a continuação e perceba.

O problema é que você faz as perguntas que lhe interessam, falta as inconvenientes como:
– Ouvi dizer que a Grécia tinha o maior número de funcionários públicos por habitante.
– Ouvi dizer que a Grécia tinha dos níveis mais elevados de evasão fiscal.

Depois tem tiradas falaciosas como a da reforma antecipada que fala dos 12% vs os 57% dos portugueses. Convém ter em conta o número de anos que se antecipa e principalmente as penalizações. Comparar em bruto não tem significado.

Antes ir para a conversa do Goldman Sachs (que de qualquer forma é culpa dos próprios gregos), se calhar convinha falar destas. Para além de que terem os maiores cortes na despesa não significa que tenha colocado a despesa a um nível apropriado para as suas receitas, pode apenas significar que tinham mesmo um deficit gigantesco.

E já agora como é que é impagável se o Varoufakis disse ontem que já pagar tudo e ontime?

Obrigado por me ajudar a acrescentar mais alguns pontos em futuras FAQ.

1) «– Ouvi dizer que a Grécia tinha o maior número de funcionários públicos por habitante».

Ouviu aonde? Na tasca mais próxima? O que importa é o peso salarial da Administração Pública na riqueza produzida. Na Grécia é de 12,1%, ligeiramente superior a Portugal, mas inferior à França (13,2%) ou à Dinamarca (18%). Reveja lá as contas.

Portanto, peça aos seus amigos para não o enganarem.

2) «– Ouvi dizer que a Grécia tinha dos níveis mais elevados de evasão fiscal».

Graças à inoperância dos Governos gregos do arco governativo correspondente ao PS-PSD-CDS nacionais, a economia paralela é muito grande (apesar de tudo inferior à de Portugal, que já passou largamente os 25% do PIB!). Esse é um problema que é preciso resolver.

Mas e então? O que importava saber é se a Grécia cumpriu ou não cumpriu. Cumpriu o que a troica queria e está à vista o resultado.

3) Fala de «tiradas falaciosas como a da reforma antecipada» mas não apresenta quaisquer factos, por isso o seu argumento vale rigorosamente zero.

4) O que se pretende deixar claro é que as políticas atuais apenas poderão conduzir a um desastre humanitário ou à perda da Grécia pela Europa, o que poderá ser problemático. Se uma solução não funciona, não vale a pena persistir apenas para castigar arrogantemente um povo inteiro. A brutalidade da Direita é de uma boçalidade tal que ainda consegue surpreender.

5) Varoufakis pode dizer que assegura os próximos pagamentos, mas a médio/longo prazo, se a Europa insistir em obrigar os grego a políticas absurdas, eles entrarão em incumprimento por um exercício de mera lógica. Se têm 175% de dívida e estiverem em recessão ou a crescer 1% vão pagar como? Isto é absolutamente básico.

“Graças à inoperância dos Governos gregos do arco governativo correspondente ao PS-PSD-CDS nacionais, a economia paralela é muito grande (apesar de tudo inferior à de Portugal, que já passou largamente os 25% do PIB!).”

Qual o número já agora? E pode me indicar a fonte donde está a tirar esses números como o peso no sector público no GDP?

Mas então, porque a Grécia está tão mal, se cumpriu religiosamente o que lhe foi pedido e se nem sequer teve o malvado Tribunal Constitucional a emperrar as… “reformas” (cortes)?

Como é sabido (vide Marc Rochein “O Banco -Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo”, que nunca foi desmentido), a Goldman Sachs, numa altura que o íntegro Mário Draghi era o seu vice-presidente para a Europa, ajudou o Governo grego, em troca de 600 milhões de euros, a “maquilhar” (aldrabar!) as contas gregas para entrar na zona Euro. Esse Governo era da linha PS-PSD-CDS portuguesa. Assim começaram muitos dos problemas da Grécia.

Desde aí a Grécia teve sempre governos politicamente próximos do chamado “arco governativo” português. A incompetência e o caráter obnóxio desses governos, semelhantes ao atual governo português, conduziram a Grécia para um beco com uma saída muita estreita.

É verdade que a Grécia, tal como Portugal, melhorou no setor das exportações, do défice externo e do défice orçamental.

Mas esta espécie de “back to basics” económico, arrasou tudo o mais: o desemprego é assustador, a dívida pública tem um valor absurdo, sendo obviamente impagável, o crédito malparado na Grécia é superior a 30%, enfim quase todo o resto da economia está arrasada.

A dívida privada grega é altíssima (ainda assim inferior à de Portugal, que já passou os 200%!), a economia paralela é muito grande (apesar de tudo inferior à de Portugal, que já passou largamente os 25% do PIB).

Mas os Governos gregos cumpriram com aquilo que a “troica” queria. Sem Tribunal Constitucional que travasse algumas medidas recessivas que, assim, não afetaram Portugal, afundaram-se completamente. Quanto mais cortaram, mais a divida pública aumentava. Qualquer crescimento que venham a ter, apenas tem um destino exclusivo: o serviço da dívida. É inviável.

Nada do desastre recente da Grécia tem a ver com “preguiça”, “espírito trapaceiro” ou “incumprimento”.

Os Governos gregos limitaram-se a seguir a receita da “troica” e a afundar-se alegremente.

É, pois, também na austeridade estúpida, desumana, absurda, economicamente idiota, e brutal, nesse atentado à dignidade dos gregos (Junckers dixit) que se encontra a chave do problema grego. Os gregos compreenderam que sem uma mudança de políticas entrariam em colapso.

Já chega de “narrativas” sem nexo e sem sustentação em factos.

Está explicado! Tudo começou quando os mauzoes do G.S. ajudaram os gregos a aldrabar as contas. Podiamos achar que tudo tinha começado antes mas nao… Enfim. Fiquei esclarecido. Nao sobre a tragedia grega mas sem dúvida esclarecido.

O que é pior que um cego?

Em 2011 um governante europeu foi eleito mediante promessas de mudança da má situação do país que, logo que chegou ao poder, violou sem pejo nem hesitação, fazendo rigorosamente o contrário do que tinha alardeado em campanha.
Para conseguir maioria absoluta, esse governante fez uma coligação com um partido de direita cujo líder estava relacionado com vários processos de corrupção, entretanto nunca provados.

Aplicou um programa ideológico, agindo em prol de credores externos, provocando a maior devastação social conhecida desde 1974. Quatro anos depois existe dívida record, desemprego record, suicídios record, impostos record, miséria record, emigração record e nenhum problema estrutural resolvido.

Ambos ficaram entretanto conhecidos por várias alcunhas, de entre as quais se destaca “farsola” (no caso do governante) e “irrevogável” (no caso do líder do partido minoritário).

Em 2015 um governante europeu foi eleito mediante promessas de mudança da má situação do país, que tratou de fazer cumprir a partir do primeiro dia.
Para conseguir maioria absoluta aliou-se a um partido de direita, cujo líder estava associado a declarações anti-semitas em tempos.

Aplicou um programa ideológico, agindo em prol dos eleitores, tentando a tarefa impossível de negociar com 18 estados credores, conseguindo parcos resultados, mas fazendo por não trair o se eleitorado. O que conseguirá com o tempo não se sabe, apenas se pode especular.

Ainda não se lhes conhecem alcunhas (o “tripas” e o “fakis”, talvez), mas inspiram medo na direita reaccionária e parece que o “fakis” é um sex-symbol, cobiçado pelas mulheres (excluindo a Maria Luís) e invejado pelos homens (excepto a Merkel).

JMF e os outros cronistas do Observador (incluindo comentadores trauliteiros que andam por aqui) cantam loas e elogios rasgados ao primeiro exemplo (“farsola”) e desunham-se a atacar, seja por que meios forem o segundo exemplo (“tripas”).
Fica-se assim esclarecido quanto à sua coerência, dualidade de critérios e adesão cega à cartilha.

“Em 2015 um governante europeu foi eleito mediante promessas de mudança da má situação do país, que tratou de fazer cumprir a partir do primeiro dia.”

E pronto, lá se esqueceu do que aconteceu ontem em que ele basicamente voltou atrás nas promessas, começando pela supervisão da troika continuar. O Passos comprometeu por é um “bandido”, o Tsipras porque “teve de ser”. E fala você de coerência…..

Resposta errada. Passos Coelho, logo após as eleições disse que queria “ir além da troica”. Isto parece completamente estúpido, mas o homem foi mesmo além da troica, arrasando o país. E só não destruiu mais porque ainda temos leis em Portugal (nomeadamente uma, chamada Constituição).

“Resposta errada. Passos Coelho….”

O foco do meu comentário era mesma a negação da verdade ao dizer que Tsipras cumpriu as promessas eleitorais. Mas isso não comentou.

A Europa trocou a troika para dar mais uns trocos ao Tsipras. Quem trocou as voltas a quem? Saberemos daqui a quatro meses, ou menos.

La raison délirante de l’Europe, un nouveau fascisme mou ?
Il est temps d’ouvrir les yeux : les autorités qui se trouvent à la tête de l’Europe incarnent un fascisme nouveau. Ce fascisme, ce n’est plus celui, manifeste et assumé, qui a fait du XXe siècle l’un des grands siècles de la laideur politique ; il s’agit plutôt d’un fascisme mou et retors, dissimulant ses intentions mauvaises derrière un langage qui se voudrait de raison. Mais la raison que manifestent tous ceux qui, aujourd’hui, se trouvent forcés de discuter avec le Premier ministre grec, Aléxis Tsípras, est en réalité une raison délirante. Elle l’est sur plusieurs plans.
Premièrement, la raison européenne est délirante sur le plan politique : chaque nouveau geste posé par les autorités de l’Europe (ainsi, en dernier lieu, celui du directeur de la Banque centrale, Mario Draghi) affiche davantage le mépris des principes sur lesquels elle se prétend fondée par ailleurs. En proclamant que les traités européens sont soustraits à tout vote démocratique, le président de la Commission européenne, Jean-Claude Juncker, ne l’avait pas caché : la démocratie, en Europe, n’est qu’un mot vide. Qu’il ait pointé une réalité juridique (il est vrai que les traités sont négociés entre Etats et non entre populations) n’empêchait pas moins qu’il s’agissait là d’une déclaration de renégat. Non, l’Europe ne vous appartient pas, peuples d’Europe – pas plus qu’elle n’appartient aux gouvernements que vous avez élus, si ceux-ci ne marchent pas au rythme que nous souhaitons lui voir adopter. Tel était le message que Juncker souhaitait faire passer – et qui a été entendu.

Deuxièmement, la raison européenne est délirante du point de vue économique : ce que les autorités européennes sont en train de réaliser, c’est tout simplement la ruine d’un continent entier. Ou, plutôt : la ruine de la population d’un continent entier – à l’heure où la richesse globale de l’Europe, en tant qu’entité économique, ne cesse de croître. Les autorités économiques européennes, en tentant de tuer dans l’œuf le programme grec, pourtant d’une impeccable rationalité économique, de Yánis Varoufákis, le disent là aussi sans ambages. Ce qui les intéresse, c’est la perpétuation d’un statu quo financier permettant au capitalisme, dans son caractère le plus désincarné et le plus maniaque, de continuer à produire une richesse abstraite. Il n’est pas important que la richesse en Europe profite aux personnes ; en revanche, il est d’une importance croissante qu’elle puisse continuer à circuler – et toujours davantage. Pourtant, qu’en déséquilibrant de manière aussi radicale le système économique européen, les autorités en question risquent d’aboutir à la destruction du système capitaliste lui-même, comme ne cessent de le souligner les analystes financiers, ne leur traverse même pas l’esprit. Car, au bout du compte, il ne s’agit pas vraiment de capitalisme, ni même d’économie ; il s’agit de pouvoir, et de sa pure imposition.

Troisièmement, la raison européenne est délirante du point de vue de la raison elle-même. Derrière les différents appels au «raisonnable», que le nouveau gouvernement grec devrait adopter, se dissimule en réalité la soumission à la folie la plus complète. Car la raison à laquelle se réfèrent les politiciens européens (par exemple, pour justifier les mesures d’austérité débiles qu’ils imposent à leur population) repose sur un ensemble d’axiomes pouvant tout aussi bien définir la folie. Ces axiomes sont, tout d’abord, le refus du principe de réalité – le fait que la raison des autorités européennes tourne dans le vide, sans contact aucun avec ce qui peut se produire dans le monde concret. C’est, ensuite, le refus du principe de consistance – le fait que les arguments utilisés pour fonder leurs décisions sont toujours des arguments qui ne tiennent pas debout, et sont précisément avancées pour cela (voir, à nouveau, l’exemple de l’austérité, présentée comme rationnelle du point de vue économique alors que tout le monde sait que ce n’est pas le cas). C’est, enfin, le refus du principe de contradiction – le fait que l’on puisse remonter aux fondements mêmes des décisions qui sont prises, et les discuter, possibilité suscitant aussitôt des réactions hystériques de la part des autorités.

Ce délire généralisé, que manifestent les autorités européennes, doit être interrogé. Pourquoi se déploie-t-il de manière si impudique sous nos yeux ? Pourquoi continue-t-il à faire semblant de se trouver des raisons, lorsque ces raisons n’ont plus aucun sens – ne sont que des mots vides, des slogans creux et des logiques inconsistantes ? La réponse est simple : il s’agit bien de fascisme. Il s’agit de se donner une couverture idéologique de pure convention, un discours auquel on fait semblant d’adhérer, pour, en vérité, réaliser une autre opération. Comme je l’ai suggéré plus haut, cette autre opération est une opération d’ordre : il s’agit de s’assurer de la domestication toujours plus dure des populations européennes – de ce qu’elles ne réagiront pas aux mesures de plus en plus violentes prises à leur encontre. Des gouvernements qui se prétendent démocratiques ont été élus par les différentes populations européennes – mais ce sont des gouvernements dont le programme caché est tout le contraire : ce sont des gouvernements qui souhaitent la fin de la démocratie, car la démocratie ne les arrange pas. Tout le reste n’est que prétexte. Or, ce que le nouveau gouvernement grec tente de réaliser, c’est réintroduire un peu de réalisme au milieu de l’invraisemblable délire politique, économique et rationnel dans lequel baigne l’Europe – donc un peu de démocratie. Mais, ce faisant, il rend apparent l’ampleur de la crapulerie régnant dans les autres pays du continent – et, cela, on ne le lui pardonnera pas.
Laurent de SUTTER Professeur de théorie du droit, à la Vrije Universiteit de Bruxelles et directeur de la collection «Perspectives critiques» aux Presses universitaires de France. Fonte: liberation.fr

Tanto linguarejar esquerdalhudo para que’? A coisa e’ elementar nao-caros watsons: para toda aquela despesa prometida tem que se arranjar receita correspondente… caso contrario vem o deficite… para o financiar ha’ que pedir emprestimos… para os obter ha’ que cumprir com condicoes… trata-se do dilema do cao que morde o rabo… Alternativas: sim, Albania antiga, com vida de cao e uma potente estacao de radio vomitando baboseiras…

Europa e a razão delirante

É tempo de abrir os olhos: as autoridades que estão hoje no comando da Europa encarnam uma nova modalidade de fascismo. Não é mais o fascismo manifesto e assumido, que fez do século 20 um dos maiores do horror político; trata-se, isso sim, de um fascismo mole e lábil, que dissimula suas más intenções por trás de uma linguagem que parece racional. Mas a razão que manifestam todos que, hoje, se vêem obrigados a discutir com o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras é na realidade uma razão delirante. E é razão delirante em vários planos.
Primeiramente, a razão europeia é delirante no plano político: cada novo gesto encenado pelas autoridades europeias (e também, para completar, o gesto do director do Banco Central, Mario Draghi) exibe sobretudo desprezo pelos princípios sobre os quais a razão deve-se basear. Ao proclamar que os tratados europeus são imunes a qualquer voto ou desejo democrático, o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker nem tentou ocultar coisa alguma: a democracia não passa de palavra vazia na Europa.
Falava de uma realidade jurídica (é verdade que os tratados são negociados entre estados, não entre populações), o que não impediu que sua fala soasse como fala de renegado: não, a Europa não pertence a vocês, povos da Europa – tampouco pertence aos governos que vocês elegeram, se esses governos não marcharem no ritmo em que queremos vê-los marchar. Essa a mensagem que Juncker quis divulgar – e todos ouviram.
Em segundo lugar, a razão europeia é delirante também do ponto de vista económico: o que as autoridades europeias estão fazendo é, simplesmente, a ruína de um continente inteiro. Ou, ainda pior: é a ruína da população de um continente inteiro – e bem quando a riqueza global da Europa, enquanto entidade económica, não para de crescer.
As autoridades económicas europeias, enquanto se esforçam para matar no ovo o programa grego, e o plano de impecável racionalidade económica de Yanis Varoufakis, afirmam precisamente essa razão económica delirante, e sem meias palavras.
Àquelas autoridades, o que interessa é perpetuar o status quo do financismo, no qual o capitalismo em seu formato mais desencarnado e mais maníaco, só produz riqueza abstracta. Já não importa àquelas autoridades que a riqueza da Europa beneficie seres humanos; em vez disso, é cada vez mais importante que a riqueza mude de mãos, circulando cada vez mais só entre poucas mãos. Mas o que não passa pela cabeça daquelas autoridades é que, ao desequilibrar de modo tão radical o sistema económico europeu, aquelas autoridades correm o risco de destruir o próprio sistema capitalista, como não se cansam de repetir tantos analistas financeiros. Porque, afinal de contas, já nem se trata realmente de capitalismo, sequer, mesmo, de economia: trata-se de poder, de pura, violenta imposição de poder.
Em terceiro lugar, a razão europeia é delirante do ponto de vista da própria razão. Por trás de diferentes apelos para ser “razoável”, que o governo grego está tendo de ouvir, oculta-se de fato a ânsia para conseguirem submeter a Grécia à loucura mais completa.
Porque a razão à qual se referem os políticos europeus (por exemplo, para justificar as ensandecidas medidas de austeridade que impõem aos cidadãos) repousa sobre um conjunto de axiomas que servem perfeitamente para definir a loucura. São axiomas que, para começar, mandam apagar o princípio de realidade. Só assim se cria a condição básica para que a razão das autoridades europeias possa continuar a girar no vazio, sem contacto algum com o que esteja acontecendo no mundo concreto.
Na sequência, é preciso recusar também qualquer princípio de coerência-consistência. Só assim se mantêm em pé os argumentos usados para fundamentar o que as autoridades europeias querem decidir e decidem. Esses argumentos são apresentados, de fato, também para enterrar definitivamente qualquer anseio de coerência-consistência. (Basta considerar, por exemplo, a “austeridade” apresentada como se fosse racional do ponto de vista econômico, quando todos sabemos que nada tem de racional.)
Trata-se por fim de recusar o princípio do contraditório -, o fato de que sempre se pode voltar aos fundamentos das decisões tomadas e rediscuti-los, ideia que tem suscitado até agora as reacções mais histéricas entre as autoridades europeias.

É preciso contestar, interrogar, esse delírio generalizado, que as autoridades europeias manifestam.
Por que aí está, exposto tão desavergonhadamente aos olhos do mundo? Por que continua a fingir que tem razões (racionais) a apresentar a seu favor, quando já se viu que suas razões não são razões, já não têm sentido algum? Quando já se sabe que não passam de palavras ocas, slogans furados e lógicas falsas, lógicas de dissimulação?
A resposta é simples: porque estamos diante do fascismo. Trata-se de dar uma cobertura ideológica puramente convencional, um discurso que se finge aceitar, ao qual se finge aderir, para, na verdade, completar outra acção. Como já sugeri acima, essa operação é operação de outra ordem: trata-se de garantir a domesticação sempre mais violenta das populações europeias – de garantir que não reagirão contra as medidas mais violentas tomadas contra elas.
Diferentes populações europeias elegeram governos que se apresentaram como democráticos – mas são governos cujo programa oculta exactamente o contrário do que mostra. São governos que trabalham contra a democracia, porque a democracia não trabalha a favor deles. Todo o resto é pretexto.

Ora, o que o novo governo grego tenta fazer é reintroduzir um pouco de realismo, no inverossímil, irracional delírio político e económico em que a Europa está afogada -, vale dizer: introduzir ali um pouco de democracia. Mas ao fazê-lo, o novo governo grego desmascarou a extensão da vilania, da fraude, que governa os outros países do continente. E isso, nunca lhe perdoarão.
Laurent de SUTTER Professeur de théorie du droit, à la Vrije Universiteit de Bruxelles et directeur de la collection «Perspectives critiques» aux Presses universitaires de France. Tradução – Fonte: liberation.fr

It’s Time to Kick Germany Out of the Eurozone
Why the anchor dragging down the European economy isn’t Athens — it’s Berlin.
st year, Germany racked up a record trade surplus of 217 billion euros ($246 billion), second only to China in global export dominance. To some, this made Germany a bright spot in an otherwise anemic eurozone economy — a “growth driver,” as the German finance minister, Wolfgang Schäuble, puts it. In fact, Germany’s chronic trade surpluses lie at the heart of Europe’s problems; far from boosting the global economy, they are dragging it down. The best way to end this perverse situation is for Germany to leave the eurozone.
Germans usually respond to such charges with a kind of hurt confusion. We run trade surpluses, they patiently explain, because we are simply much more competitive than most of our trading partners. Can you blame us, they ask, if the world prefers to buy superior German goods (and has nothing we want in return)? So goes the argument: The rest of the world just needs to up its game, get its house in order, and become a bit more like Germany. In the meantime, don’t hate us ‘cuz we’re beautiful….
Contrary to popular mythology, however, there’s absolutely no reason why being “competitive” should mean running a trade surplus. As far back as 1817, the economist David Ricardo pointed out that the optimal basis for trade is comparative, not absolute, advantage. In other words, even if a country is better at everything, it should export what it is best at and import what it is less better at. Having an across-the-board advantage does not imply that it makes good economic sense to produce everything yourself, much less to sell more than you want in return. Or, to put it a bit differently, there’s no inherent reason why earning more can’t mean spending more, on consuming both public and private goods, as well as investing in future productive capacity.
Trade surpluses take place when a country chooses to spend less than it produces — when it has excess savings, beyond its domestic need for credit. It lends that excess savings abroad, financing another country’s ability to spend more than it produces and, by running a trade deficit, purchase the lender’s excess production. It’s true that a highly productive country might have the wherewithal to conjure up excess savings, while a less productive country might be inclined to borrow rather than scape up the savings it needs. But fundamentally, trade imbalances arise not from competitive advantage but from choices about how much to save and where that savings should be deployed — at home or abroad.
Does it ever make sense to run trade imbalances? Sure it does. In the 19th century, Britain’s Industrial Revolution enabled it to reap vast earnings from expanded output, some of which it invested in the United States. The money lent to a rapidly growing American economy generated higher returns than it would have back home, while creating a market for British-made goods. The potential productivity gains made it a win-win: It made sense for the Americans to borrow and for the British to lend. But the case also highlights something that’s easy to forget: Running a trade surplus means financing someone else’s trade deficit.
The eurozone crisis is often called a debt crisis. But, in fact, Europe as a whole did not have an external debt problem, but an internal one: German surpluses and mounting debt in Europe’s periphery were two sides of the same coin.German surpluses and mounting debt in Europe’s periphery were two sides of the same coin. Germans saved (a lot), and the single currency induced them — rather than save less or invest it at home — to lend it to their eurozone trading partners, which used the money to buy German goods. By 2007, Germany’s trade surplus had reached 195 billion euros, three-fifths of which came from inside the eurozone. Berlin might call this “thrift,” but it’s hard to argue that Germany’s excess savings, which its banks often struggled to put to use, were well invested. Instead, they gave Germans the illusion of prosperity, trading real work (reflected in GDP) for paper IOUs that might never be repaid.
Something needed to change, but what? Normally, each country would pursue its own monetary policy, relying on exchange rate adjustments to shift the locus of demand from those that could not afford it to those that could. Under a single currency, though, this could not happen. Instead, Europe’s debtors were forced to slash demand, through a combination of fiscal austerity and debt deleveraging. Their trade deficits with Germany fell dramatically — but by buying less, not selling more. All of the so-called PIIGS (Portugal, Ireland, Italy, Greece, and Spain) saw their total trade with Germany shrink — in the case of Greece and Ireland, by more than one-third. So, to the extent Europe rebalanced, it did so at the cost of growth.
The eurozone was caught in a trap. Its countries needed to move in two separate directions, but under a single currency, they could only move in lock step. A Europe that lived within its means meant a Germany that continued to save more than it spent, rather than driving much-needed demand. Monetary easing — and a weaker euro — merely redirects Europe’s internal imbalances outward. Germany’s trade surplus with the United States exploded (up 49 percent from 2007 to 2013), and deficits with China and Japan collapsed (by negative 71 percent and negative 78 percent respectively). Meanwhile, Germany’s trade balance with Brazil and South Korea flipped from deficit to surplus.
Since 2012, virtually all of the eurozone’s net GDP growth, on an annual basis, has come from net exports — further testament to the weakness of domestic European demand as a driver of growth. It’s doubtful, however, whether relying on Americans to pile on more debt — and risk going the way of Greece — is really a reliable strategy. In principle, narrowing Europe’s trade deficit with China makes more sense. But in practice, this has consisted less in tapping China’s mass consumer market than in selling machinery and luxury goods into China’s credit-fueled investment boom, which itself is predicated on maintaining an outsized trade surplus with the United States. The issue isn’t — as it’s so often framed — what’s fair, but what’s sustainable. And Americans playing the world’s consumer of last resort, by borrowing to live beyond their means, isn’t sustainable.
So what should be done? The best solution — and the least likely to be adopted — is for Germany to leave the euro and let a reintroduced Deutsche mark appreciate. Here, the experience of the 1985 Plaza Accord offers some encouragement. While a stronger yen made barely a dent in Japan’s structural trade surplus, German behavior proved far more responsive to the incentives embodied in a stronger mark.
In the past year, German politicians have proved far more willing to try boosting demand by raising the minimum wage, cutting the retirement age, and increasing pensions — moves that may work, but risk harming productivity, which is ultimately the source of Germany’s capacity to consume. Perversely, those same politicians refuse to cut taxes or boost public spending, which in 2014 resulted in Germany posting its first balanced federal budget since 1969, a year earlier than planned. To most Germans, any suggestion that they should relax this fiscal discipline smacks of Greek-style profligacy, but there’s another way to think about it. The excess savings are already there; the only question is where to lend it all. Borrowing it domestically to drive a genuine European recovery might be preferable to (once again) throwing it at foreigners to buy things they really can’t afford.
With an aging population, perhaps it’s understandable why Germans want to save. But there is no inherent reason to direct that savings abroad when there is a far more crying need to deploy it at home. The “growth” Germany generates by funding unsustainable trade imbalances — inside and outside the eurozone — is an illusion. It is growth that is borrowed, for only a while. For Germany, and for the world, it’s a bad trade. BY Patrick Chovanec. Fonte: foreignpolicy.com/

Aprecio a forma empolgada como cada um expressa a sua interpretação dos factos!
No entanto, e desta vez, não estou a ser capaz de resistir a partilhar a minha opinião.
Diga-se o que se quiser, mas …
Quem gasta mais do que pode, e deve, – e para tal, tem de pedir emprestado – tem a obrigação de pagar o que deve, nos termos em que acordou quando pediu!
Quem se põe a jeito, de forma arrogante, disseminando gratuitamente a percepção de que é ´campeão’ (sem no entanto nunca o ter sido), não pode ficar sentido por ser agora alvo de chacota, pelo facto de, afinal … não ser campeão nenhum!
O Sr. governante Grego afirma que “perdeu a batalha, mas não a guerra”! Parece-me ser uma pessoa inteligente e lutadora, mas já vi muitos políticos inteligentes e lutadores perderem batalhas atrás de batalhas sem precisarem de se escudarem nas guerras que, eles próprios, iniciaram sem qualquer razão para o fazerem!
E, já agora, acabam quase sempre por perder as ditas guerras … e quem paga são os seu próprios concidadãos!

Está equivocado, ele afirmou que ganhou a batalha numa cena à lá ministro da informação iraquiano.

Luís Oliveira, partindo do pressuposto que você e a sua mulher trabalham, tem uma vida razoável, compraram com credito bancário a casa, o carro, as Tvs, electrodomesticos etc, ou seja endividaram-se… mas sempre com a intenção e o desejo de cumprirem as suas obrigações.
Por azares da vida dos quais não foram culpados, a empresa de um de voçês faliu. Por varias razões aquele que perdeu o emprego não consegue arranjar outro. Ao fim de um ou dois anos o banco cortou o plafond, que tinha até aí disfarçado a crise em que andavam!
O que é que o Luís faz? contas à vida depois de todos os cortes possiveis e imaginários chega à conclusão de que não lhe é possivel pagar os cerca de 550 euros mensais da prestação da casa! só poderá no máximo dos máximos pagar 300 euros.
Como será lógico o Luís terá que ir renegociar as novas maturidades do emprestimo com os credores (banco) não é? em vez de pagar em 30 anos como foi negociado irá propôr em 40 ou 45 por exemplo!
Assim a casa ficará nas suas mãos, o credor ficará sem mais um peso aos ombros… problema solucionado! embora reconheça-se a casa fique como será lógico mais cara! mas enfim poderá assim pagá-la!
Seria completamente despropositado o credor armar-se em puritano e desejar (como se não bastase a crise em que o meu amigo anda) castigá-lo duramente por se ter”endividado para alem das suas possibilidades”… que é normalmente a lenga-lenga dos miseráveis pobres de espírito.
A Grécia sabe que com esta AUSTERIDADE que lhe foi aplicada não vai a lado nenhum, só se enterra mais, e o que quer é parar essa ORGIA ÁUSTERITÁRIA, criar emprego, desenvolver a sua economia, enriquecer, para poder pagar as suas dividas que terão que ser prolongadas para as calendas gregas.
Isso será impossível com a corda na garganta cada vez mais apertada com que estes miseráveis neo liberais têm a Europa!
Esta europa só sairá do fundo do poço quando os povos correrem com esta cambada de neo liberais que infelizente os comandam!

A grande diferença é que o Luís não está a pedir mais dinheiro ao mesmo tempo que negoceia a extensão das maturidades. No caso da Grécia é “Não te vou pagar o que devo mas empresta mais algum”.

As condições impostas não são para assegurar o pagamento do que já foi, são para assegurar que a probabilidade de receberem o que vão emprestar no futuro não piora ainda mais.

Você empresta sem condições a quem não lhe paga o que deve?

Parece-me estar perante o delírio antifascista de mais um arrogante detentor de verdades absolutas.

Citando JMF: ” “Corajoso é combater o que está à nossa frente e no poder” disse um dia Sophia, a mulher simples e vertical … “.

JMF parece admirar mais a verticalidade dos mortos (principalmente quando são consensuais) do que a verticalidade dos vivos (principalmente quando combatem quem têm pela frente e o poder).

E logo ao lado, no seu jornaleco, publica este repugnate artigo mentiroso (porque distorce factos e omite outros) sobre o governo da Grécia.

Aprendi que a isto se chama hipocrisia. Mas hoje, em tempos de “ambiguidade criativa” e “semântica” (palavra usada a torto e a direito e quase sempre de forma incorrecta), talvez chamem a isto outra coisa, quem sabe: … “Liberdade de opinião”? ” … “Jornalismo independente”?

Vou aguardar serenamente mais uns dias, para me rir com as piruetas que este senhor vai fazer para tentar desmentir o indesmentível, reescrever a História, aldrabar os leitores. Como uma vez ouvi ao Herman José: “É preciso ir vendo destas coisas, para ajustar o zero da escala de valores”.

Sophia provavelmente sabia a diferença entre coragem e estupidez.

Desafiar de peito feito um agressor com uma arma não é coragem, é estupidez, desafiar só por desafiar é um exercício em futilidade, é preciso ser efectivo no desafio.

Tsipras conseguiu com isto flexibilidade no deficit mas como contrapartida rebentou com os bancos todos que ficaram descapitalizados com a fuga de capitais, para além da quebra de 40% na receita fiscal. Coragem desta é só mesmo para o povinho ver.

Obrigado,Varoufakis.Se queres saber o que é a “doença infantil de esquerda”vem ler as imbecilidades que aqui escrevem os teus “compagnons de route” PS-oh Goias ,a ministra foi convidada para ir a Berlim,um mês antes das eleições gregas.Vê lá se estudas,antes de vir aqui bolsar as tuas parvoíces

“No dia que em que a Grécia demonstrar que sem o dinheiro dos outros consegue desenvolver politicas que ponham a Grécia a crescer, seremos os primeiros a dar razão …”, ouviu-se ontem no nosso Parlamento. Aplicando a mesma lupa ao caso português entre 2011 e 2014: A divida subiu 30 biliões de euros e a economia diminuiu a produção de riqueza cerca de 45 biliões de euros, no somatório desses três anos( para alem de tudo o resto) . Ou seja, decrescemos mesmo “à custa do dinheiro dos outros”. O que nos deveria precaver de pelo menos duas coisas:
a) de nos pormos em bicos de pés;
b) de regozijo pelas dificuldades dos nossos parceiros na sua luta por um modelo mais eficiente;

Parece haver, neste inicio do seculo XXI, uma relação inversa entre a quantidade de informação disponivel e o senso comum utilizado.

O sr. J.M.Fernandes tem mostrado com frequência quais são as suas preferências e a sua limitação intelectual. Esta sua opinião de “entradas de laão, saídas de sendeitro” em relação às negociações com a Grécia revela sectarismo, má intensão e pouco discernimento. Qualquer negociação entre duas partes tem avanços e recuos, ganhos e perdas. Pela limitada cabaça de J.M.Fernandes, teríamos então uma das partes sempre com entradas de leão e saídas de sendeiro. O sr. Fernandes nem sequer se dá ao cuidado de analisar quais foram as vantagens da Grécia (ninguém entre nós ainda sabe) e as cedãncias do Eurogrupo. Em qualquer negociação deste ou doutro género sabemos bem que de ambps os lados pede-se sempre mais e o que se alcança é sempre melhor do que nada. O sr. Fernandes pelos vistos ignora o que é uma negociação. Alérm disso, é triste verificar que entre nós existem “jornalistas” portugueses (???) que parece não entenderem (como, aliás, os nossos .”patrióticos” governantes) que qualquer vantagem conseguida pela Grécia poderá representar obnviamenter uma vantagem para todos nós. A sua limitada cabeça não dá para mais.São vistas muito curtas e muito comprometidas.

O seu nome devia ter menos um “t”,Calvé=mostarda

A limitação intelectual é sempre daqueles que não sabem respeitar a opinião dos outros.

MUITO OPORTUNOS E ACERTADOS SÃO OS COMENTÁRIOS DO SR. ANTÓNIO JOSÉ BALEIRAS E O “JORNALISTA”. A.J. FERNANDES TERIA MUITO A APRENDER COM OS TEXTOS REPRODUZIDOS, SE A SUA NECESSIDADE E ENTENDIMENTO CULTURAL DESSE PARA TANTO.
POR MIM, TENHO SEMPRE NA MEMÓRIA AS TERRÍVEIS E MONSTRUOSAS GUERRAS DESENCDEADAS PELA BOTA GERMÂNICA NO SÉCULO XX. PARA QUEM NÃO ESQUECE COM FACILDADE O QUE REPRESENTARAM NA EUROPA: DEVASTAÇÃO, MILHÕES DE MORTOS, PERSEGUIÇÕES, OCUPAÇÕES E PILHAGEM, O HOLAUCAUSTO. NÃO NOS PODEMOS ESQUECER QUE A GRÉCIA FOI UMA DAS SUAS GRANDES VÍTIMAS.
A ALEMANHA CONTINUA A SER A MAIOR E MAIS TENEBROSA AMEAÇA PARA A PAZ E PROGRESSO ECONÓMICOS EM TODA A EUROPA E NUNCA DEVERIA TER SIDO CONSENTIDO QUE O SEU PODER TENHA CHEGADO ONDE CHEGOU.
PORQUE O GRANDE E ESCONDIDO SONHO GERMÂNICO CONTINUA LARVAR: A DOMINAÇÃO DE TODOS OS POVOS EUROPEUS, SENÃO PELA FORÇA DAS ARMAS QUE O SEJA PELA FORÇA DA ECONOMIA E FINANÇA.
NEM TODA A RIQUEZA POSSUÍDA NO PRESENTE PELA ALEMANHA CHEGARIOA PARA FAZER PAGAR TODOS OS SEUS CRIMES DE GUERRA NO SÉC. XX.
NO PRESENTE, TEMOS À PORTA UMA NOVA ESPÉCIE DE FASCISMO “DOCE” QUE, BEM NO FUNDO, RESPIRA LAIVOS DE UMA REMNISCÊNCIA NAZI.
QUEM É INCULTO E IGNORANTE NÃO LHE OCORRE QUE ESTÁ A BRINCAR COM O FÔGO.

A esquerda espuma de raiva. Não, os capitalistas não vão se sentar às mesas para pagarem o almoço. Quem quiser comer que trabalhe e pague que comeu!

Não tenho opinião sobre a Grécia ,nem tenho que ter.Só sei que seja quem for que não
cumpra os seus compromissos,assinados é incorrecto.E que quem gasta mais do que o que pode,tendo de ajoelhar-se aos credores,não pode insultar quem lhe empresta.

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